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Astrônomos detectam quatro novas ondas gravitacionais


REPRESENTAÇÃO ARTÍSTICA DE ONDA GRAVITACIONAL (FOTO: ESO/L. CALÇADA/M. KORNMESSER/WIKIPEDIA COMMONS)

Fenômenos ocorreram a partir das fusões de buracos negros e de estrelas de nêutrons

Cientistas divulgaram que encontraram novas quatro ondas gravitacionais, originadas de dez fusõesbinárias de buracos negros de massa estelar e de uma fusão de estrelas de nêutrons. O anúncio foi realizado no sábado (1), durante o Workshop de Física e Astronomia de Ondas Gravitacionais em College Park, nos Estados Unidos.

A descoberta é resultado do projeto LIGO (Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferometria a Laser) da National Science Foundation (NSF), e do detector de ondas gravitacionais VIRGO, instalado na Europa, que procura objetos cósmicos coalescentes, como pares de buracos negros e pares de estrelas de nêutrons.

De 12 de setembro de 2015 a 19 de janeiro de 2016, durante a primeira fase de observação do LIGO, foram detectadas ondas gravitacionais de três fusões binárias de buracos negros.

A segunda etapa, de 30 de novembro de 2016 a 25 de agosto de 2017, resultou em uma fusão binária de estrelas de nêutrons e sete novas fusões binárias de buraco negro, incluindo os quatro novos eventos de ondas gravitacionais – nomeados de GW170729, GW170809, GW170818 e GW170823, em referência às datas em que foram detectados.


OBSERVATÓRIO DE ONDAS LIGO, NOS ESTADOS UNIDOS (FOTO: ALTECH/MIT/LIGO LAB/WIKIPEDIA COMMONS)

Segundo os astrônomos do LIGO, o GW170729 é a fonte de ondas gravitacionais mais massiva e distante já observada. Nesta coalescência (mistura química), que aconteceu há cerca de cinco bilhões de anos, uma energia de quase cinco massas solares foi convertida em radiação gravitacional.

Já GW170814 foi a primeira fusão binária de buracos negros medida pela rede de três detectores e permitiu os primeiros testes de polarização por ondas gravitacionais (análogos à polarização de luz).

O evento GW170817 representou a primeira vez que ondas gravitacionais foram observadas a partir da fusão de um sistema estelar de nêutrons binários. Além do mais, esta colisão foi vista em ondas gravitacionais e luz, marcando um novo capítulo na astronomia em que os objetos cósmicos são observados simultaneamente em diferentes formas de radiação.

O GW170818 foi identificado com bastante precisão: a posição dos buracos negros binários, localizada a 2,5 bilhões de anos-luz da Terra, foi detectada no céu com 39² graus. Isso o torna a próxima melhor fonte de onda gravitacional localizada após a fusão de estrelas de nêutrons GW170817.


DETECTOR DE ONDAS GRAVITACIONAIS VIRGO, INSTALDO NA EUROPA (FOTO: THE VIRGO COLLABORATION/WIKIPEDIA COMMONS)

"O lançamento de mais quatro fusões binárias de buracos negros nos informa sobre a natureza da população desses sistemas binários no universo e restringe a taxa de eventos", disse Albert Lazzarini, vice-diretor do Laboratório LIGO do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, em inglês), em comunicado.

"A próxima fase de observações, que começa na primavera de 2019, deve render muito mais candidatos a ondas gravitacionais", comentou David Shoemaker, porta-voz da LIGO Scientific Collaboration.

A capacidade aprimorada da rede LIGO-Virgo é possibilitada pela exploração dos atrasos do tempo da chegada do sinal nos diferentes locais e dos padrões de antena dos interferômetros (sobreposição de ondas).

O trabalho científico das novas descobertas apresenta informações de todas as detecções de ondas gravitacionais e eventos candidatos das duas execuções de observação.

De acordo com os cientistas, quase todos os buracos negros formados a partir de estrelas são mais leves que 45 vezes a massa do Sol. Graças ao processamento de dados mais avançado e melhor calibração dos instrumentos, a precisão dos parâmetros astrofísicos dos eventos anunciados anteriormente aumentou consideravelmente.

FONTE: REVISTA GALILEU

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