sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Excelentes documentários ovnis

Um excelente documentário da série o inexplicável, é uma produção do a&e exibida em 10/03/2000. Mostra casos de avistamentos famosos e a política de acobertamento em torno do assunto..




Documentário da série from beyond, apresentado por Joey Travolta. Foi exibido pelo canal mundo e o destaque é a participação do cientista Jack Kesher analisando e dando seu parecer sobre as incríveis filmagens da missão sts91 do ônibus espacial.




Documentário alemão exibido pelo extinto canal de tv paga infinito em 16/03/2001




Documentário da hbo, exibido pelo extinto e saudoso canal pago infinito, em 23/10/2000. Traça um panorama completo das abduções, com entrevistas aos maiores especialistas no tema, reconstituição detalhada dos sequestros e o mais importante, a participação dos próprios abduzidos que contam o impacto profundo, traumático e transformador da experiência em suas vidas.



FONTE: JOÃO MARCELO

Alunas brasileiras vencem concurso de ideias inovadoras de Harvard


Georgia Gabriela e Raíssa Muller são as brasileiras selecionadas no programa "Village to Raise a Child" (Foto: Arquivo pessoal)

Duas estudantes brasileiras foram selecionadas em um programa que incentiva projetos inovadores de empreendedorismo social promovido por alunos da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. No total, entre 80 inscritos, além de Georgia Gabriela da Silva Sampaio, de Feira de Santana (BA), e Raíssa Müller, de Novo Hamburgo (RS), ambas com 19 anos, outros três participantes vindos do Sri Lanka, Nepal e Filipinas, foram premiados. Em novembro eles vão participar de um conferência no campus de Harvard para expor seus projetos para investidores do mundo todo e conhecer a universidade.

Chamado de “Village to Raise a Child” (significa “Vila por Trás do Jovem”), o evento realizado pela primeira vez por um grupo de alunos, ex-alunos e professores de Harvard tem objetivo de tornar conhecidas ideiam que impactem a comunidade em que os autores vivem. “A ‘vila’ significa bairro, comunidade, escola ou qualquer grupo social por trás desse jovem. Há sempre uma ‘vila’ atrás de uma ideia, de um projeto e nosso critério mais forte foi o de premiar ideias que impactem a comunidade”, diz o brasileiro Renan Ferreirinha Carneiro, de 20 anos, que integra a comissão organizadora do evento e cursa o 2º ano de economia e ciências políticas em Harvard.
Uma das premiadas é Georgia Gabriela da Silva Sampaio que pesquisa a criação de um método menos invasivo e mais barato, por meio de um exame de sangue, para o diagnóstico da endometriose, doença que acomete as mulheres. Ela começou a pesquisar o assunto há três anos, depois que tia foi diagnosticada e teve de extrair o útero, e Georgia cogitou a possibilidade de herdar a patologia, hipótese descartada até o momento.

“Fiquei pensando no contexto social e econômico e como as pessoas são privadas de ter um diagnóstico e se tratar. Desenvolvi um método de diagnóstico que pode ser feito através de marcadores biológicos que depois vai ser adaptado para um exame de sangue”, diz Georgia. Segundo ela, cientificamente não é uma ideia inédita, porém os pesquisadores “nunca foram adiante para trazer para a realidade.”
Georgia lembra que o diagnóstico da endometriose, inicialmente feito por exame de ultrassonografia, e o tratamento, que até prevê uma indicação cirúrgica, é muito restrito. “Esse olhar é voltado para minha comunidade, me senti incomodada com a possibilidade de muitas mulheres nem conseguirem ser diagnosticadas. Quero dar continuidade à minha pesquisa com ajuda de um orientador.”
A estudante concluiu o ensino médio no ano passado e neste ano vai disputar uma vaga em uma universidade americana, onde pretende conciliar cursos de engenharia e algo no campo das ciências biológicas.

Esponja para absorver óleo
A segunda brasileira vencedora é a estudante do ensino técnico em química Raíssa Müller que criou uma espécie de esponja que repele água e absorve óleo e poderia, por exemplo, ser utilizada em acidentes com derramamento de óleo no mar. “É um filtro que funciona com criptomelano, que é um mineral pouco conhecido e tem com propriedade ser poroso. No primeiro processo aumentei a tamanho do poros e no segundo fiz uma cobertura de silicone para repelir água e absorver óleo.”
Nenhuma substância química tem esse poder, segundo Raíssa, que lembra que a palha de milho também é usada para este fim, mas depois precisa ser queimada. “Ao utilizar o filtro, o óleo pode ser absorvido e recuperado depois para que seja revendido, e o filtro pode ser reutilizado.”
Agora a estudante pretende fazer testes do produto em grande escala para verificar a aplicabilidade. “Ser selecionada no prêmio foi muito bom, é um reconhecimento para mim, para minha região. Quero expor minha ideia e minha pesquisa.”
Raíssa vai concluir o ensino técnico de quatro anos em 2015, e pretende em seguida disputar uma vaga em uma universidade americana, para mesclar estudos de psicologia e neurociência. “É a química do cérebro, para mim está tudo interligado.”
As brasileiras, assim como os demais estudantes selecionados no concurso, estão com uma campanha na internet para arrecadar fundos aos projetos. Para ter acesso aos vídeos que explicam as ideias e fazer as doações acesse o link: www.crowdrise.com/villagetoraiseachildprojects/fundraiser/

FONTE: G1.COM

Descoberta uma "corda de salvamento" para formação de planetas num sistema binário de estrelas


Esta impressão artística mostra o gás e poeira em torno do sistema binário GG Tauri-A. Com o auxílio do ALMA, os investigadores detectaram gás na região entre os dois discos deste sistema estelar. Este fenômeno poderá permitir a formação de planetas no ambiente gravitacionalmente perturbado do binário. Metade das estrelas do tipo solar nascem em sistemas binários e, por isso, esta descoberta tem consequências importantes na procura de exoplanetas.
Crédito: ESO/L. Calçada

Com o auxílio do ALMA os astrônomos detectaram, pela primeira vez, uma corrente de gás que flui desde um disco externo massivo até ao interior de um sistema binário de estrelas. Esta configuração, nunca observada até agora, pode ser responsável por manter um segundo disco de formação planetária, mais pequeno, que, de outro modo, teria desaparecido completamente há muito tempo. Metade das estrelas do tipo solar nascem em sistemas binários e, por isso, esta descoberta tem consequências importantes na procura de exoplanetas. Estes resultados foram publicados na revista Nature a 30 de outubro de 2014.

Um grupo de investigação liderado por Anne Dutrey do Laboratório de Astrofísica de Bordeaux, em França, e CNRS, utilizaram o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) para observar a distribuição de gás e poeira num sistema estelar múltiplo chamado GG Tau-A. Este objecto tem apenas alguns milhões de anos de idade e situa-se a cerca de 450 anos-luz de distância da Terra na constelação do Touro.

Tal como uma roda dentro de outra roda, GG Tau-A contém um disco exterior maior, que circunda todo o sistema, e um disco interior mais pequeno que se situa em torno da estrela central. Este segundo disco tem uma massa equivalente à de Júpiter e a sua presença tem constituído um mistério para os astrônomos, uma vez que este objecto se encontra a perder matéria para a estrela central a uma taxa tal que deveria já ter-se esgotado completamente há muito tempo atrás.

Ao observar estas estruturas com o auxílio do ALMA, a equipa descobriu nodos de gás na região que se situa entre os dois discos. As novas observações sugerem que existe material que está a ser transferido do disco exterior para o disco interior, criando uma espécie de corda de salvamento entre os dois.

"Embora em simulações de computador já se tivesse previsto matéria a fluir na região entre os dois discos, é a primeira vez que tal fenômeno é efetivamente observado. O facto de termos detectado estes nodos de matéria, indica-nos que o material se desloca entre os dois discos, permitindo que um se alimente do outro," explica Dutrey. "Estas observações demonstram que o material do disco exterior consegue sustentar o disco interior durante muito tempo, facto este que tem consequências importantes na potencial formação planetária do sistema."

Os planetas nascem da matéria que sobra da formação da estrela. Trata-se de um processo lento, o que significa que a presença de um disco que se mantenha durante muito tempo é um pré-requisito para a formação de planetas. Se o processo de "alimentação" do disco interior agora observado pelo ALMA ocorrer noutros sistemas estelares múltiplos, esta descoberta aponta-nos para um vasto número de novas localizações potenciais para encontrar planetas no futuro.

A primeira fase da procura de exoplanetas foi dirigida a estrelas individuais, como o Sol. Mais recentemente mostrou-se que uma grande fração de planetas gigantes orbitam sistemas binários de estrelas. Agora, os investigadores começaram a investigar a possibilidade de planetas orbitarem estrelas individuais inseridas em sistemas estelares múltiplos. Esta nova descoberta apoia a possível existência de tais planetas, fornecendo aos "caçadores" de exoplanetas novos campos por explorar.

Emmanuel Di Folco, co-autor do artigo científico que descreve estes resultados, conclui: "Quase metade das estrelas do tipo solar nasceram em sistemas binários, o que significa que acabamos de descobrir um mecanismo para sustentar a formação planetária que pode ser aplicado a um número significativo de estrelas da Via Láctea. As nossas observações são um enorme passo em frente na verdadeira compreensão da formação planetária."

FONTE: ASTRONOMIA ONLINE

Hubble observa "luz fantasma" de galáxias mortas


O gigantesco enxame galáctico Abell 2744, também chamado de Enxame de Pandora, fica com uma parecença fantasmagórica quando a luz estelar total é artificialmente colorida em azul nesta imagem do Hubble.
Crédito: NASA/ESA/IAC/Equipa do HFF, STScI

O Telescópio Hubble da NASA/ESA detectou o brilho ténue e fantasmagórico de estrelas expelidas de galáxias antigas que foram gravitacionalmente rasgadas há vários milhares de milhões de anos atrás. O caos aconteceu a 4 mil milhões de anos-luz de distância, dentro de uma grande coleção de quase 500 galáxias apelidada de "Enxame de Pandora", também conhecido como Abell 2744.

As estrelas espalhadas já não estão vinculadas a qualquer uma galáxia, derivam livremente entre galáxias no enxame. Ao observar a luz destas estrelas "órfãs", os astrônomos do Hubble reuniram provas forenses que sugerem que até seis galáxias foram rasgadas em pedaços dentro do enxame ao longo de 6 mil milhões de anos.

Os modelos computacionais da dinâmica gravitacional entre galáxias num enxame sugerem que galáxias tão grandes como a nossa Via Láctea são as prováveis candidatas à origem das estrelas. As galáxias condenadas teriam sido despedaçadas se mergulhadas através do centro de um aglomerado galáctico onde as forças gravitacionais de maré são mais fortes. Os astrónomos há muito que teorizam que a luz destas estrelas espalhadas podia ser detectável após a desagregação destas galáxias. No entanto, o brilho previsto das estrelas no "intra-enxame" é muito ténue e foi, portanto, um desafio para identificar.

"Os dados do Hubble que revelaram a luz fantasmagórica são passos importantes para a compreensão da evolução dos enxames de galáxias," afirma Ignacio Trujillo, do Instituto de Astrofísica das Canárias, em Santa de Cruz de Tenerife, Espanha. "Também é incrivelmente importante porque encontramos o brilho usando as capacidades únicas do Hubble."

A equipa estima que a luz combinada de aproximadamente 200 milhões de estrelas marginalizadas contribui com aproximadamente 10% do brilho do enxame."

"Os resultados estão de acordo com o que foi previsto acontecer dentro de gigantescos aglomerados de galáxias," afirma Mireia Montes, também do mesmo instituto, autora principal do artigo publicado na edição de 1 de Outubro da revista The Astrophysical Journal.

Porque estas estrelas extremamente ténues são mais brilhantes nos comprimentos de onda do infravermelho próximo, a equipa enfatizou que este tipo de observação só poderia ser alcançado com a sensibilidade infravermelha do Hubble para radiação extraordinariamente ténue.

As medições do Hubble determinaram que as estrelas "fantasmas" são ricas em elementos mais pesados como o oxigênio, o carbono e o azoto. Isto significa que as estrelas espalhadas devem ser estrelas de segunda ou terceira geração enriquecidas com os elementos fabricados nos corações de estrelas de primeira geração do Universo. As galáxias espirais - como as que se acredita terem sido dilaceradas - podem sustentar a formação de estrelas quimicamente enriquecidas.

Com uma massa superior a 4 biliões de sóis, Abell 2744 é um dos alvos do programa Frontier Fields. Este ambicioso esforço de três anos junta o Hubble com outros Grandes Observatórios da NASA para observar enxames galácticos e ajudar os astrônomos a estudar o Universo remoto. Os enxames de galáxias são tão massivos que a sua gravidade desvia a luz que passa através deles, ampliando, aumentando e distorcendo a luz num fenômeno chamado lente gravitacional. Os astrônomos exploram esta propriedade do espaço e usam os enxames como uma lupa para ampliar as imagens de galáxias ainda mais distantes que de outra forma seriam demasiado fracas para observação.

A equipa de Montes usou dados do Hubble para examinar o ambiente do próprio enxame. Existem outros cinco enxames no programa Frontier Fields, e a equipa planeia procurar a misteriosa "luz fantasma" também nesses aglomerados.

FONTE: ASTRONOMIA ONLINE

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Nanopartículas sólidas deformam-se como um líquido


O fenômeno é chamado de pseudoelasticidade, diferente da plasticidade apresentada por outros materiais.[Imagem: Yan Liang]

Partículas ou gotas

Nanopartículas não são apenas partículas muito pequenas de algum material: elas parecem ter sua própria física.

Jun Sun e seus colegas da Universidade Sudeste de Nanjing, na China, descobriram que nanopartículas sólidas apresentam um comportamento de líquido, como se elas fossem gotas, e não partículas.

Vistas do lado de fora, as nanopartículas comportam-se em tudo como gotas líquidas, balançando e mudando de formato à menor pressão. Contudo, enquanto isso, seu interior mantém uma configuração cristalina perfeitamente estável.

Esse fenômeno surpreendente tem implicações diretas no uso das nanopartículas em equipamentos eletrônicos e eletromecânicos (MEMS e NEMS) e como carreadores de medicamentos em aplicações biomédicas.

Onde quer que a manutenção de formatos bem definidos seja necessário, como geralmente se espera dos sólidos, essas deformações podem ser um entrave às aplicações práticas, e podem explicar resultados pouco consistentes de vários experimentos.

O fenômeno líquido/sólido foi observado em nanopartículas de prata de 10 nanômetros de diâmetro a temperatura ambiente - a prata só se funde a 962º C, o que torna o comportamento líquido totalmente inesperado.

Pseudoelasticidade

Usando várias técnicas de microscopia, além de modelamento atômico, a equipe verificou que as deformações atingem apenas a primeira ou as duas primeiras camadas atômicas de cada nanopartícula, com todo o seu interior permanecendo cristalino.

Tecnicamente essa deformação é uma pseudoelasticidade, já que as nanopartículas retornam ao seu formato original quando a tensão é removida, como uma bola de borracha quando é apertada.

Isto é diferente da plasticidade, quando o material se deforma de modo definitivo, como quando se aperta uma bola de argila.

FONTE: SITE INOVAÇÃO TECNOLOGICA

O perfume de um cometa... não é nada bom


O instrumento "cheirador de cometa" Rosina mostra que uma cauda de cometa não cheira muito bem.[Imagem: University of Bern]

Pum de cometa

No próximo dia 12 de Novembro, o robô espacial Philae vai fazer história pousando sobre o cometa 67P "Chury".

Mas você já imaginou que cheiro sentiria se pudesse estar lá?

Não se sinta muito atraído, porque os dados dos instrumentos científicos da sonda Rosetta mostram que o odor é bastante forte, com cheiro de ovos podres (sulfeto de hidrogênio), de estrume de cavalo (amoníaco) e o sufocante odor de formaldeído.

De potencialmente agradável, apenas um suave aroma de amêndoa do cianeto de hidrogênio e um adocicado do sulfeto de carbono, mas que seriam difíceis de perceber porque o metanol adiciona um cheiro de álcool, além do cheiro de vinagre do dióxido de enxofre.

Todas essas moléculas foram detectadas pelo instrumento ROSINA (Rosetta Orbiter Sensor for Ion and Neutral Analysis), que está "cheirando" a poeira emitida pelo cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko por meio de dois espectrômetros de massa.

Química primordial

A química detectada na coma do cometa é surpreendentemente rica a uma distância de mais de 400 milhões de quilômetros do Sol - a atividade e a emissão de poeira e gases aumenta conforme o cometa se aproxima do Sol, criando a característica cauda.

Contudo, a concentração destas moléculas é muito baixa neste estágio, com a parte principal do coma sendo constituída por moléculas de água, dióxido de carbono e monóxido de carbono - talvez o cheiro nem chegasse a lhe incomodar tanto.

"Isto tudo forma uma mistura cientificamente enormemente interessante para estudar a origem do material do nosso sistema solar, a formação da nossa Terra e a origem da vida"," disse Kathrin Altwegg, da Universidade de Berna, na Suíça, responsável pelo ROSINA.

A análise quantitativa das moléculas emitidas para o espaço vai mostrar como o cometa Chury se diferencia de outros. Esta comparação revelará se um cometa do cinturão de Kuiper, que se acredita ser a origem do Chury, difere dos mais conhecidos cometas vindos da nuvem de Oort, o que poderá lançar alguma luz sobre como seria a nebulosa solar a partir da qual nosso sistema se formou.

FONTE: SITE INOVAÇÃO TECNOLOGICA

sábado, 25 de outubro de 2014

Arqueólogos encontram no Peru pedra inca com 13 arestas


Pedra do império inca com 13 arestas foi mostrada pelo Ministério da Cultura (Foto: AFP Photo/Proyecto de Investigacion/Vilcashuaman–Pisco/Ministerio de CulturaCultura)

Descoberta foi feita este mês durante escavações em canal hidráulico.
Até agora, a pedra de origem inca mais famosa era a de 12 arestas.

Arqueólogos peruanos encontraram uma pedra singular inca com 13 arestas talhadas, a primeira do tipo descoberta no Peru, durante escavações em um canal hidráulico dessa época no monte Incawasi, no sudeste do país.
A descoberta foi feita este mês, durante a exploração de um trecho da trilha de Qhapap Ñan (Caminho Inca, em quéchua) que ligava o Império Inca (Tahuantisuyo), estendendo-se por seis países - Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Equador e Colômbia -, informou nesta sexta-feira (24) o ministério peruano da Cultura.
O Caminho Inca foi declarado, em junho passado, Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, uma distinção que reconhece o engenho de um sistema pré-hispânico que surpreendeu o mundo.
Até agora, a pedra de origem inca mais famosa era a de 12 arestas, que integra o muro do palácio arcebispal de Cusco, antiga capital do império inca. Este palácio foi, antes, a residência do imperador Inca Roca. A pedra de 12 arestas é considerada Patrimônio Cultural da Nação.
Perfeccionista
A nova pedra descoberta tem um desenho perfeccionista feito com linhas retas e sem curvas, não possui assimetrias e faz parte da fonte de um sistema hidráulico, que servia para fazer um manejo ritual da água no sítio arqueológico Incawasi, situado no distrito de Huaytará, na região Huancavelica.
Segundo o ministério da Cultura, ainda não é possível determinar se este sistema funcionou para fins agrícolas ou se era parte de um ritual dedicado à água.
A água é venerada há vários séculos nos Andes pelos povos que vivem ali, que atribuem a ela uma origem sagrada, vinda do interior das montanhas ou da terra, para depois percorrer vales e ajudar no crescimento de seus cultivos.
O império incaico ou Tahuantinsuyo se estendeu entre os séculos XV e XVI.

FONTE: G1.COM