Pular para o conteúdo principal

Hackear o telefone de uma celebridade na década de 1930 era bem parecido com hoje em dia



Myrna Loy foi uma grande estrela do cinema nas décadas de 1930 e 1940. Estrelou em filmes clássicos como A Ceia dos Acusados (1934), Vencido Pela Lei (1934) e Os Melhores Anos de Nossas Vidas (1946). Ed Sullivan coroou-a como “A Rainha dos Filmes”. Mas celebridades sempre têm um lado obscuro.

Loy foi alvo de atenção indesejada de fãs muito ansiosos e esquisitos, assim como tantas outras celebridades de todas as eras. Tanto que o FBI chegou a se envolver. E documentos recentemente enviados pelo FBI ao Gizmodo revelam que invadir a privacidade de Myrna Loy não era tão diferente de hackear o celular de uma celebridade hoje em dia.

Os telefones na década de 1930 não eram nada como os smartphones de hoje, é claro. Mas as pessoas que queriam informações de contato pessoal da Myrna Loy para assediá-la usaram muitas das mesmas táticas usadas por hackers no século 21.

Quando falamos sobre hackear a conta de rede social, o computador ou o telefone de alguém, o cidadão médio automaticamente presume que isso se consegue por meio de softwares sofisticados e habilidades de programação — e algumas vezes é isso mesmo. Mas o segredo aberto sobre hackear é que a informação conseguida por meio de conversas com outras pessoas é, frequentemente, a ferramenta mais importante da caixa de ferramentas de qualquer hacker.

Se você conseguir que uma empresa de telefonia, um parente ou um amigo te deem informações valiosas que possam levar a uma senha de reset ou a uma autenticação de dois fatores de um número de telefone, isso é 100 vezes mais inestimável do que tentar invadir à força, pela porta da frente, a casa do famoso. E é exatamente isso que os “hackers” de Myrna Loy fizeram nos anos 1930.

Em 1938, a atriz começou a receber chamadas, em casa e no estúdio em que trabalhava, do que parecia ser uma mulher. Inicialmente, eram apenas trotes inofensivos, mas rapidamente se tornaram perturbadoras, de acordo com Loy.

A equipe de segurança privada da Paramount Studios então entrou em contato com seus amigos do escritório de Los Angeles do FBI para avisá-los sobre o que estava acontecendo, e o FBI enviou alguns agentes para a investigação. Suspeitos desconhecidos começaram a ligar para homens aleatórios na área de Los Angeles, fingindo ser Loy e entregando o endereço verdadeiro da atriz, convidando-os para “se divertir”. Não ficou claro se essas eram as mesmas pessoas que estavam fazendo os trotes para Loy em sua casa e no estúdio.

Loy logo trocou seu número de telefone, o que fez parar as ligações para sua casa, e a Paramount Studios e a MGM começaram a filtrar melhor as ligações. Mas quando o FBI enfim rastreou uma das pessoas que estavam fazendo as chamadas ameaçadoras, descobriram a fraqueza no sistema: o infrator conseguiu blefar e arranjar o número do telefone da casa de Myrna Loy ligando para o estúdio e fingindo ser amigo da atriz.


Excerto do arquivo do FBI sobre Myrna Loy, de página datada em 10 de agosto de 1938

É exatamente esse tipo de engenharia social que torna a melhor criptografia moderna e os conhecimentos técnicos esforços relativamente fúteis, quando se considera o número de pontos fracos sobre os quais você não tem controle algum. Trotes, telefones hackeados e fingir ser outra pessoa sempre serão coisas vulneráveis aos caprichos de pessoas que sabem manipular outras. E acontece que sempre foi assim.

Eu subi o arquivo inteiro do FBI aqui (em inglês). Há, nele, acusações de que a atriz tinha ligações comunistas, mas esse era o perfil de muitos esquerdistas de “alto perfil” que eram politicamente ativos nos anos 1930. Pelos relatos, a Loy era uma democrata bem padrão. Boa leitura.

Imagem do topo: Getty Images

FONTE: GIZMODO BRASIL

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Conheça histórias de pessoas que foram abduzidas por Extraterrestres

As pessoas do mundo se dividem em dois grandes grupos e um terceiro bem pequeno.

Os dois grandes grupos são: aqueles que acham que ETs existem e aqueles que acham que ETs não existem.

Correndo por fora, existe uma minoria silenciosa que se mantém quietinha, aparentemente, porque, se essas pessoas disserem as coisas que elas sabem, ninguém acreditaria nelas.

Elas fazem parte do pequeno grupo que jura de pé junto ter feito contato com seres extraterrestres.

O fotógrafo nova-iorquino Steven Hirsch, de 63 anos, é um cara que, se não acredita nessas pessoas, pelo menos acredita no direito que elas têm de contar suas histórias do jeito que quiserem.

Por isso, ele criou um blog em que entrevista e fotografa gente que diz ter sido abduzida por alienígenas. O endereço é littlestickylegs.blogspot.co.uk.

- Eu não quero que os meus leitores tenham nenhum tipo de ideia pré-concebida sobre essas pessoas até qie eles vejam suas imagens e leiam suas palavras. Minhas entrevistas mal conseguem ir além…

Mémorias da Ufologia: Caso SANTA ISABEL

FOTOS DO LAUDO

Na localidade de Santa Izabel(SP) em junho de 1999, a Sra. Alzira Maria de Jesus foi encontrada morta na sua cama, e por volta das 8 hs da manhã sua nora percebe o fato e sai imediatamente para ir ao orelhão e ligar para o seu marido e espera à ajuda e , ao chegar de volta em casa quase 40 min.depois a nora vê o corpo da sra. com o rosto totalmente desfigurado e praticamente sem carne; foi feito o boletim de ocorrência na delegacia da cidade sob n°145/99 em 24 de Junho. Posteriormente confirmou-se que à causa da morte foi a parada respiratória, mas o que aconteceu realmente como rosto desta sra. num espaço menor de uma hora?O laudo é cita sobre as configurações do mesmo, inclusive nas cavidades oculares, mas o que teria causado à perda do rosto ficou indeterminada. Mais estranho ainda é que na noite anterior aos fatos foram vistas bolas de luz voando nessa região rural e no início da madrugada os animais,como cachorros,gansos,e outros começaram à fazer um intenso barulh…

O caso Roswell nordestino: Queda de UFO na Bahia, em Janeiro de 1995

Por Ufo Bahia: Nessa data, as 09:00 horas, uma in­formante do G-PAZ, "M" da TV BAHIA me ligou contando uma mirabolante his­tória de queda de um UFO em Feira deSantana(BA) a 112 Km de Salvador. Umfazendeiro de apelido Beto, tinha ligadopara TV SUBAÉ daquela cidade oferecen­do – em troca de dinheiro – um furo dereportagem; um disco voador tinha caído na sua fazenda e ele tinha provas e ima­gens do fato!
Apenas depois do meio dia, conse­gui – por fim – falar com Beto, que apóssua proposta de negócio, ante minha (apa­rente) frieza, me contou com bastante de­talhes o acontecido. Soube que tambémtentara vender suas provas a TV BAHIA,onde procurou o repórter José Raimundo:
"Ontem pela madrugada caiu algu­ma coisa na minha fazenda, dentro de umalagoa. Era do tamanho de um fusca; aqui­lo ficou boiando parcialmente submerso,perto da beirada. Tentei puxar como pude,trazendo para perto de mim, com uma vara.Aquilo parecia um parto... (quando seabriu uma porta) começou primeiro a sa…