Pular para o conteúdo principal

Placas de circuito realmente impressas - como jornal


Esquema da impressão de circuitos eletrônicos pelo sistema rolo a rolo, como o usado para imprimir jornais. [Imagem: Ramses Martinez/Purdue University]

Eletrônica por impressão

A eletrônica orgânica viabilizou a fabricação de circuitos eletrônicos de plástico, que são impressos em larga escala e alta velocidade. Os circuitos ainda são simples, mas o potencial dessa tecnologia é gigantesco.

Mas agora a tecnologia de impressão rolo a rolo - usada para imprimir jornais e revistas - está chegando aos componentes eletrônicos tradicionais, aqueles feitos de semicondutores como silício e germânio, e interligados por fios de cobre.

É como se o termo "impresso" das placas de circuito impresso ganhasse um novo significado.

Debkalpa Goswami e seus colegas da Universidade Purdue, nos EUA, combinaram ferramentas já usadas na indústria para a fabricação de metais em grande escala, com a velocidade e a precisão da impressão rolo a rolo, o que está permitindo aumentar a velocidade não apenas do processo de fabricação, mas dos próprios circuitos eletrônicos resultantes.

Embora o processo ainda esteja em escala experimental, ele já demonstrou superar dois grandes gargalos do processo litográfico atual: A "rugosidade", que faz com que os componentes eletrônicos atuais não sejam lisinhos como deveriam, o que acaba fazendo com que eles consumam mais energia, e o "limite de formabilidade", que estabelece a menor estrutura que se consegue fabricar com precisão - o novo método chega à nanoescala sem qualquer exigência adicional.


Este teste mostra que as interligações tradicionais de cobre ficam tão finas que o circuito inteiro é flexível. [Imagem: Ramses Martinez/Purdue University]

Superplasticidade

A técnica atual de fabricação da microeletrônica, conhecida como litografia, consiste basicamente em forçar uma fina chuva de gotas de metal líquido através de uma máscara de estêncil onde está traçado um negativo do circuito que se deseja fabricar.

O novo método de fabricação, batizado de "superplasticidade induzida por laser rolo a rolo", usa uma estampa rotativa, como as usadas para imprimir jornais em alta velocidade. O laser de dióxido de carbono, já comumente usado para corte e gravação industrial, quando aplicado em pulsos, gera um comportamento superelástico nos metais. Esse comportamento dura apenas um breve período de tempo, mas o suficiente para permitir que o metal flua para criar os desenhos em nanoescala da estampa rotativa.

"No futuro, a fabricação de dispositivos rolo a rolo usando nossa técnica poderá permitir a criação de telas sensíveis ao toque cobertas com nanoestruturas capazes de interagir com a luz e gerar imagens 3D, bem como a fabricação econômica de biossensores mais sensíveis," disse o professor Ramses Martinez, coordenador da equipe.

Bibliografia:

Roll-to-Roll Nanoforming of Metals Using Laser-Induced Superplasticity
Debkalpa Goswami, Juan C. Munera, Aniket Pal, Behnam Sadri, Caio Lui P. G. Scarpetti, Ramses V. Martinez
Nano Letters
DOI: 10.1021/acs.nanolett.8b00714

FONTE: SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ovnis e estranhas criaturas próximos ao Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (RN)

Desde o ano de 2016 militares da Aeronáutica que trabalham na Barreira do Inferno já percebiam bolas de luzes alaranjadas como também feixes de luzes amarelados no céu noturno, bem próximo daquela região. Por desconhecerem totalmente a origem dessas luzes misteriosas e a finalidade delas, vários militares observavam intrigados e chegavam a comentar entre eles sobre esses fenômenos luminosos. Dias após a percepção dessas claridades no céu noturno, alguns militares começaram a perceber ao redor daquela localidade o aparecimento de criaturas vivas, de seres que não eram humanos. Um dos militares chegou a ver um "Urso Polar" e imediatamente comunicou a outros militares de plantão. Tal militar chegou a passar mal após a aparição de tal criatura. Já um outro militar flagrou uma outra criatura aparentando ser um "homem de grande porte" sair andando de dentro da água do mar. Outro militar relata que presenciou duas criaturas que de início pareciam apenas dois cachorros g…

Ovnis em Iporanga (SP)

Entrada da Casa de Pedra, caverna com maior boca do Mundo, 215 metros.

Iporanga em tupi significa “Rio Bonito” e foi palco da exploração de ouro no período colonial e, posteriormente da exploração de chumbo e zinco no século passado. Na região há famosas cavernas: Formação Iporanga e Formação Votuverava. Em Iporanga, efetuaram-se diversos estudos de mapeamento geológico e pesquisa mineral, sobretudo pela CPRM - Serviço Geológico do Brasil. A seção geológica mais conhecida é o famoso perfil Apiaí-Iporanga. A cidade atrai muitos visitantes por possuir lindas cachoeiras, piscinas naturais, vales, grutas e cavernas. Iporanga é a cidade que possui o maior número de cachoeiras em todo o Brasil, nas 365 cavernas cadastradas. O turista poderá praticar esportes radicais como o rapel, canyonismo e trekking. Atrativos culturais podem ser visitados como o museu da cidade, a Igreja Matriz e as casas com o estilo colonial. Por todos estes motivos, Iporanga é considerada um dos mais importantes cent…

A mulher que descobriu a metamorfose e se embrenhou de espartilho na Amazônia no século 17

Merian desenvolveu uma forma diferente de enxergar a natureza. Ela é considerada a primeira ecologista do mundo | Imagem: Gravura de Jacobus Houbraken em retrato de Georg Gsell

No século 17, a alemã Maria Merian se propôs a investigar o mundo dos insetos. Acabou desenvolvendo uma forma diferente de pensar e enxergar a natureza e, aos 52 anos, partiu para uma perigosa aventura na América do Sul, para detalhar os ciclos de vida de borboletas, mariposas e outros insetos.

Os feitos de Merian, numa época em que pouca gente desbravava o continente americano abaixo da linha do Equador - em especial as mulheres -, deram a ela a fama de primeira ecologista do mundo.

Ela nasceu na Alemanha em 1647, numa família de editores, escultores e comerciantes, e logo cedo aprendeu a arte da ilustração.

O interesse pelos insetos surgiu no próprio jardim da casa de Merian, ainda na infância.

Aos 13 anos, ela decidiu pintar o ciclo de vida de um bicho da seda numa época em que o comércio da seda era muito …