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Pesquisadores japoneses encontram 1,8 mil supernovas a bilhões de anos-luz


SUPERNOVA É O NOME DADO A UMA ESTRELA EXPLOSIVA QUE CHEGOU AO FIM DE SUA VIDA. (FOTO: NASA)

As supernovas acontecem no final da vida de algumas estrelas e são acompanhadas de uma explosão muito brilhante

Uma equipe de pesquisadores do Japão conseguiu identificar cerca de 1,8 mil novas supernovas, algumas delas a 8 bilhões de anos-luz de distância. Uma supernova é o nome dado ao evento que ocorre com algumas estrelas que estão no fim de sua vida, sendo acompanhado de uma explosão tão brilhante quanto o surgimento de uma nova estrela.

Os cientistas conseguiram identificar supernovas classificadas como o Tipo Ia, que são consideradas importantes porque seu brilho máximo constante permite que os pesquisadores calculem a distância entre a estrela e a Terra, uma característica muito útil para medir a expansão do Universo. O estudo foi publicado em Publications of the Astronomical Society of Japan.

Supernovas são eventos raros, com poucos telescópios no mundo sendo capazes de capturar imagens nítidas de estrelas distantes. A equipe liderada pelo professor Naoki Yasuda, da Kavli Institute for the Physics and Mathematics of the Universe, usou o Telescópio Subaru, capaz de gerar imagens com as formas estelares, e o Hyper Suprime-Cam, uma câmera digital acoplada ao topo do equipamento que capta uma área muito ampla do céu noturno em um único disparo.


MODELO DE UMA SUPERNOVA (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

Como resultado, a equipe identificou cerca de 400 supernovas do Tipo Ia e 5 supernovas superluminosas (de cinco a dez vezes mais brilhante do que as supernovas do Tipo Ia). Eles ainda revelam que 58 dessas supernovas do Tipo Ia estavam localizadas a mais de 8 bilhões de anos-luz da Terra. "O Telescópio Subaru e Hyper Suprime-Cam já ajudaram os pesquisadores a criar um mapa tridimensional de matéria escura e observação de buracos negros primordiais, mas agora esse resultado prova que este instrumento tem uma capacidade muito alta de encontrar supernovas muito, muito longe da Terra", afirma Yasuda.

O próximo passo será usar os dados para calcular uma expansão mais precisa do Universo e estudar como a energia escura mudou com o tempo.

FONTE: REVISTA GALILEU

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