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Uma resposta esperta para o Paradoxo de Fermi e a vida extraterrestre: seja paciente



O Paradoxo de Fermi é uma pergunta que fascina cientistas e pessoas em geral: teoricamente, há inúmeros planetas habitáveis no universo, já que existem bilhões de estrelas em bilhões de galáxias. Mas a humanidade ainda não fez contato com qualquer forma de vida inteligente. Por quê? Bill Nye decidiu abordar a questão em um vídeo curto no YouTube.

>>> O Paradoxo de Fermi: onde é que estão as outras Terras?

Bill Nye é um cientista e educador científico, famoso nos EUA por apresentar Eureka (Bill Nye the Science Guy), um programa de TV na mesma veia de O Mundo de Beakman. Ele foi exibido pela Rede Globo nos anos 90.

Para Nye, a resposta ao Paradoxo de Fermi é simples: seja paciente. Ele acredita que uma das maiores barreiras para fazer contato com vida alienígena é o tempo.

A resposta, eu acho, não é tão complicada. Nós só estamos buscando outras civilizações há uns 50-70 anos, dependendo de como você contar. Você tem que reconhecer que as civilizações teriam que surgir e se comunicar nesse mesmo período. Mas o universo está em curso há 13,6 bilhões de anos, então há uma série de oportunidades em que uma civilização não conseguiria encontrar outra.

Então, na minha opinião, o paradoxo de Fermi não é um motivo para desistir e não ter nenhuma esperança para a humanidade, porque somos algo único no meio do nada e nunca vamos conseguir contato. Não. Para mim, o paradoxo de Fermi nos impulsiona para a frente. Por que não descobrimos outras civilizações? Porque nós não estamos ouvindo o suficiente. Nós não estamos sendo suficientemente diligentes. Nós não estamos refletindo o bastante sobre isso.

Nye então menciona o trabalho da Planetary Society, da qual ele é diretor executivo. Esta organização sem fins lucrativos foi cofundada por Carl Sagan e é dedicada à exploração do Sistema Solar e à busca pela vida extraterrestre.

O educador lembra que a NASA está buscando por vida fora da Terra usando feixes de laser, porque eles conseguem levar mais informação a distâncias maiores que ondas de rádio.

Para mim, é obrigação de uma sociedade civilizada apresentar ou alocar apenas um pouco do nosso intelecto e riquezas para a busca de vida extraterrestre. Porque há duas questões que pegam cada um de nós. De onde viemos? … E a segunda pergunta é: estamos sozinhos? Poderíamos realmente estar sozinhos no universo?

Claro, Nye está sendo otimista aqui. Como explicamos por aqui, um dos prováveis motivos para não encontrarmos civilizações superavançadas é porque elas talvez não existam. Uma teoria diz que, em certo momento, existe um estágio evolucionário que é improvável ou impossível de ser atravessado pela vida. Esse estágio é chamado de Grande Filtro. Assim, é possível que outras civilizações já tenham desaparecido por causa desse Grande Filtro.

Mas e se encontrarem vida extraterrestre? Esse é o temor do filósofo Nock Bostrom, da Universidade de Oxford. Ele diz que, se descobrirem vida em Marte ou em outro planeta, isso eliminaria diversos potenciais Grandes Filtros no passado. Ou seja: nós estaríamos rumo a um Grande Filtro, prestes a encarar um evento que poderia condenar toda nossa espécie de uma vez. Bostrom diz que, em se tratando do Paradoxo de Fermi, “o silêncio do céu noturno é ouro”.



FONTE: http://gizmodo.uol.com.br/

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