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Mostrando postagens de Maio 27, 2018

Projeto da primeira nave espacial terrestre está pronto

Visão artística da nave Demócritos em torno de Marte. As "asas" em formato de seta são quatro radiadores responsáveis por lidar com os 3 MW de energia termal do reator. O círculo azul perto dos motores é um painel solar de formato inovador. [Imagem: ESF/Divulgação]

Naves de verdade

Assista a qualquer bom filme de ficção científica e viagens espaciais e você verá naves gigantescas, onde as tripulações vivem e trabalham como se estivessem em pequenas cidades.

Olhe para a realidade, porém, e verá nossas naves minúsculas, onde os astronautas precisam se apertar como sardinhas na lata. A Estação Espacial Internacional é o nosso maior ambiente no espaço, mas ela está longe de ser uma nave.

Então, como vamos fazer para construir naves espaciais realmente grandes? Afinal, vamos precisar delas para levar toneladas de carga para estabelecer estações na Lua, em Marte ou nas luas de Júpiter, ou mesmo para ter massa suficiente para desviar um asteroide que calhe de vir em nossa direção.

Robô navega sem motor e sem bateria

Este robô rema embaixo d'água sem precisar de bateria e motor.[Imagem: Tian Chen/Osama R. Bilal/Caltech]

Robô sem motor

Este robô subaquático move-se sem precisar de usar um motor, o que significa que ele também não precisa de baterias ou combustível.

Em vez disso, ele rema usando a deformação do próprio material com que é feito, deformação esta que é induzida por mudanças de temperatura.

"[Nosso protótipo] mostra que podemos usar materiais estruturados que deformam em resposta a sinais do ambiente para controlar e impulsionar robôs," disse o professor Chiara Daraio, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos EUA, que desenvolveu o robô em colaboração com colegas do Instituto ETH de Zurique, na Suíça.

"Combinando movimentos individuais simples, nós fomos capazes de incorporar uma programação no material para realizar uma sequência de comportamentos complexos," acrescentou o pesquisador Osama Bilal.

Músculos artificiais autônomos

O novo sistema de propulsão …

Investigadores descobrem uma das mais massivas estrelas de nêutrons

O massivo sistema binário PSR J2215+5135, ilustrado na figura, aquece a face irradiada da sua estrela companheira.
Crédito: G. Pérez-Díaz/IAC

Usando um método pioneiro, investigadores do Grupo de Astronomia e Astrofísica da Universidade Politécnica da Catalunha e do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias encontraram uma estrela de nêutrons com aproximadamente 2,3 massas solares - uma das mais massivas já detectadas. O estudo foi publicado na edição de 23 de maio da revista The Astrophysical Journal e abre um novo caminho de conhecimento em muitos campos da astrofísica e da física nuclear.

As estrelas de nêutrons (frequentemente chamadas pulsares) são remanescentes estelares que atingiram o final da sua vida evolutiva: resultam da morte de uma estrela com 10 a 30 vezes a massa do Sol. Apesar do seu pequeno tamanho (cerca de 20 km em diâmetro), as estrelas de nêutrons têm mais massa do que o Sol, por isso são extremamente densas.

Investigadores da Universidade Politécnica da Catal…

Novo modelo explica o que vemos quando um buraco negro supermassivo devora uma estrela

Ilustração de emissões de um evento de perturbação por forças de maré que mostra o que acontece quando o material de uma estrela dilacerada é devorado por um buraco negro. O material forma um disco de acreção, que aquece e emite vastas quantidades de radiação. As emissões que vemos da Terra dependem do nosso ângulo de visão em relação à orientação do buraco negro.
Crédito: Jane Lixin Dai

Uma estrela que vagueia demasiado perto do buraco negro supermassivo no centro da sua galáxia será dilacerada pela gravidade do buraco negro num violento cataclismo chamado TDE ("tidal disruption event", em português evento de perturbação por forças de maré), produzindo um clarão luminoso de radiação. Um novo estudo liderado por astrofísicos teóricos do Instituto Niels Bohr e da Universidade da Califórnia em Santa Cruz fornece um modelo unificado que explica observações recentes desses eventos extremos.

O estudo inovador, publicado na The Astrophysical Journal Letters, fornece uma nova pers…

Luas distantes podem abrigar vida

Ilustração de uma potencialmente habitável exolua em órbita de um planeta gigante num sistema solar distante.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA; Jay Friedlander e Britt Griswold

Todos nós já ouvimos falar da busca por vida noutros planetas, mas e quanto a procurar noutras luas?

Num artigo publicado na revista The Astrophysical Journal, investigadores da Universidade da Califórnia em Riverside e da Universidade do Sul de Queensland (Austrália) identificaram mais de 100 planetas gigantes que potencialmente hospedam luas capazes de suportar vida. O seu trabalho guiará o projeto de futuros telescópios capazes de detetar essas potenciais luas e procurar sinais de vida, as chamadas bioassinaturas, nas suas atmosferas.

Desde o lançamento do telescópio Kepler da NASA, em 2009, os cientistas identificaram milhares de planetas para lá do nosso Sistema Solar, chamados exoplanetas. Um dos principais objetivos da missão Kepler era o de identificar os planetas que estão nas zonas hab…

As rochas que podem reescrever a história da chegada do homem às Américas

Cientistas foram a lugares remotos, como a ilha Suemez, no Alasca, para estudar formações rochosas

Edison Veiga
De Milão para a BBC Brasil

Não é de hoje que muitos questionam a teoria mais consolidada para a chegada dos primeiros homens à América, aquela segundo a qual nossos ancestrais teriam vindo pelo Estreito de Bering, uma espécie de ponte natural surgida entre os territórios que hoje são o Alasca e o extremo leste da Rússia, de lá entrado no oeste do Canadá e, então, se espalhado pelo continente.

Uma equipe de geólogos analisou estruturas rochosas em quatro ilhas do arquipélago de Alexander, 320 quilômetros ao sul de Juneau, capital do Estado americano do Alasca, e em estudo publicado nesta quarta, demonstra que o caminho das primeiras populações América adentro foi pela costa – pelo menos 4 mil anos antes de a travessia por Bering ter se tornado viável.

"Nosso estudo fornece algumas das primeiras evidências geológicas de que uma rota costeira estava disponível para os pri…

DNA revela miscigenação entre ramos humanos ancestrais nas Américas há 13 mil anos

Entender como o homem ocupou as Américas é um dos maiores desafios dos cientistas

Se a mistura genética é o principal ingrediente daquilo que chamamos de evolução, um novo estudo aponta que houve uma convergência de genomas dos povos pré-colombianos há 13 mil anos.

Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e da Universidade de Illinois Urbana-Champaign, nos Estados Unidos, debruçaram-se sobre amostras de DNA de 91 nativos ancestrais para tentar compreender melhor como se deu o povoamento do continente. As conclusões estão na edição da revista Science que será publicada nesta sexta-feira.

Eles partiram da hipótese de que, conforme apontam algumas pesquisas recentes, os nativos americanos têm origens de dois ramos ancestrais: um que entrou pelo norte do continente, outro vindo pelo sul. Por essa versão, o ramo sul teria dado origem a todas as populações indígenas da América Central e do Sul.

Mas, ao analisar as amostras de DNA, eles chegaram a uma conclusão nova: a grand…

Astrônomos desvendam mistério da formação de dunas em Plutão

Mistério sobre dunas em Plutão, que tem atmosfera rarefeita demais para abrigar fortes correntes de ar, intrigou cientistas por anos (Crédito: Nasa)

Edison Veiga
De Milão para a BBC Brasil

Em julho de 2015, ao observarem os registros feitos pela missão não tripulada New Horizons, que sobrevoou Plutão, cientistas da Nasa, a agência espacial americana, ficaram intrigados: estranhamente, entre montanhas e glaciares, havia dunas no planeta-anão.

Para que dunas sejam formadas, é necessário que haja vento - e com um mínimo de intensidade. Mas a atmosfera de Plutão é 100 mil vezes menos densa do que a da Terra, rarefeita demais para abrigar fortes correntes de ar.

Então, afinal, como teriam se formado as dunas de Plutão?

A resposta parece ter sido finalmente encontrada a partir de um estudo realizado por uma equipe internacional e interdisciplinar de especialistas - geógrafos, físicos e astrônomos -, liderada pelo professor e pesquisador Matt Telfer, da Universidade de Plymouth, do Reino Un…

Visite planetas fora do Sistema Solar com esta plataforma em 360º da Nasa

'Exoplanet Travel Bureau' apresenta uma visão artística da superfície de três exoplanetas baseando-se nos dados coletados pela agência espacial

A Nasa acaba de liberar uma nova plataforma que permite aos amantes da astronomia visitar planetas fora do nosso Sistema Solar (e sem precisar de combustível). A Exoplanet Travel Bureau é uma iniciativa de divulgação científica que simula artisticamente as superfícies de três exoplanetas: o TRAPPIST-1d, o Kepler-16b e o Kepler-186f.

O TRAPPIST-1d é um exoplaneta localizado na zona habitável de uma estrela anã vermelha fria, com a possível existência de água líquida em sua superfície — que ainda não foi comprovado, mas deve ser estudado em futuras missões. Além dele, o Kepler-186f também deve ser passar por uma análise mais meticulosa para descobrir se possui atmosfera.

Já o Kepler-16b, é conhecido por ser a Tatooine da vida real. Assim como o astro fictício que abrigou o jovem Luke Skywalker, em Star Wars, o exoplaneta possui duas est…

Esta nova vista da Nebulosa da Tarântula é a imagem espacial de que todos nós precisamos

Por: Ryan F. Mandelbaum

Este ano tem sido incrível para os entusiastas de belas imagens espaciais, então às vezes sinto que estou exagerando ao publicar mais uma nova imagem por aqui e dizer “olha isso! É bem maneiro!” Mas quer saber? Somos pessoas trabalhadoras, que merecem um descanso para se maravilhar com o Universo. Então dá só uma olhada nesta nova imagem da Nebulosa da Tarântula, uma região de alta energia repleta de estrelas bebês em uma galáxia vizinha, a Grande Nuvem de Magalhães.


Imagem: ESO

A Nebulosa da Tarântula é a região mais brilhante do topo desta imagem acima. Ela tem mil anos-luz de diâmetro, compondo uma grande porção da Grande Nuvem de Magalhães, galáxia vizinha da nossa Via Láctea e que tem apenas 14 mil anos-luz de diâmetro. Para efeito de comparação, a Via Láctea tem 100 mil anos-luz de diâmetro.

Confira abaixo um vídeo com zoom na imagem que você vê acima:



Astrônomos criaram essa imagem usando o Telescópio VLT Survey, no Observatório Paranal do Observatório …

Estudo com estrela similar ao Sol ajuda a explicar evolução da vida na Terra

Explosão solar registrada pelo Observatório de Dinâmica Solar (SDO) da Nasa em 2012. (Crédito: Nasa)

Salvador Nogueira
Um novo trabalho feito por uma dupla de astrônomas brasileiras a partir de dados colhidos pelo satélite Kepler ajuda a entender as agruras pelas quais a vida na Terra teve de passar para lidar com o mau humor do Sol, bilhões de anos atrás.

O estudo, feito por Raissa Estrela e Adriana Valio, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, se concentrou na estrela Kepler-96, onde o telescópio espacial da Nasa descobriu um planeta do tipo superterra numa órbita curta de apenas 16 dias.

A estrela Kepler-96 é bastante parecida com o Sol — mesma massa, diâmetro quase igual –, mas significativamente mais jovem: ela tem 2,3 bilhões de anos, enquanto nosso Sistema Solar tem 4,6 bilhões de anos.

Hoje, o Sol é uma estrela relativamente quieta, produzindo apenas ocasionalmente grandes explosões solares. Mas, de forma geral, os astrônomos acreditam que essa calmaria venha com a idade. C…

O Caso Voronej e suas possíveis relações - Fantásticas ocorrências ufológicas na União Soviética, como o Caso Voronej ocorrido em 1989, podem estar relacionadas e foram tornadas públicas somente após a Glasnost

Tanto o ocorrido em Voronej, quanto aos demais casos descritos nessa matéria, curiosamente, estão relacionados às crianças. E também podem ser associados pela total ausência de agressão por parte dos visitantes.

Por Natália Dyakonova*
De Moscou/Rússia
Para VF/UFOVIA

Em 1989, um grande número de aparições de OVNIs de vários tipos foi registrado na URSS, quase em todo o território nacional. Muitas evidências de contatos variados foram então documentadas pelos ufólogos.

Todos os casos descritos na sequencia curiosamente estão relacionados às crianças. Também estão unidos por uma outra característica comum: a total ausência de agressão por parte dos visitantes, sugerindo, por parte deles, a manifestação de um interesse exclusivamente exploratório.

Esfera que se dividiu ao meio

No dia 6 de junho de 1989, em Óblast (Região) de Vólogda, aldeia de Konántsevo (480 km a nordeste de Moscou) quatro crianças de 11 a 13 anos de idade testemunharam um incidente incrível em plena luz do dia. Elas e…

A Luz da Chapada em Minas Gerais - Histórias que atravessam diversas gerações e tentam justificar as atividades de luzes desconhecidas que vagam no sertão mineiro

Por cruzamento de dados, verificou-se que tais fenômenos são muito antigos na região, bem mais antigos do que o surgimento da expressão "disco voador" na mídia global.

Por Alberto F. do Carmo*
De Brasília-DF
Para o site UFOVIA

A Luz da Chapada era e é um fenômeno muito conhecido na região Centro-oeste do Estado de Minas Gerais. Principalmente na região de Moema, Santo Antônio do Monte, Lagoa da Prata, Divinópolis, Itaúna e Bom Despacho. Por coincidência, há até uma cidade da região que tem o nome de Luz.

O fato é que ouço histórias desde pequeno sobre o fenômeno e tenho 74 anos. Na infância, ouvi menções a pessoas que sofreram queimaduras, como no caso de um sujeito, que teria ficado com meio bigode queimado.

Uma procissão noturna teria sido dispersada também, segundo ouvi contar, pela aparição da luz. Isto deve ter sido em torno das décadas de 1930 ou 1940, pois quando ouvi isto, devia ter uns sete, oito anos e as histórias eram de coisa bem mais antiga.

Um primo meu, m…

Os planos de Jeff Bezos de transformar a Blue Origin em uma espécie de Amazon da Lua

Ilustração de Mike Tofanelli (http://www.miketofanelli.com/)

Por: Tom McKay

Os planos do CEO da Amazon, Jeff Bezos, de despejar parte de sua fortuna empurrando sua empresa de voos espaciais privados Blue Origin em direção à colonização da Lua caíram por terra no ano passado.

Porém, no fim de semana, Bezos deu mais indícios sobre esses planos, incluindo que ele acha ser possível começar já dentro do próximo século. Durante a Space Development Conference, em Los Angeles, segundo noticia o Geekwire, Bezos mostrou acreditar que os humanos vão, por fim, usar a expansão funcionalmente ilimitada do espaço como um gigante setor de manufatura/lixão abastecido a luz solar:

“Teremos que deixar este planeta”, Bezos disse a mim. “Vamos deixá-lo, e isso irá melhorar este planeta. Vamos ir e voltar, e as pessoas que quiserem ficar vão ficar.”

A Terra será zoneada para uso residencial e para a indústria leve, enquanto a indústria pesada será levada do planeta e abastecida por energia solar 24 horas …

Rochas marcianas podem conter sinais de vida

O delta da Cratera Jezero, o delta de um rio antigo bem preservado em Marte.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS/JHU-APL

Uma investigação sugere que rochas ricas em ferro, perto de lagos antigos em Marte, podem conter pistas cruciais que mostram que a vida lá existiu.

Estas rochas - que se formaram em leitos de lagos - são o melhor lugar para procurar evidências fósseis de vida de há milhares de milhões de anos atrás, dizem os cientistas.

Um novo estudo que lança luz sobre o local onde fósseis podem estar preservados pode ajudar a procurar vestígios de criaturas minúsculas - conhecidas como micróbios - em Marte, que se pensa ter tido a capacidade para suportar formas de vida primitivas há cerca de 4 bilhões de anos.

Rochas antigas

Uma equipe liderada por um investigador da Universidade de Edimburgo determinou que rochas sedimentares feitas de barro ou argila compacta são as mais propensas a conter fósseis. Estas rochas são ricas em ferro e um mineral chamado sílica, que ajuda a preservar …

Meteorito antigo conta histórias da topografia de Marte

O meteorito marciano Northwest Africa (NWA) 7034, com a alcunha "Black Beauty", pesa aproximadamente 320 gramas.
Crédito: NASA

Ao examinarem um antigo meteorito marciano que pousou no deserto do Saara, cientistas e colaboradores do LLNL (Lawrence Livermore National Laboratory) determinaram como e quando a divisão crustal topográfica e geofísica do Planeta Vermelho se formou.

NWA (Northwest Africa) 7034 é o mais antigo meteorito marciano descoberto até à data, com aproximadamente 4,4 bilhões de anos. O meteorito é uma brecha (contém uma variedade de rochas crustais que foram misturadas e depois sinterizadas por aquecimento) e é a única amostra de Marte com uma composição representativa da crosta média marciana. O meteorito forneceu aos investigadores uma oportunidade única para estudar a antiga crosta de Marte.

A equipa aplicou um número de técnicas de datação radioisotópica para determinar que a divisão (ou dicotomia) entre os planaltos meridionais fortemente craterados do …