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Astrônomo se pergunta se buscamos o bastante por sinais de vida alienígena extinta



A lua gelada de Saturno, Encélado,é o mais recente alvo da eterna empolgação em volta da descoberta de vida alienígena. Imagina-se que seu oceano subterrâneo aquecido contenha os ingredientes certos para sustentar micróbios alienígenas, o que seria possivelmente a maior descoberta científica na história da humanidade. Enquanto encontrar micróbios, ou até assinaturas de vida em planetas como Marte, seria incrível, talvez estejamos deixando de observar algo essencial na busca por vida no sistema solar, especificamente vida inteligente.

Uma nova pesquisa do astrônomo Jason Wright, Prior Indigenous Technological Species, levanta a questão: nós acabamos com as nossas opções em buscas por sinais de vida inteligente extremamente antiga? Contrário ao que esse lugar ou esse lugar ou esse lugar diz, o trabalho de Wright não oferece quaisquer provas de uma civilização alienígena antiga. Em vez disso, ele trabalha com a ideia de se existe ou não uma chance de estarmos ignorando alguma prova ou busca importantes.

“Existem zero provas de quaisquer civilizações tecnológicas indígenas”, Wright disse ao Gizmodo. “Minha pesquisa pergunta: nós excluímos completamente a possibilidade ou existe alguma chance de termos ignorado alguma prova? E se nós ignoramos algo e encontrarmos isso no futuro, quais são as chances de ter vindo de alguma espécie tecnológica indígena ou de uma interestelar?”

Wright sugere a ideia de procurar por “assinaturas tecnológicas” dentro do nosso sistema solar, traços deixados para trás por vida que hipoteticamente teria existido milhões a bilhões de anos atrás. Enquanto Marte tem sido um local preferido na busca por sinais de vida extinta, existem crescentes provas de que Vênus pode ter sido habitável em um passado bem remoto — alguns modelos sugerem que, no passado distante, o planeta tinha oceanos de água líquida durante até 2 bilhões de anos, o que é tempo o bastante para a evolução da vida.

Assinaturas tecnológicas, no entanto, são um pouco diferentes de “assinaturas biológicas” que os astrônomos procuram em lugares como Marte ou, eventualmente, dentro do sistema TRAPPIST-1.

“Uma assinatura biológica é qualquer tipo de indicação de que a vida existe em algum lugar”, Wright explicou. “Os astrobiólogos esperam procurar assinaturas biológicas nas atmosferas de outros planetas em Marte ou (na lua) Europa, coisas como oxigênio e outros produtos de metabolismos ou biologia. Uma assinatura tecnológica é prova de tecnologia.” Um exemplo de assinatura tecnológica seria um sinal de rádio artificial de uma estrela distante. Em nosso próprio sistema solar, Wright sugere que valeria a pena buscar sinais de atividades de mineração alienígena ou até mesmo sinais de colonização subterrânea. “Nós podemos imaginar que bases ou assentamentos tenham sido construídos em luas e asteroides rochosos sob a superfície por diversos motivos, então ainda seriam possíveis de serem encontrados hoje”, ele escreve.

Por estarmos vivendo em uma era de Alienígenas do Passado, pode parecer natural comparar isso à ideia do “astronauta antigo” que o programa explora. Para quem não viu o meme nos últimos cinco anos, a ideia é que um grupo de extraterrestres inteligentes visitou a Terra centenas de milhares de anos atrás e ajudou os humanos a alcançar diversos patamares de ciência e engenharia. Mas, de acordo com Wright, sua pesquisa sugere “o oposto disso”.

“‘Antigo’ significa algo bem diferente para um astrônomo e para um historiador”, ele disse. “Nós pensamos em ‘bilhões de anos’, mas, em história, ‘antigo’ quer dizer ‘milhares de anos’.” Esses alienígenas, se existiram de verdade, não teriam influenciado a humanidade em nada, já que eles teriam sido extintos bem antes dos nossos ancestrais andarem pela Terra.


Imagem: NASA/JPL-Caltech

Então se assinaturas tecnológicas de vida inteligente estão em algum lugar do sistema solar, onde poderiam estar? Infelizmente, procurar aqui no nosso pequeno planeta seria pouco efetivo pois, bem… pessoas. E placas tectônicas.

“A Terra (e a humanidade) destroem provas de tecnologias de maneira muito eficiente na maioria dos casos”, Wright explicou. “Milhões de humanos viveram e usaram ferramentas na Terra durante centenas de milhares de anos, mas os arqueólogos só conseguem recolher e reconhecer uma pequena fração de suas ferramentas. Se uma espécie viveu milhões de anos atrás, muito pouco de sua tecnologia seria detectável hoje em dia.”

Ainda assim, nem toda esperança foi abandonada em encontrar assinaturas tecnológicas de civilizações alienígenas passadas na Terra. Nessa pesquisa, Wright sugere estudar as rochas mais antigas na Terra e procurar por índices de isótopos incomuns, algo que nos daria ao menos um ligeiro traço de que vida tecnológica existia antes dos humanos. E embora encontrar assinaturas tecnológicas no nosso planeta possa parecer difícil, lugares como a Lua e Marte podem oferecer um registro mais intocado do passado distante.

“Um trabalho na Terra poderia mostrar que nunca existiu uma árvore da vida anterior complexa, que não existem sinais de tecnologia reconhecível no registro geológico (por exemplo, prova de queima de combustíveis fósseis anterior ou de reações nucleares) e que nós teríamos visto tais provas se elas existissem”, Wright disse. “As superfícies da Lua e de Marte são antigas, então se pudermos mostrar que não existe nada na superfície ou logo abaixo dela então isso seria indicativo de que provavelmente nunca houve tecnologia por lá.”

Resumindo, se estamos embarcando em uma caça por alienígenas, podemos muito bem buscar todas as nossas opções.

Imagem do topo: NASA, JPL-Caltech

FONTE: GIZMODO BRASIL

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