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Plano da Microsoft de transmitir internet através de frequências de TV é tão maluco que pode funcionar



No mesmo hotel em que Alexander Graham Bell uma vez demonstrou chamadas telefônicas de costa a costa, a Microsoft anunciará, nesta terça-feira (11), planos para um novo serviço de internet de “faixa branca”. Essa tecnologia absurda envia internet de banda larga sem fio por meio dos canais não utilizados do espectro de televisão. A tecnologia também é bem engenhosa.

Você provavelmente tem algumas dúvidas sobre esse conceito pós-moderno, o que é compreensível. Se você nasceu antes de 1985, deve se lembrar dos dias em que os sinais de TV flutuavam no ar, entregando episódios de Married With Children para casas sem o uso de fios. Esses sinais de TV ainda existem, e, entre os canais, há um espectro não utilizado chamado “faixa branca”. Cientistas empreendedores descobriram como transformar esse espaço em branco em uma espécie de serviço de internet super Wi-Fi e transmitir esse serviço dentro de um raio de muitos quilômetros. O que é bastante especial é que, ao contrário do Wi-Fi ou do serviço celular, o sinal de TV mais forte pode penetrar em edifícios e outros obstáculos. Isso o torna ideal para áreas rurais, onde o serviço convencional de banda larga está indisponível ou é proibitivamente caro.


Imagem: Carlson Wireless

Como o anúncio desta terça-feira deixa claro, os cientistas da Microsoft têm estado na vanguarda da pesquisa em “faixa branca”. A empresa cada vez mais moderna pretende investir US$ 10 bilhões para lançar um novo serviço de faixa branca em 12 estados norte-americanos, incluindo Nova York e Virgínia, conectando cerca de dois milhões de americanos à internet, segundo noticia o New York Times. Esse plano deve agradar o presidente da FCC, Ajit Pai, que fez da expansão do acesso à internet de alta velocidade uma prioridade desde que assumiu a agência. Por outro lado, muitos acreditam que a missão de Pai é uma promessa vazia, que consiste em encher os bolsos de grandes empresas de telecomunicações em vez de realmente ajudar os Estados Unidos rurais. Mas isso já é outro assunto.

Por mais empolgante que possa soar, a nova iniciativa de faixa branca da Microsoft enfrenta alguns desafios difíceis. A infraestrutura é um dos grandes desafios. Embora o serviço de internet em faixa branco utiliza o espectro de TV muito familiar, a capacidade de se conectar à internet exige hardware especial. A nível regional, seria necessário construir estações de base especiais, equipá-las com antenas de faixa branca e abastecê-las com eletricidade (a energia solar é uma opção para estações base que estão fora da rede elétrica). A nível local, os clientes da faixa branca precisarão ter acesso a receptores especiais que podem transformar o sinal de faixa branca em algo que seu computador entende, como Wi-Fi. Tudo isso custará dinheiro.

A boa notícia é que a Microsoft tem muito dinheiro. Ainda não está claro o quanto a empresa irá cobrar pelo novo serviço, mas, presumivelmente, deverá cobrir as despesas de construção das novas estações de base. Os clientes terão que comprar o hardware para suas casas por um preço de US$ 1.000 ou mais, que traz as pessoas de volta à realidade; Mas a Microsoft diz que esses custos cairão para US$ 200 por dispositivo no próximo ano. Isso não é nada para muitos americanos rurais. Porém, depois eles terão que pagar pelo acesso — uma taxa que a Microsoft diz que será “competitiva em termos de preços” com a rede de internet antiga normal (de novo: não é barato).

Mas, ei, o progresso importa. Embora essa tecnologia de internet na faixa branca tenha estado em desenvolvimento por anos, a Microsoft deverá se tornar a primeira grande empresa a trazê-la para as massas, e isso pode significar que outras vão segui-la. As soluções do futuro distante para o acesso à banda larga rural, como os drones a laser do Facebook, os balões bobos do Google ou os satélites bons demais para ser verdade de Elon Musk, continuam sendo apenas teoria por enquanto, enquanto a faixa branca já funciona. E, em breve, ela pode estar funcionando em algum meio-do-nada perto de você.

[New York Times]

FONTE: GIZMODO BRASIL

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