segunda-feira, 28 de julho de 2014

Sondas marcianas preparam-se para encontro com cometa


Este gráfico ilustra a órbita do cometa C/2013 A1 Siding Spring à medida que viaja em torno do Sol em 2014. No dia 19 de Outubro, o cometa vai passar muito perto de Marte. O núcleo vai "falhar" Marte por cerca de 132.000 quilômetros.
Crédito: NASA/JPL-Caltech

A NASA está tomando medidas para proteger as suas sondas marcianas e ao mesmo tempo a conservar oportunidades para recolher dados científicos valiosos, enquanto o Cometa C/2013 A1 Siding Spring viaja em direção a uma passagem rasante por Marte no dia 19 de Outubro.

O núcleo do cometa vai passar por Marte a cerca de 132.000 quilómetros, largando material a mais ou menos 56 km/s (velocidade relativa a Marte e às sondas em órbita). A esta velocidade, até as partículas mais pequenas - com um tamanho estimado em cerca de meio milímetro - podem causar danos significativos a uma nave espacial.

A NASA opera atualmente duas sondas espaciais em Marte, com uma terceira a caminho e com chegada prevista a órbita marciana apenas um mês antes do "flyby" do cometa. Durante a passagem mais provável do Siding Spring, as equipas que operam as sondas pretendem tê-las posicionadas no lado oposto do Planeta Vermelho.

"Três equipas de especialistas modelaram este cometa para a NASA e forneceram previsões para a sua passagem por Marte," explicou Rich Zurek, cientista-chefe do Programa de Exploração de Marte do JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "O perigo não é o impacto do núcleo cometário, mas o rastro de detritos daí proveniente. Usando restrições delineadas por observações terrestres, os resultados da modelagem indicam que o perigo não é tão grande quanto o originalmente antecipado. Marte estará mesmo no limite da nuvem de detritos, de modo que pode encontrar algumas das partículas - ou talvez não."

Durante os dias do evento, a menor distância entre o núcleo de Siding Spring e Marte será inferior a um-décimo da distância de qualquer outra passagem rasante de um cometa pela Terra (17 vezes mais pequena que a distância do Cometa Lexell à Terra em 1770). O período de maior risco para as sondas espaciais terá início cerca de 90 minutos depois e durará cerca de 20 minutos, quando Marte estiver o mais próximo do centro da cauda de poeira.

A MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA fez uma manobra de ajuste a 2 de Julho, como parte do processo de reposicionamento da sonda para o evento de 19 de Outubro. Para dia 27 de Agosto está planeada uma manobra adicional. A equipa que opera a Mars Odyssey da NASA planeia uma manobra similar para 5 de Agosto, que colocará também a sonda num percurso para a posição ideal e altura ideal.

A sonda MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) da NASA está a caminho do Planeta Vermelho e vai entrar em órbita a 21 de Setembro. A equipa científica planeia levar a cabo uma manobra de precaução a 9 de Outubro, antes do início da fase de missão principal em Novembro.

Nos dias que antecedem e sucedem a passagem do cometa, a NASA quer estudá-lo aproveitando a proximidade de Marte. Os investigadores planeiam usar vários instrumentos a bordo das sondas marcianas para estudar o núcleo, a cabeleira que rodeia o núcleo e cauda do Siding Spring, bem como outros possíveis efeitos sobre a atmosfera marciana. Este cometa em particular nunca visitou o Sistema Solar interior, por isso vai proporcionar uma nova fonte de pistas para os primeiros dias do nosso Sistema Solar.

A MAVEN vai estudar os gases que saem do núcleo do cometa para a sua cabeleira à medida que é aquecido pelo Sol. Também vai procurar quaisquer efeitos que a passagem do cometa possa ter sobre a atmosfera superior do planeta e observar o Siding Spring enquanto viaja pelo vento solar.

A Mars Odyssey vai estudar as propriedades térmicas e espectrais da cabeleira e cauda do cometa. A MRO vai monitorizar a atmosfera de Marte em busca de possíveis aumentos de temperatura e formação de nuvens, bem como mudanças na densidade de electrões a grandes altitudes. A equipa da MRO também planeia estudar os gases na cabeleira do cometa. Juntamente com outras observações da MRO, a equipa antecipa que este evento produza vistas detalhadas do núcleo do cometa e potencialmente revele a sua velocidade de rotação e características à superfície.

A atmosfera de Marte, embora muito mais fina que a da Terra, é suficientemente espessa para a NASA não antecipar qualquer perigo para os rovers Opportunity e Curiosity à superfície, mesmo que as partículas de poeira do cometa atinjam a atmosfera e formem meteoros. As câmaras dos rovers poderão ser usadas para observar o cometa antes da passagem rasante e para monitorizar a atmosfera em busca de meteoros enquanto o rastro de poeira do cometa está mais próximo do planeta.

FONTE: ASTRONOMIA ONLINE

Novo livro aborda a saga da busca por vida alienígena: "Extraterretres"


Em Extraterrestres, jornalista Salvador Nogueira defende que a ciência está no limiar de responder à mãe de todas as perguntas: estamos sozinhos no cosmos?


Os últimos anos têm visto uma sequência espetacular de descobertas astronômicas, e a ciência se vê a um passo de finalmente responder a uma das mais intrigantes perguntas que a humanidade já se fez: estamos sós no Universo?

Em Extraterrestres: Onde eles estão e como a ciência tenta encontrá-los, o jornalista Salvador Nogueira retrata os avanços históricos dessa busca, desde o salto filosófico fundamental dado por Nicolau Copérnico, ao sugerir que a Terra era apenas mais um planeta dentre outros, até as mais recentes descobertas.

Estatísticas mais recentes dão conta de que uma em cada cinco estrelas similares ao Sol na Via Láctea tem ao menos um planeta com propriedades similares às da Terra, o que implica a existência de bilhões de planetas possivelmente habitados, só na Via Láctea.

Quem seriam esses alienígenas? Simples bactérias ou sociedades inteligentes com quem poderemos eventualmente nos comunicar? Nos últimos 50 anos, astrônomos, biólogos e químicos se uniram para buscar todas essas respostas, criando um novo campo da ciência: a astrobiologia.

O esforço exige múltiplas investidas. Alguns pesquisadores concentram seus esforços na procura por sinais de formas de vida simples no passado ou no presente de Marte, nosso planeta vizinho mais hospitaleiro, ou ainda na gelada lua de Júpiter, Europa.

Outros buscam horizontes mais largos e apontam imensas antenas na direção das estrelas, na esperança de captar transmissões de rádio produzidas por outras civilizações e enviadas até nós.

FICÇÃO OU REALIDADE?

Nogueira, especialista na cobertura de temas aeroespaciais com mais de 15 anos de experiência, também não hesita em abordar os aspectos mais controversos em torno do tema.

O livro dedica espaço ao histórico de avistamentos de OVNIs (objetos voadores não-identificados) no Brasil e no exterior, além de investigar alegações feitas por teóricos da conspiração de que alguns governos teriam em seu poder informações secretas sobre alienígenas. Ele também especula sobre a possibilidade de que a Terra tenha recebido visitantes de outros mundos no passado.

E então, revelando o outro lado desta mesma moeda, o autor mostra como a ideia da existência de extraterrestres – independentemente de sua realidade física – teve e ainda tem uma forte influência na cultura popular e até mesmo na psiquê dessa curiosa espécie a habitar o terceiro planeta a contar do Sol.

“Dá para sentir no ar que estamos no limiar de revelações muito importantes”, afirma Nogueira. “Quando vemos gente no Vaticano e no Fórum Econômico de Davos discutindo a descoberta iminente de extraterrestres e o impacto dessa revelação para o futuro da humanidade, é mais do que hora de levar o assunto a sério.”

Extraterrestres
Salvador Nogueira
256 páginas
Editora Abril
R$ 34,90

FONTE: http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/

Dois novos buracos gigantes são encontrados na Sibéria, e cientistas ainda estão perplexos


Lembra-se do buraco gigante que apareceu misteriosamente na Sibéria há duas semanas? Bem, mais dois buracos enormes foram encontrados na região, segundo o Siberian Times.
Eles são menores do que o primeiro – que tem 80 m de diâmetro e 60 m de profundidade – mas têm a mesma estrutura dele. Os cientistas ainda estão intrigados com a origem dessas formações.

Buraco de Antipayuta



Este buraco foi encontrado perto da aldeia de Antipayuta, no distrito de Taz. Ele tem um diâmetro de 15 m e também está na Península de Yamal, porém fica a algumas centenas de quilômetros do primeiro buraco.

Mikhail Lapsui, representante do parlamento regional, visitou a área de helicóptero:

Seu diâmetro é de cerca de 15 m. Também há terra na parte exterior, como se ela tivesse sido lançada por uma explosão subterrânea. De acordo com os moradores locais, o buraco se formou em 27 de setembro de 2013. Observadores dão várias versões: a primeira diz que inicialmente havia fumaça no local e, em seguida, houve um estouro brilhante. Na segunda versão, um corpo celeste caiu lá.

Marina Leibman, cientista-chefe do Earth Cryosphere Institute, diz ao Siberian Times:

Eu ouvi falar sobre o segundo funil de Yamal, no distrito de Taz, e viu as fotos. Sem dúvida, precisamos estudar todas essas formações. É necessário ser capaz de prever a sua ocorrência. Cada novo funil fornece informações adicionais para os cientistas.


Buraco de Nosok



Este funil foi encontrado por pastores perto da aldeia de Nosok, na região de Krasnoyarsk, a leste de Yamal. Ele tem 4 m de diâmetro e uma profundidade estimada entre 60 e 100 m. De acordo com os moradores, o buraco tem uma forma perfeita de cone, e um deles disse:

Isso não parece uma obra humana, mas também não se parece com uma formação natural.

A principal teoria para explicar esses buracos envolve a fuga de gás: o gelo no solo derrete e bolsões de gás escapam de forma violenta, nem sempre causando explosões ou fogo. Infelizmente, especialistas ainda não chegaram a um consenso sobre sua formação. [Siberian Times]

FONTE: GIZMODO.COM

Último ATV pronto para ir ao espaço


Apesar de não ter sido projetado para transportar astronautas, o ATV é pressurizado, servindo como um espaço adicional para trabalhar e guardar material enquanto está acoplado à Estação. [Imagem: ESA-D. Ducros]

ATV Georges Lemaitre

Está previsto para esta terça-feira (29) o lançamento do quinto e último Veículo de Transferência Automatizado, a nave europeia não-tripulada que vem sendo usada para abastecer a Estação Espacial Internacional.

O quinto ATV foi batizado com o nome do pai da Teoria do Big Bang, o cientista belga Georges Lemaitre.

Apesar de não ter sido projetado para transportar astronautas, o ATV é pressurizado, servindo como um espaço adicional para trabalhar e guardar material enquanto está acoplado à Estação. O grande espaço destinado à propulsão explica-se porque a nave é usada para acelerar e manter a altitude da Estação.

A nave deverá ficar acoplada à Estação durante seis meses, sendo carregada de lixo. Ao final da missão, ela deverá queimar na reentrada na atmosfera terrestre.

Base para novas naves

O ATV é a nave mais complexa já construída pela Agência Espacial Europeia (ESA), com capacidade de aproximação e acoplagem automatizadas, ao contrário das naves norte-americanas mais recentes, que são capturadas pelo braço robótico da Estação.

Com o final dos ATVs, a ESA passa a apostar suas fichas no desenvolvimento da nave autônoma IXV.

Mas o projeto não será inteiramente abandonado, já que o ATV será a base da nave Órion da NASA. A ESA irá fornecer dois módulos para a Órion: um para o voo inaugural em 2017, outro para a primeira missão operacional, em 2021.

Alvos não-cooperativos

Além de materiais de uso da Estação Espacial, o ATV-5 Georges Lemaitre levará a bordo equipamentos para ajudar na preparação de transportes espaciais do futuro.

Uma das experiências é o LIRIS - sensor experimental de imagem a laser infravermelho - para o desenvolvimento de orientação, navegação e sistemas de controle para acoplagens com "alvos não-cooperativos", tais como o lixo espacial ou asteroides.

A expectativa da ESA é que a tecnologia do ATV possa ser usada para outras finalidade, como o recolhimento de amostras do espaço, operações de reboque espacial e reparações orbitais.

FONTE: SITE INOVAÇÃO TECNOLOGICA

sábado, 26 de julho de 2014

A procura por artefatos alienígenas na Lua está ganhando força no meio científico



Tão maluco quanto possa parecer para uma pessoa não iniciada no assunto, a noção de se procurar por artefatos alienígenas em nossa própria Lua pode finalmente estar ganhado corpo dentro do meio científico.
Há boas razões para seriamente considerarmos a possibilidade de que em algum ponto da história de 4,5 bilhões de anos do sistema Terra-Lua, alguma inteligência extraterrestre possa ter passado através de nosso sistema solar, deixando artefatos físicos de suas visitas.
Estes artefatos provavelmente seriam mais do que somente lixo espacial alienígena, e poderiam incluir evidências de atividade científica ou industrial alienígena, tais como mineração lunar altamente avançada, geração de energia, e até mesmo tecnologia relacionada à uma missão de reconhecimento da Terra a partir do lado visível da Lua.
Isto é o que diz Paul Davies, um pesquisador veterano do SETI (Procura por Inteligência Extraterrestre), físico e agora Diretor do Beyond Center na Universidade Estadual do Arizona em Tempe – EUA.
Pelo menos um trabalho relacionado ao assunto está para ser apresentado na reunião de setembro do UK SETI Research Network (Rede de Pesquisas do SETI, no ReinoUnido), que é um grupo de acadêmicos britânicos. Mas mesmo há uma década, falar sobre artefatos alienígenas na Lua estava pela maior parte além de qualquer coisa considerada pela comunidade astronômica.
Com o sucesso do ‘crowdsourcing‘, iniciativas científicas, tais como a do SETI@home, Einstein@home e Cosmologi@home, fazem com que Davies e um punhado de pesquisadores científicos sérios estejam agora defendendo o casamento da análise por ‘crowdsourcing‘ das imagens que estão sendo catalogadas pelo satélite Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da NASA.
Desde 2009, o LRO tem medido as formações de solo da Lua, em resolução de até meio metro, num processo que está almejando mais de 10.000 pontos lunares e cobrindo até 90 por cento da superfície da Lua. O atual sucesso da missão resultou num ‘tesouro’ de milhares de imagens de alta resolução, quase todas podendo ser pesquisadas por intermédio de uma iniciativa científica para o cidadão.
Davies acha que um pesquisa lunar ideal, não somente incluiria a procura por anomalias ópticas, mas iria além do escopo da própria missão do LRO, incluindo procuras por evidências de atividade industrial lunar alienígena.
“[A evidência passada] de mineração ou de pedreiras poderia aparecer na gravimetria ou nas pesquisas magnéticas, mesmo se uma mina acidentada estivesse enterrada sob o regolito lunar“, disse Davies. “Nó detectaríamos o lixo nuclear [alienígena], talvez a partir de uma satélite lunar, procurando por fontes localizadas de raio gama vindas da superfície lunar.”
Um iniciativa de análise de imagem lunar por ‘crowdsourcing‘ poderia usar o software de pesquisa do tipo Tomnod, da mesma forma que os voluntários foram recrutados para pesquisar as imagens de satélite à procura do jato da Malaysia Airlines.
Davies diz que em algum estágio, qualquer procura precisa ser automatizada e usar software de ponta.
“Na procura por artefatos, uma pessoa procura por algo suspeito“, disse Davies. “Mas ‘algo suspeito’ requer uma decisão humana adiantada sobre a assinatura da artificialidade. Há exemplos simples, como arestas em ângulo reto. Mas não temos uma ideia de como a tecnologia de um milhão de anos possa parecer.”
Todavia, Andrew Siemion, um astrônomo pesquisador da Universidade da Califórnia em Berkeley, diz que os projetos científicos de cidadãos, envolvendo análise de imagens, são relativamente simples de serem montados
“Algumas vezes, astrônomos profissionais sofrem com a tendência de descontar tudo que não seja o nosso sinal esperado, como ruído instrumental, ou algum tipo de interferência“, disse Siemion. “Quando se identifica o inesperado, o olho de um cidadão cientista amador pode ser tão eficaz, se não mais, do que o de um profissional condicionado.”
Voluntários que estejam pesquisando as imagens como parte de um esforço de ‘crowdsoucing‘ poderiam ter um propósito duplo para suas ações. Isto é, eles poderiam procurar por rochas piroclásticas alaranjadas, ou mesmo vulcanismo residual, ao mesmo tempo que procuram por anomalias artificiais.
Davies diz que uma procura por artefatos lunares deveria ser combinada com uma procura por características geológicas anormais. Embora improvável, Davis diz que os cientistas planetários precisam manter seus olhos abertos para anomalias não randômicas…
Um trabalho acadêmico de 1995, desenvolvido pelo rádio astrônomo ucraniano Lexey Arkhipov, argumenta que somente os artefatos maiores do que um metro seriam encontrados na superfície lunar, sendo que os objetos menores teriam sido soterrados por metros de regolito, devido ao contínuo bombardeio da superfície por micro meteoritos.
Mesmo assim, Davis diz que a Lua é um ambiente atraente para a procura por artefatos, porque eles seriam preservados por muito mais tempo do que na Terra. “Na Terra, os artefatos humanos são soterrados em questão de séculos“, disse Davies. “Na Lua, leva milhões, ou dezenas de milhões de anos.”
Porém, Davies acha que evidências de material ejetado ou lixo seriam mais fortes do que a de um aparelho deliberadamente deixado para trás.
Arkhipov argumentou que o pico do paredão sul da cratera lunar Malapert, poderia ser um local lógico para um posto alienígena de reconhecimento da Terra, já que o nosso planeta sempre pode ser visto a partir de lá.
“Devido ao fato da Lua ser um lugar grande, vale a pena focar a pesquisa nessas sugestões“, disse Davies. “Os tubos de lava lunares preservariam os artefatos e também forneceriam um local atraente para que o equipamento ficasse protegido da radiação ultravioleta e dos meteoritos.”
Quando as sonda alienígenas teriam chegado no nosso sistema solar?
Devido ao fato da Terra ter somente um terço da idade do Universo, planetas habitáveis em nossa galáxia poderiam assim ter emergido há pelo menos 8 bilhões de anos, diz Davies. Assim, ele menciona que é provável que, se a tecnologia alienígena alguma vez entrou em nosso sistema solar, isto ocorreu há muito tempo. Presumindo-se que o número de civilizações tecnológicas extraterrestres permanecem uniformes durante o todo o período, então Davies diz que é discutível a tese de que o nosso sistema solar tenha sido visitado pelo menos uma vez durante esse período de 8 bilhões de anos.
Assim, Davis raciocina que a expectativa média para uma visita está na ordem de 4 bilhões de anos, ou mais cedo. Mas ele diz que mesmo 100 milhões de anos atrás é, de forma otimista, um período mais recente para a chegada deles. E, só de pensar que eles poderiam ter estado aqui desde o surgimento da civilização humana, ele diz, seria uma impossibilidade estatística.
Seja lá como for que você calcule os números, diz Davies, você não esperaria visitas ‘recentes’.
De qualquer forma, Davies não espera que as visitas tenham sido feitas por entidades de carne e osso e, se foram, ele reconhece que eles já teriam ido embora. No evento de entidades biológicas terem viajado para colonizar um novo planeta, Davies diz que eles provavelmente escolheriam um mundo sem formas de vida em desenvolvimento, devido as dificuldade de coabitação com a biologia existente.
“Minha posição é a de que a inteligência biológica é somente uma fase transitória na evolução da inteligência no Universo“, disse Davies. “Por que enviar entidades biológicas frágeis para uma jornada perigosa através da vastidão do espaço, quando quase todo o processo intelectual, sem contar com o trabalho físico pesado, poderia ser feito por sistemas projetadas?”
Davies diz que se tal sistema adentrou o nosso sistema solar, por razões que não podemos imaginar, ele pode ter “ficado, ido, ou se multiplicado“.
É claro, na ficção científica, o mais famoso artefato alienígena foi o enigmático monólito antevisto no filme de Arthur C. Clarke “2001: Uma Odisseia no Espaço“. No livro, e subsequente filme, o monólito aparentemente fo reativado após ter sido encontrado a somente alguns metros sob o regolito lunar.
Pesquisadores do SETI têm por muito tempo considerado a possibilidade de que sondas alienígenas dormentes podem ter sido enviadas até o nosso sistema solar, para esperarem como sentinelas silenciosos antes da nossa própria tecnologia acordar para a sua possível presença. Os pesquisadores do SETI têm até mesmo considerado a possibilidade de enviar sinais de rádio aos pontos gravitacionais de Lagrange, entre a Terra e o Sol, na esperança de ‘acordar’ tais sondas não visíveis. Isto é, se elas estiverem lá fora.
Nos últimos 40 anos, antes do advento dos contadores digitais de fótons nos telescópios, havia duas pesquisas relativamente precipitadas dos pontos de Lagrange da Terra-Sol e Terra-Lua, através do uso de telescópios ópticos de aberturas comparativamente pequenas, no Pico Kitt, Arizona e no Observatório Leuschner, na Califórnia – EUA. Ambos falharam na detecção de quaisquer objetos artificiais não humanos.
John Gertz, presidente da iniciativa FIRSST (Foundation for Investing in Research on SETI Science and Technology), sugere a condução da procura a rádio por um ‘farol’ dentro de nosso próprio sistema solar, que teria sido ativado na primeira detecção da sonda, pelo vazamento eletromagnético da própria Terra. Ele acha que ela agora estaria transmitindo à uma baixa potência elétrica e não estaria emitindo uma mensagem, além da implícita “estou aqui, e sou artificial“.
Provavelmente menor do que um carro, mas maior do que uma laranja, Gertz diz que a carga da sonda, que é uma enciclopédia galáctica virtual – ou a história e conhecimento completos daquela civilização – poderia estar armazenado num chip, o qual teríamos que literalmente remover fisicamente.
Isto, é claro, presume que os projetistas de tais sondas teriam um desejo inato de revelar suas almas alienígenas à uma tecnologia emergente como a nossa.
“A codificação física é uma forma muito eficiente de transmissão de grandes quantidades de informação de um ponto ao outro“, disse Siemion. “Assim, é inteiramente possível que uma civilização avançada poderia escolher disseminar grandes quantidades de informação, por intermédio de artefatos físicos codificados.”
Pode existir mais do que uma sonda dessas esperando por nós.
“Não há razão para acreditar que somente uma civilização tenha enviado uma sonda; pode haver uma variedade de sondas lá fora“, disse Gertz.
Então, por que não procurar?
“Eu defendo a pesquisa de todos os bancos de dados pesquisáveis livres, só por fazê-la“, disse Davis.

FONTE: http://www.forbes.com/


Astrônomo Ronaldo Mourão morre no Rio de Janeiro


Cientista de 79 anos estava internado devido à uma pneumonia

O astrônomo e físico Ronaldo Mourão morreu nesta sexta-feira, aos 79 anos. Ele estava internado no hospital Quinta D'or, no Rio de Janeiro, com pneumonia. Era considerado o maior nome da astronomia brasileira. Fundou o Museu de Astronomia e Ciências Afins em 1985 e elaborou os verbetes sobre o tema em edições dos dicionários Aurélio Buarque de Hollanda e da Enciclopédia Britânica do Brasil. Trabalhou pela democratização desse campo do conhecimento, produzindo artigos para jornais e programas de rádio.

FONTE: REVISTA VEJA