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O Céu do Brasil



TRIBUTO A RONALDO ROGÉRIO DE FREITAS MOURÃO

Durante a assembleia do III SNEA, em outubro de 2014, foi proposta e aprovada a inserção de uma nota biográfica de Ronaldo R. F. Mourão nas Atas do evento, falecido no mesmo ano, no dia 25 de julho de 2014, aos 79 anos, no Rio de Janeiro (RJ), vítima de um AVC.

Como editor das Atas, coube ao Prof. Dr. Paulo S. Bretones da Universidade Federal de São Carlos escrever esta homenagem.

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão nasceu no Rio de Janeiro - RJ em 25 de maio de 1935.

Foi um dos astrônomos brasileiros mais importantes e sua atividade de divulgação por meio dos artigos, livros e entrevistas inspirou toda uma geração, motivando muitos a seguirem a carreira de astrônomo.



Formou-se em Física pela Universidade do Estado da Guanabara (atual UERJ) em 1960. Em 1967 concluiu o doutorado na Universidade de Paris (Sorbonne) com estágios no Observatoire du Pic-du-Midi, Observatoire de Haute-Provence, Observatoire de Paris e Observatoire Royal de Belgique.

Ingressou no Observatório Nacional como auxiliar de Astrônomo em 1956, foi chefe da Divisão de Equatoriais (1968-1975) e Diretor da Divisão de Astronomia (1975-1976).

Pesquisador do CNPq foi um dos fundadores da Sociedade Astronômica Brasileira em 1974, além de idealizador, fundador (1985) e primeiro diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST). Também foi um dos fundadores do Clube de Astronomia do Rio de Janeiro (CARJ) em 1976.

Publicou 98 livros, dentre eles o Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica e mais de mil ensaios em revistas e jornais. Manteve uma coluna semanal durante mais de vinte e cinco anos, no Jornal do Brasil e outros jornais e revistas de divulgação científica. Em 1979, recebeu o Prêmio José Reis de divulgação científica, do CNPq.

Suas principais contribuições astronômicas foram no campo das estrelas duplas, asteroides, cometas e técnicas de astrometria fotográfica. Descobriu vários asteroides em observações realizadas no Observatório Europeu Austral (ESO), em La Silla, no Chile e foi o primeiro brasileiro a ter um asteroide com seu nome.

Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), desde 2001, da Academia Brasileira de Filosofia e da Academia Luso-Brasileira de Letras desde 1999, entre outras instituições.

Recebeu o Prêmio “Suprema Honra ao Mérito” da Universidade Soka, em Tóquio, Japão, que equivale ao título de Doutor Honoris Causa e o Prémio Cultura e Paz da Soka Gakkai International (SGI) em 2005.

Também foi membro das Comissões de Estrelas Duplas Visuais, Pequenos Planetas e História da Astronomia da União Astronômica Internacional (IAU).

Pessoalmente fui muito influenciado por seus artigos e entrevistas em jornais, rádios e TVs. Nos encontramos em vários eventos e o visitei em diversas oportunidades, sendo que em uma delas (2011) gravamos uma entrevista.

Nessas ocasiões sempre perguntava sobre minhas atividades, me incentivava e me presenteava com um exemplar de mais um livro, dos muitos que publicou.

Com uma longa cabeleira, sua característica marcante, com voz suave e afável tratava as pessoas com muita atenção e carinho e com um sorriso nos lábios que nunca vou esquecer.

Por Paulo S. Bretones - DME/UFSCar

ASTRONOMIA NO RÁDIO

Na década de 1970, Ronaldo R. F. Mourão foi convidado pelo Projeto Minerva para produzir a série "O Céu do Brasil".

Visando conversar sobre o contexto da produção do programa, o Prof. Dr. Paulo S. Bretones visitou o astrônomo em sua residência no Rio de Janeiro em 26 de novembro de 2011.





FONTE: http://www.oceudobrasil.ufscar.br/

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