Pular para o conteúdo principal

Bactérias mutadas no espaço podem representar más notícias para os humanos



Um novo experimento mostra que a exposição à microgravidade a longo prazo afeta as bactérias a nível genético, conferindo-lhes vantagens reprodutivas que persistem mesmo após elas serem reintroduzidas a colônias não afetadas e a níveis normais de gravidade aqui na Terra.

Por décadas, cientistas têm tido dificuldades de entender por que certas bactérias parecem prosperar no espaço. Uma nova pesquisa publicada na NPJ Microgravity mostra que uma bactéria, ao menos, passa por mais de uma dúzia de mutações quando exposta ao espaço e que essas mudanças melhoram sua reprodução. Além disso, essas mudanças parecem permanecer a longo prazo, mesmo após a bactéria mutada ser exposta a condições normais. Essa notícia é preocupante para astronautas em missões de longa duração, que podem estar expostos a novos e perigosos tipos de microrganismos ao longo do tempo.

Evidências de pesquisas anteriores já mostraram que a E. coli e a salmonella crescem mais rápido e mais fortes na microgravidade. A bordo da Estação Espacial Internacional, esses microrganismos se saem tão bem que formam tapetes viscosos, conhecidos como biofilmes, nas superfícies interiores. Experimentos na Space Shuttle mostraram que essas células bacterianas eram mais grossas e produziam mais biomassa do que aquelas crescidas na Terra. Além disso, foi observado que a bactéria no espaço cresceu em uma estrutura de “coluna e marquise” singular, não vista na Terra, sugerindo que o espaço oferece um ambiente especial para microrganismos.

A mecânica por trás dessas vantagens espaciais não está completamente clara, o que levou cientistas da Universidade de Houston, no Texas, a testar os efeitos da microgravidade em bactérias ao longo de um período prolongado de tempo. Os pesquisadores, guiados pelo biólogo Madhan Tirumalai, pegaram uma leva de bactérias E. coli e a colocou em uma máquina de rotação especial que estimula a exposição à microgravidade a longo prazo. As bactérias puderam se reproduzir por mil gerações, muito mais do que em qualquer estudo anterior.

Essas células “adaptadas” foram então introduzidas a uma colônia de bactérias E. coli normais (um grupo de controle) e se saíram bem, produzindo três vezes o número de colônias em comparação com as células não afetadas, durante o mesmo intervalo de tempo. Observou-se que esse efeito permanecia com o tempo, sugerindo que as adaptações podem ser permanentes. Em experimentos relacionados, as bactérias criadas na microgravidade puderam se reproduzir sob condições de gravidades normais por até 30 gerações e foram então introduzidas a um grupo de controle. As bactérias modificadas ainda assim conseguiram manter 70% de sua vantagem competitiva de crescimento em comparação com as bactérias não modificadas.

Os cientistas da Universidade de Houston fizeram uma análise genética nas bactérias adaptadas, documentando pelo menos 16 diferentes mutações. Não está claro se essas mutações são significativas individualmente ou se estão trabalhando em conjunto para conferir às bactérias uma vantagem especial. O que está claro, no entanto, é que essas mutações espaciais não são arbitrárias — elas são eficazes em aumentar a aptidão reprodutiva das bactérias e parecem ser permanentes.

Essa descoberta é problemática em pelo menos dois níveis. No futuro, bactérias modificadas no espaço podem voltar à Terra e, sem querer, se espalhar, introduzindo novos traços que normalmente não apareceriam em condições gravitacionais normais. Em segundo lugar, bactérias mais fortes podem afetar a saúde de astronautas em missões de longa duração, como uma jornada para Marte. Por sorte, as bactérias modificadas dos cientistas ainda foram suscetíveis aos antibióticos, então temos isso como opção. Pelo menos por enquanto.

[NPJ Microgravity via New Scientist]

Imagem do topo: NASA

FONTE: GIZMODO BRASIL

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mémorias da Ufologia: Caso SANTA ISABEL

FOTOS DO LAUDO

Na localidade de Santa Izabel(SP) em junho de 1999, a Sra. Alzira Maria de Jesus foi encontrada morta na sua cama, e por volta das 8 hs da manhã sua nora percebe o fato e sai imediatamente para ir ao orelhão e ligar para o seu marido e espera à ajuda e , ao chegar de volta em casa quase 40 min.depois a nora vê o corpo da sra. com o rosto totalmente desfigurado e praticamente sem carne; foi feito o boletim de ocorrência na delegacia da cidade sob n°145/99 em 24 de Junho. Posteriormente confirmou-se que à causa da morte foi a parada respiratória, mas o que aconteceu realmente como rosto desta sra. num espaço menor de uma hora?O laudo é cita sobre as configurações do mesmo, inclusive nas cavidades oculares, mas o que teria causado à perda do rosto ficou indeterminada. Mais estranho ainda é que na noite anterior aos fatos foram vistas bolas de luz voando nessa região rural e no início da madrugada os animais,como cachorros,gansos,e outros começaram à fazer um intenso barulh…

Ovnis e estranhas criaturas próximos ao Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (RN)

Desde o ano de 2016 militares da Aeronáutica que trabalham na Barreira do Inferno já percebiam bolas de luzes alaranjadas como também feixes de luzes amarelados no céu noturno, bem próximo daquela região. Por desconhecerem totalmente a origem dessas luzes misteriosas e a finalidade delas, vários militares observavam intrigados e chegavam a comentar entre eles sobre esses fenômenos luminosos. Dias após a percepção dessas claridades no céu noturno, alguns militares começaram a perceber ao redor daquela localidade o aparecimento de criaturas vivas, de seres que não eram humanos. Um dos militares chegou a ver um "Urso Polar" e imediatamente comunicou a outros militares de plantão. Tal militar chegou a passar mal após a aparição de tal criatura. Já um outro militar flagrou uma outra criatura aparentando ser um "homem de grande porte" sair andando de dentro da água do mar. Outro militar relata que presenciou duas criaturas que de início pareciam apenas dois cachorros g…

A noite em que Lavras (MG) parou para ver um UFO

Serra da Bocaina no município de Lavras (MG)

Na noite de 1º de junho de 1969, um UFO sobrevoou a cidade de Lavras, região Sul do estado de Minas Gerais, sendo observado por centenas de pessoas. O fotógrafo amador e médico Dr. Rêmulo Tourino Furtini tirou diversas fotografias do estranho objeto, que chegou a fazer um pouso em um pasto existente na época. O sargento Inocêncio França do Tiro de Guerra local e vários atiradores comprovaram o pouso, constatado tecnicamente após o ocorrido. Na época, o caso foi notícia na mídia de todo o país, despertando o interesse da Nasa e até mesmo do extinto bloco soviético.


Ufo é fotografado na madrugada

Naquela fria madrugada de 1º de junho de 1969 algumas pessoas encontram-se nas ruas, já que no tradicional Clube de Lavras estava acontecendo um dos seus famosos bailes. Alguns bares encontravam-se abertos e alguns bêbados ziguezagueavam por aquelas ruas tranquilas.

Era uma noite comum de inverno, como tantas outras em uma cidade interiorana, quando…