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Ufologia em Brasília


A matéria a seguir intitulada, Estudos sobre o desconhecido, foi publicada pelo site http://campus.fac.unb.br/ em 2013, mostrando a casuística ufológica do distrito federal e o envolvimento da Universidade de Brasília UNB nas pesquisa de alguns casos.

Estudos sobre o desconhecido

Ufologia é o termo usado para designar um campo do saber em que são estudados relatos, registros e fenômenos envolvendo objetos voadores não identificados (óvnis) e seus possíveis tripulantes. Trata-se de uma atividade com mais de 70 anos de existência e que está presente também na capital do Brasil.

O cenário ufológico em Brasília demonstra uma cidade com pessoas preocupadas em desvendar os mistérios sobre a vida extraterreste. E embora manifeste-se em grupos pequenos, a ufologia ocupa espaços distintos na capital. Nesse cenário, o fluxo da informação ufológica passa por núcleos de pesquisa, por documentos no Arquivo Nacional e até por preocupações militares acerca de óvnis.

Apesar da abertura de espaço para estudar ufologia e da mística que envolve o assunto, os esforços em explorar o tema encontram dificuldades, como ridicularização, suposto acobertamento de informações e recusa científica. São desafios que tornam mais custosos os avanços no estudo ufológico, ainda que não os tornem menos interessante para diversas pessoas.

Confira nas matérias desta reportagem especial como é composto o cenário da ufologia na capital.


Em busca de respostas

A ufologia em Brasília é representada por seletos grupos de gente interessada em entender os mistérios por trás de casos de avistamento e de contato, além de explorar a possibilidade da existência de vida alienígena. Um desses grupos, inclusive, está localizado no principal polo acadêmico da cidade, a Universidade de Brasília (UnB).

Os estudos ufológicos na UnB tiveram início no ano de 1986, quando foi fundado o Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (Ceam), vinculado à reitoria da universidade e que tem como missão coordenar e desenvolver atividades com temas variados, como política, economia e sociedade.

Atualmente, o Ceam é composto por 33 núcleos temáticos, dentre eles o Núcleo de Estudos de Fenômenos Paranormais (Nefp), com foco em pesquisas sobre assuntos que não fazem parte do academicismo tradicional. Subordinado a esse núcleo, está o Grupo de Estudos Ufológicos (GEU), atualmente coordenado pelo professor e ufólogo Sergio Almeida.

Em 2009 o GEU foi pioneiro no estudo de um caso ufológico no Brasil: o caso Papuda (clicar aqui), que leva o nome do complexo penitenciário onde 20 policiais militares relataram o avistamento de vários óvnis em 1991. O grupo reúne pessoas com as mais diversas ocupações, como antropólogos, militares, estudantes e até mesmo um juiz federal. Segundo Almeida, o objetivo da equipe é recolher o maior número possível de informações sobre a ufologia e gerar reflexão diante desses dados.

O Ceam engloba núcleos que estudam assuntos diversificados como medicina alternativa e a própria ufologia

Almeida afirma que as atividades realizadas no GEU englobam catalogação de publicações editadas no Brasil sobre ufologia, montagem de dicionário com termos técnicos e pesquisa de relatos de aparições no Distrito Federal. Segundo ele, o principal objetivo é ordenar melhor os estudos. “Estou em busca de um modelo fenomenológico da ufologia. Ou seja, acredito que é preciso se debruçar de forma sistemática sobre as informações que temos se quisermos chegar a respostas”, explica Almeida.

O ufólogo explica que há diferentes campos de atuação nas pesquisas ufológicas. “Tem pessoas que se interessam mais por avistamentos de óvnis, outras por análise de casos que envolvam contatos mais próximos, outros ainda se dedicam à telepatia”, completa.

De acordo com Almeida, não é de interesse primordial do grupo comprovar a existência de discos voadores, extraterrestres, ou então elaborar mecanismos de defesa para uma possível invasão alienígena na Terra. “Se chegássemos a isso, seria apenas consequência das pesquisas que realizamos”.

Outro grupo importante em Brasília é a Entidade Brasileira de Estudos Extraterrestres (EBEET), fundada em 1968. De acordo com Fernando Aragão, servidor público membro da entidade, o grupo faz reuniões principalmente para não deixar o tema da ufologia se perder. “Costumamos levantar novos casos e escutar relatos”, explica Aragão. De acordo com ele, as reuniões agrupam, em média, de 20 a 30 pessoas. “Nossa função é manter o assunto em alta, para não nos extinguirmos como comunidade”, diz Aragão, que passou a ter interesse em Ufologia após um avistamento.

As particularidades dos estudos ufológicos despertaram o interesse do antropólogo Rafael Antunes, que, desde 2011, tem desenvolvido na UnB pesquisa de doutorado com a proposta de analisar os estudiosos da vida extraterrestre. “De certa forma, a ufologia contempla um discurso sobre a alteridade, isto é, sobre ‘o outro’, que no caso são os extraterrestres. Mas, além disso, é uma forma de conceber o mundo e o próprio ser humano. Não só isso; é um discurso sobre o mundo tão legítimo quanto a própria antropologia”, defende Antunes.

Porém, nem todos concordam com essa linha de raciocínio. “São muitos os argumentos utilizados para dizer que ufologia não é uma ciência: porque não tem evidências, porque não há experimentação, porque não existe um método”, explica o pesquisador. “Mas esses argumentos podem ser aplicados a outros campos. A antropologia não tem evidências e a matemática não trabalha com experimentos, por exemplo”, diz Antunes. “Não se trata de fazer apologia aos estudos ufológicos, mas sim de demonstrar que eles não podem ser desclassificados assim tão facilmente como forma de conhecimento. Os ufólogos dizem que existe preconceito por que os outros não sabem como são feitos os estudos da área.”

Para Rafael Antunes, “há muito o que estudar sobre ufologia, é um campo extenso”

Fernando Aragão também relata argumentos que já ouviu contra a ufologia. “Certas pessoas da comunidade científica acreditam que se o assunto não tem explicação dentro das teorias deles, isso simplesmente não existe. Ora, não é assim. O fenômeno existe, está provado que ele é um fato. Então ele deve ser estudado”, defende o ufólogo.

Antunes, contudo, chama a atenção para o fato de que os próprios ufólogos têm críticas em relação aos estudos que desenvolvem, assim como ocorre em qualquer outro campo do saber. “Há discussões entre eles que questionam se a ufologia deve ser mais ou menos científica, com um método de pesquisa específico; há pessoas que admitem a ideia de contato telepático, outras não”, explica.

Apesar de controvérsias, Sergio Almeida, do GEU, acredita que está evidente hoje a importância dos estudos sobre vida extraterreste. “No dia 9 de janeiro deste ano, o Fórum Econômico Mundial debateu certos temas e afirmou que a possibilidade da descoberta de vida alienígena é um fator que já deveria estar na pauta de discussões dos governos mundiais. Isso não é uma prova de nada, mas demonstra que esse tipo de assunto é importante”. O ufólogo vai além. “Estou convicto de que estamos prestes a fazer contato oficialmente pela primeira vez com esses seres de fora.”


O que sabem as forças armadas

Filmes de ficção científica costumam retratar forças militares empenhadas em esconder da população todo e qualquer tipo de documento que tenham relacionados a óvnis. E, por 30 anos, foi essa a atitude dos militares brasileiros.

Em 1978, o então Ministério da Aeronáutica determinou que todos registros de casos de óvnis deveriam ser arquivados cronologicamente. Já em 1989, foi definido pelo Ministério que relatos eventualmente existentes em outros órgãos da Força Aérea Brasileira (FAB) deveriam ser concentrados no Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra). Todos documentos eram de classificação sigilosa e, portanto, não poderiam ser disponibilizados para o público. A vida imitava a arte.

O cenário mudou apenas em maio de 2008, quando o comando da aeronáutica retirou a classificação sigilosa de todos documentos que possuía relacionados a óvnis e os liberou para consulta pública no Arquivo Nacional. Dois anos depois, foi determinado também que o mesmo deveria ser feito para novos arquivos elaborados pela FAB relacionados ao tema.

Até o momento, foi disponibilizado todo acervo da aeronáutica referente ao período entre os anos 1952 e 2010, um total de 675 documentos, com 2669 páginas somadas. Já os relatórios produzidos em 2011 e 2012 serão encaminhados para o Arquivo Nacional em fevereiro.

Apesar de possuir documentos relacionados a óvnis, a FAB não possui estrutura nem equipe específica voltada para a investigação de tais casos. Confira a seguir quais os procedimentos adotados pela aeronáutica para a produção dos documentos sobre objetos voadores não identificados.


Os ufólogos, contudo, ainda exigem mais informação, uma vez que as outras duas forças militares brasileiras, o exército e a marinha, ainda não disponibilizaram para consulta pública eventuais arquivos que possuam relacionados a óvnis, como fez a aeronáutica. Segundo diversos ufólogos, há documentos essenciais no poder do exército, como os referentes ao caso de Varginha. “Eles negam peremptoriamente a existência desses documentos, mas a gente sabe que existem relatórios que não foram informados a nós”, afirma o ufólogo Fernando Aragão, da Entidade Brasileira de Estudos Extraterrestres.

De acordo com pesquisadores, não há razão para manter sigilo de tais dados porque eles não seriam ameaça à segurança nacional e nem exporiam os métodos de ação das forças armadas. A pressão por acesso aos documentos da marinha e do exército aumentou ainda mais após a Lei do Acesso à Informação, de 2012, que determina o direito dos cidadãos de acessar documentos públicos.


Para preservar histórias

O Arquivo Nacional, localizado no Setor de Indústrias Gráficas, representa o ponto final do caminho percorrido pelos relatos de óvnis no Brasil colhidos pela FAB. Lá, todo acervo disponível referente ao assunto foi completamente digitalizado. Os documentos originais ficam então guardados e as cópias digitais ficam à disposição para consulta em computadores. “Não deixamos os arquivos originais à disposição por uma simples questão de preservar bem a qualidade desses papéis”, explica a auxiliar técnica Vera Lúcia Duarte.

Veja a seguir entrevista com Pablo Franco, técnico de assuntos culturais do Arquivo Nacional, que falou sobre os procedimentos adotados com esses documentos e sobre a relação da instituição com os ufólogos.



Confira também na linha do tempo abaixo exemplos de alguns dos episódios mais conhecidos da ufologia nacional.


Outro caso interessante ocorrido em Brasília nos anos de 1990:




I Fórum Mundial de Ufologia (1997)




FONTES: http://campus.fac.unb.br/arquivo/campus12014/cidade/item/2529-especial-ufologia-em-brasilia
Canal Youtube Max Valarezo/nelsonpinta

Comentários

  1. Amigo, bom dia !
    Sou de taguatinga, e tenho buscado bastante algum grupo de debate,reunião,algo do tipo aqui pela capital, onde possa debater e compartilhar teorias e pensamentos . Agradeceria muito se soubesse de algum para me indicar . Me chamo Higino,tenho 23 anos, meu celular é (61)8182-1510 .Abraço :)

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  2. Tambem tenho interesse em participar caso tenha um grupo ficarei feliz em participar. Oi 61 98550 7134 ou no zap claro 61 99296 1817

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  3. Olá,meu nome é Bruno e queria relatar aqui nessa msg que tenho visto estourando 2 meses 3 avstamentos de ovines aqui aonde eu moro em São Sebastião-DF. Um avistamento a noite e 2 de dia. Nessa data em que escrevo 02/08/16 foi o mais que deixou impressionado,pelas minhas contas avistei cerca de 10ovines,numa altura muito altas,era um brilho metálico e outros como se tivessem piscado,mais também com brilhos metálicos.Uns andavam juntos e outros separados,pareciam que tinha uma rota,pois todos foram na mesma direção.O que eu vi a noite era só um que passou rápido,um ponto de luz que pela velocidade não era um avião. O segundo avistamento a tarde foram dois iguais ao terceiro avistamento,um era um brilho unico prateado e o outro ocilava com prata e parecia umvermelho,não sei bem estava muito alto,mais andavam bem juntos um com o outro e depois de um tempo si separaram.Pena que eu tive como filmar,acho q nem um celular filmaria pois estavam bem alto e tinha que fixar bem os olhos para verem,mais creio que uma camera pegaria as imagens. Não sei o que seja,mais sei que isso jamais seria um avião ou algo do tipo,pois pareciam ter movimentos próprios com parar e si movimentar lentamente,só um que me lembro q passou bem mais rápido que os outros. To um pouco impressionado com isso,pois nesse pouco tempo avistei esses fenômenos...si eu ver denovo eu deixarei aqui denovo outros relatos. Meu e-mail e brunocarlosas7@gmail.com,gostaria muito que vocês me dessem uma opinião sobre isso,obrigado!

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  4. Oi meu nome e Gabriel tenho muito interesse no assunto queria entrar em contato com vocês meu numero de celular e whatsapp e 61 9 84643825

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  5. Ola me chamo Sarai, gostaria muito de trabalhar ou participar de pesquisas e estudos, desde pequena sou apaixonada por essas materias. sempre pesquisando pela internet.
    Alguem poderia me dar algumas dicas?
    Saraibriones@hotmail.com

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  6. Olá, boa noite a todos e desculpe pela demora em responder, dentro do possível já estou respondendo aos e-mails, os demais entrarei em contato via tel.

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  7. Não possuo grupo mas buscarei um grupo sério para os demais que assim perguntaram!

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  8. Olá. bom dia, ao administrador do blog, peço que por favor entre em contato comigo, já faz mais de 1ano que mandei a mensagem aqui (me chamo higino) a procura de algum grupo ou até mesmo a fundação de um , para podermos debater sobre nossas experiências e teorias. Estamos entrando em um novo tempo onde é requerido mais atenção e junção de pessoas como nós , que não nos contentamos com o que a mídia e os governos dizem sobre UFO/OVNIS . Deixarei novamente meu WhatsApp para quem, assim como eu, sente-se incomodado todos os dias por não sabermos as verdades da vida, sobre o que tem lá ''fora'', sobre o que realmente estamos fazendo aqui, entre outras coisas que nos tira o sono todas as noites. Abraço !
    (61)9 8182-1510 / Higino Filho / higino.cardoso@hotmail.com

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  9. Ola! Boa tarde, moro aqui no Vale do amanhecer Planaltina Df, ontem dia 15 de outubro de 2017,estava em meu quarto acho que já passava das 3 horas da manhã quando ouvi um barulho vindo do céu, tipo um censor magnético puxando para o céu, foi incrível não era um avião era uma outra máquina diferente, eu não vi o que realmente era mas o barulho que fez foi incrível!!!!

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  10. Ola! Boa tarde, moro aqui no Vale do amanhecer Planaltina Df, ontem dia 15 de outubro de 2017,estava em meu quarto acho que já passava das 3 horas da manhã quando ouvi um barulho vindo do céu, tipo um censor magnético puxando para o céu, foi incrível não era um avião era uma outra máquina diferente, eu não vi o que realmente era mas o barulho que fez foi incrível!!!!

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