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Jacques Vallée e sua análise do fenômeno UFO/OVNI para além da superfície


Jacques Vallée nos bastidores do documentário Testigos de Otro Mundo.

Jacques Vallée: “Gostaria de resumir a questão da seguinte forma: (1). O fenômeno OVNI realmente existe. (2) Nesta base, só nos resta renegociar o que entendemos por realidade”.

A entrevista a seguir, com o pesquisador francês Jacques Vallée, foi realizada em fevereiro de 2014. Foi originalmente publicada em julho de 2014 e mantém reservados todos os direitos por ©Ovnis-Direct, que gentilmente concedeu ao Portal/Revista Vigília, através de seu editor, Nagib Kary, a autorização de reproduzi-la. A tradução para o português foi feita por Ricardo Euzébio, moderador do Fórum do Portal/Revista Vigília.

Cinco renomados pesquisadores (Nagib Kary, Fabrice Bonvin, Philippe Solal, Daniel Robin e Jean-Pierre Troadec) fizeram muitas das perguntas que todos nós gostaríamos de fazer a Vallée, como por exemplo: qual pensador você mais admira? Há relação entre os OVNIs e consciência? Existiram os discos voadores nazistas? Há um sistema de controle sobre a humanidade? Os Estados Unidos ocultam informações sobre os OVNIs? Houve autores esotéricos que influenciaram seu pensamento? O que você investigou sobre os criptídeos? Está arrependido de alguma coisa? Os contatados mentem ou dizem a verdade? O que você pensa das experiências com ayahuasca? Que conselhos você daria aos ufólogos?

Vallée respondeu tudo com a espontaneidade, a criatividade e o amplo conhecimento que o caracterizam, inclusive em alguns temas nos brindou com informações pouco conhecidas ou totalmente desconhecidas até então; mencionou até um autor argentino!

As perguntas foram feitas por cinco entrevistadores, cada um a partir de uma abordagem diferente, segundo sua própria especialidade:

– Fabrice Bonvin sobre a ufologia e sua evolução.
– Nagib Kary (responsável pelo site Ovnis-Direct), perguntas sobre parágrafos do livro de Vallée “Ciência Proibida, Vol. 2” e outras perguntas ufológicas.
– Philippe Solal sobre física, cosmologia e criptozoologia.
– Daniel Robin sobre os OVNIs e o programa de aprendizagem.
– Jean-Pierre Troadec sobre o caso de Cergy Pontoise, os discos nazistas, as sociedades iniciáticas e os contatados.
– Além de perguntas gerais dos internautas e de Nagib Kary, do site Ovnis-Direct.

Quem é Jacques Vallée


Centro à esquerda - J. Allen Hynek e Centro à direita Jacque Vallée testemunhando nas Nações Unidas



Encontro na ONU sobre OVNIs. No sentido horário da esquerda: astronauta Gordon Cooper, astrônomo Jacques Vallee, astrônomo / astrofísico Claude Poher, astrônomo J. Allen Hynek, Primeiro-ministro de Grenada Sir Eric Gairy, secretário-geral da ONU Kurt Waldheim, Morton Gleisner do Comitê Político Especial, Lee Speigel, pesquisador Len Stringfield e o psicólogo David Saunders, da Universidade do Colorado.

Formou-se em Matemática em Sorbonne, em seguida, fez Mestrado em Astrofísica na Universidade de Lille e começou sua carreira profissional como astrônomo no Observatório de Paris, em 1961.

Em 1962, deixou a França para a prática de astronomia na Universidade do Texas, onde ajudou a criar o primeiro mapa informatizado de Marte para a NASA. Frequentou então a Universidade de Northwestern, onde obteve um doutorado em Ciência da Computação. Foi um dos principais pesquisadores do grande projeto de rede de computadores da NSF, o que levou ao primeiro sistema de conferências por ARPANET, antecessor da Internet. Também atuou no National Advisory Committee of the University of Michigan College of Engineering, onde participou nos primeiros trabalhos sobre inteligência artificial.

Alguns dos livros de Jacques Vallée

Interessou-se cada vez mais pelos OVNIs, o que o fez se juntar ao Projeto Livro Azul, e apresentou em 1966 um sistema de classificação de avistamentos de OVNIs, que foi seguido por um segundo modelo em 1990. Junto com seu mentor, Dr. Joseph Allen Hynek, fundou o Colégio Invisível, que, em seguida, levou à organização do CUFOS (Center For UFO Studies), um grupo de especialistas de todo o mundo que se interrogavam sobre discos voadores, sem necessariamente se apegarem à crença. Ele foi escolhido por Steven Spielberg como modelo para a personagem Lacombe, o cientista francês interpretado por François Truffaut no filme Contatos Imediatos do Terceiro Grau. Desde 1987, Jacques Vallée é “capital risquer” (investidor de risco em inovações) no Vale do Silício, onde tem participado em mais de sessenta novos empreendimentos.

Jacques Vallée vislumbra no fenômeno ufológico um sistema de “controle” da evolução terrestre, que opera sobre o inconsciente coletivo de nossa espécie, de acordo com uma visão holística que se expressa mediante diversos exemplos de fenômenos contemporâneos ou outros recolhidos pelo folclore que excedem o normal e o humano. Esta percepção do autor se expressa claramente em sua trilogia de obras Outras Dimensões / Confrontos / Revelações, que foi publicada na década de 90. (Fonte: Wikipedia)


Perguntas de Fabrice Bonvin

Escritor e ufólogo suíço, psicólogo, particularmente interessado na relação entre OVNIs e ecologia, e também sobre o impacto psicológico das aparições sobre as testemunhas.

FB: Como você vê a Ufologia e a atividade do ufólogo nos próximos 15 ou 20 anos? Tudo permanecerá o mesmo? Ou o que mudará fundamentalmente?

JV: Não deveremos nos assombrar se assistirmos a um ressurgimento das manifestações enquanto a humanidade começa uma nova etapa de exploração sistemática do espaço. Mas esta pergunta deveria ser levantada para o mesmo fenômeno, um fenômeno que tem demonstrado ser diversificado, flexível e imprevisível. Também tem demonstrado que está fundamentalmente interessado em nossos avanços tecnológicos e em nossos protótipos.

FB: Qual é o pensador teórico, o intelectual ou o investigador que você mais admira e por quais razões?

JV: Você já deveria saber, se leu o meu livro “Ciência Proibida”: tenho encontrado em Aimé Michel uma grande fonte de inspiração, um espírito admirável pelo poder de sua visão e profundo humanismo de seu intelecto. O fato de que um pensador como ele tenha sido ignorado e até mesmo desprezado por certa intelectualidade francesa, não faz honra ao nosso país. Em contrapartida, acho que os membros do pequeno grupo que o conheceram, tiveram um grande privilégio. Para Aimé, os OVNIs eram apenas um mistério entre outros: ele era um pensador verdadeiramente universal.

FB: Atualmente, qual seria a disciplina científica mais benéfica para aplicar aos conhecimentos adquiridos pela ufologia?

JV: Penso em duas disciplinas que exigem a sua aplicação urgente: em princípio, a Informática, com o “data-mining“, e a Medicina, ciência que nunca foi seriamente convocada para estudar os efeitos a longo prazo sobre as testemunhas de contatos imediatos. Além disso, sem dúvida, a Física deve intervir observando os OVNIs como um “teorema da existência” para entender sua realidade física em um sentido mais amplo.

FB: Existe uma ligação entre a consciência e os OVNIs? Que papel desempenha a consciência nas manifestações de OVNIs?

JV: Por um longo tempo se tem visto os OVNIs como naves espaciais clássicas, conforme o modelo de ficção científica dos anos 40 e 50. Esta interpretação se recusa a desaparecer: na França em particular, onde os recentes avanços da parapsicologia são pouco conhecidos, considera-se os efeitos físicos relatados por testemunhas como casos de debilidade mental, ou como efeitos eletromagnéticos secundários e acidentais. No entanto, à medida que conseguimos melhor documentação, descobrimos que os aspectos físicos do fenômeno são ​​tão pouco negociáveis quanto seus efeitos psíquicos: é como se o fenômeno tivesse assumido o controle de uma determinada zona, incluindo as percepções das testemunhas. É precisamente esta constatação o que havia desencorajado Aimé Michel.

FB: Em sua opinião e segundo a sua experiência, os governos ocultam informações sobre os OVNIs? Refiro-me particularmente ao dos Estados Unidos.

JV: Essa pergunta tem dois níveis: 1) Os governos (e não apenas dos EUA) guardam para si as informações que consideram mais sensíveis, especialmente se elas vêm de fontes militares. Tudo parece evidenciar que desde 1947 esta política tem sido vista como legítima, mesmo para o benefício da população e com a esperança de obter rapidamente avanços tecnológicos. 2) A questão mais difícil de saber é se esses avanços têm se efetivado. Em minha opinião, provavelmente o fenômeno tem resistido a qualquer análise, em segredo ou não. A questão de abrir os arquivos deve ser levantada novamente. Compreender o fenômeno OVNI não é tão simples como desarmar um MIG ou copiar secretamente um ônibus espacial.

FB: Que conselho(s) você daria à comunidade ufológica?

JV: Não creio ter conselhos pessoais para dar. É evidente que jamais serão feitos progressos reais num ambiente que admite as polêmicas inúteis. É imperativo evitar tais acusações paranóicas que desencorajam a adesão de verdadeiros pesquisadores. Nós investigamos um fenômeno que está acessível localmente, então há a possibilidade de fazer estudos de campo e com um rápido intercâmbio de informações temos uma grande chance de avançar. Isso seria mais útil do que rumorejar sobre segredos inacessíveis engavetados nos arquivos dos governos.

FB: Quais são os seus maiores arrependimentos nesta jornada na ufologia?

JV: Às vezes penso que as coisas poderiam ter tomado um rumo completamente diferente se eu tivesse acompanhado Allen Hynek a Detroit quando houve a questão do “gás dos pântanos”. Essa foi a maior oportunidade para expor a questão da realidade do fenômeno para o grande público norteamericano e para a comunidade científica. Se tivéssemos ido juntos, e com os conselhos de Bill Powers, teríamos apresentado uma abordagem séria e urgente para o problema, que teria sido compreendida pela comunidade.

Tudo isso porque eu acho que muita água já correu debaixo da ponte, como dizem nos EUA. Se olho para trás, me fica claro que, profissionalmente, perdi meu tempo quando voltei para a França no final de 1967. Deveria me lamentar? Não, não poderia ter escrito um livro como “Passaporte para Magônia” em outra cidade que não fosse Paris. E eu não teria vivido o “Maio francês” de 1968 no próprio local dos acontecimentos!

Perguntas de Nagib Kary do website Ovnis-Direct e perguntas sobre o livro “Ciência Proibida, Vol. 2”.

NK: Na página 389, a resposta de J. Vallée a Aimé Michel sobre a origem dos OVNIs (Belmont, sexta-feira 25 de junho de 1976):

“A opinião pública tem apenas duas posições possíveis sobre os OVNIs: se você pode remover da mente das pessoas a ideia de que são alucinações, estes mesmos cérebros se dobrarão à conclusão de que pura e simplesmente se trata de extraterrestres.”

“Você não acha que uma tecnologia capaz de criar deformações locais do espaço [sideral] não se limitaria apenas à produção de OVNIs, mas de toda sorte de outros fenômenos, que pareceriam milagrosos?”

Além dos OVNIs, você poderia nos dar uma descrição destes fenômenos milagrosos resultantes desta super-tecnologia?

JV: Estes fenômenos estão na literatura sob a forma de testemunhos sobre poltergeist, como no livro do capitão Tizané, da Polícia Militar, ou por exemplo, nas famosas deformações de metais pelo pensamento informadas pelos laboratórios soviéticos ou pelo Stanford Research Institute (ou na França, pelo pesquisador metalúrgico Crussard). O princípio físico de não-localidade permite fenômenos de radiestesia descritos pelo grande físico francês Yves Rocard sobre suas experiências na École Normale Supérieure, tal como havia observado o relativista Olivier Costa de Beauregard. É lamentável que se tenha sistematicamente ocultado este campo por razões ideológicas. Talvez tivesse sido marginalizado nos anos 70, mas agora está no centro das grandes questões físicas atuais.

NK: Na página 406, o comentário de Aleister Crowley sobre a Sociedade para a Investigação Psíquica:

“Toda a sua obra não faz outra coisa senão fornecer a prova de que existem forças exteriores aos humanos. As conhecemos desde sempre: o Universo está cheio de manifestações obscuras e sutis da energia. Mas ninguém antes de mim havia jamais conseguido demonstrar a existência de uma inteligência externa à espécie humana, porquanto a minha compilação mágica consegue. Mas é impossível duvidar que haja alguém lá, alguém que pode organizar manifestações da mesma forma que Napoleão concebeu seus planos de batalha, dotado de poderes de magnitude inimaginável, através dos quais se pode controlar as ações das pessoas que foram eleitos para desempenhar um papel na execução de seus desígnios”.

As publicações realizadas por personagens que pertencem à corrente esotérica do hermetismo, como Aleister Crowley, Facius Cardan, John Dee e outros que você cita, de alguma forma o influenciaram em suas pesquisas que levaram à hipótese do sistema de controle?

JV: Certamente. Antes do desenvolvimento da ciência como a conhecemos, muitos pesquisadores solitários ou membros de pequenos grupos levantaram as mesmas perguntas que nós. O pai de Facius Cardan era um grande matemático, John Dee era um estudioso que contribuiu para a ciência da navegação, alguns eram químicos, alquimistas e astrólogos. Eles se perguntavam se havia um equilíbrio geral do mundo que daria um sentido à vida humana e aos fenômenos que nos cercam.

NK: Quais são, segundo você, os elementos desencadeantes dos movimentos sectários na década de 70, nos EUA?

JV: Uma nova geração tomava consciência das deficiências da cultura ocidental e se rebelava contra as proibições religiosas, sociais, políticas e artísticas de seus pais, que terminaram mentalmente alienados e culturalmente empobrecidos após a Segunda Guerra Mundial. Nesse ambiente, era natural que a exploração espiritual se abriria como um leque e fosse parcialmente captada pelas seitas. Tenho observado este fenômeno nos EUA, mas também existia na França, Inglaterra e outros países, de forma menos visível, mas igualmente poderosa: veja, por exemplo, o caso do Templo Solar…

NK: Nota-se através de seu livro mais recente, que você tem reservas quanto a supostas técnicas de meditação que se faz através do uso de substâncias. Mas há uma nova safra de ufólogos sérios que têm se dirigido à Amazônia, e que garantem a eficácia dos métodos utilizados pelos xamãs (ayahuasca) para alcançar outros planos da realidade. Inclusive qualificam os xamãs como “técnicos da consciência”. O que você acha disso?

JV: Em termos de pesquisa, todas estas explorações são úteis e até mesmo valiosas: a ciência atual levanta a questão sobre a natureza da realidade, desde o ângulo físico (os Quanta, a não-localidade, etc.) e fisiológico (processamento de informações pelo cérebro, descobrimento de mecanismos ocultos graças aos IRM “funcionais”, etc.)

Conheci Terence McKenna e no decorrer de nossas conversas convergiram as nossas hipóteses sobre um eventual “sistema de controle”. Mas a minha linha de investigação pessoal passa por uma calibração sistemática dos dados, um ajuste dos utensílios de investigação que não é possível quando você se deixa levar pelas visões das drogas como a ayahuasca ou o LSD.

Por viver permanentemente na Califórnia desde 1969, tenho visto passar todo tipo de experiências a partir destes métodos, saiam eles das selvas sul-americanas ou simplesmente dos laboratórios farmacêuticos. Eu entendo a sua utilidade para forçar certas estruturas cerebrais para revelar seu papel na construção da realidade, porém não tenho aprendido nada que seja realmente novo e confiável para o meu próprio trabalho.

NK: Página 427 – Citações do autor:

“O fenômeno OVNI é como um caleidoscópio com três níveis diferentes: um nível de escala puramente física e tecnológica, um nível sociológico e, finalmente, um nível pessoal, subliminar, que joga com os matizes sutis da psique humana. O primeiro destes aspectos sugere fortemente uma origem extraterrestre, o segundo, se nos ativermos à sua dimensão social apenas, estaria no campo da mitologia humana e da antropologia: é a explicação que promovem Kit e os céticos evoluídos, ao contrário de Menzel e Klass que se contentavam de negar tudo em bloco.

O terceiro aspecto é o mais preocupante, pois deixa entrever os sinais de uma manipulação mais obscura, de origem terrestre e muito material”.

NK: Você tem feito, nos últimos anos, novas descobertas neste terceiro aspecto do fenômeno OVNI?

JV: Nos encontramos com este aspecto quando se encara o estudo de casos sobre o terreno. É como se o fenômeno fosse capaz de manipular o seu entorno (incluindo o entorno humano) para ocultar a sua verdadeira natureza. Em minha opinião, as estruturas de camuflagem utilizam elementos terrestres, e não se trata apenas, como ingenuamente se acreditou por muito tempo, de um “acobertamento” burocrático.

Perguntas de Philippe Solal

Doutor e Professor Associado de Filosofia no INSA de Toulouse, professor de expressão-comunicação, psicologia social, filosofia da ciência e autor de uma dezena de livros nestas áreas.

PS: A física e a cosmologia do início do século XXI estão em crise e se procuram novos modelos para representar o Universo: multiverso, universo multidimensional, dobrado, laminado, etc. Você está ciente desta crise e ela de alguma forma alimenta suas reflexões sobre a origem dos OVNIs?

JV: Eu tenho seguido de perto esses trabalhos, primeiro em astrofísica, na Universidade do Texas, que tem sido um dos principais centros de pesquisa cosmológica, em seguida, em Stanford e no SRI. O resultado foi meu livro “As outras dimensões”, porque os OVNIs nos oferecem, entre outras possibilidades, a oportunidade de levantar essa questão sobre a estrutura do Universo. Mais recentemente, ditei uma conferência TED sobre o tema da física da informação no contexto de uma reunião em Bruxelas, onde falei sobre os próximos 60 anos, um período que irá colocar esses trabalhos no centro das investigações, em minha opinião.

PS: Notei que você tem realizado muitas investigações nos últimos meses sobre um aumento nos casos de testemunhos sobre criptídeos nos EUA. Você poderia falar sobre isso?

JV: É um tema que há muito deixei de lado, no início, porque eu não tenho nenhuma competência em biologia ou zoologia, e especialmente porque me pareceu que era independente das observações que eu estudava. Eu fui forçado a repensar esta posição como resultado de várias séries de depoimentos nos quais os fenômenos criptozoológicos estavam co-localizados com avistamentos de OVNIs bem documentados.

Em 2012 e 2013, fiz várias viagens para Utah com o Professor Frank Salisbury, um biólogo eminente que já trabalhou para a NASA sobre botânica em microgravidade. Temos percorrido a cadeia de Uintah e mais tarde a bacia semi-desértica que se estende de Vernal para Fort Duchesne, para conhecer as testemunhas desses eventos, que são fazendeiros, industriais e policiais (incluindo polícia tribal). Em geral, esses testemunhos não são publicados na imprensa, por isso o trabalho de campo é indispensável para conhecer as pessoas e ouvi-las. Estas viagens me ensinaram que a observação dessas criaturas deve ser levada a sério. Como você provavelmente sabe, observações semelhantes foram relatadas na França.

Perguntas de Daniel Robin

Presidente da associação “OVNI Investigation”, com sede em Lyon, investigador de campo e organizador dos “Encontros das ciências e do inexplicável”. Robin estabeleceu uma categorização sobre a interferência dos fenômenos na consciência humana, com base em exemplos concretos.

DR: Em seus livros você levanta a hipótese de que as manifestações do fenômeno OVNI poderiam corresponder a um programa de aprendizagem destinado à humanidade. E que este sistema poderia ser do mesmo tipo que o do psicólogo Burrhus Frederic Skinner sobre a instrução programada. Você poderia desenvolver essa hipótese e demonstrar que as manifestações do fenômeno OVNI seguem certamente um programa?

JV: Esta hipótese é derivada de catálogos informativos feitos durante os anos 60 e 70, resultando em uma curva de frequência do fenômeno que se assemelha a um programa de aprendizagem (“programa de reforço” em termos de Skinner), ou seja, uma sucessão de estímulos que é pseudo-periódica. De acordo com Skinner, um programa deste tipo conduz a uma aprendizagem irreversível. Também é muito difícil detectá-lo, a menos que se reúna uma longa série de observações.

Diga-se de passagem, que os estudos militares, como os da Força Aérea dos EUA (Projeto Livro Azul) ou as análises acadêmicas como as do professor Condon da Universidade do Colorado, sempre trataram os casos individualmente, sem uma perspectiva global, o que, obviamente, mascara qualquer programa deste tipo, se é que existem. A ideia muitas vezes apregoada nas declarações das agências governamentais, de que os OVNIs não representam uma ameaça, nunca levou em conta a estrutura da evolução mundial do fenômeno.

Para confirmar ou refutar essa hipótese seria necessário obter dados recentes e atualizar os casos antigos, a fim de estender o estudo por um período mais longo. Eu tive a oportunidade de discutir o assunto com especialistas em informática do CNES. Não se exclui que várias hipóteses podem convergir ao retomar esse tipo de análise.

DR: Numa palestra que foi dada em Montreal, Canadá, você falou sobre as obras de arte do passado nas quais figuram eventuais representações de OVNIs. Você falou pontualmente de uma pintura de Michelangelo que descreve um triângulo negro que o pintor havia seguramente observado. Você pode nos dar referências desta obra de Michelangelo?

JV: A referência é a obra do cronista beneditino Benedetto Lushino, Vulnera Diligentis (segundo livro, capítulo XXII), onde se lê que Michelangelo viu um “sinal triangular” em uma noite tranquila. Era luminoso (e não negro) com três caudas, uma de prata, a segunda era vermelha, a terceira era “inflamada e bifurcada”. A observação foi feita em Roma, em 1513. Michelangelo ficou tão impressionado que representou o triângulo numa tela que, infelizmente, que eu saiba, não foi preservada.

Perguntas de Jean-Pierre Troadec

Autor do livro Os OVNIs. Coleção Que sais-je? Edições Presses Universitaires Françaises, Paris, Auditor do Instituto de Altos Estudos da Defesa Nacional.

JPT: O incidente de Cergy Pontoise foi um caso famoso em 1979. Segundo você, qual é a realidade que se oculta nessa história: fraude, abdução, armação dos serviços secretos, ou outra hipótese alternativa? Que certezas você tem, e baseado em que provas?

JV: Muitas vezes volto a pensar neste caso. Isso me afeta pessoalmente, porque, ao contrário da maioria dos questionamentos que um pesquisador esta acostumado a fazer, esta pesquisa me leva a um lugar muito familiar: como Franck Fontaine, porque eu fui estudante na escola comunal do Parque das Carretas em Pontoise; como ele e seus companheiros, conheço muito bem a planície de Cergy; também Gerard Deforge, que tinha Fontaine como aluno, é um amigo pessoal. E me reuni com Fontaine e as outras duas testemunhas em Pontoise, na casa de Marceau Sicaud, que havia analisado todo o registro.

Hoje em dia eu ainda estou em dúvida entre a tese de fraude e a da operação psicológica. Prévost e N’Diaye interpretaram os eventos à sua maneira, mas a personalidade de Franck e as dúvidas sobre sua experiência me intrigam: eu tenho a impressão de que não mentiu. Além disso, sabemos que as experiências sociológicas não são raras no contexto da guerra psicológica. Em Cergy-Pontoise existem várias pistas evidentes que poderiam indicar uma manipulação, mas que não foram exploradas pelos pesquisadores: por quê? Sem dúvida, o GEPAN estava certo em não se envolver mais no assunto, uma vez descartada a hipótese de uma verdadeira “abdução”.

JPT: Os contatados, como Adamski, Siragusa, podem ser considerados como uma parte real do testamento ufológico, ou essas histórias se relacionam com alguma outra coisa? Alguns pensam que é pura enganação. Qual é a sua opinião?

JV: Se atentarmos à realidade “científica”, parece claro que estamos diante de fraudes (no caso de Adamski) ou aberrações psicológicas (delírio, alienação, parafrenia) em outros casos. Mas o impacto dessas histórias é mais profundo do que uma simples fraude. O engano seria rapidamente desfeito, uma vez conhecida a verdade: veja, por exemplo, as famosas observações de Gulf Breeze com “O Senhor Ed” ou o caso Meier na Suíça, que a ufologia se esqueceu, felizmente.

Carl Jung não estava errado sobre o impacto cultural e psicológico das histórias de “contato” dos anos 50, quando ele chamou a atenção para a presença de poderosos arquétipos. Por exemplo, os contatados foram os primeiros a lançar o “meme” da contaminação perigosa para o planeta, vinte anos antes que os ecologistas (neste ponto os visitantes cósmicos insistiam repetidas vezes…).

Mais recentemente, o professor Jeff Kripal, que preside o Departamento de Estudos Religiosos da Universidade de Rice, tomou esta análise em termos da evolução dos conceitos religiosos no mundo moderno. De sua perspectiva, o fato de que as novas crenças são baseadas em fatos não verificáveis ou mesmo falsos ​​não tem nenhuma importância: acaso a alguém se importa se Jesus Cristo realmente transformou a água em vinho?

JPT: Foi dito que, durante a Segunda Guerra Mundial, cientistas alemães desenvolveram dispositivos com asas circulares e discos voadores (Vrils, Haunebus). Devemos considerar estas informações no campo dos rumores?

JV: Estas investigações estão bem comprovadas, e se encontraram alguns desses protótipos (eu vi um num laboratório no Texas). Do ponto de vista aeronáutico, era lógico testar o desenvolvimento deste tipo de equipamento. No final da guerra, a empresa AVRO no Canadá e Couzinet na França tentaram construir um disco voador que funcionasse. Os americanos retomaram estas pesquisas tentando encontrar os irmãos Horten. Na França, a Sociedade Nacional de Construção Aeronáutica do Sudoeste (SNCASO), em 1955, contratou Thomas Townsend Brown (co-fundador do grupo ufológico NICAP) para realizar trabalhos em eletro-gravidade. Mais próximo no espaço e no tempo é o Dr. Moller, da Califórnia, a quem conheci em Sacramento onde me mostrou os seus protótipos, e ele mantém a esperança de fazer voar um desses aparatos ante o público em geral, para o que está buscando financiamento.

Olhando para trás agora compreendemos por quê estes artefatos são instáveis (já que se elevam acima da zona do “efeito solo” como um hovercraft) e, sobretudo, são difíceis de utilizar com uma carga pesada ou vários passageiros, o peso aumenta com o cubo do diâmetro e o centro de gravidade se localiza muito perto do “centro de sustentação”. Que eu saiba, os únicos dispositivos circulares capazes de transportar um ou dois homens são os usados pelos militares a baixa altitude para operações de comando, especialmente em terrenos pantanosos. E não giram sobre si mesmos como os protótipos alemães. Em minha opinião, não há mistério algum neste tema.

JPT: Que vínculo você encontra entre a ufologia e as sociedades secretas iniciáticas?

JV: Apesar de serem guardiãs de uma verdadeira tradição, as sociedades iniciáticas estão abertas à ideia de formas não-humanas de consciência. Em Paracelso, homem a quem a medicina deve importantes ideias e remédios práticos, encontramos uma série de descrições de seres que se supõe habitam realidades paralelas à nossa. As coleções de tratados esotéricos contêm valiosas informações históricas, juntamente com especulações que a ciência moderna tem invalidado ou superado.

Pelo contrário, quando se observa a história recente das seitas, é possível encontrar uma conexão mais sinistra entre os seus líderes e os serviços que os utilizam para fins políticos ou simplesmente para facilitar certas influências. Autores bem informados lançaram luz sobre essas relações, sejam a loja P21, a Amorc2 ou de certas estruturas maçônicas na África. Para não falar de novo a seita do Templo Solar3, cujas iniciações compreendiam um contato com seres supostamente extraterrestres, simulados mediante métodos de prestidigitação.

Perguntas gerais de usuários de Internet e de Nagib Kary, editor responsável pelo website OVNI-Direct:

NK: Você sabe se existe atualmente um programa ou um plano para entrar em contato com o fenômeno OVNI?

JV: Pode-se encontrar vários na Internet, começando com o grupo do Dr. Steven Greer. Seus discípulos dizem estar em contato habitual com os OVNIs mediante sinais luminosos. Infelizmente suas câmeras fotográficas ou de vídeo deixam de funcionar na hora certa… Outros grupos têm os seus projetos de contatos telepáticos. Os projetos mais sérios começam por identificar áreas com alta frequência de observações em que os investigadores esperam poder estabelecer uma comunicação regular. Até agora eu não vi resultados convincentes.

NK: Qual é a sua opinião sobre a evolução atual da física quântica? Em sua opinião, estamos perto das descobertas que poderiam explicar, em parte, alguns fenômenos relacionados com os OVNIs?

JV: A pergunta é legítima, especialmente porque a investigação séria sobre o funcionamento da consciência se confronta com o mesmo problema. Desde o princípio da não-localidade podemos perguntar se o pensamento poderia transmitir-se instantaneamente (e não por ondas eletromagnéticas, como nas investigações soviéticas do período 1930-1940 ou os trabalhos dos cientistas franceses e britânicos realizados no início do século passado, sobre a “rádio mental”). Se assim for, seria possível entrar em contato com outras formas de consciência, e os seres capazes de se mover no espaço poderiam nos influenciar à distância, ou fazer com que percebamos cenas imaginárias.

Na verdade, eu acho que, em seu entusiasmo, alguns investigadores, de alguma forma, introduzem a mecânica quântica em todos os molhos: como seus mecanismos permanecem um mistério, ela pode ser usada de forma abusiva para explicar uma série de fenômenos. Eu estou mais interessado em novas ideias sobre a física da informação, como disse anteriormente. Se o espaço-tempo é um efeito colateral de nossa consciência e é uma ilusão física, então o problema dos fenômenos relacionados com os OVNIs pode ser corrigido de uma forma muito mais fundamental.

NK: Por que a hipótese do sistema de controle se refere essencialmente aos OVNIs e aos personagens associados? Será que a manipulação do espaço e do tempo não poderia ser realizada também no dia a dia, na rua, nas casas?

JV: É claro, pode-se imaginar um sistema de controle capaz de mudar gradualmente a nossa realidade (tanto no físico como no social) e substituí-la por “outra coisa”. Este é o mecanismo que Jorge Luis Borges descreveu em seu magistral conto Tlön, Uqbar, Orbis Tertius.

NK: Você poderia mencionar os principais autores e investigadores que atualmente compartilham o seu pensamento?

JV: Em primeiro lugar, Jeff Kripal e seus alunos, e os participantes de seus simpósios sobre o tema em Esalen durante os últimos anos (veja seu livro “Os autores do impossível”, University of Chicago Press, onde ele analisa o meu trabalho e o de Bertrand Méheust). Essas ideias convergem com as de Jean Sider na França e de vários físicos nos Estados Unidos, junto com investigadores como Philip Guillemant do CNRS4. Existem também vários grupos do Vale do Silício que trabalham na causalidade reversa e desafiam a ciência convencional. Eu acho que este trabalho deve ser concluído antes que possamos questionar sobre os OVNIs com uma base verdadeiramente científica.

Na verdade, eu gostaria de resumir a questão da seguinte forma: “(1). O fenômeno OVNI realmente existe. (2) Nesta base, só nos resta renegociar o que entendemos por realidade”.

NK: Como você entende que um personagem como John Keel5 tenha sido tantas vezes questionado? Você já falou com ele sobre as manifestações de Point Pleasant6 (1966-1967)? Este caso é crível para você? E você sabe se há algum outro deste tipo, envolvendo uma ampla gama de manifestações paranormais diversas e variadas?

JV: John não era um cientista, nem pretendia ser. Ele foi questionado com razão, porque as suas fontes eram inverificáveis. Em minha opinião, John avançava muito rápido e se deixava levar pelas impressões do momento. Isso não significa que dedicou muito tempo a fazer trabalho de campo, ele foi o primeiro a reconhecer que as verdadeiras testemunhas eram uma maioria invisível, e que os militares tinham um programa sistemático para interferir com as observações. Ele também questionou a hipótese extraterrestre em primeiro grau, especialmente em “Disneylândia dos Deuses”.

Sobre o caso de Point Pleasant não posso comentar, eu não fui entrevistar as testemunhas. Mas confio em John quando relata a destruição de uma ponte, como previsto em mensagens anteriores e chega à conclusão de que o fenômeno às vezes zomba de nós.

NK: Muitos usuários das redes sociais se apaixonam pelo caso de luzes filmadas em Phoenix, Arizona, em 1997, assim como com a queda de OVNIs no solo, o que justificaria a existência de vestígios materiais. É possível conciliar a hipótese do sistema de controle com os fatos (Phoenix) e as suposições (acidentes de OVNIs, engenharia reversa) acima mencionados?

JV: Estas são duas questões muito diferentes: o caso de Phoenix7 demonstra os limites dos nossos sistemas de observação, uma vez que temos várias testemunhas, uma gravação em vídeo, e até mesmo com isso não se chega a provar a natureza do fenômeno. Não tenho nenhum elemento adicional que poderia resolver este problema, mas vamos salientar que o caso de Phoenix não é único: coincide com numerosas observações inexplicáveis ​​de vastos conjuntos de objetos (ou luzes associadas a um grande objeto) nos Estados Unidos e em outros lugares, como no caso do “Cinco de Novembro” na França.

Os restos materiais existem e não necessariamente vêm de um “crash” suposto ou real. Eu publiquei a análise de várias amostras, que foram confiadas a mim, depois de observar um objeto a baixa altitude que ejetava um metal líquido: os resultados foram instrutivos. Claro, o Santo Graal poderia ser um fragmento de um artefato que caiu, mas evidentemente os nossos laboratórios não estão equipados para compreendê-lo: seria como dar a Leonardo da Vinci um desses controles remotos que se utilizam para abrir uma garagem a distância…

NK: De acordo com seus conhecimentos e dados estatísticos, seria possível que o sistema de controle reorganizasse suas manifestações metamorfoseando-se radicalmente? Isto significaria que os OVNIs se tornariam mais discretos e dariam lugar a um novo tipo de folclore, mantendo as mesmas invariantes.

JV: Se você olhar para a história do fenômeno ao longo dos séculos, o que podemos saber agora através das investigações de Chris Aubeck e de seu ativo grupo na Internet, o “Magoniax”, se detectam constantes simultâneas na aparência do fenômeno, suas evoluções, seus efeitos físicos e as mudanças nas formas de apresentação, que parecem um pouco avançadas para as ideias tecnológicas da época. Os norte-americanos do século XIX viam dirigíveis impossíveis algumas décadas antes da construção do primeiro dirigível, por exemplo. Após a Segunda Guerra Mundial, aparecem os discos voadores com pequenas e absurdas antenas como na fantasia dos quadrinhos. Será esta uma característica do sistema de controle? Ou, simplesmente, um efeito da predisposição de uma determinada sociedade que projeta sua imaginação no roteiro argumentativo de um misterioso fenômeno que permanece sem explicação? Estou inclinado para sua última hipótese: o surgimento de um novo tipo de folclore com as mesmas invariantes.

NK: Você escreveu o prefácio do livro de Bob Pratt8 intitulado “OVNIs – Perigo – Chamada à vigilância”. Você tomou conhecimento de novos casos perturbadores nos últimos anos?

JV: Não retornei ao Brasil desde os anos 80. Mas temos continuado a receber informações que confirmam o que Bob Pratt descreveu em seu livro, e também o que me têm dito as testemunhas no local, incluindo oficiais de inteligência da Força Aérea Brasileira como o Coronel Hollanda Lima.

Palestra dada por Jacques Vallée no TEDxBruxelas - Uma Teoria de Tudo



Pequeno trecho do encontro na ONU em 1978 gravado em filme 8mm


FONTE: www.vigilia.com.br - Open Minds Production

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