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Esquadrões agressores da USAF treinam militares para guerra espacial


O 527º Esquadrão Agressor utiliza métodos de guerra eletrônica para treinamento de outras unidades; maior parte da tecnologia e das missões é confidencial

Especialistas preparam as Forças Armadas para retaliar possíveis ataques a tecnologias baseadas no espaço, como satélites de comunicação

As Forças Armadas dos Estados Unidos dependem grandemente, em suas estratégias e atividades, de satélites que proporcionam comunicações seguras e Sistemas de Posicionamento Global (GPS). Estes últimos se baseiam em uma cadeia de 31 satélites em órbita da Terra e em anos recentes diversos oficiais de alto posto afirmaram a necessidade de melhorar os meios de defesa espaciais do país, diante do desenvolvimento de armamentos antissatélite por parte de Rússia e China. E os militares norte-americanos já estão se preparando para isso.

Esse trabalho é feito pelos Esquadrões de Agressores Espaciais, que são o 26th SAS e 527th SAS. Seus especialistas treinam os demais militares para qualquer contingência possível envolvendo combate extraterrestre e criando cenários e estratégias a fim de defender a segurança dos Estados Unidos no espaço próximo à Terra. Na descrição de suas atividades está escrito: "A missão é replicar ameaças inimigas a sistemas baseados e dependentes no espaço, durante testes e exercícios de treinamento. Utilizando técnicas de perturbação de sistemas GPS e de comunicações, proporciona os meios para reconhecer, mitigar, conter e derrotar essas ameaças".

Alguns veículos afirmam que esses Esquadrões Agressores se destinam a preparar as Forças Armadas dos Estados Unidos para a defesa contra um ataque alienígena, mas nenhuma palavra a respeito está presente em seus sites oficiais. O que se sabe é que esses esquadrões já utilizaram aeronaves pintadas com padrões de nações antagônicas, como os Northrop F-5E (semelhantes aos utilizados pela Força Aérea Brasileira), que têm características de desempenho próximas a um dos mais populares caças soviéticos entre os anos 70 e 80, o MIG-21. Além disso, esses esquadrões chegaram a voar com genuínos caças russos, capturados em ações militares em países que os utilizavam, ou comprados via mercado negro. Outros Esquadrões Agressores ainda utilizam aeronaves norte-americanas com pintura estrangeira, para treinamento de pilotos.

TREINAMENTO PARA DEFENDER MEIOS TECNOLÓGICOS ESPACIAIS


Outros esquadrões agressores usam aeronaves pintadas com as cores de outras nações para treinamento de combate aéreo

O 26th SAS e o 527th SAS estão baseados na Base da Força Aérea de Schriever, no Colorado, e utilizam tecnologia de guerra eletrônica para perturbar as comunicações via satélite e o sinal do GPS, a fim de preparar as forças militares para combate nessas situações, utilizando sistemas de navegação inerciais, bússolas e mapas. O capitão Christopher Barnes, chefe de treinamento do 26th SAS, disse: "Estudamos ameaças espaciais, sejam as que venham do espaço ou que se baseiem em terra. Se não conseguimos reproduzi-las diretamente, então buscamos reproduzir seu efeito via software, treinando nossos militares para ter uma boa atuação em um conflito". Além disso, os Estados Unidos buscam se preparar para ameaças contra a tecnologia da qual todos dependemos, conforme analisou em artigo Ed Morris, do Escritório de Comércio Espacial: "Se é difícil trabalhar sem internet, imagine sem celular, TV, rádio ou eletricidade". Estão sendo estudadas leis pelos organismos internacionais a fim de lidar com a militarização crescente do espaço, mas sem uma cooperação ativa das maiores nações tal esforço pode ser inócuo.

http://marshall.org/wp-content/uploads/2013/08/Day-without-Space-Oct-16-2008.pdf


FONTE: REVISTA UFO

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