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NASA confirma que New Horizons se aproximará do Ultima Thule no primeiro dia de 2019



Por George Dvorsky

Neste 18 de dezembro de 2018, foi o último dia possível para os controladores de missão ajustarem a trajetória da espaçonave New Horizons ao se aproximar de Ultima Thule, um objeto distante do Cinturão de Kuiper. Sem nenhum perigo detectável à vista, a NASA deu luz verde para a sonda permanecer em seu caminho ideal — uma trajetória que resultará em um sobrevoo intimista em apenas duas semanas.

Nas últimas três semanas, a equipe de riscos da New Horizons esteve em busca de qualquer ameaça, como pedaços de poeira ou rocha, em torno do Ultima Thule, para corrigir a rota caso fosse necessário. Este jogo celestial de Escolha Sua Aventura teve um dos dois resultados possíveis.

Com um caminho limpo pela frente, a New Horizons poderá permanecer ao longo de seu curso atual, levando-o a 3.500 quilômetros de Ultima Thule, também conhecida como 2014 MU69, durante o sobrevoo programado para 1º de janeiro de 2019.

Se os perigos fossem detectados, no entanto, a correção do curso resultante teria levado a sonda três vezes mais longe do misterioso objeto trans-netuniano. A New Horizons está atualmente se movimentando a impressionantes 50.700 quilômetros por hora, uma velocidade na qual até mesmo um pequeno grão de poeira do tamanho de um arroz destruiria a espaçonave.


Esta imagem do Ultima Thule foi feita combinando centenas de imagens tiradas entre agosto e meados de dezembro pelo Imageador de Reconhecimento de Longo Alcance (LORRI, na sigla em inglês) da New Horizons. O círculo interior representa o trajeto mais próximo, e o exterior, o mais longo. Imagem: NASA/Johns Hopkins Applied Physics Laboratory/Southwest Research Institute.

Hoje, sem ameaças imediatas detectadas, a NASA deu sinal verde para que a New Horizons siga o caminho que mais se aproxima de Ultima Thule — não é necessário corrigir o curso.

“A espaçonave agora é direcionada para o voo ideal, três vezes mais perto do que voamos sobre Plutão”, disse o principal investigador da New Horizons, Alan Stern, em um comunicado. “Ultima, aqui vamos nós!”

Esta é uma ótima notícia, porque um sobrevoo mais distante produziria dados menos detalhados. A projeção agora é de que a New Horizons faça imagens do Ultima Thule com uma resolução de 30 a 70 metros por pixel. Quando passou por Plutão, a resolução era de aproximadamente 183 metros por pixel.

O Ultima Thule é considerado um sistema binário próximo ou um binário de contato (no qual duas partes estão se tocando). O objeto, ou objetos, tem cerca de 30 km de diâmetro e formato irregular. Consequentemente, as imagens recebidas deverão ser super fascinantes.

Esta não é a primeira vez que a equipe de riscos da New Horizons foi colocada em ação. Três anos atrás, quando ela estava se aproximando de Plutão, a equipe usou o Imageador de Reconhecimento de Longo Alcance da sonda (LORRI, na sigla em inglês) para procurar possíveis perigos. Eles estavam preocupados que as pequenas luas de Plutão tivessem espalhado destroços perigosos pelo caminho. Felizmente, sua busca não rendeu nada, e a New Horizons foi autorizada a permanecer ao longo de seu caminho pretendido através do sistema plutoniano.

No caso do Ultima Thule, localizado a bilhões de quilômetros de Plutão, a equipe de riscos usou o LORRI para procurar ameaças semelhantes. Especificamente, a equipe estava à procura de um anel refletivo composto de poeira. Eles também procuraram minúsculos satélites naturais em volta de Ultima Thule. Nem poeira nem luas foram encontradas, permitindo a declaração de hoje de que está tudo “limpo”.

“Nossa equipe se sente como se estivéssemos andando junto com a espaçonave, como se fôssemos marinheiros empoleirados na gávea de um navio, olhando para os perigos à frente”, disse Mark Showalter, do Instituto SETI, em um comunicado. “A equipe estava em completo consenso de que a espaçonave deveria permanecer na trajetória mais próxima, e a liderança da missão adotou nossa recomendação.”

A New Horizons está programada para fazer sua abordagem mais próxima do Ultima Thule às 3h33 (no horário de Brasília) de 1º de janeiro de 2019. Não sabemos para quando podemos esperar a primeira foto em close-up do Ultima Thule, mas as transmissões da New Horizons levarão aproximadamente seis horas, sete minutos e 48 segundos para chegar à Terra.

Sim, New Horizons, a quase 6 bilhões de milhas de distância, você está muito, muito longe de casa.

[NASA New Horizons]

FONTE: GIZMODO BRASIL

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