Pular para o conteúdo principal

O novo supercomputador mais potente do mundo é um milhão de vezes mais rápido que seu notebook



Por: George Dvorsky

Senhores, considerem-se devidamente apresentados ao Summit: um novo supercomputador capaz de fazer 200 milhões de bilhões de cálculos por segundo. A criação do Summit marca a primeira vez em cinco anos que uma máquina dos Estados Unidos aparece ranqueada como a mais potente do mundo.

As especificações dessa máquina de US$ 200 milhões desafiam a compreensão. Construído por IBM e Nvidia para o Laboratório Nacional Oak Ridge, do Departamento de Energia dos EUA, o Summit é uma máquina de 200 petaflops, ou seja, ele pode fazer 20 quadrilhões de cálculos por segundo. Isso é cerca de um milhão de vezes mais rápido que um notebook comum. Como colocou o New York Times, um humano precisaria de 63 bilhões de anos para fazer o que o Summit consegue fazer em um segundo. Ou, como apontado pelo MIT Technology Review, “todos na Terra teriam que fazer um cálculo por segundo, o dia inteiro, por 305 dias para calcular o que a máquina nova consegue fazer em um piscar de olhos”.

A máquina, com seus 4.608 servidores, 9.216 chips de processamento central e 27.648 processadores gráficos, pesa 340 toneladas. O sistema está alojado em uma sala de 859 m² na instalação do Laboratório Nacional Oak Ridge no Tennessee. Para manter essa máquina resfriada, 15 mil litros de água são bombeados pelo sistema. Os 13 megawatts de energia necessários para abastecer esse gigante poderia iluminar mais de oito mil lares nos EUA.

O Summit é agora o supercomputador mais potente do mundo, 60% mais rápido do que o antigo dono do recorde, o chinês Sunway TaihuLight. Essa é a primeira vez desde 2013 que um computador construído nos Estados Unidos fica com o título, mostrando que os EUA começaram a acompanhar seu principal concorrente, a China. O Summit é oito vezes mais potente que o Titan, segundo supercomputador norte-americano melhor ranqueado.


Imagem: Oak Ridge National Laboratory

Como explica o MIT Technology Review, o Summit é o primeiro supercomputador especificamente projetado para lidar com aplicações específicas de inteligência artificial, como aprendizado de máquina e redes neurais. Seus milhares de chips otimizados por IA, produzidos por Nvidia e IBM, permitem à máquina processar quantidades enormes de dados em busca de padrões imperceptíveis aos humanos. De acordo com um comunicado do Energy.gov, “o Summit vai possibilitar descobertas científicas que eram anteriormente impraticáveis ou impossíveis”.

O Summit e máquinas como ela podem ser usados para todos os tipos de aplicações com muitos processadores, como criar novas aeronaves, fazer modelagem climática, simular explosões nucleares, criar novos materiais e encontrar causas para doenças. De fato, seu potencial para ajudar na descoberta de drogas é enorme; o Summit, por exemplo, poderia ser usado para caçar relações entre milhões de genes e o câncer. Ele também poderia auxiliar com medicina de precisão, em que remédios e tratamentos são adaptados para pacientes individuais.

A partir disso, podemos esperar por uma próxima geração de computadores, os chamados “exascale”, capazes de executar um bilhão de um bilhão (ou um quintilhão) de cálculos por segundo. E talvez não tenhamos que esperar tanto: os primeiros computadores exascale podem chegar na primeira metade da década de 2020.

[Energy.gov, New York Times, MIT Technology Review]

Imagem do topo: Oak Ridge National Laboratory

FONTE: GIZMODO BRASIL

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ovnis e estranhas criaturas próximos ao Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (RN)

Desde o ano de 2016 militares da Aeronáutica que trabalham na Barreira do Inferno já percebiam bolas de luzes alaranjadas como também feixes de luzes amarelados no céu noturno, bem próximo daquela região. Por desconhecerem totalmente a origem dessas luzes misteriosas e a finalidade delas, vários militares observavam intrigados e chegavam a comentar entre eles sobre esses fenômenos luminosos. Dias após a percepção dessas claridades no céu noturno, alguns militares começaram a perceber ao redor daquela localidade o aparecimento de criaturas vivas, de seres que não eram humanos. Um dos militares chegou a ver um "Urso Polar" e imediatamente comunicou a outros militares de plantão. Tal militar chegou a passar mal após a aparição de tal criatura. Já um outro militar flagrou uma outra criatura aparentando ser um "homem de grande porte" sair andando de dentro da água do mar. Outro militar relata que presenciou duas criaturas que de início pareciam apenas dois cachorros g…

Ovnis em Iporanga (SP)

Entrada da Casa de Pedra, caverna com maior boca do Mundo, 215 metros.

Iporanga em tupi significa “Rio Bonito” e foi palco da exploração de ouro no período colonial e, posteriormente da exploração de chumbo e zinco no século passado. Na região há famosas cavernas: Formação Iporanga e Formação Votuverava. Em Iporanga, efetuaram-se diversos estudos de mapeamento geológico e pesquisa mineral, sobretudo pela CPRM - Serviço Geológico do Brasil. A seção geológica mais conhecida é o famoso perfil Apiaí-Iporanga. A cidade atrai muitos visitantes por possuir lindas cachoeiras, piscinas naturais, vales, grutas e cavernas. Iporanga é a cidade que possui o maior número de cachoeiras em todo o Brasil, nas 365 cavernas cadastradas. O turista poderá praticar esportes radicais como o rapel, canyonismo e trekking. Atrativos culturais podem ser visitados como o museu da cidade, a Igreja Matriz e as casas com o estilo colonial. Por todos estes motivos, Iporanga é considerada um dos mais importantes cent…

A mulher que descobriu a metamorfose e se embrenhou de espartilho na Amazônia no século 17

Merian desenvolveu uma forma diferente de enxergar a natureza. Ela é considerada a primeira ecologista do mundo | Imagem: Gravura de Jacobus Houbraken em retrato de Georg Gsell

No século 17, a alemã Maria Merian se propôs a investigar o mundo dos insetos. Acabou desenvolvendo uma forma diferente de pensar e enxergar a natureza e, aos 52 anos, partiu para uma perigosa aventura na América do Sul, para detalhar os ciclos de vida de borboletas, mariposas e outros insetos.

Os feitos de Merian, numa época em que pouca gente desbravava o continente americano abaixo da linha do Equador - em especial as mulheres -, deram a ela a fama de primeira ecologista do mundo.

Ela nasceu na Alemanha em 1647, numa família de editores, escultores e comerciantes, e logo cedo aprendeu a arte da ilustração.

O interesse pelos insetos surgiu no próprio jardim da casa de Merian, ainda na infância.

Aos 13 anos, ela decidiu pintar o ciclo de vida de um bicho da seda numa época em que o comércio da seda era muito …