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Morre o matemático Maurício Peixoto, um dos fundadores do IMPA


MAURÍCIO MATOS PEIXOTO, UM DOS FUNDADORES DO IMPA (FOTO: DIVULGAÇÃO/IMPA)

Ele também foi presidente do CNPq, da Academia Brasileira de Ciências e da Sociedade Brasileira de Matemática

O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) confirmou neste domingo (28), a morte de Maurício Matos Peixoto, um dos fundadores da entidade. Ele faleceu aos 98 anos, no Rio de Janeiro.

Peixoto era matemático e foi presidente do CNPq, da Academia Brasileira de Ciências e da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). Recebeu o Prêmio Moinho Santista em 1969, condecoração que reconhece estímulos à produção intelectual brasileira. Anos mais tarde, em 1987, levou o Prêmio de Matemática da Academia Mundial de Ciências (TWAS).

Nascido em 15 de abril de 1921, começou a se interessar por matemática aos 11 anos de idade, justamente por ser reprovado na disciplina. Passou a fazer aulas particulares, quando decidiu que iria se graduar na área. Antigamente, contudo, não existia muitos cursos concretos de matemático. Por isso, Peixoto foi para a Escola de Engenharia da Universidade do Brasil.

Segundo o IMPA, lá ele se tornou amigo de Leopoldo Nachbin, com quem anos mais tarde ajudou a fundar a entidade. Outro colega, Lélio Gama, também participou deste feito.

No começo, o IMPA funcionou em uma salinha do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, na Praia Vermelha, na capital fluminense. "Primeira unidade científica do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), o IMPA nasceu com o objetivo de estimular a pesquisa científica em Matemática, formar pesquisadores, difundir e aprimorar a cultura matemática no Brasil", afirma o site da entidade.


MAURÍCIO MATOS PEIXOTO, UM DOS FUNDADORES DO IMPA (FOTO: DIVULGAÇÃO/IMPA)

Na faculdade também conheceu Marília de Magalhães Chaves, com quem se casou em 1946. Ele se separou e ainda teve mais dois casamentos: com Maria Lucia Alvarenga Peixoto e Alciléa Augusto. Dos relacionamentos, foram quatro filhos: Martha, Ricardo, Marcos e Elisa.

Mesmo com o diploma de engenheiro civil, Peixoto não exerceu a profissão. Passou a ensinar matemática e foi aprovado no concurso de Livre-Docência de Mecânica Racional e de Cátedra também na Escola de Engenharia da Universidade do Brasil.

Nos anos 1960, Peixoto lecionou na Brown University, nos Estados Unidos. Quando retornou ao Brasil, na década seguinte, deu aulas no Instituto de Matemática e Estatística (IME) da Universidade de São Paulo (USP).

Ele desenvolveu o Teorema de Peixoto, que caracteriza os campos de vetores estruturalmente estáveis em variedades compactas de dimensão. De acordo com o IMPA, o estudo "foi um marco matemático no Brasil e no mundo, relacionado a Sistemas Dinâmicos"

Peixoto foi presidente do CNPq entre 1979 e 1980. Ele também presidiu a Academia Brasileira de Ciências, da qual era membro desde 1949. Ficou no cargo durante dez anos, e depois virou pesquisador emérito do IMPA. Ele também foi nomeado membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia.

FONTE: REVISTA GALILEU

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