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Os brasileiros por trás do projeto que busca ‘outras Terras’


Concepção artística mostra descobertas planetárias feitas pelo telescópio espacial Kepler da Nasa (W. Stenzel/Nasa)

Trabalhando com europeus, Brasil terá acesso a dados exclusivos e ajudará na missão de encontrar outros locais habitáveis, e até vida fora da Terra

Cientistas brasileiros foram convocados para uma nova e importante missão espacial: ajudar pesquisadores da Europa na caça a novos planetas habitáveis fora do sistema solar – e, eventualmente, de vida extraterrestre também. Em 17 de junho, a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) aprovou um projeto de quase um bilhão de euros (3,7 bilhões de reais) para construir um novo observatório espacial, bem maior e mais moderno do que seus antecessores. A missão Plato (sigla em inglês para Planetary Transits and Oscillations of stars) vai tentar descobrir quão comuns são os planetas parecidos com a Terra espaço a fora e se o sistema solar é único no cosmo.

Para tornar essa missão realidade, a ESA convidou cientistas de pelo menos oito dos principais centros de pesquisa brasileiros (seis públicos e dois privados) espalhados pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Paraná. Ao todo, o Brasil mobilizará 60 pesquisadores – destes, 20 cientistas, 15 engenheiros e os demais alunos de pós-graduação. Pelos próximos 10 anos, as equipes trabalharão desenvolvendo softwares, testando equipamentos e, inclusive, construindo partes do observatório.

“O Plato é o segundo satélite que o Brasil participa em colaboração com a Europa”, afirma o astrofísico Eduardo Janot Pacheco, professor do Instituto de Astronomia e Geofísica (IAG) da Universidade de São Paulo (USP) e presidente do Comitê Plato Brasil. O primeiro, segundo ele, foi o francês Corot, que atuou entre 2006 e 2012. “Mas [o Plato] é uma versão dez vezes maior e melhor.”

Brasil
Segundo Janot, o financiamento do projeto será totalmente europeu. “Não vamos contribuir com dinheiro, mas vamos oferecer trabalho, o que representa uma grande oportunidade de ter contato e aprender com centros de excelência na Europa”, opina. O Brasil terá acesso, segundo ele, a dados exclusivos e de precisão sem precedentes.

Janot diz que os cientistas brasileiros vão colaborar em duas áreas principais: engenharia e ciência. Na primeira, pesquisadores do Instituto Mauá de Tecnologia, em Santo André (SP), e da Escola Politécnica (Poli) da USP vão desenvolver parte do software que será usado para operar o observatório. No Instituto Mauá, também será construído um pedaço do observatório. Além disso, essas instituições vão replicar algumas das peças do satélite para testar aqui na Terra e usar de reserva caso algum defeito seja identificado nas originais, função que Janot considera “essencial e importantíssima”.

Já na área científica, os cientistas brasileiros vão trabalhar analisando dados, identificando exoplanetas (planetas fora do sistema solar) e suas características, como massa e composição, e as particularidades da estrela que orbitam. Para que um planeta possa abrigar vida, os cientistas consideram que ele precisa ser rochoso e orbitar sua estrela-mãe dentro de sua “zona habitável”, ou seja, a uma distância suficiente para ter água líquida na superfície.

Além da USP e do Instituto Mauá, estarão envolvidas no projeto a Universidade Estadual Paulista (UNESP) e a Universidade Presbiteriana Mackenzie, do Estado de São Paulo, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no Paraná.

Missão Plato

O novo observatório da ESA contará com 26 telescópios de 12 centímetros de diâmetro cada, que ficarão em constante busca por planetas com a massa semelhante à da Terra e também super-terras (planetas de massas entre duas a dez vezes a da Terra) que estejam na “zona habitável” das estrelas. A sonda vai analisar aproximadamente um milhão de estrelas, monitorando 50% do espaço de forma contínua.

“O Plato identifica os planetas ao observar o pequeno eclipse que eles formam ao passar na frente da estrela”, diz Janot. “Depois, fazendo análises, é possível determinar sua massa e as condições em que se encontra – se é rochoso, gasoso, onde ele está no espaço, entre outras coisas.”

Com lançamento previsto para 2026, o Plato se juntará ao observatório Kepler, da Nasa, na busca de planetas fora do sistema solar. O telescópio espacial americano encontrou, até agora, mais de 2.300 exoplanetas confirmados. Destes, 30 têm menos do dobro do tamanho da Terra e estão na “zona habitável”.

FONTE: REVISTA VEJA

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