Pular para o conteúdo principal

Sonda Parker, da NASA, deve ser lançada na próxima semana, em direção ao Sol



Por: Ryan F. Mandelbaum

A NASA está programada para, na próxima semana, enviar tecnologia humana o mais próximo de uma estrela que já chegamos. E o que eles descobrirem pode mudar nossa compreensão de toda a galáxia.

A sonda Parker (ou Parker Solar Probe) consiste em uma missão que irá orbitar o Sol a apenas 6,1 milhões de quilômetros de distância. Para efeitos de comparação, a distância média da Terra para o Sol é de de 149,6 milhões. Já Mercúrio está, em média, a 57,9 milhões de quilômetros da estrela.

A espaçonave precisará se proteger de temperaturas de até 1371 ºC para poder encontrar respostas às várias questões que os cientistas ainda têm sobre o Sol e as estrelas em geral.

“A mensagem é simples”, disse Jim Garvin, cientista-chefe do Centro de Voos Espaciais Goddard, da NASA, em entrevista ao Gizmodo. “Entendo o nosso Sol dessa maneira, poderemos ligar os pontos entre como o Sol funciona, como ele afeta a Terra e outros mundos por todo o Sistema Solar e como observamos sistemas planetários em torno de outras estrelas.”

A sonda está no Cabo Canaveral, na Flórida, em um foguete Delta IV. Após seu lançamento, que deve acontecer a partir de 11 de agosto, ela vai em direção ao centro do Sistema Solar em velocidades de até 692 mil km/h, segundo um informativo da NASA. Ela passará por Vênus sete vezes para uma desaceleração assistida por gravidade, estudando nosso vizinho gasoso no meio do caminho, antes de chegar à sua órbita solar final.


A sonda Parker em construção. Foto: NASA

Há diversos mistérios que uma missão como essa poderia solucionar. Talvez, o mais relevante para nós, meros mortais, seja que o Sol libera explosões de partículas de alta energia que poderiam, potencialmente, ser catastróficas para nossa rede elétrica.

Até o Congresso dos EUA está preocupado com isso. A sonda irá medir como o Sol gera essas partículas, o que, com sorte, ajudará os cientistas a prever esses eventos. A Parker também vai ajudar os cientistas a descobrir por que a coroa do Sol, o plasma que cerca a estrela, é tão mais quente do que a estrela em si.

A sonda não vai voar através da coroa de milhões de graus Celsius — essas temperaturas são completamente inóspitas para a nossa tecnologia. Mas ela irá, sim, beirar as regiões mais externas.

A Parker poderá também descobrir fenômenos solares com que os cientistas sequer sonham atualmente. Essa é a diferença entre olhar uma estrela de perto e de longe — você certamente aprende novas coisas ao se aproximar. “O Grand Canyon parece legal de longe, mas, se você vai até a beira, ele parece um cânion completamente diferente”, disse Garvin.

A missão vem com desafios extremos para os quais os engenheiros do projeto fizeram o melhor para se preparar. Um escudo de fibra de carbono de 2,4 metros de largura e 11,4 centímetros de espessura protege a sonda, mantendo seus instrumentos a confortáveis 29,4 ºC, segundo a NASA. A face externa do escudo é revestida de tinta cerâmica branca para refletir ainda mais o calor para longe da sonda.

Cientistas de todo o mundo estão interessados no sucesso da sonda. “É empolgante, porque a ciência obviamente não é apenas de interesse nacional, mas de interesse internacional”, disse Philippa Browning, professora de Astrofísica do Jodrell Bank Centre for Astrophysics, no Reino Unido, em entrevista ao Gizmodo. “É a primeira espaçonave de qualquer lugar do mundo a chegar tão perto do Sol. Pessoas de todo o mundo estão interessadas na ciência de como o Sol funciona.”

O Sol é uma fera selvagem, com tentáculos de milhões de graus Celsius cuspindo radiação nociva ao espaço. Ele fornece energia à vida na Terra, mas também tem um potencial destrutivo incrível. E a NASA vai marchar diretamente em direção a ele.

A sonda está indo até “o lugar em que a ação acontece”, disse Garvin. “Isso é um feito bastante espetacular de engenharia e ciência trabalhando juntas.”

Imagem do topo: NASA/JHUAPL

FONTE: GIZMODO BRASIL

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ovnis e estranhas criaturas próximos ao Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (RN)

Desde o ano de 2016 militares da Aeronáutica que trabalham na Barreira do Inferno já percebiam bolas de luzes alaranjadas como também feixes de luzes amarelados no céu noturno, bem próximo daquela região. Por desconhecerem totalmente a origem dessas luzes misteriosas e a finalidade delas, vários militares observavam intrigados e chegavam a comentar entre eles sobre esses fenômenos luminosos. Dias após a percepção dessas claridades no céu noturno, alguns militares começaram a perceber ao redor daquela localidade o aparecimento de criaturas vivas, de seres que não eram humanos. Um dos militares chegou a ver um "Urso Polar" e imediatamente comunicou a outros militares de plantão. Tal militar chegou a passar mal após a aparição de tal criatura. Já um outro militar flagrou uma outra criatura aparentando ser um "homem de grande porte" sair andando de dentro da água do mar. Outro militar relata que presenciou duas criaturas que de início pareciam apenas dois cachorros g…

Ovnis em Iporanga (SP)

Entrada da Casa de Pedra, caverna com maior boca do Mundo, 215 metros.

Iporanga em tupi significa “Rio Bonito” e foi palco da exploração de ouro no período colonial e, posteriormente da exploração de chumbo e zinco no século passado. Na região há famosas cavernas: Formação Iporanga e Formação Votuverava. Em Iporanga, efetuaram-se diversos estudos de mapeamento geológico e pesquisa mineral, sobretudo pela CPRM - Serviço Geológico do Brasil. A seção geológica mais conhecida é o famoso perfil Apiaí-Iporanga. A cidade atrai muitos visitantes por possuir lindas cachoeiras, piscinas naturais, vales, grutas e cavernas. Iporanga é a cidade que possui o maior número de cachoeiras em todo o Brasil, nas 365 cavernas cadastradas. O turista poderá praticar esportes radicais como o rapel, canyonismo e trekking. Atrativos culturais podem ser visitados como o museu da cidade, a Igreja Matriz e as casas com o estilo colonial. Por todos estes motivos, Iporanga é considerada um dos mais importantes cent…

A mulher que descobriu a metamorfose e se embrenhou de espartilho na Amazônia no século 17

Merian desenvolveu uma forma diferente de enxergar a natureza. Ela é considerada a primeira ecologista do mundo | Imagem: Gravura de Jacobus Houbraken em retrato de Georg Gsell

No século 17, a alemã Maria Merian se propôs a investigar o mundo dos insetos. Acabou desenvolvendo uma forma diferente de pensar e enxergar a natureza e, aos 52 anos, partiu para uma perigosa aventura na América do Sul, para detalhar os ciclos de vida de borboletas, mariposas e outros insetos.

Os feitos de Merian, numa época em que pouca gente desbravava o continente americano abaixo da linha do Equador - em especial as mulheres -, deram a ela a fama de primeira ecologista do mundo.

Ela nasceu na Alemanha em 1647, numa família de editores, escultores e comerciantes, e logo cedo aprendeu a arte da ilustração.

O interesse pelos insetos surgiu no próprio jardim da casa de Merian, ainda na infância.

Aos 13 anos, ela decidiu pintar o ciclo de vida de um bicho da seda numa época em que o comércio da seda era muito …