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Centenário de Arthur C. Clarke, de '2001: Uma odisseia no espaço', é celebrado na Campus Party


Palestra sobre Arthur C. Clarke na Campus Party 2017 (Foto: Cesar Soto / G1)

'Convido vocês a fazerem mágica também', disse Walda Roseman, presidente da Arthur C. Clarke Foundation em palestra sobre escritor de ficção científica nesta quarta-feira (1).

No ano em que Arthur C. Clarke [1917 - 2008] completaria um século de idade, a Campus Party 2017 homenageou o escritor, conhecido como um dos três grandes da ficção científica. Walda Roseman, presidente da Arthur C. Clarke Foundation, realizou nessa quarta-feira (1º) uma palestra sobre o autor e sobre a missão da organização, de incentivar a imaginação no mundo.
“Convido vocês a fazerem mágica também”, disse Roseman, no começo da palestra, que encerrou as atividades do palco principal no dia. Por pouco menos de uma hora, ela falou sobre a carreira do escritor de “2001: Uma odisséia no espaço”, para um público que começou cheio, mas que foi esvaziando ao longo do tempo.
“‘Existem duas possibilidades: Ou estamos sozinhos no universo, ou não estamos. Ambas são igualmente aterrorizantes.’ A frase foi dita por Arthur C. Clarke em ‘2001: Uma odisseia no espaço’. Para um homem que escreveu a vida toda sobre encontros com alienígenas, umas das possibilidades pelo jeito não era tão ruim assim”, afirmou ela.


Walda Roseman, presidente da Arthur C. Clarke Foundation (Foto: Cesar Soto / G1)

A partir daí, Roseman focou nos objetivos da Fundação que leva o nome do escritor, que busca valorizar o poder da imaginação nas gerações atuais e nas que virão. “É preciso imaginar para encarar o futuro e fazer o impossível acontecer”, definiu ela.
Nacionalismo
Após a palestra, ela respondeu ao G1 que Clarke acreditava que nacionalismo era prejudicial, e que a humanidade atingia seu potencial ao trabalhar unida, como um único planeta. “E, enquanto todos mantiverem unidade, como um povo só, conseguiremos manter movimentos nacionalistas afastados.”
No entanto, ela prefere não comentar ações específicas, como alguns dos decretos assinados recentemente pelo presidente americano Donald Trump. “Clarke não era político, então nós [a Fundação] preferimos nos manter assim, também. Mas você pode imaginar o que ele diria”, responde.


O filme "2001: Uma Odisséia no Espaço", baseado no livro de Clarke (Foto: Divulgação)

Ela afirma que o maior desafio à imaginação no mundo é o ritmo como vivemos. “Nossos líderes escolhidos, as corporações, educadores, etc, estão tão focados em atingir um único objetivo da maneira mais rápida possível, que a imaginação ficou de lado. Eles sempre acham que é muito caro, muito difícil, que não vale a pena pensar em outra alternativa”, diz.
“Conforme crescemos, no colégio e na universidade, vamos aprendendo as coisas e espremendo a imaginação para fora. Mas podemos mudar isso ao fazer como fizemos hoje, discutindo o problema, mostrando histórias de sucesso, de pessoas que se superaram ao pensar de forma única.”
Roseman encerrou um dia que passou por assunto variados, desde os direitos de ciborgues, passando por biotecnologia, até como a tecnologia pode ser usada para tornar as cidades mais participativas para seus cidadãos.
Neste ano, o evento de tecnologia, ciência e cultura nerd, que começou na na terça-feira (31) acontece até domingo (5) no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.

FONTE: G1.COM

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