Pular para o conteúdo principal

A impressionante hipótese de como o sistema Trappist-1 evitou sua autodestruição



Quando astrônomos anunciaram a descoberta de sete planetas do tamanho da Terra orbitando a ultrafria estrela anã TRAPPIST-1, os terráqueos imediatamente comemoraram a possibilidade de um desses vizinhos planetários poder sustentar vida. Mas, para os físicos, a TRAPPIST-1 apresenta um enigma: como esses sete planetas, todos orbitando sua estrela mais próximos do que Mercúrio está do Sol, sobreviveram? Por que eles não colidiram uns com os outros?

Afinal de contas, é isso que acontece em simulações de modelo. Depois de cerca de um milhão de anos, bem menos tempo do que os bilhões de anos que os planetas do sistema têm sobrevivido, as órbitas circulares dos planetas da TRAPPIST-1 ficam cada vez mais elípticas. Começam a se cruzar, levando a imensas colisões planetárias.

Agora, um time de astrônomos encontrou uma solução provável para essa questão, e é tão elegante que é literalmente música. Uma pesquisa publicada nesta semana no Astrophysical Journal Letters explica como os sete planetas da TRAPPIST-1 formam uma “corrente ressonante”, seus empuxos gravitacionais trabalhando em concerto para manter cada órbita estável e circular, garantindo que nunca dois se encontrem no mesmo lugar ao mesmo tempo.

Outra consequência interessante da ressonância, além de manter os planetas vivos, é que seus períodos de órbita formam números inteiros. A ressonância faz com que as posições dos planetas TRAPPIST-1 se repitam ritmicamente, similar a como Netuno e Plutão dançam ao redor do Sol, o primeiro fazendo três órbitas para cada duas do segundo.

“Para cada duas órbitas do planeta mais externo, o próximo faz três órbitas, o seguinte, quatro… seis, nove, 15 e 24″, o astrônomo da Universidade de Toronto Dan Tamayo disse ao Gizmodo por email. “Isso é chamado de uma corrente de ressonância, e essa é a maior já descoberta em um sistema planetário.”

Para dar vida a essa ideia, Tamayo, junto com o astrônomo Matt Russo, do Canadian Institute for Theoretical Astrophysics, criou uma animação em que uma nota de piano é tocada cada vez que um exoplaneta da TRAPPIST-1 passa em frente à sua estrela. O time então completou o arranjo colocando uma batida de bateria cada vez que um planeta ultrapassasse um vizinho. O resultado, deixado mais rápido para que as frequências cheguem ao alcance do ouvido humano em um processo chamado de sonificação, é meio que uma sinfonia astrofísica, finamente afinada para assegurar sua própria sobrevivência por bilhões de anos.

Quanto a como essa banda cósmica se formou, Tamayo e Russo acham que os planetas provavelmente migraram para suas posições atuais depois de se juntarem em um disco protoplanetário bilhões de anos atrás. “Planetas se formam em discos de gás e poeira e conforme crescem e interagem com o disco vizinho, eles se movem em relação uns aos outros”, Tamayo disse. “Se esse processo for suave o bastante, então os planetas podem naturalmente afinar todos os seus parâmetros orbitais uns com os outros, assim como a orquestra faz antes de uma sinfonia.”

É claro, essa é só uma ideia que veio de alguns modelos, e ela precisa ser verificada com observações adicionais. Mas Tamayo acha que as condições de formação de planetas ao redor de estrelas de pouca massa como a TRAPPIST-1 podem ser mais calmas do que aquelas ao redor de estrelas mais quentes como o nosso Sol, tornando-as “melhores para formar sistemas planetários duradouros”.

Você pode checar os detalhes da investigação de Tamayo e Russo em seu novo estudo (uma versão pré-impressão está disponível gratuitamente para ler no arXiv). Ou você pode apenas apreciar a animação acima e imaginar alienígenas bioluminescentes dançando com a batida desse sistema estelar incrivelmente estranho e bonito.



[YouTube]

Imagem do topo: Reprodução

FONTE: GIZMODO BRASIL

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mémorias da Ufologia: Caso SANTA ISABEL

FOTOS DO LAUDO

Na localidade de Santa Izabel(SP) em junho de 1999, a Sra. Alzira Maria de Jesus foi encontrada morta na sua cama, e por volta das 8 hs da manhã sua nora percebe o fato e sai imediatamente para ir ao orelhão e ligar para o seu marido e espera à ajuda e , ao chegar de volta em casa quase 40 min.depois a nora vê o corpo da sra. com o rosto totalmente desfigurado e praticamente sem carne; foi feito o boletim de ocorrência na delegacia da cidade sob n°145/99 em 24 de Junho. Posteriormente confirmou-se que à causa da morte foi a parada respiratória, mas o que aconteceu realmente como rosto desta sra. num espaço menor de uma hora?O laudo é cita sobre as configurações do mesmo, inclusive nas cavidades oculares, mas o que teria causado à perda do rosto ficou indeterminada. Mais estranho ainda é que na noite anterior aos fatos foram vistas bolas de luz voando nessa região rural e no início da madrugada os animais,como cachorros,gansos,e outros começaram à fazer um intenso barulh…

Ovnis e estranhas criaturas próximos ao Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (RN)

Desde o ano de 2016 militares da Aeronáutica que trabalham na Barreira do Inferno já percebiam bolas de luzes alaranjadas como também feixes de luzes amarelados no céu noturno, bem próximo daquela região. Por desconhecerem totalmente a origem dessas luzes misteriosas e a finalidade delas, vários militares observavam intrigados e chegavam a comentar entre eles sobre esses fenômenos luminosos. Dias após a percepção dessas claridades no céu noturno, alguns militares começaram a perceber ao redor daquela localidade o aparecimento de criaturas vivas, de seres que não eram humanos. Um dos militares chegou a ver um "Urso Polar" e imediatamente comunicou a outros militares de plantão. Tal militar chegou a passar mal após a aparição de tal criatura. Já um outro militar flagrou uma outra criatura aparentando ser um "homem de grande porte" sair andando de dentro da água do mar. Outro militar relata que presenciou duas criaturas que de início pareciam apenas dois cachorros g…

A noite em que Lavras (MG) parou para ver um UFO

Serra da Bocaina no município de Lavras (MG)

Na noite de 1º de junho de 1969, um UFO sobrevoou a cidade de Lavras, região Sul do estado de Minas Gerais, sendo observado por centenas de pessoas. O fotógrafo amador e médico Dr. Rêmulo Tourino Furtini tirou diversas fotografias do estranho objeto, que chegou a fazer um pouso em um pasto existente na época. O sargento Inocêncio França do Tiro de Guerra local e vários atiradores comprovaram o pouso, constatado tecnicamente após o ocorrido. Na época, o caso foi notícia na mídia de todo o país, despertando o interesse da Nasa e até mesmo do extinto bloco soviético.


Ufo é fotografado na madrugada

Naquela fria madrugada de 1º de junho de 1969 algumas pessoas encontram-se nas ruas, já que no tradicional Clube de Lavras estava acontecendo um dos seus famosos bailes. Alguns bares encontravam-se abertos e alguns bêbados ziguezagueavam por aquelas ruas tranquilas.

Era uma noite comum de inverno, como tantas outras em uma cidade interiorana, quando…