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Alunos de SP apresentam projeto de jipes robóticos para Marte em evento da Nasa


Modelo impresso em 3D de um dos jipes projetados pelos alunos da Facens (Crédito: Divulgação)

Salvador Nogueira

Uma missão brasileira a Marte ainda é um sonho distante, mas isso não impede que estudantes de engenharia brasileiros se dediquem a projetar jipes robóticos capazes de futuramente explorar o planeta vermelho. E um grupo deles recentemente apresentou seus projetos num programa internacional apoiado pela Nasa.

A apresentação aconteceu na conferência SEE (Simulation Exploration Experience) de 2008, realizada na Bulgária, entre 8 e 10 de maio, eos participantes brasileiros são alunos dos cursos de Engenharia da Computação e de Tecnologia em Jogos Digitais da Facens, entidade filantrópica e faculdade de engenharias de Sorocaba, no interior de São Paulo.

Já é o terceiro ano em que a instituição promove a participação no SEE — trata-se do único grupo da América Latina no programa –, mas esta foi a primeira vez que os olhos se voltaram para Marte. Em 2016 e 2017, o trabalho se concentrou no projeto de um módulo de habitação espacial para uma colônia lunar.

Para 2018, o desafio foi desenvolver modelos de jipes robóticos que pudessem ajudar na exploração e na colonização futura do planeta vermelho.


Equipe da Facens que apresentou o projeto no SEE, na Bulgária, reunida durante o Science Days, evento organizado com apoio da Câmara de Comércio Brasil-Flórida. (Crédito: Divulgação)

“Apresentamos dois modelos: um simulando um veículo dedicado a encontrar água em Marte e outro para coletar materia do solo e, por jmeio de reações químcias, transformar esse material e produzir oxigênio”, diz André Breda Carneiro, professor do curso de engenharia da computação da Facens e coordenador do projeto.

O projeto foi bem recebido na conferência, que tem apoio da agência espacial americana e contou neste ano com participações de universidades da Alemanha, do Canadá, da França, da Inglaterra e da Itália, além do Brasil e do país-sede do evento, a Bulgária.

É mais uma prova de que os futuros engenheiros e cientistas brasileiros estão se preparando para ganhar o espaço, mesmo que o apoio governamental à ciência esteja lamentavelmente minguando por aqui. E, por falar nisso, mais uma ação educacional importante vinda da iniciativa privada merece destaque nesta semana.

GARATÉA-ISS
Foi aberto na última sexta-feira (3) o processo de inscrições para a segunda edição do projeto Garatéa-ISS, que levará um experimento brasileiro à Estação Espacial Internacional.

O projeto capitaneado pelo engenheiro aeroespacial Lucas Fonseca entra em seu segundo ano, depois de ter enviado com sucesso um experimento criado por alunos de 7o ano de escolas pública e privadas de São Paulo para ser realizado por um astronauta da Nasa. “Agora queremos expandir para todo o Brasil, atingindo todas as regiões”, diz Fonseca.

Qualquer escola pode se candidatar a participar e engajar grupos de alunos no projeto, sob a supervisão e o aconselhamento da equipe da Garatéa. O objetivo é selecionar 80 escolas, com pelo menos 25% delas localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Outro objetivo é ter cerca de 3.000 alunos engajados, dos quais 60% do ensino público.

Escolas públicas pagam R$ 150 para a inscrição, e privadas, R$ 800, e cada escola pode engajar no máximo 40 alunos, divididos em grupos de 4, com divisão igualitária entre meninos e meninas. O projeto envolverá alunos do Fundamental II e do Ensino Médio.

Para saber mais do projeto e se inscrever, caso você represente uma escola e queira trazer essa experiência para seus alunos, clique aqui. As inscrições vão só até o dia 28 de agosto.


Estação Espacial Internacional fotografada em órbita por um ônibus espacial. (Crédito: Nasa)

FONTE: mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br

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