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O extraordinário Thomaz Green Morton



Por Luiz Claudio Ferreira Souz

Há alguns anos, o Brasil foi sacudido com a informação de um homem capaz de produzir fenômenos extraordinários apenas utilizando a sua mente. Este homem era Thomaz Green Morton. Considerado à época como o maior paranormal do Brasil, o carioca de nascimento e radicado em Pouso alegre- MG, viveu dias de celebridade nos anos 70 e 80, até cair no obscurantismo na década de 90 e ser redescoberto pelo programa Fantástico da Rede Globo no inicio do século XXI, quando reviveu sua fama por um breve período até, novamente, voltar ao ostracismo.

Apesar de uma grande parte dos parapsicólogos defender que nem todos aqueles que se dizem paranormais são fraudes, muitos afirmam que Thomaz apresentava sinais de ser um embuste, mesmo que nunca tenha-se conseguido provar esta afirmação. Frequentemente, o acusavam de se esquivar de ser examinado ou de participar de experiências controladas realizadas por cientistas especializados. Muito comparado a Uri Geller, um paranormal israelense, os dois optaram por direções distintas, já que Geller participou de várias experiências realizadas por algumas das mais importantes universidades do mundo. Apesar da resistência, no entanto, Morton já teve os seus fenômenos registrados em vídeo e, inclusive, apresentados na TV.

Thomaz Green Morton de Souza Coutinho nasceu no dia 16 de março de 1947, em Conservatória, município de Valença, estado do Rio de Janeiro. Seu nome foi uma homenagem de seu pai, farmacêutico, a William Thomas Green Morton, o descobridor da anestesia geral. Foi criado em Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais, onde seu pai tinha uma farmácia.
De acordo com a história, até os doze anos de idade ele era uma criança absolutamente comum. Mas justamente no dia de seu aniversário, em 1959, as coisas começaram a mudar de forma radical em sua vida. Nesse dia, exatamente às 18h00min, ele sentiu um desejo irresistível de pescar num lago na Faisqueira, um bairro de Pouso Alegre, local onde seu pai tinha um sítio. Lá, quando pescava à beira do lago, ao lado de uma pequena gruta de Nossa Senhora de Lourdes, viu um raio descer exatamente na ponta da vara de pescar, ao mesmo tempo em que ouvia seis badaladas que ele julgava vir da igrejinha perto do lago – mais tarde, soube que nunca existiu relógio na igreja. O raio carbonizou parte da vara e fez com que o corpo do jovem fosse arremessado para trás e para cima, batendo no chão e em seguida levitando. Segundo seu próprio relato, ocorreu um desdobramento, e ele pôde observar com toda a lucidez seu próprio corpo recebendo as luzes que vinham de uma nuvem escura.

Segundo seu próprio testemunho, ele ouviu uma voz “vinda de dentro da nuvem, onde se encontrava meu corpo físico que se desdobrou, uma voz estranha que parecia ressoar do espaço em forma de eco, Thomaz… Thomaz..

Thomaz… Várias forças te protegeram… protegeram… A partir deste momento, terás um poder mental muito grande. Poderás curar, ajudar as pessoas a resolver problemas diversos. Chegarás a fazer coisas impossíveis, inexplicáveis. Escute bem. Não esqueça! Guarde este pedaço de varinha pelo resto de sua vida e a toda pessoa que precisar de alguma força, ou de resolver algum problema dê um pedacinho desta varinha. Basta que a pessoa tenha fé e faça um pedido todos os dias às 18 horas e terá o problema resolvido. Você não poderá usar esta força para seu próprio proveito. Este pedacinho de varinha será um meio de sintonização com todas as forças cósmicas e divinas e você formará através dela, uma corrente mental e espiritual muito grande e muito poderosa”. A partir daí, teria início o embrião do movimento que mais tarde seria chamado de Mentalização Positiva.
Após a mensagem, a nuvem que o encobria subiu vagarosamente e Thomaz se uniu novamente ao seu corpo. Ao tocar o solo, sentiu outro choque, permanecendo em estado de alerta, lembrando-se de todos os detalhes do fato ocorrido. Permaneceu com a carga de energia por mais 12 horas. Em sua versão, seu pai recebeu uma mensagem telepática informando-lhe de todo o ocorrido ao chegar ao sítio pela manhã. Foi ele quem guardou a varinha, obviamente consciente de sua importância.

Um mês após o estranho acontecimento, Thomaz foi a um circo e presenciou o número de um mágico hipnotizador. Fascinado, ele tentou fazer o mesmo com um amigo chamado Vanderley. Morton ordenou que ele dormisse e o garoto entrou em um estado de sono hipnótico, não despertando de jeito nenhum. Apavorado, o paranormal lembrou-se da varinha e com um pedaço da mesma, concentrando-se com muita fé, conseguiu despertar o amigo. Ativara-se naquele momento o grande sensitivo.

Nos anos que se seguiram, novas habilidades foram se desenvolvendo, como a telepatia, transformação, transmutação, teleporte, projeção e intensa atuação sobre metais. Os fenômenos de energia perfumada têm início em 1979. Primeiro, o perfume exalando no ar, depois impregnando o ambiente, objetos e pessoas. Neste mesmo ano, na fazenda de sua irmã Sônia, em Divisa Nova, tem o seu primeiro contato com energias luminosas extradimensionais, conhecidas como orbs ou ultras. A partir daí, inicia sua fase de psico-cirurgia e começa a observar a presença de óvnis próximos a sua residência em Três Corações.

Thomaz Green Morton foi aclamado por alguns como o maior paranormal do mundo, atraiu uma legião de personalidades para o seu sítio em Pouso Alegre (MG). Gal Costa, Elba Ramalho, Ivo Pitanguy, Baby Consuelo e Sérgio Reis estavam entre os que não hesitavam em testemunhar sobre as façanhas do guru. No auge da fama, consta que ele chegou a cobrar 20 mil dólares por cinco dias no seu sítio para “tratamento de energização. A confiança era tanta em seus feitos, que em 1983, ele protagonizou um polêmico episódio junto com a cantora Baby Consuelo, quando tentaram entrar na ala do CTI onde estava internada a cantora Clara Nunes, que havia sofrido uma anafilaxia, após se submeter a uma cirurgia de varizes. Os dois foram impedidos pela irmã de Clara, Maria Gonçalves Pereira. Clara Nunes viria a falecer algum tempo depois, no dia 2 de abril de 1983, após 28 dias em coma.

A famosa palavra “Rá” surgiu em 1980, na propriedade de sua prima Lada. De noite, ele ouviu um ruído na sala da pirâmide, onde costumava praticar a psico-cirurgia, e viu uma pedra atravessar a vidraça sem quebrá-la, em seguida pousando suavemente na sala chamada “câmara planetária”, onde realizava energizações. Percebeu que havia sinais gravados em cada lado da pedra. Quando tentou pegá-la, recebeu um choque violento. No dia seguinte, analisando os sinais, concentrou-se e mentalizou, passando os dedos sobre cada sinal. Por duas vezes, o nome “Rá” exprimiu-se com grande força, e a partir de então ele passou a utilizá-lo para liberação de energia positiva.

Nos anos 90, foi produzido um filme relatando a sua vida e suas proezas. Porém em 2002, James Randi, um ilusionista canadense radicado nos EUA, cético em relação a fenômenos que não poderiam ser explicados cientificamente, oferece U$ 1 milhão a quem provar que é um autêntico paranormal. Logo, a equipe de produção do programa dominical da Rede Globo, o Fantástico exibe alguns vídeos mostrando os dotes de Thomaz, contudo James, não convencido, desafiou-o a encontrar-se pessoalmente com ele. Em abril do mesmo ano, Thomaz aceitou o desafio. Em junho assinou um compromisso com Randi, mas duas semanas depois desistiu, não explicando as razões.

Em 2010, policiais civis da cidade de Piumhi, na região sudoeste de Minas Gerais, o prenderam. O Jornal do Brasil em reportagem de10/06/2010, afirma que “contra ele havia um mandado de prisão por homicídio culposo na direção de um carro, expedido pela Justiça de Pouso Alegre, também sul de Minas.” Ainda segundo este jornal, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais constaria que o mandado de prisão foi expedido em março de 2010. O acidente teria acontecido em 2002, mas de acordo com a reportagem, somente os advogados dos envolvidos, vítimas e autor, têm acesso às informações sobre o que teria acontecido na época. O jornal ainda citaria mais três processos contra o paranormal, dois deles de reintegração de posse e um por porte de arma. No rancho de Morton a polícia também cumpriu um mandado de busca e apreensão de máquinas, insumos agropecuários, armas, munição e ferramentas, pois haveria ainda uma investigação sobre um possível envenenamento de animais em propriedades vizinhas às de Morton.

Entretanto, independente dos problemas pessoais, de ser culpado ou não das acusações a que lhe atribuem, pessoas afirmam tratar-se de um fantástico ser humano, dotado de um grande carisma e de feitos extraordinários que ainda desafiam a ciência e explicações racionais. Considerando a si mesmo um mensageiro cósmico, Thomaz Green Morton segue em sua evolução espiritual propagando aquilo que considera a sua principal mensagem: a Mentalização Positiva.





FONTE: CIÊNCIAS PARALELAS

Comentários

  1. kkkk, o maior picareta do mundo

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  2. Desafiando a ciência? Nunca teve coragem de ser submetido à verificação científica, um grande enganador, isso sim.

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