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Do espaço, China estudará ondas gravitacionais a partir de 2020


ILUSTRAÇÃO DOS SATÉLITES DA GECAM, QUE SERÃO LANÇADOS EM 2020 (FOTO: INSTITUTE OF HIGH ENERGY PHYSICS, CAS)

A Academia Chinesa de Ciências anunciou quatro projetos para observar fenômenos diversos, como a colisão de buracos negros e as erupções solares

Depois de lançar uma série de missões bem-sucedidas, a Academia Chinesa de Ciências anunciou na última semana que, a partir de 2020, enviará para o espaço mais quatro satélites. Os lançamentos representarão o início de uma segunda fase de pesquisas sobre física solar e de caça aos sinais eletromagnéticos associados a ondas gravitacionais.

Uma das novidades chinesas é a missão GECAM (sigla para Gravitational Wave High-energy Electromagnetic Counterpart All-sky Monitor). Ela foi proposta pela primeira vez logo após o observatório LIGO, nos Estados Unidos, anunciar a detecção das primeiras ondas gravitacionais em fevereiro de 2016. Desde então, os cientistas se deslumbraram com a chance de desenvolver pesquisa científica em uma área completamente nova.

“Quando você tem esse tipo de oportunidade, você não pode lidar com ela como se fosse uma missão normal, com seleção e revisão demorando 10 ou 20 anos”, afirma o astrofísico Xiong Shaolin, que está no envolvido no projeto a ser lançado em 2020.

A ideia da Academia Chinesa de Ciências é posicionar dois satélites em lados opostos do planeta para mapear o céu inteiro em busca de raios gama emanados por eventos que produzem ondas gravitacionais, como a fusão de estrelas de nêutrons e de buracos negros.

Em relação aos buracos negros, ainda não há um consenso se, além de ondas gravitacionais, também são emitidas ondas eletromagnéticas durante sua colisão. Descobrir se isso realmente ocorre é uma das missões do GECAM e os cientistas chineses estão confiantes de que podem encontrar a resposta para esta questão.

As observações do GECAM irão complementar a experiência de outra missão programada para próxima década, a Einstein Probe, que examinará os céus para identificar raios-X associados a fenômenos como explosões de raios gama e colisões de buracos negros.

De acordo com o pesquisador Ik Siong Heng, da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, a combinação dos projetos “nos permitirá compreender melhor a astrofísica das explosões de raios gama.”

Outro assunto de interesse para os chineses é a física solar. Apesar de ocuparem o segundo lugar no pódio de pesquisas neste tema — os Estados Unidos está em primeiro —, os chineses não desenvolveram nenhuma missão de ponta nessa área, o que os torna dependentes de dados japoneses e norte-americanos.

Por isso, o Advanced Space-based Solar Observatory (ASO-S) também está programado para ser lançado na próxima fase de pesquisas da Academia Chinesa de Ciências. Este será o primeiro observatório lançado ao espaço para monitorar o campo magnético do Sol e ejeções de massa coronal — gases ionizados e extremamente quentes liberados pela estrela.

A quarta e última missão anunciada é chamada de SMILE (sigla para Solar wind Magnetosphere Ionosphere Link Explorer) e será uma parceria entre a Academia e a Agência Espacial Europeia. A tarefa da SMILE será ajudar a compreender a dinâmica da magnetosfera da Terra com base na observação de raios-X de baixa energia provenientes da colisão entre partículas da nossa atmosfera e dos ventos solares.

O custo das missões está previsto em 4 bilhões de yuan, equivalentes a cerca de US$ 605 milhões.

FONTE: REVISTA GALILEU

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