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Telescópio permite viagem de 12 bilhões de anos no passado


CONCEPÇÃO ARTÍSTICA DO ELT (FOTO: EUROPEAN SOUTHERN OBSERVATORY)

Com inauguração prevista para 2024, maior telescópio do mundo ganha equipamento que permite analisar os confins do Universo

Ainda faltam alguns anos para a inauguração do maior telescópio do mundo, com o sugestivo nome de Telescópio Extremamente Grande (ELT na sigla em inglês). Previsto para ficar pronto em 2024, está sendo construído desde 2014, e ocupará uma área de 978 metros quadrados, construído a mais de 3 mil metros de altitude, no deserto do Atacama, no Chile. Somente seu espelho principal terá 39 metros de diâmetro, contribuindo para um custo total previsto em US$ 1,2 bilhão.

A novidade da vez é um aparelho, um pouco menor, que será instalado ao lado do ELT, mas com potencial de fazer toda a diferença. O Mosaic é um espectrógrafo com custo estimado em 60 milhões de euros. Ele divide os espectros de cores da luz captada pelo telescópio e, com eles, analisa a composição do objeto analisado. Assim é possível obter informações como densidade, temperatura, composição química ou o estado físico.

Combinados, os dois terão capacidade de praticamente viajar no tempo, analisando dados captado a 12 bilhões de anos-luz. Será como observar os primórdios do universo, já que sua idade é estimada em 13,8 bilhões de anos. O Mosaic também se destaca pois possibilitará a observação de centenas de objetos de uma vez, otimizando o tempo de uso do maior telescópio do mundo.

Todas as imagens ainda terão uma resolução nunca antes vista, já que ele é dotado de uma avançada tecnologia óptica adaptativa. Ela corrige as distorções que a luz sofre devido à agitação do ar atmosférico, possibilitando a captação precisa das primeiras primeiras galáxias e estrelas, que, além de estarem muito distantes, são relativamente pequenas.



FONTE: REVISTA GALILEU

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