Pular para o conteúdo principal

Na Nasa, paraibana vai pesquisar planetas fora do Sistema Solar


Raíssa já visitou o Cerro Paranal, no Chile, onde estão instalados telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO) (Foto: Raíssa Estrela/Arquivo pessoal)

Raíssa Estrela começou a fazer ecologia, mas, após conhecer um professor, decidiu mudar de curso.

Com o sobrenome “Estrela”, a paraibana Raíssa, de 29 anos, vai cursar parte do doutorado na NASA (National Aeronautics and Space Administration), nos Estados Unidos. O tema da pesquisa dela é a atmosfera de planetas fora do Sistema Solar. E embora essa seja uma grande oportunidade, não era a ideia inicial de Raíssa ao entrar para a universidade.

Nascida em João Pessoa, ela foi para Natal, capital do Rio Grande do Norte, com o objetivo de cursar ecologia na Universidade Federal. “Foi aí que eu conheci o meu futuro orientador durante a física, que era o Renan Medeiros. Ele já trabalhava com astrofísica e me ofereceu uma bolsa de iniciação científica nessa área”, disse.

Segundo a pesquisadora, esse encontro foi um impulso para que ela fosse para uma área que sempre a interessou. “Eu sempre quis fazer astrofísica, só que eu tinha um pouco de receio, então eu acabei começando em outra área que eu também gostava”, comentou.

Ela explicou que, embora a Universidade da Paraíba (UFPB) tenha o curso de graduação em física, a área que escolheu não está entre os campos de pesquisa da instituição. "Em Natal tinha a pesquisa em astrofísica, que era a pesquisa que eu queria continuar exercendo. Lá em Natal tem um grupo forte dessa área. Na UFPB, a pesquisa é em cosmologia e outras áreas da física", explicou.


Raíssa Estrela tem como projeto do doutorado uma pesquisa sobre a atmosfera de planetas fora do Sistema Solar (Foto: Raíssa Estrela/Arquivo pessoal)

A NASA

A pesquisa de doutorado de Raíssa é voltada para investigar a atmosfera de planetas fora do Sistema Solar e, assim, tentar compreender as consequências desses aspectos para as condições de habitação desses planetas.

“É estudar a composição da atmosfera desses planetas, para ver do que eles são formados, quais tipos de moléculas que têm lá, se tem oxigênio, se tem metano. Então tudo que a gente vê vai dizer se esse planeta pode ter vida ou não”, comentou.

“O único modo que a gente tem, hoje em dia, de saber sobre a estrutura interna de um planeta, fora do nosso Sistema Solar, é vendo a sua atmosfera”, pontuou.

Com essa temática em mente, Raíssa começou a analisar quais eram as possíveis instituições para fazer parte do doutorado fora do Brasil. “Eu fui em busca de um lugar e um dos lugares foi a NASA. Porque lá tem pesquisadores que estão dentro dessa área que eu estudo, são pesquisadores muito bons. Então eu entrei em contato com eles e a gente construiu um projeto juntos”, afirmou.

Apesar disso, segundo ela, os requisitos para ser aceita na NASA começaram a ser formados ainda na graduação. “Eu já comecei me iniciando na pesquisa em ciências, então durante toda essa minha carreira acadêmica eu fui construindo de forma a ter artigos, a ter publicações que aumentassem minha bagagem”, frisou.

“Tudo isso fez com que eu tivesse pontos positivos para que a NASA conseguisse me aceitar, hoje em dia, como estudante”, contou.

Embora tenha o apoio da instituição que concede a bolsa e de outros pesquisadores, Raíssa ressaltou que a trajetória para chegar a um doutorado na NASA não foi fácil.

“É um caminho que exige dedicação, muito estudo e vontade. Temos que gostar mesmo daquilo que a gente está fazendo”, disse.

FONTE: G1.COM

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ovnis e estranhas criaturas próximos ao Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (RN)

Desde o ano de 2016 militares da Aeronáutica que trabalham na Barreira do Inferno já percebiam bolas de luzes alaranjadas como também feixes de luzes amarelados no céu noturno, bem próximo daquela região. Por desconhecerem totalmente a origem dessas luzes misteriosas e a finalidade delas, vários militares observavam intrigados e chegavam a comentar entre eles sobre esses fenômenos luminosos. Dias após a percepção dessas claridades no céu noturno, alguns militares começaram a perceber ao redor daquela localidade o aparecimento de criaturas vivas, de seres que não eram humanos. Um dos militares chegou a ver um "Urso Polar" e imediatamente comunicou a outros militares de plantão. Tal militar chegou a passar mal após a aparição de tal criatura. Já um outro militar flagrou uma outra criatura aparentando ser um "homem de grande porte" sair andando de dentro da água do mar. Outro militar relata que presenciou duas criaturas que de início pareciam apenas dois cachorros g…

Ovnis em Iporanga (SP)

Entrada da Casa de Pedra, caverna com maior boca do Mundo, 215 metros.

Iporanga em tupi significa “Rio Bonito” e foi palco da exploração de ouro no período colonial e, posteriormente da exploração de chumbo e zinco no século passado. Na região há famosas cavernas: Formação Iporanga e Formação Votuverava. Em Iporanga, efetuaram-se diversos estudos de mapeamento geológico e pesquisa mineral, sobretudo pela CPRM - Serviço Geológico do Brasil. A seção geológica mais conhecida é o famoso perfil Apiaí-Iporanga. A cidade atrai muitos visitantes por possuir lindas cachoeiras, piscinas naturais, vales, grutas e cavernas. Iporanga é a cidade que possui o maior número de cachoeiras em todo o Brasil, nas 365 cavernas cadastradas. O turista poderá praticar esportes radicais como o rapel, canyonismo e trekking. Atrativos culturais podem ser visitados como o museu da cidade, a Igreja Matriz e as casas com o estilo colonial. Por todos estes motivos, Iporanga é considerada um dos mais importantes cent…

A mulher que descobriu a metamorfose e se embrenhou de espartilho na Amazônia no século 17

Merian desenvolveu uma forma diferente de enxergar a natureza. Ela é considerada a primeira ecologista do mundo | Imagem: Gravura de Jacobus Houbraken em retrato de Georg Gsell

No século 17, a alemã Maria Merian se propôs a investigar o mundo dos insetos. Acabou desenvolvendo uma forma diferente de pensar e enxergar a natureza e, aos 52 anos, partiu para uma perigosa aventura na América do Sul, para detalhar os ciclos de vida de borboletas, mariposas e outros insetos.

Os feitos de Merian, numa época em que pouca gente desbravava o continente americano abaixo da linha do Equador - em especial as mulheres -, deram a ela a fama de primeira ecologista do mundo.

Ela nasceu na Alemanha em 1647, numa família de editores, escultores e comerciantes, e logo cedo aprendeu a arte da ilustração.

O interesse pelos insetos surgiu no próprio jardim da casa de Merian, ainda na infância.

Aos 13 anos, ela decidiu pintar o ciclo de vida de um bicho da seda numa época em que o comércio da seda era muito …