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A destruição iminente de Fobos


Fobos, a lua condenada, fotografada pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter (Crédito: Nasa)

Um novo estudo mostra que a gravidade de Marte está destroçando uma de suas duas luas. Em mais alguns milhões de anos, ela será completamente destruída, e o planeta vermelho terá apenas um satélite natural, assim como a Terra.

POR SALVADOR NOGUEIRA
05/11/15 01:12

O trabalho, liderado por Terry Hurford, do Centro Goddard de Voo Espacial da Nasa, mostrou que uma série de ranhuras presentes na superfície de Fobos, a mais interna das duas luas marcianas, é produto de estresse gerado pelo efeito de maré do planeta sobre o pequeno satélite. Esse fenômeno, em mais alguns milhões de anos, irá despedaçá-lo por completo.

Diferentemente da Lua terrestre, os dois satélites naturais de Marte não são corpos celestes esféricos e grandes. São meramente pedregulhos espaciais, que mais lembram asteroides que qualquer outra coisa. Há até quem defenda que eles sejam de fato asteroides, que acabaram capturados pela gravidade de Marte e convertidos em luas. Mas também não se descarta a possibilidade de que Fobos e sua parceira Deimos tenham se formado ali mesmo, resultado de um impacto violento no planeta no passado remoto — mesmo mecanismo que teria dado origem à nossa Lua.

De todo modo, uma coisa que já sabíamos é que o tempo de Fobos no Sistema Solar já está no fim, em termos astronômicos. Ele orbita a apenas 6 mil km da superfície de Marte (um sexagésimo da distância Terra-Lua) e está se aproximando cada vez mais, quase dois centímetros por ano. Estima-se que, em 100 milhões de anos, Fobos, com seus cerca de 22 km de diâmetro, vá se despedaçar e então despencar sobre Marte.

O que ninguém ainda tinha noção é de que esse processo já começou. Conforme sua órbita vai decaindo, a força gravitacional imposta pelo planeta vermelho sofre variações que esticam e puxam o satélite natural. O resultado é, de início, as ranhuras observadas na superfície.

Foi o que demonstrou o novo trabalho, apresentado ontem em reunião da Sociedade Geológica da América. Ele construiu um modelo da estrutura interna de Fobos — que, ao que parece, é composto por um agregado de pedregulhos soltos, mantidos reunidos apenas pela força da gravidade, sobrepostos por uma camada de solo. O estudo mostrou que o estresse de maré causado por Marte produziria exatamente as mesmas ranhuras que são observadas em imagens obtidas por sondas.

Ou seja, a destruição da maior das luas de Marte já começou. Agora é correr para visitá-la antes que ela suma. Mas não se preocupe. Nos planos que a Nasa está desenvolvendo para missões tripuladas ao planeta vermelho, há uma grande chance de que isso aconteça. Antes de um pouso em Marte, que seria mais complicado, uma missão precursora poderia levar astronautas à superficie de uma das luas marcianas — possivelmente Fobos.

Deimos, menor, com seus 12 km, e mais afastado, a cerca de 20 mil km da superfície de Marte, está seguro para o que der e vier nos próximos bilhões de anos.

FONTE: http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/

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