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Pilotos de Super Hornet da USN falam sobre encontros com OVNIs!


Pilotos da Marinha do esquadrão VFA-11 "Red Rippers" a bordo do porta-aviões Theodore Roosevelt em 2015. O esquadrão começou a perceber objetos estranhos logo depois que a Marinha atualizou os sistemas de radar em seus aviões de combate F / A-18. (Crédito: Adam Ferguson para o New York Times)

Reportagem publicada no jornal The New York Times em 26 de maio, traz relatos de pilotos da Marinha dos EUA (USN) sobre encontros com Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) entre 2014 e 2015, durante missões de treinamento.

As aparições ocorreram quase diariamente, a grandes altitudes, sobre a Costa Leste dos Estados Unidos, da Virgínia à Flórida. Os objetos voadores, apesar de não exibirem motores visíveis nem sinais de exaustão de gases, chegavam a 30.000 pés de altitude (cerca de 10.000 metros) voando a velocidades hipersônicas.

“Essas coisas estavam lá fora o dia todo”, disse o tenente Ryan Graves, piloto de caça F/A-18 Super Hornet com 10 anos de serviço na Marinha dos EUA, que relatou seus avistamentos para o Pentágono e o Congresso. No final de 2014, um piloto informou uma quase colisão com um dos objetos, fazendo um relatório oficial. Alguns dos incidentes foram gravados em vídeo e, num deles, pode-se ver um objeto se deslocando sobre as ondas do mar, enquanto os pilotos se perguntam o que estão vendo: “Uau!, o que é aquilo, cara? Olha como ele voa!”

Extraterrestres? – A reportagem informa que ninguém no Departamento de Defesa está dizendo que os objetos são extraterrestres, e especialistas enfatizam que razões naturais geralmente são descobertas para esses incidentes. Os próprios pilotos entrevistados pelo jornal não fazem assertivas sobre a origem dos objetos.

Porém, os OVNIs chamaram a atenção da USN, que no começo deste ano estabeleceu novas diretrizes, classificadas, sobre como relatá-los. Um porta-voz da Marinha, Joseph Gradisher, disse que essas diretrizes são atualizações de instruções feitas à frota em 2015. Segundo o porta-voz, “houve diversos relatos diferentes” que em alguns casos poderiam ser drones de uso comercial. Mas, sobre outros casos, ele disse: “Nós não sabemos quem está fazendo isso, não temos dados suficientes”. Por isso a intenção da mensagem à frota, segundo Gradisher, é “prover guias atualizadas sobre procedimentos de relatar intrusões suspeitas no nosso espaço aéreo.”

Novo radar – Os cinco pilotos de Super Hornet do esquadrão VFA-11 “Red Rippers” entrevistados pelo New York Times (tenentes Ryan Graves e Danny Accoin, além de três outros que preferiram não divulgar seus nomes) disseram que os objetos começaram a ser notados após os radares originais das aeronaves, com tecnologia dos anos 1980, serem atualizados para um sistema mais avançado.

Inicialmente os pilotos do esquadrão, que treinavam na Costa Leste para um desdobramento no Golfo Pérsico como parte da Ala Aérea do porta-aviões USS Theodore Roosevelt (CVN71), ignoraram os objetos. Eles simplesmente foram interpretados como falsos contatos do radar. Mas logo se tornou difícil ignorá-los, pois começaram a aparecer tanto a 30.000 pés quanto a 20.000 pés, ao nível do mar, mostrando também que podiam acelerar, reduzir velocidade e, repentinamente, atingir velocidades hipersônicas.

No início, invisíveis – O tenente Accoin disse ter interagido duas vezes com os OVNIs. Na primeira delas, após o contato no radar, o piloto manobrou para se aproximar, voando 1000 pés (pouco mais de 300 metros) abaixo do objeto. Accoin disse que deveria ser capaz de vê-lo com sua câmera no capacete, mas não pôde, ainda que seu radar lhe dissesse que o objeto estava lá. Alguns dias depois, em outro voo, um míssil de treinamento na aeronave travou no objeto e sua câmera infravermelha também o captou. “Eu soube que não era um falso alarme”, disse o tenente, mas ainda assim “não podia captá-lo visualmente”.

As especulações na época, entre os pilotos, era que os objetos faziam parte de algum programa secreto, e extremamente avançado, de drones.


"Essas coisas estariam lá o dia todo", disse o tenente Ryan Graves. “Manter uma aeronave no ar requer uma quantidade significativa de energia. Com as velocidades que observamos, 12 horas no ar são 11 horas a mais do que esperávamos.” (Tony Luong para o The New York Times)

A quase colisão com a esfera – Mas logo os pilotos de Super Hornet começaram a ver os objetos, como aconteceu no final de 2014. O tenente Graves, após pousar na base em Virginia Beach, encontrou-se com um companheiro de esquadrão com o rosto visivelmente chocado. Ele disse a Graves que “quase colidiu com uma daquelas coisas”.

O piloto relatou que ele e seu ala voavam um à frente do outro, distanciados por cerca de 30 metros, quando algo passou voando entre eles. Graves disse que seu companheiro de esquadrão descreveu o objeto como uma esfera que encapsulava um cubo. O incidente levou à produção de um relatório de segurança de aviação.

Essa quase colisão, segundo os pilotos, convenceu-os de que os objetos não eram parte de um programa secreto de drones. Afinal, o governo saberia que pilotos de caça treinavam na área, e não mandaria drones para ficar no caminho deles.


Tenente Graves com livros de registro de vôo da Marinha. (Tony Luong para o New York Times)

Além dos limites humanos – Os pilotos disseram que um vídeo mostrou os objetos acelerando para velocidade hipersônica, fazendo paradas bruscas e curvas instantâneas, o que estaria acima dos limites para uma tripulação humana. “A velocidade não te mata”, disse o tenente Graves, mas “a parada faz isso, ou a aceleração.”

Perguntados sobre o que imagina serem os objetos, os pilotos se recusaram a especular: “Estamos lá para realizar um trabalho, com excelência, não para alimentar mitos”, disse o tenente Accoin.





No vídeo abaixo acione a legenda:



FONTE: www.nytimes.com via www.aereo.jor.br - Inside Edition - Hoje no Mundo Militar - The Nimitz Encounters

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