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Por que ainda não sabemos quanto dura um dia em Saturno



O encerramento da missão da Cassini, da NASA, é um inebriante coquetel de emoções: por um lado, os dados dessa jornada de 20 anos de duração vão alimentar pesquisas científicas por anos. Por outro, de onde vamos tirar nossas atualizações constantes do gigante de gás favorito de todo mundo? E as fotos? Sério, nossa ansiedade por ficar de fora do que está acontecendo em Saturno vai disparar.

Na última semana, a intrépida espaçonave completou o 15º dos seus 22 mergulhos de Grand Finale entre o planeta e seus anéis. Conforme a aventura da sonda se aproxima do fim, muitas perguntas ainda restam, incluindo uma que deveria ter uma resposta óbvia: quanto dura um dia em Saturno?


Saturno, em imagem capturada pela Cassini em 2012 (Imagem: NASA)

De acordo com a cientista da Cassini Jo Pitesky, ainda não temos certeza, mesmo após todos esses anos. Quando a Voyager 2 visitou Saturno em 1981, ela registrou o período rotacional do planeta como 10 horas e 39 minutos. Mas quando a Cassini visitou o gigante de gás pela primeira vez, ela mediu o dia com 10 horas e 47 minutos. Cada vez que a Cassini tentou determinar a duração exata de um dia saturniano, os números mudavam.

“É muito fácil descobrir a duração de um dia em um planeta do tipo terrestre, porque você pode simplesmente observar as características na superfície ao longo de um dia e dizer ‘a-ha, essa é a duração de um dia'”, contou Pitesky ao Gizmodo. “Com gigantes de gás — ou gigantes de gelo, como chamamos agora Urano e Netuno —, é mais difícil, porque a velocidade com que as nuvens se movimentam pelo planeta não tem nada a ver com a taxa de rotação de fato do planeta.”


A Terra vista de dentro dos anéis de Saturno, em imagem registrada pela Cassini (Imagem: NASA)

Portanto, quando se trata de determinar a duração de um dia em planetas gasosos, cientistas tipicamente olham para o campo magnético de um planeta. Os polos magnéticos do planeta são tipicamente inclinados em relação ao eixo de rotação de um planeta, o que normalmente ajuda os astrônomos a descobrir tudo. Entretanto, “Saturno tornou isso extraordinariamente difícil”, apontou Pitesky.

“Nos últimos três meses, movemos a Cassini o mais próximo possível entre as camadas superiores e as partes mais interiores de seus anéis”, ela explicou. “E estamos descobrindo que a inclinação [axial] é muito menor do que os cientistas pensavam.” O campo magnético de Saturno é incomumente bem alinhado com seu eixo de rotação — na verdade, a Cassini estima que a inclinação é muito menor do que 0,06 graus, de acordo com a NASA.

Essa observação surpreendeu os astrônomos, porque normalmente pensa-se que a inclinação sustenta correntes geradoras de campos magnéticos, chamadas de dínamo, dentro do núcleo de um planeta. Essas correntes, se existirem, poderiam, em teoria, ser usadas para determinar a verdadeira duração de um dia saturniano. A essa altura, existem muito mais perguntas do que respostas.

“Deve haver um dínamo aí em algum lugar”, disse Pitesky. “Algo está acontecendo dentro das entranhas de Saturno.” Reunir medições mais precisas nas próximas semanas pode ajudar os cientistas a terem uma estimativa melhor do dia em Saturno.

E, é claro, a equipe da Cassini vai continuar a reunir todas as outras informações científicas (e fotos fantásticas) que puder antes do fim da missão. Ainda restam vários mergulhos entre os anéis até o grande encerramento, em 15 de setembro, quando a sonda vai enviar de volta para a Terra atualizações até seu último momento de vida.

Até lá, estaremos assistindo, esperando e saboreando cada minuto que temos da nossa sonda favorita.

Imagem do topo: NASA

FONTE: GIZMODO BRASIL

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