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Telescópio Hubble divulga imagem inédita de nebulosa do Caranguejo do Sul


Nebulosa do Caranguejo do Sul em imagem inédita divulgada pelo telescópio Hubble — Foto: ESA/Hubble

Telescópio comemora 29 anos no espaço. Objeto cósmico é formado por duas estrelas desiguais.

O telescópio Hubble divulgou nesta quinta-feira (18) uma imagem inédita da nebulosa do Caranguejo do Sul para comemorar seus 29 anos no espaço.

A nebulosa é um dos muitos objetos que o Hubble desmistificou ao longo dos anos no espaço. Segundo o comunicado da Nasa e da Agência Europeia Espacial (ESA, na sigla em inglês), a nova imagem aumenta a compreensão sobre a nebulosa e demonstra as capacidades continuadas do telescópio.

Todo ano, para comemorar seu "aniversário", o telescópio divulga uma nova imagem de seus objetos de estudo no espaço que sejam bonitos e significativos.


Este diagrama ilustra como as observações espectrais do Telescópio Espacial Hubble foram usadas para estudar a composição química da Nebulosa do Caranguejo do Sul. Energizados pela radiação do par de estrelas brilhantes, cada um desses elementos brilha em cores específicas de luz correspondentes ao hidrogênio, enxofre, oxigênio e nitrogênio. Créditos: NASA, ESA, and J. DePasquale (STScI)

Par de estrelas forma a nebulosa

A nebulosa do Caranguejo do Sul tem estruturas aninhadas em formato de ampulheta e foi criada pela interação entre um par de estrelas no seu centro. O par desigual consiste em uma estrela gigante vermelha e uma estrela anã branca.

Uma estrela anã é pequena para ser qualificada como estrela, ou seja, tem massa menor e raio inferior às gigantes. É o tipo mais comum e o Sol é uma estrela anã. Já a estrela gigante é uma estrela de raio e luminosidade maiores.

A gigante vermelha é uma estrela luminosa em fase avançada da evolução estelar.

No caso da nebulosa do Caranguejo do Sul, a estrela gigante vermelha está derramando suas camadas externas na última fase de sua vida antes de também viver seus últimos anos como uma anã branca. Parte do material que sai da gigante vermelha é atraído pela gravidade da sua companheira.

De acordo com a ESA, quando uma quantidade suficiente deste material é puxada para a estrela anã branca, ela também ejeta o material para fora em uma espécie de erupção, criando as estruturas da nebulosa. Eventualmente, a estrela gigante vermelha terminará este processo de eliminar suas camadas externas e parará de alimentar sua companheira. Antes disso, mais erupções podem ocorrer, criando estruturas ainda mais complexas.


Este diagrama traça a estrutura da ampulheta formada por um par de enormes bolhas de gás bipolares ejetadas por uma estrela dupla no centro da Nebulosa do Caranguejo do Sul. Os gases são dispersos muito finos para a forma completa da ampulheta a ser fotografada. Em vez disso, as bolhas parecem mais brilhantes nas bordas, dando a ilusão de estruturas de perna de caranguejo. As estrelas provavelmente estão inseridas em um disco de material que restringe e direciona o fluxo de saída de gás do sistema. Este disco aparentemente também lançou jatos gêmeos de material que formam nós longe do sistema quando eles se chocam com material interestelar. Créditos: NASA, ESA, and A. Feild (STScI)

FONTE: G1.COM

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