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Lamentável: Sem verba federal, astrônomos recorrem à vaquinha para ir a congressos


GRUPO SAMPA É COMPOSTO POR ESTUDANTES DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E PÓS-GRADUAÇÃO: LÍDER É O ASTRÔNOMO JORGE MELÉNDEZ, QUARTO DA DIREITA PARA A ESQUERDA (FOTO: FACEBOOK/REPRODUÇÃO)

Saiba como ajudar os alunos da USP a continuar os estudos que buscam entender a evolução da Via Láctea

Cortes sistemáticos do governo federal nos orçamentos de agências de fomento à pesquisa como a Capes e o CNPq dificultam a vida de quem faz ciência no Brasil. Um dos grupos que está sendo afetado com a falta de verba é o SAMPA (Stellar Atmospheres, Planets and Abundances), do Departamento de Astronomia do IAG-USP.

Entre as linhas de pesquisa do grupo, se destaca o estudo das chamadas gêmeas solares, estrelas muito parecidas com o Sol. Analisando a composição química dessas estrelas, a equipe busca entender a evolução da Via Láctea e até encontrar planetas iguais à Terra e sistemas solares com configurações semelhantes ao nosso.

Recentemente, por exemplo, eles encontraram um gêmeo de Júpiter orbitando uma gêmea solar. Dos oito pesquisadores liderados pelo astrônomo Jorge Meléndez, referência desses estudos no Brasil, sete são alunos de mestrado, doutorado e pós-doutorado. Os cortes para essas áreas foram expressivos nos últimos anos: em 2015, a Capes reduziu em 75% a verba para o custeio da pós-graduação.


CONCEPÇÃO ARTÍSTICA RETRATA GÊMEO DE JÚPITER ORBITANDO A ESTRELA HIP 11915, UMA GÊMEA SOLAR (FOTO: ESO | M. KORNMESSER | DIVULGAÇÃO)

De lá para cá, a situação não melhorou. Sem alternativa, os membros do SAMPA decidiram recorrer ao financiamento coletivo para tocar com normalidade suas pesquisas — e continuar participando de eventos científicos no exterior.

A participação em congressos, conferências e seminários fora do país é fundamental para divulgar os resultados obtidos nas pesquisas astronômicas feitas aqui e permite que cientistas brasileiros obtenham parcerias internacionais. É uma forma de manter nossa ciência relevante em um cenário global cada vez mais competitivo.

Depois do sucesso da campanha realizada no ano passado no site Vakinha, em que arrecadaram R$ 8.172, os astrônomos decidiram repetir a dose em 2017. Desta vez, a meta é angariar R$ 15 mil que serão usados para custear passagem, hospedagem, alimentação e inscrição de membros em eventos em três países: Itália, Alemanha e Estados Unidos.



Ajude o grupo SAMPA - https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-o-grupo-sampa-na-participacao-em-reunioes-cientificas

FONTE: REVISTA GALILEU

UFOS WILSON: É vergonhoso que no país líder em arrecadação de impostos e "caixas 2", a ciência tenha que recorrer á vaquinha para poder participar de congressos. Se tivéssemos o devido apoio à Astronomia brasileira, estaríamos equiparados aos países líderes. Simplesmente lamentável!

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