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O planeta agradecera! Quando é que a humanidade será extinta?



O homo sapiens surgiu há pelo menos cem mil anos, e a civilização, por sua vez, há cerca de alguns milhares de anos. Estes períodos são muito mais longos que a nossa minúscula vida útil, e em uma galáxia de 13 bilhões de anos, eles são menores que até um pulsar cósmico. E diferente de galáxias que precisam de um grande baque para se desfazer, humanos são frágeis criaturas suscetíveis a doenças, fome, guerra, meteoros… é, somos bem patéticos mesmo.

O apocalipse parece cada vez mais inevitável. Já reportamos que nossos queridos lideres cutucam uns aos outros para ver quem dará início a uma guerra nuclear, superbactérias impossíveis de erradicar com antibióticos, e governos se preparando para o asteroide que fará de nós fósseis assim como os dinossauros. Para aliviar esse estresse, perguntamos a futuristas, antropólogos, autores de ficção científica e outros: quando é que a humanidade vai finalmente morrer?

Anders Sandberg

Pesquisador Senior no Instituto do Futuro da Humanidade na Universidade de Oxford

Atualmente, a razão mais provável que irá causar a extinção da humanidade é um desastre causado por humanos. Enquanto riscos naturais ainda se fazem presentes (impactos de meteoros, explosões de raios gamma, uma tenebrosa epidemia…) eles são menores que desastres causados por humanos, como uma guerra nuclear, armas biológicas ou a destruição da infraestrutura cívica e ecológica que precisamos para sobreviver. Algumas tecnologias em crescimento como a inteligência artificial, o mau uso de biologias sintéticas ou maquinas que se auto multiplicam podem também produzir novas ameaças.

O desastre que possivelmente nos consumará é uma combinação de vários tipos: um desastre que mate a grande maioria dos humanos, deixe os sobreviventes vulneráveis e algo mais que tornará a situação como um todo em algo ainda pior até sermos todos extintos.

A probabilidade disto acontecer é incerta. Existem estimativas de 40 a 50% de chances disso acontecer no próximo século, e enquetes informais feitas com pesquisadores sugerindo 19% de risco e cálculos sugerindo 9%. A comunidade cientifica não sabe ao certo, mas o potencial é alto o bastante para propormos ser mais provável sermos mortos por uma extinção do que por um acidente de carro. Se isso for verdade, então devemos esperar que a humanidade morra nas próximas décadas ou séculos.

Mas e se cairmos na real e reduzirmos estes riscos, e ai? Espécies mamíferas sobrevivem por cerca de 1 a 2 milhões de anos, então se somos apenas uma espécie normal temos por volta de 800 mil a 1.8 milhões de anos pela frente (já que a humanidade existe há cerca de 200 mil).

Mas o homo sapiens não é uma espécie muito normal. Somos anormalmente populosos e muito espalhados (embora tenhamos necessidade de muita comida e gerações muito longas). Talvez sejamos particularmente persistentes já que podemos nos adaptar a praticamente qualquer estilo de vida. Isso pode significar que dificilmente seremos extintos a não ser por algo a níveis de extinção em massa que não possamos controlar. Algo do tipo tende a acontecer a cada 100 milhões de anos, o que nos daria um tempo de vida muito longo para a nossa espécie.

Mas também somos uma espécie tecnológica. Somos capazes de nos adaptarmos sem muitas demoras e colonizar os espaço já não parece algo impossível. Mesmo que isso não aconteça nesta época, é estranho dizer que não o faríamos nos próximos milênios. Assim que formos multi planetários, este risco cai tremendamente – existirão grupos de humanos independentes e autossuficientes por milhares de distâncias. Assim que pudermos prosperar de luz solar e do regolito de asteroides, poderemos fazer parte do vasto nicho ecológico que se mantem estável por milhares de anos.

Em alguns bilhões de anos o sol começará a se transformar em uma gigante vermelha. Isso seria o fim de humanos terráqueos (mas alguns poderiam ganhar mais tempo ao se mudar para outros planetas). Mas até isso acontecer é bem provável que teremos mudado para outras estrelas, seja por meio de naves geracionais ou enviando robôs para construir novas civilizações ou nos tornando pós-humanos não orgânicos que poderiam encarar a viagem. Mesmo que seja em expansão lenta, a Via Láctea será colonizada em dezenas de milhares de anos, e colonizações intergalácticas também parece algo realizável (exceto pela expansão acelerada do universo que limitará nossa extensão a cinco gigaparsecs – muito menos se formos lentos). Este tipo de vasta extensão significa que extinções locais são irrelevantes: sempre haverá alguém em algum lugar para continuar o trajeto com a tocha.

Em prazos realmente longos estrelas se esgotam e deixam de existir (em alguns trilhões de anos), e este é também o fim da vida de um planeta normal. Podemos criar aquecimento artificial que dure muito mais, mas energia se tornará escarça com o tempo. Viver como software nos daria um futuro enorme neste cenário gelado, mas também seria finito: eventualmente a energia acabará. Se não, ainda teríamos o problema da matéria ser instável devido ao declínio de prótons nos períodos mais longos que 10^36 anos – um dia não haverá nada do que se criar humanos. Este é possivelmente o limite.

Outra resposta é que muito antes disso acontecer a humanidade já terá mudado tanto – por aleatórias mutações genéticas, efeitos de seleção ou engenharias intencionais – que ela terá se tornado uma nova espécie. Desta forma nossa espécie nunca morrerá, apenas terá o final feliz de se tornar algo novo, talvez até melhor.


Owen Gaffney

Analista antropoceno e escritor científico no Centro de Resiliência de Estocolmo

A Coreia do Norte acabou de disparar um foguete em direção ao Japão e a pessoa quem o mundo se voltaria para questões de liderança durante crises – o presidente dos Estados Unidos – é um descompensado, mas ainda sou um otimista. Notícias sobre a iminente extinção da humanidade sempre são exageradas, parafraseando Mark Twain.

Somos um grupo bem resistente que se espalha por todos os continentes, assim, levaria um grande esforço para sumir conosco de uma só vez. Mas há motivos para seguirmos por este século com uma certa cautela de cuidado existencial se quisermos valorizar uma civilização global. Se chegarmos ao ano 2100, os alienígenas que nos observam podem concluir que vida inteligente existe na Terra e nos darão uma singela salva de palmas.

Os principais obstáculos neste fim de século são formidáveis: uma civilização tecnologicamente avançada com a capacidade e o capricho de fazer a si mesmo sumir com apenas uma bomba atômica; a sorte ultrajante na forma de asteroides desagradavelmente grandes, explosões de raios gamma, doenças virulentas e super erupções vulcânicas. Essa última colocaria nosso planeta em um tenebroso inverno vulcânico que traria destruição a nossa vida e ao sistema global de alimentação.

No caso da primeira – de nossa própria ação – estou convencido que a civilização ainda fará a coisa certa depois de gastar todas as alternativas. Vivemos o antropoceno. O futuro está em nossas mãos. A questão da primeira colônia em Marte não é mais “e se”, mas sim, “quando”. Isso nos tornará uma espécie multi-planetária do dia para a noite. Só isso já reduzirá bastante o nosso risco de extinção a médio prazo, porque, a principio, uma colônia não será autossustentável e dependerá de suprimentos da Terra.

Mas ai surge um problema. O antropoceno é caracterizado por sua velocidade, tamanho, conectividade e surpresa. Todas as novas tecnologias, seja a inteligência artificial ou a nanotecnologia, tem consequências não intencionais. No antropoceno, se consequências não intencionais crescem a uma velocidade maior do que devem, logo nos encontramos com um problema do tamanho do planeta. Preocupantemente, inovação é aceleração. Talvez as últimas palavras a serem ditas na Terra sejam “Eu sabia que isso funcionaria!”.

Nos 200 mil anos do homo sapiens, sabemos de alguns momentos em que escapamos por um triz da extinção. Um destes momentos foi há cerca de 70 mil anos quando o número de Homo sapiens férteis caiu para apenas 10 mil. O fato está possivelmente ligado a erupção vulcânica em Toba – a maior erupção em 2,5 milhões de anos – o que teria iniciado um inverno vulcânico envolvendo todo o planeta, possivelmente por anos. Inclusive, algumas erupções continuaram cerca de 20 mil anos depois da primeira, de acordo com pesquisas recentes. No entanto, essa teoria é contestada.

A segunda vez em que nos esquivamos da extinção foi um pouco mais recente e está ligado ao nosso amor por cerveja gelada. Em 1928, cientistas desenvolveram novos químicos “seguros” para refrigeradores e ares-condicionados – CFCs. Mas o primeiro C em CFC é um elemento bem irritadinho, o cloro. Aparentemente desconhecido para os cientistas e seus chefes magnatas, estes químicos tinham um apetite voraz pelo ozônio da atmosfera. Mais especificamente a camada de ozônio que protege a vida na Terra há bilhões de anos. Sem ela, a radiação do sol já teria esterilizado a superfície do planeta. Até o enfraquecimento deste escudo causaria danos a plantações tornando a nossa sobrevivência algo questionável mesmo que nos besuntássemos em protetor solar. Quando o buraco na camada de ozônio foi descoberto durante os anos 1980 as nações concordaram em proibir os gases CFCs e este desastre foi evitado.

Caso não tivéssemos notado o buraco na camada de ozônio, ou decidido ignorá-lo, estaríamos com uma catástrofe muito maior do que cerveja quente no final deste século. Pior, se o cloro tivesse sido trocado por seu irmão ainda mais bravo e menos estável, bromo – uma escolha completamente lógica que teria mantido cervejas geladas da mesma maneira – o declínio do homo sapiens teria ocorrido mais cedo do que o esperado. As propriedades de destruição da camada de ozônio do bromo são quase cem vezes piores que a do cloro. Por volta dos anos 1970 uma catástrofe poderia ter ocorrido na camada em todo o planeta de acordo com Paul Crutzen, cujo trabalho sobre ozônio foi premiado com um Prêmio Nobel.

Novos riscos ambientais se tornaram tão urgentes quanto a camada de ozônio. Esgotamos todas as alternativas para emissões de gás com efeito estufa. Precisamos diminuir estas emissões pela metade em cada década ou arriscaremos atravessar a fronteira dos 2°C. Alguns até argumentam que sociedades industrializadas poderiam danificar tanto a Terra que o clima sairia de controle e ficaria a níveis inabitáveis iguais aos encontrados em Vênus. Talvez esse exemplo esteja longe do nosso alcance, mas sem fazer medidas drásticas no corte de emissões as temperaturas globais atingirão níveis perigosos para a nossa civilização.

A Terra tem estado muito mais quente, mas um estado igual ao de Vênus ainda não ocorreu, como é possível notar. Sem importar combustível de carbono de qualquer outro lugar do sistema solar, combustíveis fosseis vão provavelmente desaparecer antes que a Terra chegue ao mesmo nível de Vênus. Mineração espacial é algo ainda muito recente, mas não podemos ignorar sua eventualidade. Além disso, no antropoceno nada é muito claro: o atual estado da Terra não tem antecedentes.

A taxa de variação do sistema da Terra é agora uma função da humanidade e ela está aceleranda. Os oceanos se tornam ácidos em uma velocidade que não é vista há mais ou menos 300 milhões de anos. Atualmente, o dióxido de carbono entra na atmosfera em velocidades mais rápidas que a maior extinção da história deste planeta há 252 milhões de anos. Só para lembrar, o mundo perdeu mais de 80% de suas espécies marítimas e foi preciso 10 milhões de anos para se recuperar. Mas, rapaz, quando ela se recuperou ela foi muito além – os dinossauros surgiram.

Houve cinco casos de extinção em massa na história da Terra. A última, 66 milhões de anos atrás, encerrou o reino dos dinossauros. Atualmente o planeta perde espécies com a mesma velocidade que extinções em massa: estamos iniciando uma sexta extinção em massa e uma única espécie é responsável por isso: nós. Isso é importante porque a biodiversidade é integral para a estabilidade do sistema de vida na Terra – a atmosfera, os oceanos, placas de gelo, o ciclo hidrológico e a vida — e as mudanças desse ciclo estão acelerando (essa é a base da pesquisa do antropoceno que discutimos). E isso precisa preocupar nossa civilização global pois a civilização – fazendas, cidades, democracia, leis, tecnologia – surgiram graças a uma Terra relativamente estável. Existem duas maneiras para interromper essa aceleração: 1) mudar nossos hábitos, ou 2) o colapso da civilização. Mas se a civilização entrar em colapso, isso não significa necessariamente que o homo sapiens teria o mesmo fim que os dinossauros.

Então, enquanto matérias sobre a iminente extinção da humanidade são exageradas, o antropoceno não tem antecedente na história humana, logo, tudo é valido. Esteja preparado.


N.K. Jemisin

Autora de ficção especulativa e blogueira

“Finalmente?” Que maneira estranha de escrever a pergunta. O homo sapiens não existe há tanto tempo, quando o comparamos a outras coisas mais longas. Por exemplo, o homo erectus viveu por um milhão e meio de anos; nós ainda não chegamos nem a um terço disso. A pergunta me lembra quando crianças dizem que ter vinte anos é ser “velho”. É fofo.

Dito isso, eu não sou daquelas que acreditam que nós nos destruiremos. Nós mudaremos tanto o nosso meio ambiente, seja por mudanças climáticas ou alguma outra coisa, que muitos de nós morreremos e isso já será assustador. Mas somos bilhões no planeta, e pelo menos alguns serão capazes de se adaptar o bastante para sobreviver a nossa própria estupidez e arrogância, e continuar a espécie por algum tempo (Se vamos querer continua-la é outra questão, né?) Então, significa saber se seremos espertos o suficiente para sair do planeta antes de algo acontecer – um meteoro, a morte do sol, que seja. Pessoalmente, sou #timemeteoro, mas acho que teremos que esperar para ver.


Fabien Cousteau

Fundador do Fabien Cousteau Ocean Learning Center e neto de Jacques Cousteau

Somos a única espécie na história do planeta que tem a oportunidade e predição de determinar o próprio destino. Dito isso, podemos argumentar que somos programados para a autodestruição. Levando em consideração tendências atuais, as previsões mais pessimistas dizem que a Terra estará inabitável nos próximos 50 ou 70 anos. Pessoalmente, eu tenho a tendência em acreditar na vontade humana de se preservar. Implementações imediatas para soluções é a única maneira de atenuar o impacto que causamos no nossos sistema de suporte à vida, nosso “planeta água”, que necessita de um cuidadoso equilíbrio para manter a nossa existência no futuro.


Annalee Newitz

Editora de tecnologia no Ars Technica, escritora de ciências e ficção científica, co-fundadora do i09

Não acho que a humanidade irá morrer, acho que ela irá evoluir. Existiam pelo menos meia dúzia de grupos homini pela África e Eurásia nos últimos duzentos mil anos, e foi apenas nos últimos 30 ou 40 mil anos que humanos modernos se tornaram os protagonistas. Imagino que nos próximos 100 mil anos, a humanidade terá evoluído para muitos outros grupos – em parte graças ao resultado de engenharia genética, e em parte graças as forças da seleção natural. Especialmente se começarmos a viver fora do planeta, não fará sentido para nós ter corpos tão vulneráveis a radiação, ou que precise de um equilíbrio especifico entre oxigênio e nitrogênio. Não somos o auge da evolução! Humanos como atualmente os conhecemos são apenas o ponto de passagem morfológico para um longo caminho da evolução.


Ian Tattersall

Paleontólogo e curador emérito no Museu Americano de História Natural

É inevitável. Tudo se extingue. Nada é para sempre.

FONTE: GIZMODO BRASIL

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