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Cidade de civilização mexicana tinha tantos prédios quanto Manhattan


Após escaneamento a laser da cidade perdida de Angamuco, no México, arqueólogos descobrem grandiosidade dos purépechas, civilização que habitou a região em 900 d.C

A técnica de mapeamento a laser conhecida por Lidar (light e radar, em inglês, técnica que identifica objetos distantes por meio de luz e radar) está se tornando uma grande aliada da arqueologia, já que vem ajudando pesquisadores a encontrarem estruturas de antigas civilizações de dentro de helicópteros e aviões, sem ser necessário pisar na terra – como foi o caso das desconhecidas estruturas maias na floresta da Guatemala reveladas recentemente.

Dessa vez, a tecnologia do Lidar foi utilizada para mapear uma antiga cidade no oeste mexicano conhecida por Angamuco. A região foi construída e habitada pelos purépechas, grupo rival dos astecas e menos conhecidos do que eles.

Os purépechas viveram no início do século 16 na área central do México, antes dos povos europeus chegarem trazendo guerras e doenças. Essa civilização possuía uma capital imperial conhecida por Tzintzuntzan, localizada no Lago de Pátzcuaro, em Michoacán, região onde hoje vivem modernas comunidades purépechas.


HOMEM NO LAGO DE PÁTZCUARO, EM MICHOCÁN (FOTO: WIKICOMMONS)

Por meio da tecnologia do Lidar, os arqueólogos descobriram que a cidade de Angamuco tem o dobro de tamanho de Tzintzuntzan – porém, é bem capaz que fosse menos populosa –, com um solo de 26km² de extensão, coberto por lava há milhares de anos atrás.

“Pensar que existia uma cidade grandiosa no coração do México esse tempo todo e ninguém sabia é algo surpreendente”, afirmou um dos arqueólogos que conduziu a pesquisa à BBC. “Era uma área em que viviam muitas pessoas e rica em estruturas arquitetônicas. Fazendo as contas, podemos dizer que são 40 mil construções elevadas, equivalente ao que se encontra de prédios na ilha de Manhattan”, completou.

De acordo com os pesquisadores, mais de 100 mil habitantes viviam em Angamuco durante seu auge, algo que aconteceu em torno de 1.000 d.C a 1.350 d.C.

“Por enquanto, devido seu tamanho, podemos dizer que Angamuco é a maior cidade do oeste do México daquele período que temos conhecimento até agora”, disse um porta-voz da pesquisa.

Outro achado do estudo é a revelação do "layout" diferenciado de Angamuco. Seus monumentos, como pirâmides e praças abertas, estão concentradas em oito zonas nas extremidades da cidade, e não no centro.

Os achados com o Lidar
Apesar de ter sido encontrada em 2007, as novas descobertas de Angamuco ocorreram graças à tecnologia do Lidar, que vem sendo utilizado desde 2011. Antes disso, os arqueólogos estudavam a região andando a pé. Agora, essa pesquisa pode ser feita de forma aérea, utilizando o Lidar à distância.

Por enquanto, já foram mapeados 35 km² de área e foram encontradas pirâmides, templos, estradas, jardins, áreas de plantio e até rústicos campos de futebol.

A partir de evidências encontradas e por meio de datação por radiocarbono, os arqueólogos acreditam que a cidade deva ter surgido em, pelo menos, 900 d.C. Eles também acreditam que a cidade de Angamuco passou por duas ondas de desenvolvimento e um período de colapso antes da chegada dos espanhóis.

O grupo de pesquisadores segue ansioso para as novas descobertas que vêm por aí. “Para qualquer lugar que apontamos o Lidar, nós encontramos coisas novas e isso acontece porque sabemos muito pouco sobre a arqueologia da América por enquanto. Agora, todos os textos que temos escritos devem ser reescritos e, daqui dois anos, eles precisarão ser reescritos novamente”, afirmou um dos arqueólogos.

“Muitas dessas áreas que nós classificaríamos como floresta tropicais intocadas na América, são, na verdade, jardins abandonados.”

Controvérsia

Apesar da novidade, as descobertas de Angamuco não encantaram a todos. Para uma professora de arqueologia da Universidade de Londres, os achados só podem ser conclusivos quando o grupo de pesquisadores descer ao chão e conferir se as estruturas estão, de fato, ali.

FONTE: REVISTA GALILEU

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