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Pesquisadores encontram o "Santo Graal" da navegação e seus tesouros


RESTOS DOS TESOUROS DO NAVIO (FOTO: WHOI)

Descoberta do navio San José e itens preciosos equivale a US$ 17 bilhões

Depois de passar quase 300 anos perdido, o navio San José foi encontrado em águas colombianas em 2015. Mas só agora os cientistas do Woods Hole Oceanographic Instittution (WHOI), em Massachusetts, nos Estados Unidos, revelaram detalhes sobre a descoberta, que conta com tesouros até então dados como perdidos.

Com 60 armas diferentes e espaço para centenas de tripulantes, o veículo espanhol afundou durante uma batalha com a marinha britânica em 1708, matando a maioria dos marinheiros a bordo.

Pesquisadores tentam estudar o San José desde a década de 1980, quando um grupo chamado Armada da Busca Marinha (SSA, em inglês) foi proibida pelo governo colombiano de analisar os restantes do navio.

A equipe do WHOI só conseguiu localizar o que sobrou do SJ a partir de um submarino autônomo chamado REMUS 6000, que esbarrou no veículo e seus tesouros, que equivaleriam a US$ 17 bilhões, a mais de 600 metros de profundidade ao escanear a península Barú, na Colômbia.


DESCOBERTA DE TESOURO DE US$ 17 BILHÕES CAUSA INTRIGAS ENTRE COLÔMBIA E ESPANHA (FOTO: WHOI)

Não há um consenso sobre a quem pertencem os restos do barco e suas riquezas. O governo colombiano se recusa a revelar a localização do navio para o público, por medo de que os tesouros seja roubados. Outras autoridades no assunto acreditam que, por ter sido da Espanha quando afundou, o barco e o que foi encontrado com ele deveria ir para o país.

Em abril de 2018, a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou a Colômbia de que não deveria explorar comercialmente a descoberta e que precisa preservá-la. A saga, pelo jeito, está longe de terminar.

FONTE: REVISTA GALILEU

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