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Pode haver quatrilhões de toneladas de diamantes no centro da Terra


Estudo revela hipótese — quantidade é mil vezes maior do que cientistas estimavam

Pesquisadores descobriram que há cerca de um quatrilhão de toneladas de diamantes a mais de 160 km de profundidade em direção ao centro do planeta. A descoberta aconteceu após os cientistas usarem ondas sonoras para estimar a composição do manto superior da Terra.

Publicado no periódico Geochemistry, Geophysics, Geosystems, o estudo foi feito com base em diversos dados de atividade sísmica. Especialistas registram todos os movimentos do planeta, como os terremotos. E tudo não passa de ondas mecânicas que se movem a determinada velocidade, dependendo do material pelo qual passam.

Com as informações, os pesquisadores tentaram reconstruir o interior da Terra. Existem certas áreas nas quais as ondas sísmicas aceleraram sem explicação. Essas regiões são chamadas de raízes cratônicas, e são as seções mais antigas e inamovíveis das placas tectônicas continentais.


HÁ DIAMANTE NO INTERIOR DO PLANETA - E NÃO É POUCO (FOTO: CHARLESC/ WIKIMEDIA COMMONS )

A equipe chegou à conclusão de que, se essas estruturas contêm entre 1% e 2% de diamante, a velocidade das ondas sísmicas faz sentido. Isso pode não parecer muito em termos da quantidade total de material na crosta e no manto, mas é mil vezes mais diamantes do que o esperado.

"Isso mostra que o diamante não é um mineral exótico, mas, na escala geológica das coisas, é relativamente comum", disse o autor do estudo, Ulrich Faul, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em anúncio. "É uma evidência circunstancial, mas nós passamos por todas as diferentes possibilidades, de todos os ângulos, e esta é a única que resta como uma explicação razoável.”

Os diamantes são formados sob condições de temperatura extremamente quentes e alta pressão, como pode ser encontrado abaixo da crosta terrestre. Eles são raros porque só chegam perto da superfície em erupções específicas que esculpem tubos geológicos feitos de uma rocha chamada kimberlito.

FONTE: REVISTA GALILEU

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