Pular para o conteúdo principal

Diamantes encontrados dentro de meteorito raro oferecem pistas de um planeta extinto



Por: George Dvorsky

Em 2008, um meteoro de 80 toneladas explodiu sobre o Deserto da Núbia no Sudão, cobrindo a região de centenas de rochas minúsculas. Uma nova pesquisa sugere que diamantes acumulados dentro desses meteoritos só podem ter sido formados dentro de um corpo planetário do tamanho de Mercúrio ou Marte — dentro de um planeta que já não existe mais.

O meteorito é chamado de Almahata Sitta e está fornecendo a primeira evidência tangível que um corpo protoplanetário existiu durante os estágios iniciais de nosso Sistema Solar, de acordo com uma nova pesquisa publicada nesta semana na Nature Communications. Esse planeta nascente, com tamanho próximo daquele de Mercúrio e Marte, colidiu com outro corpo planetário — não sabemos qual —, criando um enorme campo de detritos que semearam o Sistema Solar com pedaços para construir outros planetas grandes e rochosos. Como a Terra.

A evidência para essa hipótese vem de um tipo raro de meteorito chamado de ureilito. Essas rochas representam menos de 1% de todos os meteoritos que caem na Terra. Os ureilitos são carregados de diamantes minúsculos, o maior dos quais tem a largura de um fio de cabelo humano. Assim como os diamantes que se formam na Terra, esses minerais exóticos são produto de intensas pressão e temperatura, condições que são encontradas no fundo do nosso planeta.


Imagem microscópica do interior de um dos diamantes encontrados dentro de um fragmento do meteorito Almahata Sitta. O grafite aparece em cinza, e as inclusões em amarelo (Imagem: Dr. F. Nabiei/Dr. E. Oveisi/Prof. C. Hébert [EPFL, Suíça])

Astrônomos suspeitavam há décadas da existência de um protoplaneta extinto há muito tempo, mas era difícil provar. E, inclusive, a principal hipótese para a origem de nossa Lua é que um protoplaneta colidiu com a Terra quando ela ainda era um “bebê”. Além disso, simulações de computador da formação inicial do planeta também previram a presença desses grandes corpos planetários “embrionários” durante os primeiros dez milhões de anos de existência do Sistema Solar. Mas faltava uma prova física.

Agora, Farhang Nabiei, da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, principal autor do novo estudo, está argumentando que os ureilitos são os potenciais restos de um protoplaneta extinto.


Inclusões dentro do diamante (Imagem: Dr. F. Nabiei/Dr. E. Oveisi, EPFL, Suíça)

A equipe de Nabiei usou três microscópios diferentes, incluindo um microscópio eletrônico de transmissão, para estudar os pedaços do material, chamados de inclusões, que ficaram presos dentro dos diamantes do meteorito Almahata Sitta depois que a rocha se formou. A composição física, química e mineral dos diamantes sugere que eles se formaram em pressões em torno de 20 gigapascal. Esse tipo de pressão só pode existir dentro de um corpo planetário com massas na faixa de tamanho de Mercúrio a Marte. Além disso, os diamantes, embora pequenos, são grandes o bastante para terem se formado depois de um impacto com a Terra.

“Este estudo fornece prova convincente de que o corpo parental do ureilito era de um grande planeta ‘perdido’ antes de ele ser destruído pelas colisões”, concluem os pesquisadores em seu novo estudo.

Legal, né? A ideia de um objeto do tamanho de Marte colidindo com um objeto de tamanho igual espanta a nossa imaginação. Porém, como aponta esse novo estudo, o Sistema Solar, em seus primórdios, era um lugar muito dramático e tumultuado.

[Nature Communications]

Imagem do topo: NASA/JPL-Caltech

FONTE: GIZMODO BRASIL

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ovnis e estranhas criaturas próximos ao Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (RN)

Desde o ano de 2016 militares da Aeronáutica que trabalham na Barreira do Inferno já percebiam bolas de luzes alaranjadas como também feixes de luzes amarelados no céu noturno, bem próximo daquela região. Por desconhecerem totalmente a origem dessas luzes misteriosas e a finalidade delas, vários militares observavam intrigados e chegavam a comentar entre eles sobre esses fenômenos luminosos. Dias após a percepção dessas claridades no céu noturno, alguns militares começaram a perceber ao redor daquela localidade o aparecimento de criaturas vivas, de seres que não eram humanos. Um dos militares chegou a ver um "Urso Polar" e imediatamente comunicou a outros militares de plantão. Tal militar chegou a passar mal após a aparição de tal criatura. Já um outro militar flagrou uma outra criatura aparentando ser um "homem de grande porte" sair andando de dentro da água do mar. Outro militar relata que presenciou duas criaturas que de início pareciam apenas dois cachorros g…

Ovnis em Iporanga (SP)

Entrada da Casa de Pedra, caverna com maior boca do Mundo, 215 metros.

Iporanga em tupi significa “Rio Bonito” e foi palco da exploração de ouro no período colonial e, posteriormente da exploração de chumbo e zinco no século passado. Na região há famosas cavernas: Formação Iporanga e Formação Votuverava. Em Iporanga, efetuaram-se diversos estudos de mapeamento geológico e pesquisa mineral, sobretudo pela CPRM - Serviço Geológico do Brasil. A seção geológica mais conhecida é o famoso perfil Apiaí-Iporanga. A cidade atrai muitos visitantes por possuir lindas cachoeiras, piscinas naturais, vales, grutas e cavernas. Iporanga é a cidade que possui o maior número de cachoeiras em todo o Brasil, nas 365 cavernas cadastradas. O turista poderá praticar esportes radicais como o rapel, canyonismo e trekking. Atrativos culturais podem ser visitados como o museu da cidade, a Igreja Matriz e as casas com o estilo colonial. Por todos estes motivos, Iporanga é considerada um dos mais importantes cent…

O caso Roswell nordestino: Queda de UFO na Bahia, em Janeiro de 1995

Por Ufo Bahia: Nessa data, as 09:00 horas, uma in­formante do G-PAZ, "M" da TV BAHIA me ligou contando uma mirabolante his­tória de queda de um UFO em Feira deSantana(BA) a 112 Km de Salvador. Umfazendeiro de apelido Beto, tinha ligadopara TV SUBAÉ daquela cidade oferecen­do – em troca de dinheiro – um furo dereportagem; um disco voador tinha caído na sua fazenda e ele tinha provas e ima­gens do fato!
Apenas depois do meio dia, conse­gui – por fim – falar com Beto, que apóssua proposta de negócio, ante minha (apa­rente) frieza, me contou com bastante de­talhes o acontecido. Soube que tambémtentara vender suas provas a TV BAHIA,onde procurou o repórter José Raimundo:
"Ontem pela madrugada caiu algu­ma coisa na minha fazenda, dentro de umalagoa. Era do tamanho de um fusca; aqui­lo ficou boiando parcialmente submerso,perto da beirada. Tentei puxar como pude,trazendo para perto de mim, com uma vara.Aquilo parecia um parto... (quando seabriu uma porta) começou primeiro a sa…