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Excluída do Nobel, astrônoma ganha prêmio de física 50 anos depois de incrível descoberta


DAME SUSAN JOCELYN BELL BURNELL (FOTO: ASTRONOMICAL INSTITUTE, ACADEMY OF SCIENCES OF THE CZECH REPUBLIC/WIKIMEDIA COMMONS)

Bell Burnell ainda declarou que vai doar US$ 3 milhões para bolsas de estudos para mulheres e minorias

A astrônoma Dame Susan Jocelyn Bell Burnell fez uma das descobertas mais importantes para a física na década de 1960, e a pesquisa chegou a ganhar um Nobel. A premiação, contudo, a deixou de fora. Cinco décadas depois o trabalho da cientista finalmente foi reconhecido, e ela ganhou o Prêmio Especial de Inovação em Física Fundamental, do Breakthrough of the Year, levando US$ 3 milhões. Surpreendentemente, ela anunciou que o dinheiro será usado como fundo de bolsas de estudos para mulheres e minorias.

O Breakthrough of the Year está em em seu sétimo ano e é patrocinado por Mark Zuckerberg, do Facebook, e pelo bilionário russo Yuri Milner. O anúncio da vencedora ocorreu no início de setembro nos Estados Unidos. "A professora Bell Burnell merece o reconhecimento", disse em comunicado Milner. “Sua curiosidade, observações diligentes e análise rigorosa revelaram alguns dos objetos mais interessantes e misteriosos do universo.”

Em 1967, Burnell encontrou o primeiro Pulsar, estrela de nêutrons que transforma energia rotacional em energia eletromagnética, durante sua pós-graduação na Universidade de Cambridge, no Reino Unido. A descoberta foi considerada incrível, mudando a visão que os cientistas tinham do universo. O feito foi aclamado e ganhou o Prêmio Nobel de Física, em 1974. Contudo, Burnell foi excluída, e quem levou o reconhecimento foram seu supervisor, Antony Hewish, e o astrônomo Martin Ryle. Segundo o portal IFL Science, a decisão nunca foi bem aceita pela comunidade astronômica.

A condecoração do Breakthrough será entregue em uma cerimônia no início de novembro na Califórnia, nos Estados Unidos, junto com os prêmios New Horizons in Physics e New Horizons in Mathematics. Em entrevista ao IFL Science, Burnell falou que ficou "totalmente sem palavras" quando soube que ganhou o prêmio. "Eu não esperava, não estava em nenhum lugar no meu radar", afirmou.

Burnell também declarou à rede BBC que vai investir os US$ 3 milhões em bolsas de estudos para mulheres, refugiados e pessoas de etnias minoritárias, com o intuito de promover a diversidade na ciência. "Não quero e nem preciso do dinheiro sozinha, e me pareceu que essa era a melhor maneira de usá-lo", comentou.


DAME SUSAN JOCELYN BELL BURNELL NA DÉCADE DE 1960 (FOTO: ROGER W HAWORTH/WIKIMEDIA COMMONS)

A cientista também declarou não guardar ressentimentos sobre o ocorrido há cerca de 50 anos. Desde a descoberta do Pulsar, ela recebou poucos títulos e prêmios. "Foi bom não receber o Nobel, porque se você leva um grande prêmio como esse, ninguém lhe dá mais nada, porque eles sentem que não podem se igualar", falou. "Considerando que, se você não conseguir, você obtém praticamente tudo que move."

Aos 75 anos, Burnell atualmente é professora de Astrofísica na Universidade de Oxford, e Chanceler da Universidade de Dundee, ambas no Reino Unido. Ela declarou que segue apaixonada por pela ciência, principalmente pela área de fenômenos astronômicos transitórios.

"Estou muito interessada em todo o campo transitório. As Rajadas Rápidas de Rádios têm sido empolgantes, mas também estudo transitórios a longo prazo. Há coisas incríveis que estamos descobrindo", revelou.

A história de Burnell só destaca a falta de mulheres no Prêmio Nobel: nenhuma mulher ganha desde 2015. Além disso, apenas 49 cientistas já levaram a condecoração, em comparação com 847 homens.

FONTE: REVISTA GALILEU

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