sábado, 20 de dezembro de 2014

Vênus Express cai suavemente na noite


Visualização da manobra de travagem da Venus Express
Crédito: ESA-C. Carreau

A missão Vênus Express da ESA terminou a sua empreitada de oito anos depois de ter excedido largamente o seu tempo de vida. A nave queimou o propulsor que lhe restava durante uma série de manobras para subir a sua órbita após a travagem aerodinâmica de baixa altitude que realizou no início deste ano.

Desde que chegou a Vénus, em 2006, a Vênus Express tem estado numa órbita elíptica de 24 horas, passando a 66 mil quilômetros acima do Pólo Sul do planeta, no seu ponto mais distante, e a 200 quilômetros acima do Pólo Norte no seu ponto mais próximo. A missão tem realizado estudos detalhados do planeta Vénus e da sua atmosfera.

Mas depois de oito anos em órbita e com o seu propulsor a esgotar, a Vênus Express teve a tarefa, em meados de 2014, de realizar uma ousada travagem aerodinâmica, durante a qual a nave mergulhou progressivamente na atmosfera de Vênus, na sua abordagem mais próxima ao planeta.

Normalmente, a Vênus Express deveria realizar rotinas de queima de propulsor para garantir que a nave não chegava muito perto de Vénus e corria o risco de se perder na atmosfera do planeta. Mas neste caso a aventura tinha como objectivo o oposto, ou seja, reduzir a altitude da nave e permitir a exploração de regiões anteriormente desconhecidas da atmosfera de Vénus.

A campanha também proporcionou uma experiência importante para futuras missões - a travagem aerodinâmica pode ser usada para entrar na órbita de planetas com atmosferas sem ter de se transportar tanto propulsor.

Entre Maio e Junho de 2014, o ponto mais baixo da órbita foi sendo gradualmente reduzido até cerca de 130-135 quilômetros, sendo que a parte mais importante da manobra de travagem foi realizada entre 18 de Junho e 11 de Julho.

Depois de ter passado esse mês a "surfar" a baixas altitudes dentro e fora da atmosfera, a nave aumentou novamente o ponto mais baixo da sua órbita realizando uma série de 15 pequenas queimas de propulsor, regressando a 26 de Julho aos 460 quilômetros, com um período orbital de pouco mais de 22 horas.

A missão depois continuou numa fase científica pouco intensa, enquanto a nave se voltou a aproximar gradualmente de Vénus de forma natural devido à gravidade.

Considerando a hipótese de que ainda poderia haver algum propulsor remanescente, decidiu-se corrigir esta queda natural da órbita da nave com uma nova série de manobras de subida, realizadas entre 23-30 de Novembro, numa tentativa de prolongar a missão até 2015.

Mas a 28 de Novembro perdeu-se o contacto com a Vênus Express. Desde essa altura, as ligações de telemetria e telecomando têm sido parcialmente restabelecidas, mas de forma muito instável e com informações limitadas.

"As informações disponíveis mostram que a nave perdeu o controlo provavelmente devido a problemas de propulsão durante as manobras de aumento de altitude", diz Patrick Martin, gestor da ESA da missão Vênus Express.

"Provavelmente, a Vênus Express esgotou o propulsor que lhe restava a meio das manobras realizadas em Novembro."

Ao contrário dos carros e dos aviões, as naves espaciais não têm indicadores de combustível. Assim, é difícil de prever - especialmente depois de muito tempo no espaço - até quando dura o propulsor de qualquer satélite. Por isso, não se podia ter previsto o fim, mas por outro lado este não foi completamente inesperado.

Sem propulsor não é possível controlar a altitude da nave e orientá-la a em direção à Terra para manter as comunicações. Também é impossível subir mais a sua altitude, o que significa que a Vênus Express irá naturalmente afundar-se mais na atmosfera durante as próximas semanas.

"Depois de mais de oito anos na órbita de Vénus, sabíamos que a nossa nave estava esgotada", diz Adam Williams, gestor de operações da ESA.

"Era de esperar que o resto do propulsor se esgotasse durante este período, mas estamos satisfeitos por ter sido todo gasto até a última gota."

"Durante sua missão a Vénus, a nave realizou um estudo abrangente da ionosfera e da atmosfera do planeta e permitiu-nos tirar conclusões importantes sobre a superfície deste", diz Håkan Svedhem, cientista da ESA do projeto Venus Express.

Vénus tem uma temperatura superficial de mais de 450°C, muito mais quente do que um forno de cozinha normal e a sua atmosfera é extremamente densa, uma mistura asfixiante de gases nocivos.

Um dos pontos de destaque da missão é a tentadora pista de que o planeta pode ser ainda hoje geologicamente ativo. Um estudo descobriu inúmeros fluxos de lava que devem ter sido criados há mais de 2,5 milhões de anos - ainda ontem em escalas de tempo geológicas - e provavelmente até muito menos do que isso.

De facto, as medidas de dióxido de enxofre na atmosfera superior demonstraram grandes variações no decurso da missão. Embora algumas características da circulação atmosférica possam produzir resultados semelhantes, este é o argumento mais convincente até agora da existência de vulcanismo ativo.

Mesmo sendo hoje a superfície de Vénus extremamente inóspita, uma recolha da quantidade de hidrogênio e de deutério na atmosfera do planeta sugere que a atmosfera de Vénus já teve muita água, a qual já desapareceu quase toda, e que até, possivelmente, teve oceanos como a Terra.

Além disso, tal como a Terra, Vénus continua a perder partes de sua atmosfera superior para o espaço: a Vênus Express mediu duas vezes mais átomos de hidrogênio do que átomos de oxigênio em fuga da atmosfera. Dado que a água é feita de dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio, a fuga observada indica que a água está a ser partida na atmosfera.

Nos estudos sobre a atmosfera em "super-rotação" de Vénus - a qual serpenteia o planeta em apenas quatro dias terrestres, muito mais rápido do que os 243 dias que Vénus leva para completar uma rotação em torno do seu eixo - também apareceram algumas surpresas curiosas. Ao estudar os ventos, seguindo o percurso de nuvens por imagens, foi observado que a velocidade média do vento aumentou de cerca de 300 quilômetros por hora até 400 quilômetros por hora durante um período de seis anos terrestres.

Ao mesmo tempo, um estudo independente descobriu que a rotação do planeta tinha abrandado 6,5 minutos desde que, há 20 anos, a Magalhães da NASA a tinha medido antes de terminar a sua missão a Vénus de cinco anos. Mas ainda não se sabe se há uma relação direta entre as velocidades do vento crescentes e o decréscimo da rotação.

"Embora a fase científica da missão tenha acabado, os dados recolhidos irão manter a comunidade científica ocupada durante muitos anos", acrescenta Håkan.

"A Vênus Express faz parte da nossa família de naves em órbita desde que foi lançada, em 2005", afirma Paolo Ferri, chefe de operações da missão da ESA.

"Tem sido uma experiência emocionante operar este veículo espacial maravilhoso na atmosfera de Vénus. O sucesso científico da missão é uma grande recompensa para o trabalho das equipas operacionais e torna-nos mais orgulhosos do que tristes neste momento de despedida."

"Se estamos tristes por a missão ter terminado, estamos ainda assim felizes ao pensarmos no grande sucesso da Vênus Express como parte do programa de ciência planetária da ESA e estamos confiantes de que os seus dados serão uma importante herança durante algum tempo", acrescenta Martin Kessler, chefe de operações científicas da ESA.

"A missão continuou por muito mais tempo do que tinha sido planeado e vai agora terminar num momento de glória."

"A Vênus Express foi um elemento importante do programa científico da ESA e, apesar da missão ter terminado, a comunidade de ciência planetária mundial vai continuar a beneficiar de mais de oito anos de dados e grandes descobertas da Vênus Express, que irão alimentar o conhecimento sobre os planetas terrestres e a sua evolução", diz Alvaro Giménez, diretor de Ciência e Exploração Robótica da ESA.

FONTE: ASTRONOMIA ONLINE

Maven identifica elos da cadeia que leva a perda atmosférica


A sonda MAVEN detectou uma pluma de iões que escapam do pólo de Marte. Ainda não se sabe quais os processos físicos que despoletam o escape.
Crédito: Equipa científica da MAVEN

As primeiras descobertas da sonda marciana mais recente da NASA estão a começar a revelar características-chave acerca da perda da atmosfera do planeta para o espaço ao longo do tempo.

As descobertas estão entre os primeiros dados da missão MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) da NASA, que entrou na sua fase científica no dia 16 de Novembro. As observações revelam um novo processo pelo qual o vento solar pode penetrar profundamente numa atmosfera planetária. Incluem as primeiras medições compreensivas da composição da atmosfera superior de Marte e da ionosfera electricamente carregada. Os resultados também fornecem uma visão sem precedentes dos iões à medida que ganham a energia que os leva a escapar da atmosfera.

"Estamos começando a ver os elos de uma cadeia que tem início em processos alimentados pelo Sol, que agem sobre o gás na atmosfera superior e levam à perda atmosférica," afirma Bruce Jakosky, investigador principal da MAVEN do Laboratório de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado, em Boulder, EUA. "Ao longo de toda a missão, seremos capazes de completar este quadro e realmente compreender os processos pelos quais a atmosfera mudou ao longo do tempo."

Em cada órbita em torno de Marte, a MAVEN mergulha na ionosfera - a camada de iões e electrões que se estende entre os 120 e os 480 km acima da superfície. Esta camada serve como uma espécie de escudo em redor do planeta, desviando o vento solar, um fluxo intenso de partículas quentes e altamente energéticas do Sol.

Os cientistas há muito que pensavam que as medições do vento solar podiam ser feitas apenas antes que estas partículas atingissem a fonteira invisível da ionosfera. O instrumento SWIA (Solar Wind Ion Analyzer) da MAVEN, no entanto, descobriu um fluxo de partículas do vento solar que não são desviadas, mas penetram profundamente na atmosfera superior e ionosfera de Marte.

As interações na atmosfera superior parecem transformar este fluxo de iões numa forma neutra que pode penetrar até altitudes surpreendentemente baixas. Nas profundezas da ionosfera, o fluxo emerge, quase como o mágico Houdini, novamente numa forma iônica. O reaparecimento destes iões, que retêm as características do vento solar original, fornece uma nova maneira de seguir as propriedades do vento solar e pode tornar mais fácil ligar diretamente a origem da perda atmosférica com a actividade na atmosfera superior e ionosfera.

O instrumento NGIMS (Neutral Gas and Ion Mass Spectrometer) da MAVEN está a explorar a natureza do reservatório a partir do qual os gases escapam através da realização da primeira análise abrangente da composição da atmosfera superior e ionosfera. Estes estudos vão ajudar os investigadores a fazer ligações entre a atmosfera inferior, que controla o clima, e a atmosfera superior, onde a perda está a ocorrer.

O instrumento mediu as abundâncias de muitos gases em formas iônicas e neutras, revelando uma estrutura bem definida na atmosfera superior e ionosfera, em contraste com a atmosfera inferior, onde os gases estão bem misturados. As variações nestas abundâncias ao longo do tempo vão fornecer novas informações sobre a física e a química da região e já forneceram evidências de "meteorologia" significativa na atmosfera superior que não tinha sido medida em detalhe anteriormente.

Novas informações sobre o modo como os gases deixam a atmosfera estão sendo recolhidas pelo instrumento STATIC (Suprathermal and Thermal Ion Composition). Poucas horas após ter sido ligado em Marte, o STATIC detectou a "pluma polar" de iões que escapa de Marte. Esta medição é importante na determinação da taxa de perda atmosférica.

À medida que o satélite mergulha na atmosfera, o STATIC identifica a ionosfera fria à maior aproximação e, posteriormente, mede o aquecimento deste gás carregado para velocidades de escape quando a MAVEN sobe em altitude. Os iões energéticos, em última análise, libertam-se da gravidade do planeta quando se movem ao longo de uma pluma que se estende atrás de Marte.

A sonda MAVEN e os seus instrumentos têm toda a capacidade técnica proposta em 2007 e estão a caminho de completar a sua missão científica primária. A equipa da MAVEN colocou a nave em órbita de Marte dentro do tempo previsto, lançando a nave exatamente no dia projetado pela equipa 5 anos antes. O projeto MAVEN também ficou bem abaixo do orçamento estabelecido pela NASA em 2010.

FONTE: ASTRONOMIA ONLINE

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Chile e França acertam cooperação no estudo ufológico


Avistamentos de pilotos de aeronaves, principal alvo da cooperação entre CEFAA e GEIPAN

CEFAA e GEIPAN irão analisar casos ufológicos e trocar experiências; organização francesa de pesquisa aeronáutica irá auxiliar o trabalho

O Grupo de Estudos de Fenômenos Aeroespaciais Não identificados (GEIPAN) é uma das entidades mais antigas e atuantes na investigação do Fenômeno UFO. Desde 1977 realiza seu trabalho de forma oficial, atuando oficialmente como órgão da Agência Espacial da França. Em sua metodologia, os casos classificados como Tipo D são os mais significativos, pois não podem ser explicados de forma convencional. O GEIPAN chegou à conclusão de que cerca de 20 por cento dos 2.200 casos em seus arquivos se enquadram nessa categoria.

Já o Comité de Estudios de Fenómenos Aéreos Anómalos (CEFAA) é o órgão oficial de pesquisa ufológica da Força Aérea do Chile. Funcionando desde 1997, já investigou dezenas de casos de avistamentos, especialmente aqueles cujas testemunhas são pilotos e tripulações de aeronaves civis e militares. O CEFAA realizou um encontro no começo deste ano, a fim de determinar se os UFOs constituem uma ameaça para a aviação. A conclusão foi de que não representam uma ameaça direta e não parecem ter intenções hostis, contudo os militares concluíram que podem representar certo risco, na medida em que os pilotos podem se distrair em sua presença.

As duas entidades firmaram recentemente um acordo de cooperação, cuja primeira reunião de trabalho aconteceu em Paris, em 28 e 29 de agosto últimos. Além dos dois organismos, participa do esforço conjunto A Sigma2, entidade que faz parte da 3AF, uma sociedade privada dedicada à ciência e tecnologia, que pode ser comparada ao Instituto Americano de Astronomia e Astronáutica. A 3AF possui um importante papel para a indústria aeronáutica europeia, e a Sigma 2 trabalhou ao lado do GEIPAN em diversos casos, sempre que os especialistas do órgão oficial não tinham a expertise requerida para determinado caso, em termos de análises físicas de eventos do Tipo D.

COOPERAÇÃO PODE INCENTIVAR A PARTICIPAÇÃO OFICIAL DE OUTROS GOVERNOS

A 3AF/Sigma 2 também concordou com as conclusões do histórico estudo publicado em 1999 pelo Comitê Cometa, com o titulo Dossiê Cometa. O presidente da comissão Sigma2, Luc Dini, afirmou ainda que a intenção é ampliar a cooperação: "Temos a intenção de desenvolver uma rede de especialistas técnicos e científicos, na França, na Europa, e fora da Europa, para conduzir estudos de casos e discutir análises técnicas". Especula-se que um dos futuros parceiros seja o Centro de Informação de Fenômenos Anômalos da Aviação Nacional (NARCAP), dirigido por Richard Hains. O NARCAP realiza um importante trabalho em prevenção do risco que os UFOs representam para a aviação, recebendo depoimentos e relatórios de pilotos civis.


Foto da histórica reunião entre CEFAA e GEIPAN

A cooperação entre Chile e França foi também elogiada por Leslie Kean, jornalista norte-americana, autora do livro UFOs: OVNIs - Militares, Pilotos e o Governo Abrem o Jogo. Ela disse: "Sei por experiência pessoal que essa cooperação entre governos sobre esse assunto é importante para pessoas do governo norte-americano, para que um novo envolvimento oficial deste último seja considerado. O fato de duas agências importantes unmirem forças é muito significativo e temos esperanças que esse passo à frente ajude a encorajar outros governos a levarem o assunto a sério e se unir ao crescente esforço internacional de investigação. O envolvimento dos Estados Unidos é importante para incentivar outros países a também colaborar".

FONTE: REVISTA UFO

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Sonda da Nasa descobre primeiro exoplaneta em nova missão


Concepção artística mostra a sonda espacial Kepler, da Nasa (agência espacial americana), descobriu o primeiro exoplaneta em sua nova missão K-2. A descoberta, que será publicada no Astrophysical Journal, só foi possível porque os astrônomos e engenheiros desenvolveram uma forma de redirecionar a sonda, que apresentou uma falha em seu sistema de direcionamento em 2013. O recém-descoberto exoplaneta HIP 116454b tem 2,5 vezes o diâmetro da Terra e segue nove dias de órbita em torno de uma estrela que é menor e mais fria do que o nosso Sol, tornando o planeta muito quente para a vida como a conhecemos. Localizado na constelação de Peixes, 116454b HIP e sua estrela estão a 180 anos-luz da Terra Nasa Ames/JPL-Caltech/T Pyle

A sonda espacial Kepler, da Nasa (agência espacial americana), descobriu o primeiro exoplaneta em sua nova missão K-2. A descoberta, que será publicada no Astrophysical Journal, só foi possível porque os astrônomos e engenheiros desenvolveram uma forma de redirecionar a sonda, que apresentou uma falha em seu sistema de direcionamento em 2013.

"No verão passado, a possibilidade de uma missão científica produtiva para Kepler após sua falha na roda de reação não existia. Hoje, graças a uma ideia inovadora e muito trabalho duro por parte da equipe, Kepler poderá descobrir novos exoplanetas que ajudarão a compreender as atmosferas de planetas distantes ", afirma Paul Hertz, diretor da divisão de astrofísica da Nasa.

O recém-descoberto exoplaneta HIP 116454b tem 2,5 vezes o diâmetro da Terra e segue nove dias de órbita em torno de uma estrela que é menor e mais fria do que o nosso Sol, tornando o planeta muito quente para a vida como a conhecemos. Localizado na constelação de Peixes, 116454b HIP e sua estrela estão a 180 anos-luz da Terra.

A câmera da Kepler detecta planetas utilizando um sistema de busca por trânsitos, ou seja, o equipamento identifica quando uma estrela distante escurece ao ser obscurecida pela passagem de um planeta. Quanto menor for o planeta, o brilho da estrela é menos escurecida. Para manter essa precisão, a sonda deve manter um localizador constante e estável -- por isso a necessidade de corrigir o problema com a roda de reação.

Ao invés de desistir da sonda, a equipe elaborou uma estratégia de usar a pressão da luz solar como uma "roda de reação virtual" para ajudar a controlar a nave espacial. A missão K2 dará continuidade à observação da Kepler, mas também expandirá a pesquisa para estrelas próximas e brilhantes que abrigam planetas que podem ser estudados, além de oportunidades para observar aglomerados de estrelas, galáxias ativas e supernovas.

Pequenos planetas como HIP 116454b, que orbitam próximos de estrelas brilhantes, são uma boa oportunidade para a missão, pois podem contribuir para estudos do solo e obtenção de medidas de massa. Usando essas medições, os astrônomos podem calcular a densidade de um planeta para determinar se é provável que ele seja rochoso, com água ou gasoso.

"A missão Kepler nos mostrou que planetas maiores do que a Terra e menores do que Netuno são comuns na galáxia, mas estão ausentes em nosso sistema solar. K2 está singularmente posicionada para refinar nossa compreensão desses mundos 'alienígenas' e definir a fronteira entre mundos rochosos, como a Terra, e os gigantes de gelo como Netuno", acredita Steve Howell, cientista da missão K2 da Kepler.

A missão K2 começou oficialmente em maio de 2014 e a sonda já observou mais de 35.000 estrelas e obteve dados sobre aglomerados, regiões densas de formação de estrelas, e vários objetos planetários recolhidos dentro do nosso próprio sistema solar.

FONTE: http://noticias.uol.com.br/

As maravilhas do vasto Universo: "Nebulosa da Califórnia"


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A Nebulosa da Califórnia (NGC 1499) é uma nebulosa de emissão que se encontra na constelação de Perseus o Hero. Ela abrange cerca de 2,5 ° de nosso céu e fica a cerca de 1.000 anos-luz de distância. (4 polegadas Takahashi FSQ-106EDX refrator, SBIG STT-8300M câmera CCD, de três imagens do mosaico, cada um é uma imagem de Hidrogênio-alfa / RGB com exposições de 180, 20, 20 e 20 minutos, respectivamente)

FONTE: http://www.astronomy.com/

Um dos fenômenos mais Intrigante da Ufologia: Trasladação de Automóveis



Por Edson Boaventura Jr.

Cada ano que passa, acumulam-se os casos de pessoas abduzidas em todo o mundo, sendo que algumas delas, após passar por vários exames e experiências traumáticas à bordo dos OVNIs – Objetos Voadores Não Identificados, são posteriormente deixadas próximas ao local do seu rapto inicial e em outras vezes, muito distante daquele local – em outras cidades e até mesmo, em outros países.

Todavia, um dos aspectos que é dos mais intrigantes, raros e extraordinários do Fenômeno OVNI, envolvendo estes milhares de sequestros de pessoas, são os casos em que há a trasladação do automóvel juntamente com o motorista e os passageiros!

Abordarei alguns casos da década de 60 e da década de 70, que lançarão mais luz sobre este inquietante aspecto dos contatos. Destaque darei também a um caso ocorrido em julho de 1969 e pesquisado pela Central de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (CIOANI), órgão oficial de pesquisa da FAB – Força Aérea Brasileira.

Apresentarei ainda, um caso que teve como protagonistas quatro policiais militares do 10º Batalhão de Santo André – SP, que obtiveram uma foto diurna do disco voador, em um local, onde dois dias depois ocorreu outro impressionante caso envolvendo um automóvel que foi trasladado por cima da represa Billings, para a estrada velha de Ribeirão Pires, que dista alguns quilômetros do local onde a testemunha foi sequestrada pela nave – que possuía características idênticas ao objeto voador fotografado em 25 de agosto de 1977!

Traçarei também um paralelo com um caso similar acontecido na Argentina, em 1978, demonstrando que esta fenomenologia ocorre mundialmente e é coincidente em vários aspectos com os casos ocorridos em território nacional. Não tenciono encerrar o assunto neste artigo, pois certamente muitos outros casos desta natureza surgirão para que possamos, no futuro, ter um entendimento mais aprofundado sobre o tema. Abram a mente e tenham uma boa leitura!


Dez Mil Dólares por um

Na década de 90, durante visita pessoal que fiz ao ufólogo pioneiro José Victor Soares (in memoriam), presidente do GENA – Grupo de Estudos de Navexologia e Arqueologia, situado em Gravataí – RS, tomei conhecimento de um dos primeiros casos extraordinários e polêmicos ocorridos no sul do nosso País, na divisa com o Uruguai, em dezembro de 1968.

Victor contou-me empolgadamente que um casal pertencente à família Kowarik partiu à noite em seu fusca para o Uruguai, tendo sua viagem de ‘Lua de Mel’ interrompida abruptamente em certa parte da estrada. Segundo o relato do casal, ambos foram tomados por intensa sonolência durante o percurso e só acordaram com o nascer do sol, em um caminho um pouco diferente. Prosseguindo a viagem, resolveram parar em um povoado para perguntar se já estavam próximos a capital uruguaia, Montevidéu. Surpresos, souberam então, que estavam no México!

Naquela ocasião da minha visita, recebi das mãos do pesquisador gaúcho uma cópia do artigo assinado por Paulo Poli, do “Jornal do Comércio”, datado de 5 de março de 1969, que corroborava aquele relato e acrescentava detalhes mais surpreendentes…


Na página nº 21 daquele periódico havia informação de que os recém casados não portavam passaportes e, portanto, estavam ilegalmente no México, sendo conduzidos às autoridades locais para averiguações. O jornal também afirma que as duas testemunhas permaneceram nos Estados Unidos por quase quatro meses antes de voltar ao Brasil, tendo passado inclusive, algumas semanas em uma clínica psiquiátrica, devido ao trauma sofrido.

Por fim o artigo afirmava que: “O carro, um Volkswagen, apresentava a capota queimada e foi comprada pela NASA por dez mil dólares…”.

Este fato pitoresco acontecido no extremo sul do Brasil, na divisa com o Uruguai, teve um caso precedente ocorrido na cidade de Santana do Livramento – RS, no ano de 1967 e que foi publicado recentemente e de forma inédita na revista UFO nº 187, de abril de 2012. Quatro testemunhas confirmaram um fato curioso ocorrido com Romeu Tavares, que voltando do Clube Balneário Santa Rita teve seu carro – um fusca verde do ano de 1961 – envolto em uma espécie de torvelinho, que o suspendeu no ar, alçando vôo por cerca de dois quilômetros, antes de voltar a estrada.

Outros casos envolvendo o fenômeno da trasladação de automóveis também foram descritos de forma sintética no boletim nº 72/73, de janeiro-abril de 1970, editado pela SBEDV – Sociedade Brasileira de Estudos sobre Discos Voadores. Por exemplo, na página nº 152, consta um caso ocorrido no dia 15 de janeiro de 1969, na rodovia Presidente Dutra e que também foi publicado no jornal carioca “Diário de Notícias”, em sua edição de 18 de março de 1969.

No boletim de pesquisas ufológicas carioca está escrito: “Há rumores de que duas pessoas foram transportadas por disco voador, quando viajaram em seu carro na Presidente Dutra, de lá para uma cidade norte-americana, junto à fronteira mexicana. O carro trazia marcas de gancho do veículo transportador. Outro casal brasileiro (de nome Azambuja), teria sido transportado para o México em seu carro, em circunstâncias análogas”.


Perua é Trasladada em Santa Catarina

Na década de 90 tomei conhecimento de outro episódio classificado como sendo um Contato de 2º Grau, pois envolveu a parada do funcionamento elétrico do automóvel e causou efeitos fisiológicos nas testemunhas. Este fato ocorreu no dia 13 de julho de 1969, próximo a Palhoça – SC, envolvendo quatro comerciantes e foi publicado no periódico carioca “O Jornal” de 24 de julho de 1969, tendo a atenção despertada por parte das autoridades locais que realizaram um inquérito e investigações sigilosas.

O incrível acontecimento relatado na matéria jornalística com o título “Disco voador transportou carro com 4 passageiros”, mencionava como testemunhas José Manuel González Cáceres, Onílio José da Silva, José Cidimar Barbosa e Moysés Couto.

A viagem de negócios em uma perua Kombi (Volskwagen), de Novo Hamburgo – RS à Florianópolis – SC, transcorria normalmente, quando por volta das 21 horas, na localidade de Palhoça – SC (cerca de 15 quilômetros ao norte de Paulo Lopes – SC) e próximo a vila de Massiambú, quando depararam com o disco voador planando a baixa altura.

Contaram que no momento do encontro com a nave que se deu em uma curva da rodovia, a pista estava deserta e barrenta, devido a uma rala chuva que caía no momento e os ocupantes do veículo ouviam um programa de reportagem da Rádio Guaíba. Momentos de pânico foram vividos pelas testemunhas quando foram envoltos em intensa luminosidade por facho de luz emitido pelo objeto voador, enquanto que o sistema elétrico da Kombi era totalmente desligado e simultaneamente, escutavam um “zumbido de uma enceradeira ou liquidificador”.

Em ato contínuo, a perua Kombi foi elevada ao ar pelo disco voador e os ocupantes sentiram calor e pequena falta de ar, sendo que não souberam precisar quanto tempo ficaram nesta situação e em que distância foram deixados posteriormente, em um ponto mais adiante daquela rodovia.

O automóvel foi deixado lentamente no solo e totalmente desligado. Perceberam que o disco voador se posicionou a cerca de 500 metros de distância e a cerca de 100 metros de altura, quando então, as luzes e o rádio da Kombi voltaram a funcionar normalmente. Todavia, sentiram um cheiro forte e similar ao de um transformador queimado.

Segundo a descrição das testemunhas o objeto voador tinha o formato de duas bacias emborcadas, com 10 metros de comprimento por 4 metros de altura. Possuía 3 ou 4 janelas elípticas na parte superior da aba, parecendo ser aluminizado e por trás das janelas filtrava-se uma luz mais clara de tonalidade avermelhada. Através das janelas foi percebido vultos que se movimentavam dentro do objeto e uma luz vermelha de pequenas proporções girava constantemente em volta daquela estrutura.



Mais alguns quilômetros à frente, olhando pelo vidro traseiro do automóvel, viram o mesmo objeto voador, imobilizar também um caminhão cheio de carga que tinha a placa da cidade de Biguaçu – SC. O disco voador fez um movimento ondulatório e partiu velozmente em direção ao mar. Ao se aproximarem os dois veículos, o motorista do caminhão disse ao motorista da Kombi que estava morrendo de medo e decidiram seguir juntos em comboio até Florianópolis – SC.

Durante o caminho até a capital de Santa Catarina, perceberam no asfalto alguns pontos secos, apesar da chuva. Eram várias marcas circulares!

Logo que chegaram à Florianópolis – SC, se hospedaram no Hotel Majestic e chamaram um médico para atender Moysés Couto que não estava bem. Posteriormente, as autoridades fizeram um relatório do caso.


30 Anos Depois…

No final do mês de outubro de 1999 estive em Florianópolis – SC e consegui localizar uma testemunha que presenciou o nervosismo dos ocupantes do veículo, quando chegaram a noite no Hotel Majestic, localizado na Rua Trajano, nº 4 e também, o proprietário do hotel, Gentil Reinaldo Cordioli, que confirmou toda a surpreendente história vivida pelos quatro comerciantes.

Paulo Setúbal contou-me que os viajantes chegaram apavorados e contaram para todos presentes a sua aventura com o disco voador. Disse ainda, que um dos viajantes estava debilitado e vomitava bastante. “Havia um círculo queimado no teto da Kombi. Isto era estranho”, disse Paulo.

Gentil Cordioli disse: “Moysés chegou com crise de vômito. No dia seguinte o doutor Barreto medicou-o e informou que poderia ser vômito de origem nervosa, aconselhando-o a voltar para Novo Hamburgo. O espanhol González estava com uma alergia nas sobrancelhas”.


Pesquisa Oficial

Em dezembro de 1997, tive a satisfação de conhecer pessoalmente o major Gilberto Zani de Melo, que foi o chefe operacional do CIOANI – Central de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados, o primeiro órgão oficial de pesquisa ufológica da Força Aérea Brasileira que analisou este interessante caso de trasladação. Por meio de informações que o major Zani me repassou naquela época consegui ter acesso, em 2001/2002 ao relatório gerado e assinado por outro major da Aeronáutica, Francisco Hirchmann Júnior.



A pesquisa conduzida pelos militares do Comando Costeiro – Destacamento da Base Aérea de Florianópolis, produziu um relatório de 19 páginas com conteúdo rico em detalhes, pois explora aspectos que não foram abordados na matéria jornalística, além de croquis e outros anexos. Inclusive, junto ao dossiê estava um ofício de nº 00806, datado de 30 de junho de 1970, assinado pelo comandante Theóphilo Aquino do Prado que repassava ao IV COMAR (Comando Aéreo), em São Paulo – SP, os seguintes documentos: um relatório de pesquisa OANI (19 folhas), declaração (3 folhas) relatando a ocorrência e assinada por José Manuel González Cáceres e relato suscinto da ocorrência (1 folha datilografada).

O preenchimento dos relatórios oficiais foram realizados em 15 de maio de 1970, quase um ano depois da ocorrência, quando José Manuel González Cáceres já possuía uma loja de calçados em Florianópolis. Na ocasião, além de González, o senhor Onílio também foi entrevistado pelo militar.

Constou um comentário muito interessante do major Hirchmann na página nº 19 do relatório de investigação, que transcrevo a seguir: “Foram localizados dois ocupantes da Kombi que observaram o fato, o Sr. José Manuel G. Cáceres e o Sr. Onílio José da Silva, sendo que os outros dois residem em Novo Hamburgo. Foi tomado o depoimento do Sr. José M. G. Cáceres visto que o mesmo possui um nível de instrução bem mais elevado, bastante facilidade de expressão e boa avaliação de distâncias devido a prática de fotografia. Em conversa com o Sr. Onílio, não foi notada qualquer discrepância ou fato à acrescentar. Pelo que me foi dado a observar, sem maiores familiaridades com o assunto, pareceu-me que o objeto efetuou um teste de potência utilizando força magnética para suspender a Kombi por duas vezes, sendo ouvido o barulho de um motor elétrico de alta rotação acompanhado de forte cheiro de ozônio (este cheiro não pôde ser convenientemente descrito, mas poderia ser o que se verifica em presença de fortes correntes elétricas). Após este fato ao afastar-se o objeto, foi também utilizado um holofote girando em várias direções”.


Durante a entrevista, Hirchmann comentou com o entrevistado que, na noite daquele dia 13 de julho de 1969, houve um apagão na SOTELCA – Sociedade Termoelétrica de Capivarí, em Tubarão – SC que segundo ele, poderia estar associado àquela aparição extraordinária.


Um caso clássico


Na década de 70 tivemos o acontecimento de um caso clássico de abdução que é bem conhecido do público geral pois, foi amplamente divulgado pela imprensa escrita e televisiva. Trata-se do “Caso Hermínio e Bianca”, ocorrido em uma noite de 12 de janeiro de 1976, onde um casal foi sequestrado juntamente com seu automóvel para dentro da nave alienígena.

Hermínio Reis e Maria Aparecida de Oliveira Bianca, durante uma viagem do Rio de Janeiro – RJ para Belo Horizonte – MG, observaram inicialmente uma espécie de “balão” luminoso e em seguida perceberam que não era deste mundo. Em seguida, foram levados à bordo do disco voador onde conheceram o comandante que se chamava Karran. Receberam vários ensinamentos e estiveram conscientes em todo o tempo dentro daquele aparato voador.

O fato ganhou notoriedade e foi apresentado no Programa Flávio Cavalcante, da extinta Rede Tupi de televisão. Aquele fato de 1976 foi o primeiro de uma série de quatro encontros com Karran. Apesar da polêmica e paradoxalidade deste caso, resolvi incluí-lo neste artigo somente pelo fato de ter ocorrido também a trasladação do seu Karmann Ghia para dentro do disco voador.

O “Caso Hermínio e Bianca” foi o primeiro caso envolvendo o fenômeno da trasladação de automóveis na década de 70, sendo que no ano seguinte, houve um impressionante caso, sendo que um fusca teria voado por cima da represa Billings, no estado de São Paulo.


Policiais do Tático Móvel Fotografam Disco

Entretanto, antes de relatar este fato, informarei sobre outro caso importante que ocorreu dois dias antes da ocorrência e saliento que existem fortes indícios de ligação com o caso da represa, pelas características apresentadas do objeto voador e pela proximidade ao local do ocorrido.



No dia 25 de agosto de 1977, quatro policiais do 10º Batalhão da Polícia Militar de Santo André – SP, realizavam uma ronda nas proximidades da represa do Pedroso. As testemunhas deste episódio, cabo José Nascimento de Oliveira, soldado motorista Luiz Fernandes Filho, soldados auxiliares Antônio Carlos Fonseca e Arcênio Possidônio Costa, vivenciaram uma experiência que jamais esqueceram!

A mensagem nº 2922 transmitida pelo telex do CPAM-6 – Companhia de Policiamento da Área Metropolitana de Santo André, assinada pelo tenente Sebastião do Carmo e recebida por volta das 10 horas da manhã do dia 25 de agosto de 1977, no Quartel General da Polícia Militar de São Paulo, dizia textualmente o seguinte: “Os componentes do Tático Móvel 3104, composto pelo cabo Nascimento e pelos soldados PMs Fernandes e Possidônio, quando em patrulhamento com vistas a autos a abandonados, na Estrada de Cata Preta, depararam com um objeto misterioso, não identificado, de forma arredondada tipo chapéu, que surgiu de entre os morros ali existentes e logo após desapareceu. O fato deu-se por volta das 8:30 horas e foram batidas fotos do objeto pelos componentes do referido Tático Móvel”.

O Quartel General manteve sigilo até que as fotos tiradas por um dos policiais fossem reveladas, estudadas e então, pudessem ser liberadas à imprensa.



Segundo os jornais “Diário do Grande ABC”, de 31 de agosto de 1977 e “Diário da Noite”, de 3 de setembro de 1977, que noticiaram o caso, a aparição se deu por volta das 8:30 horas, quando os policiais notaram a presença do objeto voador em cima do morro. “Ele estava parado, logo acima do morro e sem emitir qualquer ruído. Logo após o primeiro impacto, andamos uns seis metros do local onde avistamos o objeto e paramos o carro”, explicou o PM Fernandes.



Os policiais tentaram uma aproximação para fotografá-lo mas, tinham a impressão que o disco voador se afastava ou diminuía de tamanho quando eles avançavam na sua direção. Assim, o PM Fernandes resolveu fotografá-lo, tirando duas fotos e logo após isso, o disco voador desapareceu.



Os policiais pediram apoio para outras viaturas, enquanto que o cabo Nascimento comunicava o Quartel General do ocorrido.

Então, os integrantes do Tático Móvel levaram o filme para ser revelado na Foto Akimi, localizada na rua Cel. Oliveira Lima, nº 426, em Santo André – SP. Segundo Naoto Yoshida, funcionário da loja, que revelou o negativo, os policiais estavam com muita pressa para ver o resultado da revelação.



“Tão logo revelei o filme, coloquei-o direto no amplificador, quando o correto seria deixá-lo no fixador por pelo menos três minutos, com isso após revelar a primeira foto, o negativo estragou-se”, afirmou Naoto.

Posteriormente, as fotos foram gentilmente cedidas pelo coronel Bonifácio Gonçalves, comandante interino do CPAM-6 de Santo André para matérias jornalísticas.



Em 19 de maio de 1999, escrevi uma carta ao Arquivo Geral da Companhia da Polícia Militar, solicitando documentação, fotos e informações à respeito deste caso. Somente em 19 de janeiro de 2000, por meio do ofício nº GabCmtG 168/200/00, assinado pelo capitão Jorge Luiz Alves, recebi a resposta que transcrevo a seguir: “Em resposta a solicitação de dados sobre a aparição de objeto voador não identificado no dia 25 de agosto de 1977, na estrada de Cata Preta em Santo André, incumbiu-me o Excelentíssimo Senhor Comandante Geral de informar que entre os policiais militares que integravam a guarnição da viatura naquela ocasião, somente o cabo PM Luiz Fernandes Filho concordou em conversar com esse presidente, desde que não onere suas horas de folga… Esclareço que o oficial que assinou a mensagem nº 2922 foi o capitão PM Sebastião do Carmo, já falecido. Informo ainda que não foram obtidos registros de fotografias, nem da empresa Foto Akimi, bem como do jornal Diário da Noite”.


PM Acrescenta Detalhes 23 Anos Depois…

No primeiro semestre do ano 2000, obtive o endereço do PM Fernandes que me atendeu em sua residência no litoral paulista, juntamente com o membro do GUG – Grupo Ufológico de Guarujá, Marcos Guimarães Salgado.



Durante a entrevista concedida ao GUG, disse que na época os militares envolvidos, após as primeiras notícias jornalísticas, foram recolhidos e proibidos de dar entrevistas sobre o assunto. Por outro lado, tiveram que falar com o Serviço Reservado da Polícia e da Aeronáutica. “A Aeronáutica confiscou as fotos. Fotos e negativos foram para análises… Passados seis meses, veio gente de outro País, americanos, e demos entrevista. Os americanos foram no local, trouxeram aparelhos e mediram radiação. Constataram um campo muito forte. Depois, me levaram num escritório e me mostraram alguns aparelhos, vídeos…”, afirmou o PM Fernandes.



Sobre o disco voador fotografado complementou o militar: “Estávamos na estrada do Clube de Campo e vimos um objeto com domo, de formato de um Karmann Ghia de mais ou menos 3 metros de diâmetro, de cor prateada e notei um alto relevo naquela estrutura”.

Ao final da entrevista, o PM Fernandes fez um desenho do objeto, um croqui do local do avistamento e entregou fotos do disco voador. Todavia, a má conservação daquele material fotográfico, prejudicou um pouco a nitidez do objeto em questão.






Voando Por Cima da Represa Billings Em 270 Km/h

Em 2002, eu soube de outro caso que ocorreu exatamente dois dias depois da obtenção das fotografias do disco voador em Santo André – SP, pelos policiais.

O descendente de japoneses Sérgio Kazuo contou-me que, na manhã de sábado, dia 27 de agosto de 1977, viveu uma experiência muito estranha que jamais esqueceu.

Contou ele: “Eram por volta das 7:10 horas da manhã e eu me dirigia para a represa, pela estrada do Pedroso, em Santo André, com o objetivo de pescar tilápias, traíras e lambaris, como de vez em quando, eu fazia. De repente, vi um objeto redondo com cúpula prateado que veio na minha direção. Fiquei com medo e no começo não escutei barulho, mas quando ele levantou meu automóvel, senti um calor e ouvi um barulho parecido com o zumbido de um transformador”.

Em segundos, Kazuo e seu fusca branco, foi levantado ao ar pelo OVNI – Objeto Voador Não Identificado por cima da copa das árvores e muito velozmente, viu que sobrevoava a represa. Em seguida, perdeu os sentidos.

“Acordei, olhei no relógio e eram 7:20 horas. Estava meio atordoado, meio sonolento e percebi que estava numa estrada diferente, de terra. Parei e perguntei para um moço que passava no local e descobri que estava na estrada velha de Ribeirão Pires, próximo ao Rio Grande. Como pode isso?”, complementou sua narrativa.

A testemunha informou que foi complicado voltar para a cidade Santo André, e que demorou cerca de uma hora ou mais, pois estava em outro município e a represa Billings ficava bem no meio do caminho.

Kazuo voltou para sua residência sem pescar nenhum peixe e resolveu não falar no assunto no mesmo dia. Comentou o fato posteriormente e disse ainda, que teve irritação nos olhos e até hoje, não sente mais vontade de pescar.

Quando questionado sobre o tamanho e aparência do objeto voador, estimou em cerca de 4 metros de diâmetro, mas não conseguiu prestar atenção em detalhes do objeto, pois foi tomado de pavor naquele momento.

Pesquisadores do GUG traçaram uma linha reta entre o ponto inicial do rapto até o ponto onde a testemunha e seu automóvel foram deixados e estimou em 7 quilômetros a distância percorrida. Considerando que a testemunha lembra-se que passou por cima da represa Billings em aproximadamente 1 minuto, antes de desfalecer, tomando por base que em linha reta até a represa temos 4,5 quilômetros, a velocidade em movimento uniforme do OVNI teria sido de 270 km/h. Supondo que o disco voador tivesse feito o trajeto todo em 1 minuto e meio, até o ponto em que a testemunha foi deixada, a velocidade alcançada seria de 280 km/h!




Caso Similar na Argentina


No livro escrito pelos jornalistas Paulo Torino e Renato Pastro, intitulado “Rallye Volta da América: 1978 – 2008”, está registrada uma história incrível que versa sobre a trasladação de um automóvel durante o rallye do ano de 1978, que teve como protagonistas os chilenos Carlos Acevedo Ramirez e Miguel Angel Moya (em substituição a Hugo Casanova).

Durante o rallye que ocorreu em setembro de 1978, no parque fechado em Bahia Blanca, na Argentina, ocorreu aquela insólita experiência… Eram 1:30 horas…

Contam eles: “… a 30 km depois de Viedna, em plena madrugada, vimos pelos retrovisores como se aproximava uma luz amarelada de forma oval. Primeiramente pensamos que seria uma Mercedes Benz com todos os faróis acesos, pela grande velocidade com que chegou até nós. Mas de repente uma tremenda luz entrou no carro e sentimos que nos elevávamos a três, quatro metros sobre a estrada enquanto o motor desligava. A situação demorou somente um minuto ou dois. Em dado momento o carro “caiu” no acostamento da estrada e vimos que a imensa luminosidade se retirava voando. Quando nos recuperamos verificamos que os tanques de combustível que havíamos enchido até “a boca” em Viedna, estavam praticamente vazios.Carlos_Acevedo_caso_1978 Quando reiniciamos a marcha notamos que estávamos próximos a Bahia Blanca. Paramos para reabastecer na localidade de Pedro Luro e notamos que o odômetro do veículo não marcava a quilometragem que efetivamente havíamos feito. No posto de gasolina nos disseram que essas “coisas”, os UFOS, passavam por lá seguidamente, várias vezes na semana…”

Os competidores, após o contato com o OVNI, sabiam que receberiam uma penalidade e já estariam fora da competição! O jornal “El Clarin”, de Buenos Aires, trouxe informações sobre este intrigante caso e afirmou na época que o veículo percorreu 70 km em 1 minuto, alcançando uma velocidade de aproximadamente 4250 km/h…


O Mistério Continua!

Após a abordagem desta casuística inusitada que em certas partes são até coincidentes, é perceptível que faltam peças para entendermos plenamente este quebra-cabeças. Faltam dados para que possamos responder muitas perguntas, tais como: Porque nas décadas de 60 e 70, em alguns casos, a abdução se processava juntamente com o automóvel? Qual seria o objetivo destes sequestros relâmpagos? O que ocorria com a testemunha, além dos efeitos fisiológicos, durante este pequeno tempo suspenso ao ar?

Como esta abordagem por parte dos tripulantes dos OVNIs não vem se repetindo na atualidade, pelo menos por enquanto, parecendo que as trasladações de automóveis ficaram estáticas no passado da década de 60 e 70, temos uma única certeza: a de que estamos prosseguindo para o futuro, à passos largos, sabedores de que o Fenômeno OVNI é uma fonte inesgotável de surpresas…

Quanto mais adentramos em seus aspectos enigmáticos, mais e mais, surgem questionamentos. Entretanto, cumpri o meu objetivo inicial e acrescentei mais uma peça ao puzzle ufológico!

FONTE: http://www.portalburn.com.br/


UFOS WILSON: VEJA TAMBÉM: http://ufos-wilson.blogspot.com.br/2013/11/casal-que-diz-ter-sido-abduzido.html

Índia lança foguete com módulo para astronautas


O foguete tem capacidade para lançar um módulo tripulado ou satélites de grande porte. [Imagem: ISRO]

Cápsula para astronautas

A Índia lançou com sucesso seu foguete GSLV MK-III, capaz de colocar em órbita uma cápsula tripulada ou satélites de grande porte.

O foguete, de 630 toneladas e 42,4 metros de altura, tem capacidade para transportar até quatro toneladas de carga útil.

No teste inicial, o foguete levou ao espaço nada menos do que um módulo para astronautas, chamado CARE (Crew module Atmospheric Re-entry Experiment), que pesa 3.775 kg.

Além de testar o foguete, o principal objetivo do lançamento foi testar a capacidade de reentrada do módulo Care e sua descida no oceano com pára-quedas.

Segundo a Isro, a agência espacial indiana, o módulo separou-se como previsto, a uma altitude de 126 km e reentrou na atmosfera com sucesso, descendo na Baía de Bengala 20 minutos e 43 segundos após o lançamento.

O MK-III possui dois foguetes laterais, chamados S-200, cada um com 207 toneladas de combustível sólido. Eles se separaram 153,5 segundos após o lançamento. O módulo principal do foguete, chamado L110, impulsionado por combustível líquido, foi acionado 120 segundo após o lançamento, quando os dois foguetes S-200 ainda estavam funcionando, e levou o módulo Care até a órbita desejada.

Segundo a Isro, o teste foi um passo essencial rumo a um voo tripulado, ainda sem data marcada.


A cápsula espacial Care tem capacidade para dois ou três astronautas, dependendo da configuração e da missão. [Imagem: ISRO]

Programa espacial ativo

A Índia possui um dos programas espaciais mais ativos do mundo, contando com 16 mil engenheiros e cientistas e um orçamento estimado em US$ 1 bilhão.

Em outubro de 2009, o país lançou sua primeira sonda lunar, chamada Chandrayaan-1, que encontrou uma concentração de moléculas de água na Lua maior do que a esperada.

Há cerca de um ano, foi a vez da primeira sonda marciana, chamada Mangalyaan, que entrou em órbita de Marte com sucesso em setembro passado, um feito que só havia sido alcançado por EUA, Rússia e Europa - e ainda assim, com um sucesso de apenas 50% em todas as tentativas.

Neste momento, todos os olhos estão voltados para os resultados da Mangalyaan, que possui instrumentos que poderão confirmar ou não os dados recentes da NASA, que mostraram picos de emissão de metano em Marte.

FONTE: SITE INOVAÇÃO TECNOLOGICA