segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Crianças Estrelas - Alienígenas do Passado


Crianças Estrelas - Alienígenas do Passado... por SeteAntigos7

FONTE: THE HISTORY CHANNEL

Descoberto novo asteroide 'brasileiro'


O QW296 é o oitavo objeto com órbita próxima da Terra encontrado em três meses por um trio de astrônomos amadores mineiros

Astrônomos amadores brasileiros descobriram no último sábado mais um asteroide com órbita próxima da Terra. Batizado de QW296, ele é o oitavo descoberto pelo Sonear, sigla para Southern Observatory for Near Earth Objects, em três meses. O asteroide, um NEO (Near Earth Object), vai passar perto do nosso planeta, a cerca de 49,5 milhões de quilômetros, mas não oferece perigo de colisão. Com diâmetro estimado de 700 metros, ele é classificado como Amor, o que significa que ele não cruza com a órbita do nosso planeta.

O grupo de astrônomos, formado por Cristóvão Jacques, Eduardo Pimentel e João Ribeiro, observa o céu desde 18 de dezembro, em busca de objetos potencialmente perigosos para a Terra. O observatório, localizado em Oliveira, cidade a 120 quilômetros de Belo Horizonte, é o único a fazer esse trabalho no Hemisfério Sul e tem se mostrado muito eficaz para monitorar corpos celestes cruzando o espaço. O primeiro dos oito asteroides foi localizado em 20 de maio. Em seguida, vieram novas descobertas em 15 e 23 de julho e outras cinco em agosto — mais de uma por semana. Além disso, o grupo também encontrou dez asteroides no cinturão entre Marte e Júpiter.

“Esperávamos encontrar vários asteroides, mas o resultado está sendo melhor que a encomenda”, diz Jacques. “E o melhor é que estamos descobrindo objetos difíceis de serem vistos — os mais fáceis de encontrar são os asteroides entre Marte e Júpiter.”

Órbitas cruzadas — De todos os NEOs encontrados, o mais ameaçador é o primeiro. Por seu tamanho e proximidade da Terra, ele se encaixa na classificação de “asteroide potencialmente perigoso”. Com mais de 150 metros de diâmetro e menos de 7,5 milhões de quilômetros de distância da órbita terrestre, caso colidisse com a Terra, ele causaria um impacto continental. Felizmente, apesar de sua classificação, os riscos de uma colisão são desprezíveis. E é essa a importância do trabalho do Sonear: vasculhar o espaço em busca de objetos que poderiam entrar na órbita da Terra.

"Com a tecnologia disponível atualmente, um telescópio e câmeras digitais, monitoramos um pedaço do céu que está fora do alcance de outros telescópios", diz Jacques. "E, com um pouco de sorte e bastante trabalho, estamos encontrando vários objetos celestes."

Para encontrar os NEOs, Jacques, Pimentel e Ribeiro tiram fotos do céu durante a noite e analisam o material no dia seguinte. Além dessa atividade minuciosa, os três têm outros trabalhos: Jacques é engenheiro, Eduardo é advogado, e Pimentel, jornalista e professor.

Cometas brasileiros — A primeira descoberta do observatório, que dispõe de um telescópio de 450 milímetros de diâmetro fabricado sob encomenda, foi um cometa — o primeiro brasileiro. Pouco mais de dois meses depois, encontraram um segundo, batizado de C/2014 E2 Jacques. O cometa Jacques pode ser visto no Hemisfério Sul no início de agosto e, nesse momento, é o cometa mais brilhante que passa pelos céus do Hemisfério Norte. Na próxima semana, poderá ser visto novamente no Brasil. “Basta um binóculo e o céu limpo para conseguir observá-lo”, diz Jacques.

FONTE: REVISTA VEJA

Agora você pode ter acesso a todas as palestras de Richard Feynman



As palestras do físico ganhador do Nobel Richard Feynman são legendárias. Existem filmagens dessas conferências, mas elas também estão no The Feynman Lectures, uma coleção de três volumes que provavelmente são os livros de física mais populares já escritos. E agora você pode acessá-los online e de graça.

A edição online dos Feynman Lectures on Physics está disponível em HTML 5 graças a uma colaboração entre a Caltech (onde Feynman deu as palestras pela primeira vez, no começo da década de 1960) e o site de Feynman. A edição online contém “uma cópia em alta qualidade e atualizada das legendárias palestras de Feynman” e foi projetada para ser lida em aparelhos de qualquer tamanho ou forma; você pode dar zoom no texto, nas imagens e nas equações sem ter problemas de visualização.


Quem foi Richard Feynman?
Nasceu em Nova Iorque e cresceu em Far Rockaway. Desde criança demonstrava facilidade com ciências e matemática. Cursou física no Instituto de Tecnologia de Massachusetts onde, graças a John Clarke Slater, Julius Adams Stratton e Philip McCord Morse, além de outros professores, era devidamente conceituado.

Na graduação, em colaboração com Manuel Sandoval Vallarta, publicou um artigo sobre os raios cósmicos. Outro artigo foi publicado no mesmo ano, creditado somente a Feynman, versando sobre forças moleculares.

Adicionalmente a seus trabalhos sobre física teórica, Feynman foi pioneiro na área de computação quântica, introduzindo o conceito de nanotecnologia, no encontro anual da Sociedade Americana de Física, em 29 de dezembro de 1959, em sua palestra sobre o controle e manipulação da matéria em escala atômica. Defendeu a hipótese de que não existe qualquer obstáculo teórico à construção de pequenos dispositivos compostos por elementos muito pequenos, no limite atômico, nem mesmo o princípio da incerteza.

Pós graduado no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, do qual participou Albert Einstein. Lá, fica sob a supervisão de John Archibald Wheeler, com o qual cria uma teoria de eletrodinâmica clássica equivalente às equações de Maxwell. No seu trabalho, desenvolve a eletrodinâmica quântica, onde utiliza o método da integral de caminho. Participa também do projeto Manhattan.

Torna-se professor da Universidade de Cornell e em seguida do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), onde atuou como professor por 35 anos e ministrou 34 cursos, sendo 25 deles cursos de pós graduação avançados, os demais cursos eram, basicamente, introdutórios de pós graduação, salvo o curso de iniciação à física ministrado para alunos dos 1° e 2° anos durante os anos de 1961-1962 e 1962-1963, cursos que originaram uma de suas mais conceituadas obras, o Feynman Lectures on Physics publicado originalmente em 1963. Dois anos depois, em 1965, Feynman recebeu o Nobel de Física por seu trabalho na eletrodinâmica quântica. Além disso, concebeu a ideia de computação quântica e chefiou a polêmica comissão que investigara o acidente do ônibus espacial Challenger, ocorrida em 28 de janeiro de 1986.


Contribuições à Física
A maior contribuição de Feynman à Física foi o desenvolvimento da eletrodinâmica quântica, a qual foi desenvolvida paralelamente por Julian Schwinger e Sin-Itiro Tomonaga. Nela, utiliza o método da integral de caminho.

Na década de 1950, Feynman trabalha na teoria das interações fracas, e nos anos 1960, ele trabalhou na teoria das interações fortes.

Também trabalhou na superfluidez do hélio líquido.


Experiência no Brasil
No começo da década de 50, Feynman se interessa pela América do Sul e acaba indo lecionar como convidado de Jayme Tiomno no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas no Rio. Entre 1951 e 1952, Feynman passa vários meses no Brasil e sua estada é relatada no capítulo "O americano, outra vez!" do seu Livro “O senhor está brincando, Sr. Feynman!”. Entre outros assuntos ele descreve sua divertida experiência com o povo brasileiro, com a língua portuguesa e com a música (percussão e samba). No final do capítulo ele se utiliza da experiência que teve com seus alunos e suas falhas durante o aprendizado para fazer uma crítica ao método de aprendizado por meio da memorização mecânica em vez de usar o raciocínio.


Está tudo aqui. Divirta-se.

FONTE: http://gizmodo.uol.com.br/

Estariam as probabilidades a favor da vida extraterrestre?



Há quase 20 anos, nas páginas de uma publicação obscura chamada Bioastronomy News, dois gigantes da ciência argumentavam se o Instituto SETI - Search for Extraterrestrial Intelligence (Procura por Inteligência Extraterrestre) tinha alguma chance de obter sucesso. Carl Sagan, eloquente como nunca, deu sua resposta padrão. Com bilhões de estrelas em nossa galáxia, deve haver outras civilizações capazes de transmitir ondas eletromagnéticas. Através de varreduras do céu com rádio telescópios, poderemos interceptar um sinal.
Mas o oponente de Sagan, o grande biólogo evolucionário Ernst Mayr, achava que as chances eram perto de zero. Contra os bilhões estelares de Sagan, ele colocou seus próprios números astronômicos: Dos bilhões de espécies que viveram e morreram desde que a vida começou, somente uma – o Homo sapiens – tinha desenvolvido a ciência, a tecnologia e a curiosidade de explorar as estrelas. E para isso, demorou 2,5 bilhões de anos de evolução. Mayr concluiu que a alta inteligência deve ser extremamente rara, aqui ou em qualquer lugar. A forma de vida mais abundante na Terra é unicelular.
Desde o debate com Sagan, mais de 1700 planetas foram descobertos além do nosso sistema solar – 700 só este ano. Recentemente, os astrônomos estimaram que uma em cada estrela similar ao Sol, na Via Láctea, poderia ser orbitada por um mundo capaz de suportar algum tipo de vida. Isto é, aproximadamente 40 bilhões de habitats em potencial.
Mas Mayr, que morreu em 2005 com 100 anos de idade, provavelmente não ficaria impressionado. Pelos seus cálculos, as chances ainda seriam muito baixas para qualquer coisa além de mundos com lama unicelular. [De acordo com a ciência] nenhuma evidência ainda surgiu para prová-lo errado.
Talvez não estejamos olhando o suficiente. Desde que o SETI começou no início da década de 1960, ele tem tido problemas monetários para monitorar até mesmo uma fração do céu. Numa dissertação online, Seth Shostak, astrônomo sênior do Instituto SETI, lamentou o pouco financiamento que foi alocado para a tarefa – uma fração do orçamento da NASA.
“Se você não apostar”, ele escreveu,“você nunca vai acertar a loteria. E isso é uma questão de vontade.”
Já faz mais de 3,5 bilhões de anos desde que a primeira vida unicelular surgiu, e levou outros bilhões de anos, aproximadamente, para algumas dessas células evoluírem e se unirem de forma simbiótica para formarem organismos multicelulares primitivos. Estas colmeias bioquímicas, através de mutações aleatórias e de explorações cegas de evolução, eventualmente acabaram criando seres com a habilidade de lembrar, antecipar e – pelo menos no caso dos humanos – pensar sobre o significado de tudo.
É o acerto da loteria muitas vezes em seguida.
Todo o passo foi uma questão de casualidade, como a combinação arbitrária dos números 3, 12, 31, 34, 51 e 24, que deu a um vencedor da Powerball (loteria dos EUA) um prêmio de US$ 90 milhões este mês.
De acordo com o site da Powerball, as chances de ganhar o fabuloso prêmio era de aproximadamente 175 milhões para uma. O surgimento de uma inteligência como a humana, como Mayr enxergava, era tão provável quanto o vencedor do Powerball ficar comprando bilhetes de loteria e, jogo após jogo, acertar o prêmio seguidamente. Uma improbabilidade empilhada em cima de outra, criando um evento incrivelmente raro de ocorrer.
No livro “Wonderful Life” (‘Vida Maravilhosa’ – título de trad. livre n3m3), Stephen Jay Gould celebra o que ele viu como a improbabilidade da nossa existência. Ele arriscou dizer que se uma criatura rastejante chamada Pikaia gracielens não tivesse sobrevivido a extinção Cambriana, que ocorreu há aproximadamente um bilhão de anos, toda a disposição chamada de Chordata (Cordados), que inclui a nós, vertebrados, poderia não ter existido.
Para Gould, o fato de qualquer uma de nossas espécies ancestrais poder facilmente ter sido erradicada deveria nos encher “com um novo tipo de espanto” e “um tremor pela improbabilidade do evento” – uma versão agnóstica de uma epifania.
“Chegamos muito próximos, milhares e milhares de vezes, de sermos erradicados pela mudança de direção da história em direção a outro rumo sensível“, ele escreveu. “Faça um replay da fita milhões de vezes”, ele propôs, “e eu duvido que qualquer coisa similar ao Homo sapiens teria evoluído novamente. É, na verdade, uma vida maravilhosa.”
Em “Five Billion Years of Solitude” (Cinco Bilhões de Anos de Solidão – titulo trad. livre n3m3), o escritor Lee Billings visita Frank Drake, um dos pioneiros do SETI.
“Bem, neste momento pode haver mensagens das estrelas voando através desta sala“, Drake disse a ele. “Através de você e de mim. E se tivéssemos o receptor correto, ajustado apropriadamente, poderíamos detectá-los. Eu ainda fico arrepiado em pensar sobre isso.”
Ele sabia que as chances de sintonizar na frequência certa, no local e hora certos, eram pequenas. Mas isso simplesmente significava que precisávamos expandir a procura.
“Temos jogado a loteria somente usando alguns poucos bilhetes“, disse ele.


FONTE: http://www.startribune.com/ via Ovni Hoje

domingo, 31 de agosto de 2014

China poderá desenvolver submarino supersônico


O material publicado pelo South China Morning Post sobre as pesquisas na área da supercavitação que estão sendo realizadas pelo Instituto Politécnico de Harbin provocou um grande interesse da mídia internacional. Uma especial atenção foi suscitada pela afirmação dos pesquisadores chineses sobre a possibilidade de criação de submarinos supersônicos, ou seja, potencialmente capazes de atingir a velocidade do som em posição submersa.

A continuação dos trabalhos sobre supercavitação significa que a China, ao que tudo indica, continua investindo meios consideráveis na criação de um sistema de armas usando tecnologias desenvolvidas com os torpedos soviéticos Shkval.
As últimas informações podem criar a ideia que os pesquisadores chineses continuam trabalhando em mais um projeto exótico fantástico que não permitirá obter resultados práticos em um futuro previsível. Os objetivos desse projeto são, contudo, bastante práticos.
O princípio da exclusão total do contato com a água, usado em navios sobre almofadas de ar, também pode ser usado debaixo de água. O movimento dentro de água, a uma velocidade superior a 180 quilômetros por hora, provoca a criação de uma bolha de cavitação, que protege totalmente o corpo em movimento do seu contato com a água e reduz a resistência da água. Esse fenômeno obteve a designação de supercavitação.
Ainda nos anos de 1990 a China adquiriu ao Cazaquistão 40 mísseis soviéticos subaquáticos VA-111 Shkval, que usavam o princípio da supercavitação e capazes de atingir debaixo de água velocidades de 200 nós (cerca de 370 km/h). Simultaneamente decorriam negociações também com a parte russa para a compra das respectivas tecnologias. Foram desenvolvidos trabalhos para a criação de um análogo chinês do Shkval.
Os materiais anteriormente publicados na Internet chinesa demonstram que a China conseguiu criar antes de 2006 o seu próprio análogo do foguete subaquático Shkval e que possuía características aprimoradas por comparação com seu original soviético. As características do sistema chinês, que passou em todos os testes, foram reconhecidas como satisfatórias e seus criadores foram condecorados.
Entretanto, neste momento não existem informações acerca da sua produção em série e utilização. Isso não é de admirar. Apesar das suas características únicas, o Shkval tinha um nicho tático de utilização bastante estreito. O torpedo-foguete subaquático, possuindo uma enorme velocidade, era extremamente ruidoso e não podia ser equipado com um sistema de pontaria. Ele era disparado em linha reta e tinha um alcance limitado. Na marinha soviética ele era apenas equipado com uma ogiva nuclear e era, na prática, uma “arma de último recurso” em submarinos nucleares, que só poderia ser usada numa Terceira Guerra Mundial.
A marinha russa retirou este sistema do seu efetivo. Ele também dificilmente corresponde às necessidades da marinha chinesa, tanto mais que a China possui um arsenal nuclear limitado e não está instalando armas nucleares. Outro país que desenvolveu um análogo aproximado do Shkval foi o Irã, o qual, segundo tudo indica, poderá usar essa arma para bloquear o estrito de Ormuz.
A continuação dos trabalhos na área da supercavitação mostra que a China provavelmente continua investindo consideravelmente na criação de um sistema de armas que recorra às tecnologias desenvolvidas com o Shkval. Pelo visto os chineses esperam que seu foguete subaquático possa superar as insuficiências relacionadas com seu alcance limitado e ausência de sistema de pontaria. Algumas tentativas de evolução nesse sentido também foram realizadas nos últimos anos de existência da URSS.
A solução desses complexos problemas de engenharia pode resultar no aparecimento na marinha chinesa, além dos mísseis balísticos anti-superfície já conhecidos, de mais um tipo de arma que altera completamente as regras do jogo da guerra naval.
Entretanto, tendo adquirido tecnologia soviética de ponta para a época e continuando seu desenvolvimento, a China provavelmente já estará em posições de liderança mundial nessa área. As investigações da supercavitação também eram desenvolvidas pela agência norte-americana de estudos perspectivos DARPA. Além disso, também a Alemanha esteve desenvolvendo seu torpedo supercavitante Barracuda.

FONTE: VOZ DA RUSSIA

A superfície da Lua tem cheiro de pólvora queimada

Explorar a superfície da Lua hoje em dia é fácil, mas ainda existem alguns mistérios lunares que só alguns sortudos participantes de missões Apollo conseguiram experienciar. Como, por exemplo, saber qual é o cheiro da Lua. O consenso: pólvora queimada.

Em seu livro Magnificent Desolation: The Long Journey Home from the Moon (Magnífica Desolação: A Longa Jornada para Casa da Lua, em tradução livre), Buzz Aldrin descreveu assim: “um cheiro pungente metálico, algo como pólvora, ou o cheiro no ar após explosão de fogos de artifício,”, citando que Neil Armstrong disse que era mais como “cinzas molhadas”.

O geólogo e astronauta Harrison Schmidit pousou na lua durante a missão Apollo 17 em dezembro de 1972. “Tudo o que posso dizer é que a primeira impressão de todo mundo em relação ao cheiro era de pólvora gasta, não que era ‘metálica’ nem nada”, disse.

Então: possivelmente metálico, definitivamente carbonizado.

Por quê? Diz a NASA, “bem, não temos certeza.”

Pólvora sem fumaça e a poeira lunar são feitas de coisas completamente diferentes. A primeira é uma mistura combustível de nitrocelulose e nitroglicerina; a outra (termo técnico: regolito) é uma mistura rica em minerais de vidro pequeno de sílica produzida na forma mais impressionante possível – bilhões de anos de meteoros atingindo crateras em expansão contínua na camada superior do solo derretida e soprada em pedacinhos. Não é inflamável, mas essa era uma preocupação da Apollo 11.

Nem as mais brilhantes mentes do mundo sabem como os dois materiais tão diferentes entre si são tão parecidos neste sentido, mas algumas teorias já foram levantadas. O astronauta da ISS e engenheiro químico Don Pettit não visitou pessoalmente a lua, mas certamente a sua hipótese é a mais poética de todas:

“Imagine-se em um deserto na Terra”, ele diz. “O que você cheira? Nada, até que chova. O ar, de repente, está cheio de odores doces e turfosos. A lua é como um deserto de 4 bilhões de anos de idade. É incrivelmente seca. Quando a poeira lunar entra em contato com o ar úmido em um módulo lunar, você tem o efeito de ‘chuva no deserto’ – e alguns odores adoráveis.”

Também há uma possibilidade do aroma ser de restos iônicos de “ventos solares” que deixam vestígios escassos de hidrogênio e hélio nas partículas microscópicas que são jogadas, de certa forma, quanto entram em contato com a atmosfera da cabina de nave. Talvez seja algo quimicamente ativo. Talvez esteja oxidante. Seja lá o que se passa, assim que as partículas chegam na Terra, elas perdem o cheiro. O pessoal que foi para a Lua tentou trazer para a Terra algumas amostras em garrafas térmicas, mas não conseguiu.

Então, assim como ninguém pode ouvir o que é gritado por lá, ninguém também consegue sentir o cheiro que tem a Lua.

FONTE: GIZMODO.COM

sábado, 30 de agosto de 2014

Seth Shostak: Eu acredito que encontraremos alienígenas



Por que estamos continuando com esta procura? Por exemplo, não é verdade que as ondas de rádio se tornaram quase indistinguíveis do ruído de fundo do espaço a somente alguns poucos anos luz de suas origens?
Podemos detectar ondas de rádio vindas de bilhões de anos luz de distância, e sem muitos problemas também. A ideia delas se tornarem indistinguíveis do ruído após alguma pequena distância é incorreta. Com uma antena grande o suficiente você sempre pode encontrar o sinal.
Mas o ponto maior é que agora sabemos duas coisas que não sabíamos há 20 anos. Primeiro, que planetas, inclusive aqueles que se parecem com a Terra, são incrivelmente abundantes no Universo visível. Pode haver um bilhão de trilhões de ‘primos’ do nosso mundo. Segundo, a vida começou na Terra muito cedo.
Se a vida inteligente não estiver lá fora, então obtivemos algo melhor do que simplesmente ganhar na loteria. E se você pensa que somos tão especiais… bem, considere que você poderia estar errado. E essa possibilidade faz valer a pena tentar responder a questão com experimentos, ao invés de dizer que “Eu já sei a resposta“.

Quando você finalmente encontrar vida além da Terra, quem governaria o anúncio do fato? Há algum protocolo necessário para ser seguido antes da notícia se tornar pública?
Há um documento. Brevemente, ele diz, confirme o sinal para ter certeza que ele seja realmente extraterrestre. Então, o anuncie para o mundo e consulte internacionalmente antes de transmitir uma resposta.
Mas, na realidade, será um corre-corre maluco da imprensa, e os cientistas tentarão o melhor possível aprender o máximo sobre o sinal.

Como seria conduzido tal contato? Stephen Hawking acredita, com base em como nós humanos ameaçamos muitas formas de vida menos inteligentes na Terra [que os ETs possam ser nocivos a nós], você acha ser provável que as formas de vida mais altas teriam as melhores intenções em mente no momento do contato?
Provavelmente desenvolveremos a inteligência artificial de forma avançada neste século. Isso sugere que qualquer sinal que poderia ser captado estaria vindo de inteligência artificial do lado deles. Imputar os tipos de motivos descritos em muitos dos posts aqui para tal ‘inteligência’ parecer algo amplamente sem base. Não temos a menor ideia do que seriam os interesses deles, mas nos destruir parece ser algo um tanto egocêntrico.

Você poderia nos falar sobre o sinal ‘WOW’ e sua importância?
Ele não foi nada mais do que uma mudança no traço da linha da impressora do computador, que apareceu uma vez. Não uma segunda vez, embora tenha sido procurado a somente um minuto mais tarde. Houve vários tais sinas nos velhos dias do SETI, e não há uma boa evidência de que tenham sido sinais extraterrestres.

Com que frequência algo ocorre que o faz dizer a si mesmo ‘Será que é?’
Graças à filtragem de interferência pelos nossos programas computacionais, um momento ‘será que é?’ somente ocorre com pouquíssima frequência. O últimos desses foi em 1997.

O que você pensa sobre o Paradoxo de Fermi, o qual declara que talvez a vida não seja tão abundante, porque se fosse já teriam entrado em contato conosco?
O Paradoxo de Fermi é uma grande extrapolação de uma observação localizada. Não vemos quaisquer evidência de colonização galáctica ao nosso redor. Assim, eles não estão lá fora. Mesmo? Eu não vejo quaisquer evidência de mega fauna no meu quintal, assim talvez ela não exista…
Você pode encontrar muitas ideias sobre o porquê da colonização galáctica não ser muito desejada por inteligências avançadas, e o fato das pessoas poderem inventar razões plausíveis poderia ser a causa para você considerar o Paradoxo como uma interessante ideia, mas não uma observação muito significativa.
Qual é a sua opinião sobre a Panspermia – a ideia de que a vida exista através do Universo em forma microscópica, distribuída pelos corpos celestes, tais como asteroides?
A Panspermia pode estar ocorrendo, embora a maioria dos astrobiólogos com quem conversei opinam que, apesar dos esporos bacterianos poderem sobreviver uma viagem dentro de um sistema solar, eles não sobreviveram a viagem entre sistemas solares.
Por que os cientistas continuam procurando por água e oxigênio para encontrarem vida inteligente?
A química sugere que as moléculas com base em carbono provavelmente sejam a melhor aposta para a biologia. Mas o SETI não faz quaisquer suposições sobre isto.
Quantas pessoas no seu campo de trabalho se preocupam sobre a frase de Bill Watterson que “O sinal mais certo de que a vida inteligente existe em outros lugares no Universo é o de que ela nunca tentou entrar em contato conosco“?
Para começar, a suposição ‘ela nunca tentou entrar em contato conosco’ é uma declaração sem provas. A auto-destrutiva parte desta frase… de que não valemos a pena de sermos contatados… é mais a respeito de Watterson do que sobre a humanidade.

FONTE: http://theconversation.com/ via Ovni Hoje