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Ué, cadê as estrelas na foto?



POR SALVADOR NOGUEIRA

Esta é uma das perguntas mais comuns ao ver aquelas imagens todas dos astronautas na Lua, ou mesmo ao observar fotos e vídeos divulgados pelas agências espaciais do mundo: por que as estrelas de fundo nunca aparecem nessas imagens?

As teorias da conspiração que giram ao redor disso, claro, não fazem o menor sentido. Mas a dúvida é legítima. Por que as estrelas não aparecem? Vamos agora entender essa história, que já é velha conhecida de quem manja de fotografia.

Todos os dispositivos para registro visual, desde os olhos até as câmeras digitais modernas, são basicamente bacias de luz. Ali você vai recolher as partículas de luz que incidem sobre uma superfície — seja ela um sensor digital ou as células da sua retina — e transformá-las numa imagem.

Dependendo do brilho, cada objeto emite uma certa quantidade de partículas de luz. Objetos mais brilhantes emitem mais, objetos menos brilhantes emitem menos. E o que vai determinar quanta luz vai incidir sobre sua superfície sensora e gerar a imagem é o tempo de exposição.

Até aí, tudo bem. Se você quer fotografar objetos pouco brilhantes, basta aumentar o tempo de exposição, para que o número de partículas de luz dos objetos seja suficiente para produzir uma boa imagem. Se você quer fotografar objetos muito brilhantes, diminui o tempo de exposição, para entrar só uma quantidade adequada de partículas de luz, e o objeto ficar bem delineado.

O problema é quando você tem, no mesmo quadro, objetos muito brilhantes e pouco brilhantes. Nessas horas, você vai ter de escolher qual é a sua prioridade: fotografar bem o objeto mais brilhante e desprezar os demais, ou fotografar os objetos menos brilhantes e saturar de luz a imagem dos que já são mais brilhantes.

É o caso das imagens espaciais de corpos planetários — seja astronautas vestidos de branco caminhando sobre a brilhante superfície da Lua ou uma imagem de Marte à distância. A regulagem do tempo de exposição foca em registrar com nitidez os objetos mais brilhantes. E os menos brilhantes da cena — as estrelas — não aparecem.

Mais uma dica: esse papo todo de exposição não foi uma coisa que a Nasa inventou. Não é coisa de agência espacial, nem de conspiração Iluminati. É princípio básico de fotografia, que vale para qualquer lugar, não só no espaço. Se tem captura de imagens, essas regras de exposição estão valendo. Valem até para os seus olhos — eles trabalham pelo mesmíssimo princípio, com a diferença de que regulam a área de exposição, em vez do tempo.

Se você estiver num ambiente iluminado e sair para observar o céu noturno, verá, de início, poucas estrelas. Isso porque suas pupilas estavam mais fechadas, adaptadas ao ambiente claro. Com menos luz, elas vão se abrindo, o nível de exposição da retina aumenta e você passa a enxergar mais estrelas. E, se, com a pupila bem dilatada, você entrar de novo num ambiente iluminado, todo mundo conhece a sensação de desconforto nos olhos — tem luz demais entrando na retina! A pupila precisa se contrair para regular novamente nossa “câmera natural”.

FONTE: http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/

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