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Mistério do Triângulo das Bermudas ganha nova hipótese


Oceanógrafo acredita que ondas gigantescas (conhecidas por vagalhões) são formadas de maneira aleatória na região

Assim como o Monstro do Lago Ness, há gente que jure de pés juntos que o mistério do Triângulo das Bermudas de fato existe.

Acontece que a ciência até hoje não encontrou hipóteses que sustentem a teoria de que a região triangular caribenha cujos vértices são compostos pela Flórida, Porto Rico e pela Ilha das Bermudas, localizada no Oceano Atlântico, seja de fato um ponto em que aviões e navios desapareçam.

Nenhuma organização científica no mundo – inclusive o órgão Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), nos Estados Unidos – reconhecem o Triângulo das Bermudas. Estatisticamente, na verdade, aviões e navios não têm maior ou menor probabilidade de enfrentar alguma catástrofe naquela área.

Acontece, porém, que o termo Triângulo das Bermudas voltou a aparecer em portais de notícias e em rodas de conversa devido ao lançamento do documentário The Bermuda Triangle Enigma (O Enigma do Triângulo das Bermudas, em tradução livre), feito pelo canal televisivo britânico Channel 5.


REGIÃO QUE FORMA O SUPOSTO TRIÂNGULO DAS BERMUDAS (FOTO: WIKICOMMUS)

A produção reúne cientistas que se propõem a sugerir possíveis hipóteses por que a região ganhou essa sua fama misteriosa, muito mais do que comentar sobre problemas técnicos em equipamentos de controle ou até em falha humana.

Um dos entrevistados foi o oceanógrafo Simon Boxall, da Universidade de Southampton (Reino Unido). Segundo o especialista, a área do Triângulo das Bermudas pode ser uma região propensa às tempestades, o que significa que uma tempestade que cai ali pode provocar ondas enormes.

Essas ondas enormes têm um nome: vagalhões. Elas são definidas como movimentos de água gigantescos que se formam em alto-mar de maneira aleatória e podem chegar até 30 metros de altura. Tamanha envergadura seria capaz de afundar barcos com relativa facilidade – o que foi comprovado durante testes realizados com réplicas do USS Cyclops, um navio que desapareceu na área no início do século 20.

Essas ondas gigantescas por muito tempo eram vistas como boatos, até que especialistas do NOAA as classificarem como eventos reais. O formato e movimento que elas produzem são imprevisíveis, além de o mecanismo que causa sua formação ainda ser ambíguo e incerto, já que é difícil de observá-las.

Por enquanto, há duas possibilidades para o surgimento dos vagalhões. A primeira é que as cristas de ondas individuais coincidentemente se chocam e se reforçam mutuamente através de um fenômeno conhecido por interferência construtiva. A segunda opção é que ondas geradas por tempestades costumam se concentrar em correntes de água submersas, como a Corrente do Golfo.

E como é possível imaginar, fortes tempestades podem afundar navios. Deve-se se salientar, também, que o design do navio Cyclops o tornava vulnerável a tombar no mar, assim como tantos outros navios da época.

Essa teoria dá um passo à frente em relação as anteriores, que não traziam nenhuma comprovação científica para a região, como era o caso da ideia das grandes bolhas de metano que saiam de reservas no fundo do mar e chegavam à superfície derrubando barcos. Nenhuma pesquisa geológica jamais encontrou tais reservas de metano.

FONTE: REVISTA GALILEU

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