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Simular um universo em um supercomputador é bem complicado



O EAGLE Project é uma tentativa de simular um universo dentro de um supercomputador. Sim, isso é tão complicado quanto parece.

O projeto, abrigado pela Universidade de Durham, no Reino Unido, está tentando entender como as galáxias se formam e evoluem. Ele começa usando as informações básicas coletadas da radiação cósmica de fundo em micro-ondas pelo satélite Planck, e então deixa a gravidade “fazer sua mágica”.

O EAGLE é uma das maiores simulações hidrodinâmicas do mundo — usa 7 bilhões de partículas para mapear galáxias, e levou um mês e meio para ser executada pelo supercomputador DiRAC-2, em Durham.

Michelle Furlong, pós-doutoranda do Instituto de Cosmologia Computacional da Universidade de Durham, fala um pouco sobre o trabalho:

A simulação é de 300 milhões de anos-luz por lado. As partículas na simulação são do tamanho de um milhões de Sóis. Isso quer dizer que uma galáxia, digamos, do tamanho da Via Láctea, seria do tamanho de 10 mil partículas. Nós executamos a simulação com 4.096 núcleos. Levou 43 dias para rodar. Acho que levaria 300 anos para rodar, se você conseguisse, em um laptop comum.

Jaime Salcido, doutorando do Instituto de Cosmologia Computacional da Universidade de Durham, explica a importância da simulação:

Como teóricos, um dos objetivos principais é reproduzir o universo observável. Então, uma das coisas mais legais sobre a simulação é que nós podemos usá-la para prever algumas coisas que podem ser observadas com telescópios reais. Nós falamos com astrônomos que usam os telescópios mais recentes, assim eles podem testar nossas teorias com observações reais.



FONTE: GIZMODO BRASIL

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