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Tatooines aos montes, Luke!


Quadro pintado por um dos pesquisadores mostra um poente de dois sóis num planeta distante. Concepção artística “old style”! (Crédito: Ben Bromley/Universidade de Utah)

POR SALVADOR NOGUEIRA
31/03/15 05:59

Planetas rochosos, similares à Terra, que orbitam ao redor de dois sóis simultaneamente devem ser comuns no Universo. É o que aponta um novo trabalho realizado por uma dupla de astrofísicos nos Estados Unidos.

Embora alguns planetas já tenham sido encontrados em torno de estrelas binárias, até agora eles entravam apenas na categoria dos gigantes gasosos, como Júpiter. Contudo, o novo artigo, submetido ao periódico “Astrophysical Journal”, sugere que planetas menores, como o nosso, também devem ser comuns nesses sistemas.

A constatação é importante porque estima-se que cerca de metade de todas as estrelas da Via Láctea façam parte de sistemas múltiplos, com dois ou mais objetos estelares. (A outra metade vive solitária, a exemplo do nosso Sol.) Com isso, multiplicam-se as possibilidades de encontrarmos outros mundos potencialmente habitáveis — quiçá habitados? — nas redondezas do Sistema Solar.

O trabalho também mostra como a vida imita a arte. Quando George Lucas concebeu o mundo natal de Luke Skywalker, na saga “Star Wars”, ainda havia até mesmo alguma discussão sobre a existência ou não de planetas extra-solares. E, ainda que a maioria dos astrônomos já acreditasse que eles fossem comuns, estrelas binárias eram consideradas candidatas improváveis a abrigar esses mundos.

“Poentes como os de Tatooine podem ser comuns afinal”, concluem ao final de seu artigo científico os pesquisadores Ben Bromley, da Universidade de Utah, e Scott Kenyon, do Observatório Astrofísico Smithsonian, fazendo referência à clássica cena do Episódio IV da cinessérie.

SIMULAÇÕES
O resultado contraria a sabedoria convencional sobre a formação de planetas (que, como o leitor do Mensageiro Sideral já sabe, anda sendo rescrita nos últimos anos). Mas as simulações realizadas pelos pesquisadores não mentem, confirmando o que já pareciam indicar algumas observações feitas com o telescópio espacial Kepler e outros instrumentos em terra.

Originalmente, os astrônomos consideravam estrelas binárias um lugar ruim para formar planetas porque a presença de duas estrelas causaria um efeito considerável no disco de gás e poeira que pudesse existir em torno delas.

Normalmente, numa estrela solitária, essa poeira do disco vai gradualmente se aglutinando até formar pequenas pedrinhas, depois rochedos e por fim protoplanetas. E isso acontece por conta da baixa velocidade de encontro — partículas na mesma órbita viajam à mesma velocidade.

Contudo, com duas estrelas centrais, a gravidade de uma e de outra afetariam a trajetória das partículas de poeira, tirando-as de um circuito aproximadamente circular e levando a uma velocidade de colisão que seria grande demais para produzir os embriões dos planetas. Em vez disso, haveria apenas uma grande pancadaria — destruição em vez de construção.

As simulações realizadas por Bromley e Kenyon, contudo, mostraram outro desfecho. Aparentemente, a partir de uma determinada distância do par binário, os planetesimais podem se alojar em órbitas preferenciais, ligeiramente perturbadas pelas estrelas centrais, mas ainda assim capazes de gerar planetas.

“Fora de uma região próxima à binária onde as órbitas são geralmente instáveis, planetas circumbinários se formam praticamente do mesmo modo que seus primos em torno de uma estrela solitária”, escrevem os cientistas. Eles não conduziram a simulação por tempo suficiente para “ver” a formação de planetas em computador, mas notaram que os planetesimais podiam sobreviver intactos durante períodos de tempo consideráveis, eliminando assim a velha hipótese de aniquilação sem formação planetária.

O trabalho sugere que muitos planetas do porte da Terra, com uma superfície rochosa, possam ainda estão por ser encontrados em torno de estrelas binárias. É uma perspectiva animadora, sobretudo porque um dos efeitos de haver duas estrelas no centro do sistema é que a chamada zona habitável — região que permite a existência de água em estado líquido num planeta ali localizado — acaba ficando mais larga do que em sistemas de uma estrela só, como o nosso. Isso naturalmente aumenta a chance de que encontrarmos planetas por ali. Que a Força esteja conosco!

FONTE: http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/


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