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Rover Curiosity recolhe amostras de dunas marcianas


Esta imagem da Mastcam do Curiosity mostra duas escalas de ondulações, além de outras texturas, numa área onde a missão examinou uma duna linear no campo Bagnold, na parte inferior do Monte Sharp, em março e abril de 2017.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS

À medida que sobe monte acima, oriundo de uma faixa de dunas onduladas, o rover Curiosity da NASA transporta um punhado de areia escura para análise que irá completar a investigação dessas mesmas dunas.

Desde o início de fevereiro até ao início de abril que o rover examinou quatro locais perto de uma duna linear para comparar com o que encontrou no final de 2015 e início de 2016 durante a sua investigação de dunas em forma de crescente. Esta campanha de duas fases é o primeiro estudo, de perto, de dunas ativas em qualquer outro lugar que não a Terra.

Entre as questões que esta campanha de dunas marcianas aborda está o modo como os ventos dão formas diferentes às dunas que estão relativamente perto umas das outras, no mesmo lado da mesma montanha. Outras perguntas incluem determinar se os ventos marcianos separam grãos de areia de formas que afetam a distribuição de composições minerais, o que teria implicações para estudos de arenitos marcianos.

"Nestas dunas lineares, o regime do vento é mais complicado do que nas dunas crescentes que estudamos anteriormente," comenta Mathieu Lapotre do Caltech, Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia, que ajudou a liderar o planeamento da equipa científica do Curiosity para a campanha das dunas. "Parece aqui haver mais contribuição do vento vindo montanha abaixo em comparação com as dunas em forma de crescente mais para norte."

Estas dunas lineares situam-se numa encosta cerca de 1,6 km para sul das dunas crescentes. Ambos os locais fazem parte de uma faixa de areia escura chamada Dunas Bagnold, com vários quilômetros de comprimento. Este campo de dunas encontra-se no flanco noroeste do Monte Sharp, a montanha em camadas que o Curiosity está a subir.

"Havia outra diferença entre a primeira e a segunda fase da nossa campanha de dunas, além da forma das dunas," afirma Lapotre. "Encontravamo-nos nas dunas crescentes durante a estação de vento fraco do ano marciano e nas dunas lineares durante a estação do vento forte. Conseguimos ver muito mais movimento de grãos e ondulações nas dunas lineares."

Para avaliar a força e a direção do vento, a equipa do rover usa agora pares de imagens de detecção de alterações, obtidas em momentos diferentes, para verificar o movimento das areias. A capacidade de detecção do vento, pelo instrumento REMS (Rover Environmental Monitoring Station) do Curiosity, já não está disponível, embora esse instrumento ainda retorne diariamente outros dados meteorológicos sobre Marte, como temperaturas, umidade e pressão. Descobriu-se que dois dos seus sensores de vento, no mastro do rover, estavam inoperáveis aquando da chegada do rover a Marte em 2012. O restante forneceu informação sobre o vento durante a missão principal do veículo e durante os primeiros dois anos da missão prolongada.

Uma amostra de areia que o Curiosity escavou de uma duna linear encontra-se no dispositivo de manipulação de amostras no fim do braço robótico do rover. Uma porção foi analisada no instrumento SAM (Sample Analysis at Mars), dentro do rover. A equipa científica planeia fornecer porções adicionais da amostra ao SAM e ao instrumento CheMin (Chemistry and Mineralogy) do rover.

Um fator na escolha de subir ainda mais monte acima antes de completar a análise da areia recolhida é o estado da broca do Curiosity, que não tem sido usada em rochas desde que surgiu um problema com o mecanismo de alimentação de amostras há cinco meses atrás. Os engenheiros estão a avaliar as vibrações como método de fornecimento de amostras e como podem afetar o mecanismo de alimentação, que é usado para mover a broca para a frente e para trás. Além disso, os ventos fortes na região das dunas lineares complicaram o processo de despejo de material nas portas de entrada dos instrumentos laboratoriais.

"Um freio atordoante parece estar afetando a performance do mecanismo de alimentação de amostras," explica o vice-gerente do Projecto Curiosity, Steven Lee, do JPL da NASA. "Em alguns casos, observou-se que a vibração alterava a eficácia do mecanismo de alimentação, de modo que estamos procedendo com cautela até que melhor possamos compreender este comportamento. Entretanto, a equipe de engenharia está a desenvolver vários métodos para melhorar a confiabilidade do fornecimento de amostras."

O Curiosity aterrou perto do Monte Sharp em agosto de 2012. Chegou à base da montanha em 2014 depois de encontrar, com sucesso, evidências nas planícies circundantes de que antigos lagos marcianos teriam sido favoráveis para o desenvolvimento de micróbios, caso Marte já tenha tido vida no passado. As camadas rochosas que formam a base do Monte Sharp acumularam-se como sedimentos de antigos lagos há milhares de milhões de anos atrás.


Esta vista panorâmica obtida pelo Mastcam do rover Curiosity inclui parte de uma duna linear que o veículo examinou no início de 2017 para comparar com o que encontrou nas dunas em forma de crescente. A imagem mostra ondulações escuras na duna ativa, perto do leito rochoso sedimentar.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS

FONTE: http://www.ccvalg.pt

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