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Investigadores identificam anã branca com atmosfera de oxigênio


As anãs brancas são o estágio final da evolução da maioria das estrelas.
Crédito: WikiImages

Investigadores da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Brasil, e da Universidade de Kiel, na Alemanha, identificaram, pela primeira vez, uma anã branca com uma atmosfera principalmente composta por oxigênio. O surpreendente, segundo o estudo publicado na revista Science da sexta-feira passada, dia 1 de abril, é que, diferentemente das anãs brancas conhecidas até então, que possuem atmosferas dominadas por hidrogênio e hélio, a nova estrela não possui traços de nenhum dos dois elementos. A pesquisa foi levada a cabo pelo professor da UFRGS Kepler Oliveira, Detlev Koester, professor da Universidade de Kiel, na Alemanha, e pelo bolsista de Gustavo Ourique. A descoberta foi feita em meados do ano passado, quando os cientistas analisavam os 4,5 milhões de espectros do SDSS (Sloan Digital Sky Survey), procurando novas anãs brancas.

O estágio final da evolução de todas as estrelas que nascem com menos de 8 a 11 massas solares – a depender de suas composições iniciais –, as anãs brancas possuem brilho ténue, porte pequeno e uma densidade extremamente alta. Esta é a última etapa da vida da maioria das estrelas.

Cerca de 80% das anãs brancas possuem atmosferas dominadas por hidrogênio, e o restante tem o hélio como principal componente. Isto acontece porque, por sedimentação, os elementos mais leves vão para as camadas mais altas. A atmosfera da nova estrela descoberta, entretanto, é dominada por oxigênio e apresenta traços de néon e magnésio, o que indica que não pode haver hidrogênio, hélio ou carbono na sua composição – todos mais leves que o oxigênio.

De acordo com Kepler, a estrela, com uma massa muito inferior à do Sol, desafia os modelos de evolução estelar existentes, que não preveem um objeto como este. Espera-se que a mistura de oxigênio, néon e magnésio seja encontrada num pequeno número de estrelas, através da queima nuclear de carbono. No entanto, as anãs brancas formadas por este processo costumam ser muito mais pesadas. "Se nem o núcleo deveria ser de oxigênio para massas menores que uma massa solar, muito menos a atmosfera", enfatiza o professor.

Uma das possíveis explicações para a formação da anã branca com esta composição é a origem por fusão de duas estrelas – num sistema binário, em que as suas atmosferas interagiram e, no final, perderam massa. A descoberta revela-se um importante objeto de estudo sobre o caminho evolutivo das estrelas e, segundo a análise do investigador da Universidade de Warwick, Boris Gänsicke, pode conter uma ligação com alguns dos tipos de supernovas descobertas ao longo da última década. "Precisamos de calcular modelos que resultem numa estrela de baixa massa e com invólucro de oxigênio, o que nenhum modelo atual prevê", afirma Kepler.

FONTE: http://www.ccvalg.pt/

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