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Esqueleto de 1,7 mil anos é encontrado com frasco de perfume e espelho


ESPELHO ENCONTRADO JUNTO DO ESQUELETO (FOTO: DIVULGAÇÃO/LVR-LANDESMUSEUM BONN)

Descoberto na Alemanha, o sarcófago tinha 4,5 toneladas e abrigava os restos mortais de uma mulher da elite romana

Frascos de perfume, uma faca decorativa, um espelho de prata, um colar de pérolas, anéis e um conjunto de agulhas. Esses foram alguns dos itens encontrados por arqueólogos ao abrirem um sarcófago de 1,7 mil anos que estava localizado na cidade alemã de Zülpich. Os itens provavelmente pertenciam à mulher encontrada no interior do túmulo: ela era uma jovem súdita do Império Romano que tinha entre 25 e 30 anos.

A descoberta foi cercada de expectativa por conta da suntuosidade do sarcófago: feito de pedra, ele pesa 4,5 toneladas e foi içado do sítio arqueológico por um guindaste. De acordo com os pesquisadores, sepulturas desse tipo eram muito raras para o período em que os romanos dominaram parte da região germânica, indicando que a mulher fazia parte da elite local.


TÚMULO DE PEDRA QUE ABRIGAVA OS RESTOS MORTAIS DA MULHER (FOTO: DIVULGAÇÃO/LVR-LANDESMUSEUM BONN)

O interior do sarcófago também reservou surpresas interessantes para os pesquisadores do VR-LandesMuseum, insitutição localizada na cidade alemã de Bonn. Objetos de decoração e itens fabricados com pedras preciosas acompanharam os restos mortais da mulher. Entre os objetos mais interessantes estavam frascos de perfume e uma pequena jarra com a inscrição em latim "utere felix", uma expressão comum na época que significava "use isso com alegria".


FRASCOS DE PERFUME E UMA FACA ADORNADA (FOTO: DIVULGAÇÃO/LVR-LANDESMUSEUM BONN)

Os itens de cosméticos e beleza ressaltam as origens de elite romana. A cidade de Zülpich, conhecida no período imperial como Tolbiacum, estava localizada próxima a Trier, uma das principais possessões romanas na região central da Europa: fundada no século 1 a.C, , a cidade sediou parte da administração do Império Romano os séculos 3 e 4.


CONJUNTO DE AGULHAS ENCONTRADOS NO TÚMULO (FOTO: DIVULGAÇÃO/LVR-LANDESMUSEUM BONN)

FONTE: REVISTA GALILEU

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