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Conheça o arranha-céu do futuro que fica pendurado em asteroide


Ilustração de como seria Analemma, o primeiro projeto idealizado para construir um arranha-céu 'flutuante' (Analemma Tower/Divulgação)

Uma empresa americana idealizou como seria o primeiro prédio com bases instaladas a 50.000 quilômetros do solo, presas a um asteroide na órbita da Terra

Já imaginou como seria morar em um prédio flutuante? Uma construção tão alta que sua base está a 50.000 quilômetros do solo, no espaço? No futuro, isso talvez possa se tornar realidade. A empresa americana Clouds Architecture Office – a mesma que projetou essas incríveis casas de gelo para abrigar pessoas em Marte – acaba de lançar sua mais nova e ambiciosa ideia: um arranha-céu que fica pendurado em um asteroide. Batizada de Analemma, a torre teria seu andar mais alto a 32.000 metros do chão e ficaria em constante movimento – o que significa que seu endereço poderá ser em qualquer parte da Terra.

“Desde que os humanos saíram das cavernas, nossos prédios têm se tornado cada vez mais altos e leves. Nós acreditamos que, um dia, os arranha-céus vão se libertar da superfície da Terra, nos livrando de enchentes, terremotos e tsunamis”, disse Ostap Rudakevych, designer do projeto, em entrevista à CNN. “Analemma é uma ideia especulativa de como isso pode ser atingido no futuro.”

Para sustentar o prédio, cabos ultrarresistentes seriam acoplados ao asteroide. Depois, a estrutura seria colocada em órbita geossíncrona (quando sua rotação acompanha exatamente a rotação da Terra), permitindo que as pessoas tenham uma vista diferente a cada momento do dia, viajando do hemisfério norte ao sul. A cada 24 horas, a torre retornaria exatamente ao seu ponto de partida – que, ao que a empresa indica, ficaria em Dubai, uma vez que a cidade tem tradição em manter as construções mais altas do mundo.

Os cientistas por trás do projeto, no entanto, admitem que ainda não temos a tecnologia necessária para colocá-lo em prática. Seria preciso investir no desenvolvimento de cabos resistentes o suficiente para suportar a estrutura e estudar como colocar o asteroide na órbita da Terra. Contudo, algumas das ideias previstas no planejamento já estão ao nosso alcance, como utilizar materiais leves e duráveis, por exemplo, fibra de carbono e alumínio, na construção da torre. Além disso, a energia viria de painéis solares instalados no espaço que ficariam constantemente em exposição ao Sol e a água seria capturada das nuvens e da chuva, circulando em um sistema semifechado.

Quanto à dificuldade de instalar tudo isso em um asteroide em movimento, os cientistas já deram os primeiros passos que podem tornar essa possibilidade realidade no futuro. Em 2016, a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) completou com sucesso a missão Rosetta, realizando um pouso histórico da sonda no cometa 67P/ Churyumov-Gerasimenko enquanto ele seguia sua trajetória em torno do Sol. Se bem sucedida, a instalação do prédio Analemma no asteroide, como idealizaram os cientistas, poderia fazer com que a torre se movimentasse a uma velocidade de 482,8 quilômetros por hora.

De volta à terra firme

Como o arranha-céu estaria flutuando em relação ao solo, os idealizadores do projeto sugerem que drones poderiam ser usados para transportar as pessoas da torre à terra firme. Além disso, o prédio também teria elevadores para levar os habitantes a diferentes andares. O projeto da estrutura contém diversas áreas, como, por exemplo, uma parte residencial, escritórios comerciais, um jardim, um shopping e uma área de lazer.

Confira o vídeo divulgado pela Clouds Architecture Office sobre Analemma (em inglês):



FONTE: REVISTA VEJA

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