Pular para o conteúdo principal

As ondas gravitacionais deixaram cicatrizes no tecido do espaço-tempo?



Acidentes de carro, explosões nucleares e até impactos de asteroides são relativamente insignificantes perto de alguns dos eventos mais explosivos do nosso universo. Bem, uma explosão violenta infinitamente quente é provavelmente o que colocou o universo em movimento no começo de tudo. Então, grandes colisões, como aquelas entre buracos negros com massa muitas vezes maiores do que a do Sol, podem ter consequências bem selvagens. Como deixar cicatrizes no próprio espaço-tempo.

Agora que detectores de ondas gravitacionais estão ligados e fazendo observações, é hora de usá-los como telescópios para fazer alguma astronomia de verdade. Cientistas têm muitas ideias sobre como podemos usar as ondas gravitacionais — talvez possamos descobrir a verdadeira identidade da matéria escura, ou detectar as fontes das rajadas de raios gama. Um time de físicos quer saber se uma onda gravitacional em movimento pode permanentemente alterar o formato do espaço-tempo em si. Eles até acham que podem usar as cicatrizes no espaço-tempo para detectar físicas mais exóticas e medi-las sem ter que esperar por um evento de onda gravitacional, algo que eles chamam de “memória órfã”.

Outros acham que existe motivo para sermos descrentes, é claro.

Ondas gravitacionais são alterações no espaço-tempo causadas pelas colisões mais violentas do universo, e nós as detectamos com experimentos como o Laser Interferometer Gravitational Wave Observatory (LIGO) e seu colega europeu, Virgo. Esses detectores são uma série de construções de vários quilômetros em formato de L que medem as ondas gravitacionais passando pela Terra como pequenas diferenças na distância viajada pelas ondas de luz de dois raios laser. Cientistas identificaram ondas gravitacionais duas, talvez três vezes.

Se essas ondas alterarem permanentemente o espaço-tempo, os nosso detectores podem conseguir mudar a leve mudança. Essas mudanças no espaço-tempo não alterariam em nada a sua vida no dia a dia, já que são menores do que prótons e nêutrons individuais nos átomos. Mas a ideia é que, com ondas gravitacionais suficientes passando de incríveis colisões de buracos negros, nós eventualmente conseguiríamos notar a soma dessas alterações como uma pequena mudança nos detectores. Isso poderia acontecer depois de apenas 20 eventos de ondas gravitacionais similares ao primeiro que foi descoberto, de acordo com um artigo publicado no ano passado.

É possível que cientistas consigam identificar as cicatrizes causadas por ondas gravitacionais sem observar as ondas em si, o que seria útil de observar, já que os nossos detectores de ondas gravitacionais só são sensíveis a ondas de certas frequências. Os cientistas batizaram essa ideia de “memória órfã” em um artigo publicado nesse mês, no periódico Physical Review Letters. É um pouco como as pegadas do Flash — algo se movendo além da compreensão dos nossos detectores, mas deixando para trás uma força que passou.

Outros pesquisadores estão empolgados com a perspectiva de detectar indícios de ondas gravitacionais de maiores frequências — segundo o que disse Sanjeev Seahra, professor associado de matemática na Universidade New Brunswick, ao Gizmodo, elas poderiam identificar físicas exóticas e dimensões extra. “Mas detectores como o LIGO não estão otimizados para ver tais sinais, então a possibilidade de que o efeito da memória das ondas gravitacionais possa agir como um componente observável de baixa frequência intrinsecamente em formatos de onda de alta frequência é bem encorajador.” Os detectores estão otimizados para ver sinais entre 10 e 2000Hz (“Hz” quer dizer picos de onda por segundo).

Pelo menos um cientista não estava tão empolgado. Perguntei a Lionel London, pesquisador associado em ondas gravitacionais na Universidade de Cardiff, o que ele achava sobre usar experimentos como o LIGO para detectar os traços fantasmas de alterações passadas no espaço-tempo, e ele estava cético. O pesquisador apontou que algumas das constatações da pesquisa vão contra o que muitos astrofísicos sabem sobre a união de buracos negros, como a quantidade de energia de um buraco negro que se converte em ondas gravitacionais. A pesquisa presume que o restante inteiro da massa do buraco negro se transforme em ondas gravitacionais depois de uma colisão, mas London disse que apenas cerca de 10% da massa inicial do sistema pode se transformar em ondas gravitacionais.

Além do mais, pode não haver tantas origens astrofísicas no universo para justificar a memória órfã — London notou que todos os exemplos que os autores citaram eram bem especulativos.

Então, os fantasmas de ondas gravitacionais deixam uma cicatriz de ectoplasma no próprio espaço-tempo? Se cientistas forem medir esse sinal, vão precisar de muita pesquisa e acúmulo de dados. Mas, principalmente, de muita espera.

[Physical Review Letters]

Imagem do topo: X-ray: NASA/CXC/MPE/J. Sanders et al.; Optical: NASA/STScI; Radio: NSF/NRAO/VLA

FONTE: GIZMODO BRASIL

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Conheça histórias de pessoas que foram abduzidas por Extraterrestres

As pessoas do mundo se dividem em dois grandes grupos e um terceiro bem pequeno.

Os dois grandes grupos são: aqueles que acham que ETs existem e aqueles que acham que ETs não existem.

Correndo por fora, existe uma minoria silenciosa que se mantém quietinha, aparentemente, porque, se essas pessoas disserem as coisas que elas sabem, ninguém acreditaria nelas.

Elas fazem parte do pequeno grupo que jura de pé junto ter feito contato com seres extraterrestres.

O fotógrafo nova-iorquino Steven Hirsch, de 63 anos, é um cara que, se não acredita nessas pessoas, pelo menos acredita no direito que elas têm de contar suas histórias do jeito que quiserem.

Por isso, ele criou um blog em que entrevista e fotografa gente que diz ter sido abduzida por alienígenas. O endereço é littlestickylegs.blogspot.co.uk.

- Eu não quero que os meus leitores tenham nenhum tipo de ideia pré-concebida sobre essas pessoas até qie eles vejam suas imagens e leiam suas palavras. Minhas entrevistas mal conseguem ir além…

Mémorias da Ufologia: Caso SANTA ISABEL

FOTOS DO LAUDO

Na localidade de Santa Izabel(SP) em junho de 1999, a Sra. Alzira Maria de Jesus foi encontrada morta na sua cama, e por volta das 8 hs da manhã sua nora percebe o fato e sai imediatamente para ir ao orelhão e ligar para o seu marido e espera à ajuda e , ao chegar de volta em casa quase 40 min.depois a nora vê o corpo da sra. com o rosto totalmente desfigurado e praticamente sem carne; foi feito o boletim de ocorrência na delegacia da cidade sob n°145/99 em 24 de Junho. Posteriormente confirmou-se que à causa da morte foi a parada respiratória, mas o que aconteceu realmente como rosto desta sra. num espaço menor de uma hora?O laudo é cita sobre as configurações do mesmo, inclusive nas cavidades oculares, mas o que teria causado à perda do rosto ficou indeterminada. Mais estranho ainda é que na noite anterior aos fatos foram vistas bolas de luz voando nessa região rural e no início da madrugada os animais,como cachorros,gansos,e outros começaram à fazer um intenso barulh…

O caso Roswell nordestino: Queda de UFO na Bahia, em Janeiro de 1995

Por Ufo Bahia: Nessa data, as 09:00 horas, uma in­formante do G-PAZ, "M" da TV BAHIA me ligou contando uma mirabolante his­tória de queda de um UFO em Feira deSantana(BA) a 112 Km de Salvador. Umfazendeiro de apelido Beto, tinha ligadopara TV SUBAÉ daquela cidade oferecen­do – em troca de dinheiro – um furo dereportagem; um disco voador tinha caído na sua fazenda e ele tinha provas e ima­gens do fato!
Apenas depois do meio dia, conse­gui – por fim – falar com Beto, que apóssua proposta de negócio, ante minha (apa­rente) frieza, me contou com bastante de­talhes o acontecido. Soube que tambémtentara vender suas provas a TV BAHIA,onde procurou o repórter José Raimundo:
"Ontem pela madrugada caiu algu­ma coisa na minha fazenda, dentro de umalagoa. Era do tamanho de um fusca; aqui­lo ficou boiando parcialmente submerso,perto da beirada. Tentei puxar como pude,trazendo para perto de mim, com uma vara.Aquilo parecia um parto... (quando seabriu uma porta) começou primeiro a sa…