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Satélite vai medir do espaço os ventos terrestres


Ainda não sabemos como funcionam as "correntes eólicas" da Terra. [Imagem: ESA/ATG]

Deus dos ventos

O satélite Aeolus de Exploração da Terra já está no espaço, lançado pela Agência Espacial Europeia (ESA) a bordo de um foguete Vega.

O nome é uma homenagem ao deus "guardião dos ventos" da mitologia grega e o objetivo é desvendar as correntes eólicas - a exemplo das correntes oceânicas -, grandes rotas dos ventos que parecem percorrer o planeta mas ainda são largamente desconhecidas.

Utilizando uma tecnologia revolucionária a laser, o Aeolus vai medir os ventos em todo o mundo. Além de uma melhor compreensão do funcionamento da nossa atmosfera, os dados permitirão melhorar os modelos do clima, usados no monitoramento das mudanças climáticas, e a previsão do tempo.

"O Aeolus irá preencher uma lacuna no nosso conhecimento de como o planeta funciona e demonstrará como a tecnologia de ponta pode ser utilizada no espaço," disse Jan Wörner, diretor geral da ESA.

Medição dos ventos a laser

A grande estrela da missão é um instrumento inédito, o primeiro do seu gênero, chamado Aladin (Atmospheric LAser Doppler INstrument).

O aparelho gera pulsos de luz ultravioleta que serão transmitidos para a atmosfera para formar o perfil dos ventos de todo o planeta. O laser propriamente dito é pequeno, sendo a maior parte do instrumento constituída por um telescópio de 1,5 m de diâmetro, responsável por coletar a luz do laser refletida pela atmosfera.

Embora as previsões meteorológicas tenham avançado consideravelmente nos últimos anos, a varredura a laser fornecerá perfis globais de vento para melhorar ainda mais a precisão dos modelos.

Além disso, os dados serão utilizados em modelos de qualidade do ar para melhorar as previsões de poeira e outras partículas transportadas pelo ar que afetam a saúde pública - o impacto dos aerossóis sobre o clima ainda é pouco conhecido.


O telescópio do Aeolus ficará deslocado em 35º do plano da órbita para transmitir e receber a luz do laser ultravioleta (invisível ao olho humano) perpendicularmente ao deslocamento do satélite, o permitirá determinar o componente horizontal leste-oeste da atmosfera. [Imagem: ESA/ATG]

Estudo do vento

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, a falta de medições globais diretas do vento é um dos maiores défices do Sistema Global de Observação.

Ao preencher esta lacuna, o satélite Aeolus fornecerá as informações necessárias para entender como o vento, a pressão, a temperatura e a umidade estão interligados.

A missão irá fornecer informações sobre como o vento influencia a troca de calor e umidade entre a superfície da Terra e a atmosfera - aspectos importantes para a compreensão das mudanças climáticas.

Embora o Aeolus já esteja em órbita, serão necessários vários meses para que os técnicos ajustem e calibrem os instrumentos, uma fase conhecida como comissionamento - só depois a coleta de dados científicos será iniciada.

FONTE: SITE INOVAÇÃO TECNOLOGICA

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