segunda-feira, 20 de junho de 2016

Cientistas descobrem possível origem do oxigênio no universo



Uma equipe de pesquisadores confirmou a existência do oxigênio mais distante já detectado, em uma galáxia a 13,1 bilhões de anos-luz de distância. A descoberta sugere que este pode ter sido o primeiro oxigênio a se formar no início do universo.

Os cientistas – do Observatório Astronômico Nacional do Japão e de várias universidades japonesas – descobriram a galáxia SXDF-NB1006-2 há quatro anos, e vêm tentando identificar os elementos presentes nela desde então. O estudo, com base em dados coletados pelo observatório ALMA (Chile), foi publicado na revista Science.

Como esperado, a galáxia contém hidrogênio; mas a equipe ficou muito mais curiosa sobre a potencial presença de oxigênio, o que poderia nos dar informações importantes sobre como esse elemento se formou.

Se o oxigênio estivesse presente, os modelos da galáxia sugeriam que ele estaria sob o processo de reionização cósmica, no qual a radiação do espaço ioniza nuvens de gás. À medida que o gás é reionizado, ele também libera um tremendo clarão de luz, como você pode ver nesta simulação do processo ao longo de um timelapse de 5 milhões de anos:



Como esse clarão é bem brilhante, os pesquisadores esperavam poder detectá-lo com o observatório ALMA, mesmo a uma distância tão enorme. O palpite valeu a pena: uma varredura do ALMA encontrou um clarão revelador que indica a presença do oxigênio.

No entanto, como a galáxia está a 13,1 bilhões de anos-luz, isso significa que estamos vendo como ela era no passado – e o oxigênio dela não é o mesmo que respiramos hoje. Para começar, ele existe em uma quantidade relativamente pequena, menos de um décimo do encontrado no Sol.

“A pequena quantidade é esperada porque o universo ainda era jovem e tinha uma breve história de formação de estrelas naquela época”, diz o coautor Naoki Yoshida, da Universidade de Tóquio, em um comunicado. “De fato, nossa simulação previu uma abundância dez vezes menor que o Sol”.


Zoom na reionização do oxigênio e do hidrogênio. (Imagem: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), NAOJ)

Oxigênio e vida
Na Terra, a presença do oxigênio está ligada à presença de vida, especialmente a nossa própria vida. Essa descoberta tão longínqua levanta questões sobre a possibilidade de vida no espaço – quer por formas nativas ou, talvez, um ambiente propício para nossa colonização.

Mas isso não seria algo que nós poderíamos respirar. “O oxigênio detectado consiste, na verdade, em átomos duplamente ionizados, e não moléculas de oxigênio que respiramos”, explica o pesquisador Akio Inoue, da Osaka Sangyo University, ao Gizmodo. “Então nós não conseguiríamos respirar na galáxia a 13,1 bilhões de anos-luz de distância se estivéssemos lá.”


Visão de perto da galáxia SXDF-NB1006-2, onde o oxigênio foi detectado (Imagem: NAOJ)

Embora este oxigênio não possa sustentar a vida como a conhecemos, Inoue diz que esta descoberta ajuda a responder à questão de onde e quando ele se formou no nosso universo.

“Estes átomos de oxigênio que encontramos são a primeira espécie já produzida no Universo, porque o oxigênio não existia no Big Bang. Na verdade, todos os elementos mais pesados ​​do que o lítio são produzidos dentro das estrelas e se espalham no universo quando elas morrem”, diz Inoue.

Ele continua: “o oxigênio e outros elementos compõem as partículas de poeira que acabam formando planetas e, possivelmente, a vida neles. Portanto, nossa descoberta mostra a origem do oxigênio, um dos elementos mais importantes para os seres humanos, neste universo.”

Agora que os pesquisadores confirmaram a presença de oxigênio, o próximo passo é tentar descobrir como ele se afastou dessa galáxia. Com essa informação, eles esperam desvendar ainda mais sobre o que significa a presença do oxigênio para a vida em nosso universo.



Linha do tempo da formação e reionização do oxigênio (Imagem: NAOJ)

Primeira imagem: Conceito artístico do oxigênio ionizando na galáxia SXDF-NB1006-2 (Imagem: NAOJ)

FONTE: GIZMODO BRASIL

Céu da Semana de 20 a 26/06/2016 - Telescópio James Webb



FONTE: UNIVESP TV

Budd Hopkins: Palestra no Brasil



FONTE: DocOuttaLove

quinta-feira, 16 de junho de 2016

A Noite Oficial dos OVNIs - Audios (Atualizados)







FONTE: BURN - Brazilian UFO Research Network

Esta foto incrível mostra um exoplaneta orbitando a sua estrela hospedeira



Está vendo aquele pequeno ponto um pouco à esquerda da bola azulada? É um planeta. Esta é uma das melhores imagens diretas de um exoplaneta que já vimos, e o que torna ela ainda mais impressionante é que isso está a 1.200 anos-luz de distância da Terra.

Apesar de não dar para ver direito, tem dois planetas diferentes neste sistema estelar remoto chamado CVSO 30. Há quatro anos, astrônomos usaram o método de trânsito (quando um planeta orbitante dá um mergulho no brilho da estrela hospedeira) para detectar o primeiro planeta, que estacionou bem próximo à estrela principal.

Este planeta interno precisa de apenas 11 horas para completar sua órbita e está localizado a meros 0.008 au da estrela T-Tauri (uma pequena e jovem estrela brilhante que ainda não entrou na sua sequência principal).



Astrônomos agora detectaram um segundo planeta (o que aparece na foto), e eles fizeram isso usando imagem direta. Para isso, eles combinaram dados do Very Large Telescope (ESO) no Chile, do Observatório W. M. Keck no Havaí, e do Observatório Calar Alto na Espanha.



Diferentemente do seu planeta companheiro, esse segundo planeta, chamado CVSO 30c, está excepcionalmente distante da estrela. Tão distante que astrônomos não sabem dizer com certeza se ele pertence ao mesmo sistema planetário. A distância é de 600 au, o que exige 27.000 anos para completar uma única órbita. Em comparação, Netuno está a 30 au do Sol. Os astrônomos especulam que os dois planetas podem ter interagido em algum momento do passado, quando um foi lançado para longe enquanto o outro se firmou em uma órbita pequena.

Considerando o brilho, há uma boa chance de ser um planeta como Júpiter. Planetas rochosos tendem a ser mais escuros e não muito reflexivos.

Se os cientistas conseguirem confirmar que o CVSO 30c está orbitando essa estrela, será o primeiro sistema estelar que hospeda dois planetas que foram detectados com duas técnicas diferentes, o método de trânsito e a imagem direta.

[ESO]

Imagens via ESO

FONTE: GIZMODO BRASIL

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Céu da Semana - De 13 a 19 de Junho de 2016 - Hubble - Parte 6



FONTE: UNIVESP TV

Cientistas conseguiram armazenar dados dentro de células vivas


Usando a ferramenta de edição genética CRISPR, cientistas da Universidade de Harvard, nos EUA, desenvolveram uma técnica que grava permanentemente dados em células vivas. O mais incrível é que a informação impressa nesses microrganismos pode ser passada para as próximas gerações.

A técnica CRISPR está se tornando uma ferramenta bastante versátil. O sistema de edição genética barato e fácil de usar que surgiu na cena biotecnológica há alguns anos está sendo usada para diversas aplicações, incluindo engenharia genética, edição de RNA, modelagem de doenças e até na luta contra retrovírus como o HIV. E agora, como descrito em um artigo científico na Science, ela também pode ser usada para transformar microrganismos humildes em discos rígidos.

Cientistas já fizeram isso antes, mas de uma maneira que era completamente artificial do começo ao fim. Nesses experimentos antigos, a informação era codificada em uma sequência de DNA, o DNA era sintetizado, e pronto – todas as informações permaneciam fora do reino dos organismos vivos. No novo estudo, a equipe de Harvard liderada pelos geneticistas Seth Shipman e Jeff Nivala conseguiu armazenar dados em DNA de uma maneira completamente diferente.

“Escrevemos as informações diretamente no genoma”, disse Nivala ao Gizmodo. “Enquanto a quantidade geral de dados de DNA que temos atualmente armazenados em um genoma é relativamente pequena em comparação com os sistemas artificiais de armazenamento em DNA, acreditamos que o armazenamento de informações baseado em genoma tem muitas vantagens em potencial.” Essas vantagens, ele diz, podem incluir uma fidelidade maior e capacidade de interagir diretamente com a biologia. Por exemplo, uma bactéria pode ser ensinada a reconhecer, fornecer informações, e até matar outros microrganismos, ou fornecer um registro da expressão genética.

“Dependendo de como você calcular, armazenamos entre 30 e 100 bytes de dados,” disse Nivala. “O que é bastante coisa em comparação com os recordes anteriores em células vivas, que era de 11 bits.”

Para fazer isso, os pesquisadores usaram o sistema imunológico interno das bactérias – na forma do CRISPR – para escrever dados diretamente no genoma das células bacterianas. Isso permitiu à bactéria modificada passar essas informações customizadas para a próxima geração, tornando esse tipo de armazenamento de dados biológico extremamente potente e eficiente.

Shipman e Nivala nivelaram a potência do sistema imunológico bacteriano para tornar isso possível. Sempre que um vírus ataca uma bactéria, o CRISPR diligentemente registra os eventos no DNA, o que pode então ser referenciado em caso de um ataque viral renovado. Ele faz isso ao armazenar pequena sequências do DNA viral em si, chamados espaçadores. No experimento, os pesquisadores queriam ver se esses espaçadores poderiam ser adicionados a uma sequência específica, o que criaria uma linha do tempo de quando esses espaçadores foram adicionados.

Os pesquisadores perceberam que essa ordenação temporal dos espaçadores poderia formar a base de um dispositivo de gravação molecular. Durante o experimento, segmentos isolados de DNA eram injetados em uma variante das bactérias E. coli equipadas com o CRISPR/Cas1-Cas2. Mas esses pedaços de DNA não eram arbitrários – eles continham sequências específicas de dados que por sua vez continham sequências específicas de letras escolhidas pelos cientistas. Esses segmentos eram introduzidos um por vez, e a bactéria sistematicamente integrava-os de maneira linearmente coerente para refletir a ordem na qual elas foram introduzidas.

Os pesquisadores só adicionaram alguns poucos espaçadores para demonstrar a teoria deles. Mas considerando que outros espaçadores estão disponíveis, há um número incrivelmente grande de combinações possíveis.

“Esses experimentos estabelecem as bases para um sistema de registro que pode ser usado para monitorar eventos moleculares que ocorrem ao longo de longos períodos de tempo,” disse Nivala. “Por exemplo, isso pode nos ajudar a responder questões como o que acontece com a regulação genética dentro de uma célula conforme ela vai do estado saudável para doente. Ou pode ser usada para registrar informações no ambiente externo da célula, por exemplo a presença de compostos químicos, toxinas ou patógenos específicos.”

Mais adiante, a equipe quer turbinar o sistema para que dados possam ser armazenados mais completamente a nível de células únicas, em vez de usar uma população de células para codificar/decodificar a informação.

[Science]

Imagem: Shutterstock

FONTE: GIZMODO BRASIL