Pular para o conteúdo principal

Microssatélites ganham propulsão a água


Cada tanque de combustível do microssatélite acomoda cerca de uma colher de sopa de água.[Imagem: Katherine Fowee et al. (2017)]

Propulsão para microssatélites

Os microssatélites e nanossatélites - ou cubesats -, muito menores do que os veículos espaciais convencionais, estão-se tornando cada vez mais prevalentes graças à sua capacidade de fazer ciência a um custo muito baixo.

Milhares desses satélites em miniatura estão sendo projetados para realizar uma variedade de tarefas, desde imagens de alta resolução e serviços de internet, até a resposta a desastres, monitoramento ambiental e vigilância.

Mas ainda falta um detalhe para que esses microssatélites atinjam todo o seu potencial: um sistema de micropropulsão que consiga fornecer "bits de impulso" precisos e com uma quantidade mínima de combustível, fazendo com que os nanossatélites consigam se posicionar para observar alvos definidos e programados.

Um sistema de propulsão próprio também permitirá que os cubesats deixem de ser objetos passivos e fadados a reentrar na atmosfera em poucas semanas.

Propulsão a água

A novidade nessa área de propulsão para microssatélites acaba de ser apresentada por Katherine Fowee e seus colegas da Universidade Purdue, nos EUA - a propósito, exceto a professora orientadora, todos os autores do trabalho são estudantes de graduação ou mestrado.

O novo tipo de sistema de micropropulsão usa água como combustível. Um design inovador de pequenos bicos liberam rajadas precisas de vapor de água para manobrar o pequeno satélite. A tecnologia é um sistema microeletromecânico, ou um MEMS, que são pequenas máquinas que contêm componentes medidos na escala de micrômetros, ou milionésimos de metro.

O sistema usa capilares pequenos o suficiente para aproveitar as propriedades microscópicas da água - como os capilares têm apenas 10 micrômetros de diâmetro, a tensão superficial evita que a água flua mesmo no vácuo do espaço.


O micropropulsor é um MEMS, um dispositivo microeletromecânico - a água sai pela ranhura central. À direita, sua estrutura transversal e vista explodida. [Imagem: Katherine Fowee et al. (2017)]

Pequenos aquecedores localizados perto das extremidades dos capilares criam o vapor de água e fornecem o empuxo. Desta forma, os capilares tornam-se válvulas que podem ser ligadas e desligadas ligando ou desligando os aquecedores elétricos - a tecnologia é semelhante a uma impressora a jato de tinta, usando os aquecedores para ejetar microgotas de água.

O propulsor demonstrou uma razão empuxo-potência de 230 micronewtons por watt para impulsos com duração de 80 segundos. Em uma câmara de vácuo, isto foi suficiente para fazer o microssatélite girar em menos de um minuto, usando menos de um quarto de watt, o que demonstra que este é um método viável mesmo para o controle de altitude dos cubesats.

FONTE: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ovnis e estranhas criaturas próximos ao Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (RN)

Desde o ano de 2016 militares da Aeronáutica que trabalham na Barreira do Inferno já percebiam bolas de luzes alaranjadas como também feixes de luzes amarelados no céu noturno, bem próximo daquela região. Por desconhecerem totalmente a origem dessas luzes misteriosas e a finalidade delas, vários militares observavam intrigados e chegavam a comentar entre eles sobre esses fenômenos luminosos. Dias após a percepção dessas claridades no céu noturno, alguns militares começaram a perceber ao redor daquela localidade o aparecimento de criaturas vivas, de seres que não eram humanos. Um dos militares chegou a ver um "Urso Polar" e imediatamente comunicou a outros militares de plantão. Tal militar chegou a passar mal após a aparição de tal criatura. Já um outro militar flagrou uma outra criatura aparentando ser um "homem de grande porte" sair andando de dentro da água do mar. Outro militar relata que presenciou duas criaturas que de início pareciam apenas dois cachorros g…

Ovnis em Iporanga (SP)

Entrada da Casa de Pedra, caverna com maior boca do Mundo, 215 metros.

Iporanga em tupi significa “Rio Bonito” e foi palco da exploração de ouro no período colonial e, posteriormente da exploração de chumbo e zinco no século passado. Na região há famosas cavernas: Formação Iporanga e Formação Votuverava. Em Iporanga, efetuaram-se diversos estudos de mapeamento geológico e pesquisa mineral, sobretudo pela CPRM - Serviço Geológico do Brasil. A seção geológica mais conhecida é o famoso perfil Apiaí-Iporanga. A cidade atrai muitos visitantes por possuir lindas cachoeiras, piscinas naturais, vales, grutas e cavernas. Iporanga é a cidade que possui o maior número de cachoeiras em todo o Brasil, nas 365 cavernas cadastradas. O turista poderá praticar esportes radicais como o rapel, canyonismo e trekking. Atrativos culturais podem ser visitados como o museu da cidade, a Igreja Matriz e as casas com o estilo colonial. Por todos estes motivos, Iporanga é considerada um dos mais importantes cent…

Conheça histórias de pessoas que foram abduzidas por Extraterrestres

As pessoas do mundo se dividem em dois grandes grupos e um terceiro bem pequeno.

Os dois grandes grupos são: aqueles que acham que ETs existem e aqueles que acham que ETs não existem.

Correndo por fora, existe uma minoria silenciosa que se mantém quietinha, aparentemente, porque, se essas pessoas disserem as coisas que elas sabem, ninguém acreditaria nelas.

Elas fazem parte do pequeno grupo que jura de pé junto ter feito contato com seres extraterrestres.

O fotógrafo nova-iorquino Steven Hirsch, de 63 anos, é um cara que, se não acredita nessas pessoas, pelo menos acredita no direito que elas têm de contar suas histórias do jeito que quiserem.

Por isso, ele criou um blog em que entrevista e fotografa gente que diz ter sido abduzida por alienígenas. O endereço é littlestickylegs.blogspot.co.uk.

- Eu não quero que os meus leitores tenham nenhum tipo de ideia pré-concebida sobre essas pessoas até qie eles vejam suas imagens e leiam suas palavras. Minhas entrevistas mal conseguem ir além…