Pular para o conteúdo principal

Hubble detecta buraco negro supermassivo expulso do centro galáctico


A galáxia 3C186, localizada a cerca de 8 bilhões de anos-luz de distância, é provavelmente o resultado da fusão entre duas galáxias. Isto é suportado por caudas de maré em forma de arco, normalmente produzidas por um puxo gravitacional entre duas galáxias em colisão, identificadas pelos cientistas. A fusão das galáxias também levou à fusão dos dois buracos negros supermassivos nos seus centros, e o buraco negro resultante foi então pontapeado do centro da sua galáxia hospedeira por ondas gravitacionais produzidas pela fusão.
O brilhante quasar, parecido a uma estrela, pode ser visto no centro da imagem. A sua galáxia-mãe é o objeto alongado e mais ténue por trás.
Crédito: NASA, ESA e M. Chiaberge (STScI/ESA)


Usando o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, uma equipe internacional de astrônomos encontrou um buraco negro supermassivo que foi impulsionado para fora do centro da distante galáxia 3C186. O buraco negro foi provavelmente expelido pelo poder das ondas gravitacionais. Esta é a primeira vez que os astrônomos descobriram um buraco negro supermassivo a uma distância tão grande do centro da sua galáxia hospedeira.

Embora vários outros buracos negros fugitivos já tenham sido observados noutros lugares, até agora nenhum deles foi confirmado. Astrônomos usaram o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA para detetar um buraco negro supermassivo, com 1 bilhão de vezes a massa do Sol, sendo expulso da sua galáxia-mãe. "Nós estimamos que terá sido necessária uma energia equivalente a 100 milhões de supernovas, explodindo simultaneamente, para ejetar o buraco negro," descreve Stefano Bianchi, coautor do estudo da Università degli Studi Roma Tre, Itália.

As imagens captadas pelo Hubble forneceram as primeiras pistas de que a galáxia, chamada 3C186, era invulgar. As imagens da galáxia, situada a 8 bilhões de anos-luz de distância, revelou um quasar brilhante, a assinatura energética de um buraco negro ativo, localizado longe do núcleo galáctico. "Os buracos negros residem no centro das galáxias, por isso é invulgar ver um quasar que não está no centro," lembra o líder da equipa Marco Chiaberge, investigador da ESA-AURA no STScI (Space Telescope Science Institute), EUA.

A equipa calculou que o buraco negro já viajou cerca de 35.000 anos-luz desde o centro, mais do que a distância entre o Sol e o centro da Via Láctea. E continua a sua viagem a uma velocidade de 7,5 milhões de quilômetros por hora. A essa velocidade, o buraco negro podia viajar da Terra à Lua em três minutos.

Embora não possam ser excluídos outros cenários para explicar as observações, a fonte mais plausível da energia propulsora é que este buraco negro supermassivo recebeu um pontapé de ondas gravitacionais desencadeadas pela fusão de dois buracos negros massivos no centro da sua galáxia hospedeira. Esta teoria é suportada por caudas de maré curvas identificadas pelos cientistas, produzidas por um puxo gravitacional entre duas galáxias em colisão.

De acordo com a teoria apresentada pelos cientistas, há 1-2 bilhões de anos atrás as galáxias - cada com enormes buracos negros centrais - fundiram-se. Os buracos negros giraram em redor um do outro no centro da galáxia elíptica recém-formada, criando ondas gravitacionais que foram lançadas para fora como água num borrifador. Dado que os dois buracos negros não tinham a mesma massa e rotação, emitiram ondas gravitacionais mais fortemente ao longo de uma direção. Quando os dois buracos negros finalmente se fundiram, a emissão anisotrópica de ondas gravitacionais gerou um disparo que impulsionou o buraco negro resultante para fora do centro galáctico.

"Se a nossa teoria estiver correta, as observações fornecem fortes evidências de que os buracos negros supermassivos podem realmente fundir-se," explica Stefano Bianchi sobre a importância da descoberta. "Já há evidências de colisões entre buracos negros de massa intermédia, mas o processo que regula os buracos negros supermassivos é mais complexo e ainda não totalmente compreendido."

Os investigadores têm a sorte de ter capturado este evento único porque nem todas as fusões entre buracos negros produzem ondas gravitacionais desequilibradas que impulsionam um buraco negro para fora da galáxia. A equipa quer agora garantir mais tempo de observação com o Hubble, em combinação com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) e outros observatórios, para medir com mais precisão a velocidade do buraco negro e do seu disco de gás circundante, o que pode fornecer mais informações sobre a natureza deste objeto raro.


Esta ilustração mostra como dois buracos negros supermassivos se fundiram para formar um único buraco negro que, seguidamente, foi ejetado da sua galáxia hospedeira.
Painel 1: Duas galáxias em interação finalmente fundem-se uma com a outra. Os buracos negros supermassivos nos seus centros são atraídos um pelo outro.
Painel 2: Assim que os buracos negros supermassivos se aproximam, começam a orbitar-se um ao outro e no processo criam ondas gravitacionais fortes.
Painel 3: À medida que irradiam energia gravitacional, os buracos negros aproximam-se com o passar do tempo e, finalmente, fundem-se.
Painel 4: Caso os dois buracos negros não tenham a mesma massa e rotação, emitem ondas gravitacionais mais fortememente numa direção. Quando os dois buracos negros finalmente colidem, param de produzir ondas gravitacionais e o buraco negro resultante então recua na direção oposta às ondas gravitacionais mais fortes e é ejetado da sua galáxia-mãe.
Crédito: NASA, ESA e A. Feild/STScI


FONTE: http://www.ccvalg.pt

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ovnis e estranhas criaturas próximos ao Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (RN)

Desde o ano de 2016 militares da Aeronáutica que trabalham na Barreira do Inferno já percebiam bolas de luzes alaranjadas como também feixes de luzes amarelados no céu noturno, bem próximo daquela região. Por desconhecerem totalmente a origem dessas luzes misteriosas e a finalidade delas, vários militares observavam intrigados e chegavam a comentar entre eles sobre esses fenômenos luminosos. Dias após a percepção dessas claridades no céu noturno, alguns militares começaram a perceber ao redor daquela localidade o aparecimento de criaturas vivas, de seres que não eram humanos. Um dos militares chegou a ver um "Urso Polar" e imediatamente comunicou a outros militares de plantão. Tal militar chegou a passar mal após a aparição de tal criatura. Já um outro militar flagrou uma outra criatura aparentando ser um "homem de grande porte" sair andando de dentro da água do mar. Outro militar relata que presenciou duas criaturas que de início pareciam apenas dois cachorros g…

Ovnis em Iporanga (SP)

Entrada da Casa de Pedra, caverna com maior boca do Mundo, 215 metros.

Iporanga em tupi significa “Rio Bonito” e foi palco da exploração de ouro no período colonial e, posteriormente da exploração de chumbo e zinco no século passado. Na região há famosas cavernas: Formação Iporanga e Formação Votuverava. Em Iporanga, efetuaram-se diversos estudos de mapeamento geológico e pesquisa mineral, sobretudo pela CPRM - Serviço Geológico do Brasil. A seção geológica mais conhecida é o famoso perfil Apiaí-Iporanga. A cidade atrai muitos visitantes por possuir lindas cachoeiras, piscinas naturais, vales, grutas e cavernas. Iporanga é a cidade que possui o maior número de cachoeiras em todo o Brasil, nas 365 cavernas cadastradas. O turista poderá praticar esportes radicais como o rapel, canyonismo e trekking. Atrativos culturais podem ser visitados como o museu da cidade, a Igreja Matriz e as casas com o estilo colonial. Por todos estes motivos, Iporanga é considerada um dos mais importantes cent…

Conheça histórias de pessoas que foram abduzidas por Extraterrestres

As pessoas do mundo se dividem em dois grandes grupos e um terceiro bem pequeno.

Os dois grandes grupos são: aqueles que acham que ETs existem e aqueles que acham que ETs não existem.

Correndo por fora, existe uma minoria silenciosa que se mantém quietinha, aparentemente, porque, se essas pessoas disserem as coisas que elas sabem, ninguém acreditaria nelas.

Elas fazem parte do pequeno grupo que jura de pé junto ter feito contato com seres extraterrestres.

O fotógrafo nova-iorquino Steven Hirsch, de 63 anos, é um cara que, se não acredita nessas pessoas, pelo menos acredita no direito que elas têm de contar suas histórias do jeito que quiserem.

Por isso, ele criou um blog em que entrevista e fotografa gente que diz ter sido abduzida por alienígenas. O endereço é littlestickylegs.blogspot.co.uk.

- Eu não quero que os meus leitores tenham nenhum tipo de ideia pré-concebida sobre essas pessoas até qie eles vejam suas imagens e leiam suas palavras. Minhas entrevistas mal conseguem ir além…