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Luva ultraleve gera sensação ao tocar objetos virtuais

É ainda um protótipo em escala de laboratório, mas o feedback é extremamente realista. [Imagem: Marc Delachaux/EPFL]

Háptica

Engenheiros e desenvolvedores de software em todo o mundo estão procurando criar tecnologias que permitam aos usuários tocar, segurar e manipular objetos virtuais como se estivessem realmente tocando algo no mundo real.

Uma equipe da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) e do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH), na Suíça, deram um grande passo em direção a esse objetivo.

Eles criaram uma luva háptica que não é apenas muito leve - menos de 8 gramas por dedo -, como também fornece um feedback extremamente realista.

A luva é capaz de gerar até 40 Newtons de força de sustentação em cada dedo gastando apenas alguns miliWatts de potência, o que significa que ela poderá vir a funcionar com uma bateria pequena.

Somado à sua espessura de 2 mm, isso se traduz em um nível de precisão e liberdade de movimento não obtido por nenhum protótipo anterior.

"Queríamos desenvolver um dispositivo leve que, ao contrário das luvas de realidade virtual existentes, não exigisse um exoesqueleto volumoso, bombas ou cabos muito grossos," disse o pesquisador Herbert Shea.

Sensação simulada

Batizada de Dextres, a luva é feita de nylon com tiras de metal elásticas passando pelos dedos - as tiras são separadas por um isolante fino.

Quando os dedos do usuário entram em contato com um objeto virtual, o controlador aplica uma diferença de tensão elétrica entre as faixas de metal, fazendo com que elas se unam por atração eletrostática, produzindo uma força de frenagem que tende a retardar ou bloquear o movimento do dedo. Assim que a tensão é removida, as tiras de metal deslizam suavemente e o usuário pode mais uma vez mover os dedos livremente.

Esse processo simples permite que o desenho no ambiente de realidade virtual sirva como parâmetro de controle do movimento dos dedos, simulando a sensação de estar tocando aquele objeto específico.

A equipe agora pretende aplicar a técnica a outras partes do corpo usando tecido condutivo, para ampliar as sensações, além de tentar reduzir a tensão de funcionamento, atualmente em 200 volts - a minúscula corrente, porém, significa que não há riscos para o usuário, mesmo neste protótipo inicial.

"Os jogadores de videogame são atualmente o maior mercado, mas existem muitas outras aplicações potenciais - especialmente na área da saúde, como no treinamento de cirurgiões. A tecnologia também pode ser aplicada em realidade aumentada," disse Shea.

FONTE: SITE INOVAÇÃO TECNOLOGICA

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